domingo, 24 de fevereiro de 2013

«Uma Melodia Inesperada», de Jodi Picoult

Editora: Civilização
Ano de Publicação: 2011
Nº de Páginas: 480
Após dez anos de várias tentativas falhadas para constituírem família, Zoe e Max, recorrendo à fertilização in vitro, finalmente veem o seu desejo cientificamente realizado. Ou melhor, a se desenvolver. Um natimorto foi o fecho de mais uma fase na vida do casal, que ao não «vingarem» fecundamente, e um dos cônjuges não querer ser mais pai, pedem o divórcio. Os papeis são assinados, mas nem eles nem os juízes lembram-se de um pormenor muito importante. Omissão essa que os levará novamente a tribunal solicitando a «custódia» de embriões congelados, pertencentes aos dois, isto em termos genéticos.
Zoe é terapeuta musical em várias instituições, ajudando os pacientes oncológicos e depressivos a suavizar a dor que sentem através das melodias. Quando é chamada por Vanessa, a psicóloga da escola de uma jovem com pensamentos suicidas, Zoe não imagina que a sua carreira profissional poderá ser posta em perigo. As duas terapeutas irão se conhecer melhor, por terem uma paciente em comum, e o que começa por uma amizade avança para relação amorosa.
Elas, em tribunal irão estar na facção que solicita os embriões, para fazerem parte da sua família, mesmo sendo lésbicas. Do outro lado do tribunal, Max, que recupera do problema do alcoolismo, requer a posse das «futuras crianças», não para ele, mas para «dá-los» a outro casal estéril, heterossexual. Será que os pressupostos jurídicos para estes casos são lineares? É esta uma das questões que Picoult estudou com rigor e pôs neste romance, o seu 18º.
Como é costume nos seus romances, a historia de Uma Melodia Inesperada é apresentada ao leitor sob o ponto de vista, dos vários desenvolvimentos da narrativa, de vários personagens, fazendo com que quem lê se envolva na trama e «discuta» com os personagens não simpatizam. Os detalhes sobre os temas abordados e o requinte com que a autora introduze-os é determinante para estarmos a folhear página após página.
Nota-se pela escrita e vinco em alguns excertos do romance que a autora é a favor dos casais homossexuais poderem adoptar e é por este «desnivelamento» que é fácil imaginarmos o desenlace da história. Contudo, é um livro que levanta uma catadupa de opiniões, em outros temas também polémicos.
Foi notícia que a apresentadora Ellen DeGeneres iria realizar a adaptação de Sing You Home (título original) para filme. Vamos esperar para ver.

11 comentários:

Célia disse...

Este livro ainda não li, mas Jodi Picoult é uma autora de eleição. As histórias são fantásticas e imprevisíveis.

redonda disse...

Já li um livro desta autora e gostei. Este ainda não li.

Gonçalo Gomes disse...

Tenho este livro :-)

Li Menina Mulher disse...

Já li um livro desta autora e gostei.

Paula disse...

Tenho este livro para ler... Jodi Picoult é uma das minhas autoras preferidas :)

Leto of the Crows - Carina Portugal disse...

Gostava muito de ler este livro :)

Evanda Ferreira disse...

Tenho essa bela obra de Jodi Picoult! Recomendado para quem ainda não leu!

eu disse...

Aqui está um livro que gostava de ler.

Susana Ribeiro disse...

Adoro os livros desta autora. Este é um dos meus preferidos. Aconselho a sua leitura!

Ines Calisto disse...

Adoro esta escritora, é a minha preferida

Ines Calisto disse...

Adoro esta escritora, é a minha favorita