sábado, 29 de dezembro de 2012

Um Conto de Natal, de Charles Dickens

Editora: Europa-América
Ano de Publicação/edição: 2009
Nº de Páginas: 182

Ebenezer Scrooge é um homem de negócios, cuja vida é inteiramente centrada nos assuntos financeiros. É um ser temível por quem o conhece. O seu principal feitio é ser avarento. Trabalha num escritório em Londres com o subserviente Bob, seu pobre, mas feliz empregado, pai de quatro filhos, sendo o mais pequeno Tim, que tem deficiência nos membros inferiores. Da sua família apenas um sobrinho tem contacto com Scrooge e chegado a altura do Natal o seu sobrinho convida-o para o jantar de Natal, mas este é insultado pelo velho, pois o Natal não significa nada para ele a não ser uma desculpa para o consumismo desenfreado.
Na véspera de Natal Scrooge recebe a visita fantasma de Jacob Marley, seu ex-sócio que faleceu precisamente há sete anos. Marley diz que seu espírito não pode ter paz, já que não foi bom nem generoso em vida, mas que Scrooge tem uma chance para se redimir e por isso três espíritos o visitarão em breve, aquando das 12 badaladas: o espírito do passado, o do presente e do futuro.
O primeiro, leva Scrooge de volta ao tempo da sua infância e relembra lugares e pessoas que marcaram a sua juventude. Muitas lembranças tristes vêm ao de cima e fazem o velho chorar. O segundo espírito leva o velhote à casa de Bob, para que este presencie a família e casa humildes do empregado que tanto faz questão em maltratar. O espírito «abre» os olhos do velho para que este compreenda que a felicidade e união podem habitar na mesma casa que a pobreza. O último espírito, apresenta-se como uma figura alta envolta num traje negro que oculta seu rosto; não fala, mas aponta, e mostra a Scrooge a sua morte iminente e solitária, se, se ele não mudar. Após a visita dos três espíritos, Scrooge amanhece como um homem regenerado espiritualmente e socialmente.
Um Conto de Natal é uma história rica, em diferentes aspectos. O autor centra a história no Natal, mas conscientemente não menciona os presentes, nem tão pouco o Pai Natal. Dickens foca apenas o essencial e imaterial da quadra natalícia.
(Quem leu e viu as aventuras do Tio Patinhas, o personagem mais avarento da Disney, irá certamente reconhecer a personalidade de Scrooge; mas é conhecido outras inspirações, por exemplo uma citação no filme Shrek.)
Esta é a ilação sobre o primeiro conto sobre a quadra natalícia, de Charles Dickens, contido neste livro. Dada a dimensão e popularidade deste conto, o segundo, Os Sinos de Ano Novo, não se lê com a mesma intensidade, até porque a mensagem que este transmite não se equipara à do primeiro.
Uma nota positiva para esta edição é que inclui as ilustrações originais de John Leech, ilustrador predileto de Dickens.
Escrito em 1843, A Christmas Carol (título original) foi inúmeras vezes adaptado ao teatro, cinema e televisão, tendo a última adaptação cinematográfica, em 2009, merecido uma grande produção da Disney. Recomenda-se ler o livro (principalmente para quem quer começar a ler Dickens e não quer se estrear com David Copperfield ou Oliver Twist) e ver o filme.

5 comentários:

tonsdeazul disse...

Um clássico intemporal em que revela toda a singeleza de Dickens! Lindo!

Um excelente ano de 2013! :)

Miguel Pestana disse...

Obrigada. Desejo o mesmo :)

Teté disse...

Já li há muitos anos, já vi em várias versões fílmicas, mas é sempre uma obra genial, Miguel! Como muito bem referiu a Tons de Azul... :)

Bom 2013 para ti!

Miguel Pestana disse...

BOm ano Teté. :)

Leandro disse...

Criou o Tio Patinhas
muito bom
e muito recomendado a quem quer se iniciar em Dickens