segunda-feira, 16 de setembro de 2013

«O Velho e o Mar», de Ernest Hemingway

Editora: Livros do Brasil
Ano de Publicação: 2011
Nº de Páginas: 112

The Old Man and the Sea, no seu título original, foi publicado originalmente em 1952. Até os dias de hoje este livro do escritor norte-americano perdura como uma das suas obras de maior referência. O Velho e o Mar, além de ter sido a obra vencedora do Prémio Pulitzer de 1953, galardoou Ernest Hemingway (1899-1961) com o Nobel de Literatura um ano mais tarde «por sua maestria da arte narrativa (…) e pela influência que exerceu no estilo contemporâneo.»
Nesta narrativa de pouco mais de cem páginas é-nos contado a história de Santiago, um velho e experiente pescador, que sente-se desiludido por a sua doença não o permitir mais capturar peixes. Todavia, persistente e resiliente como é, o velho embarca para o mar, sozinho («Um homem nunca se perde no mar»), com o intuito de ter sorte dessa vez. Santiago, que embora tivesse muitos companheiros de profissão tinha poucas amizades, ao ver-se, quiçá, pela última vez no mar, dá-se por si a ter saudades de Manolin, um jovem rapaz que o tinha em apreço: «Quem me dera que o rapaz aqui estivesse». Enquanto esteve no mar o velho falava sozinho, consigo e com o mar. O mar pode ser considerado uma das personagens principais nesta obra, e como escreveu no prefácio Jorge de Sena, o escritor a quem coube o papel da tradução para português da obra, «O mar e a sua fauna vivem esplendorosamente nestas páginas».
Quando ele e o rapaz pescavam falavam só quando era necessário, pois naquele tempo em Cuba «era considerado uma virtude não falar inutilmente no mar». Na sua canoa, Santiago consegue pescar um peixe, segundo ele «tão grande que era quase como ter ao lado um barco muito maior.» Sem terra à vista, e com feridas no corpo, o velho estava amarrado ao maior peixe que jamais vira, e eis que dá-se uma luta pela sobrevivência, literalmente e metaforicamente, entre capturador e capturado. Uma das mensagens deste livro escrito de linguagem simples é de que a natureza vencerá sempre o homem, mas cabe a ele resistir, superar as vicissitudes da vida e nunca se sentir derrotado. Um livro que merece estar nas nossas estantes, obrigatoriamente.

4 comentários:

helena frontini disse...

Um dos livros que li na adolescência que mais me marcou. A partir daí, li tudo do mesmo autor. Para motivar os alunos, costumo apresentar um pequeno filme russo de animação sobre a obra. Não há quem resista!

Maria disse...

Li este livro quando andei na escola e fiz um trabalho. Na altura era do PNL, não sei se ainda é...
Gostei muito

Programa Prevenção disse...

Este livro mostra que em tudo a perseverança é fundamental. É um livro de leitura obrigatória na minha opinião.

Freitas disse...

perseverança sempre. Recomendaram-me este livro e adorei!