sábado, 29 de agosto de 2015

«O Vírus do Apocalipse», de Douglas Preston e Lincoln Child

Data de Publicação: Maio 2013
N.º de Páginas: 416

Guy Carlson é um jovem cientista recém-formado que trabalha em Nova Jérsia, na sede da GeneDyne, uma das empresas de biotecnologia mais avançadas do mundo. Quando ele é convidado pelo patrão, Brent Scopes, para liderar em Mount Dragon um projecto megalómano que será de valor incalculável para a espécie humana, o geneticista que está no início da sua carreira, pondera a razão de ser de tal inesperado convite. Depois e ponderar se será capaz de assumir um cargo de tamanha responsabilidade, Guy viaja para Mount Dragon, o laboratório da firma situado no árido e remoto deserto do Novo México. Tendo com assistente laboratorial a mal-humorada e sarcástica Susana Cabeza de Vaca, ambos levam a cabo várias experiências que visam garantir a viabilidade para a saúde pública de um gene que tornará os humanos imunes a todos os estirpes de gripe. O X-FLU, o nome do produto que testam em macacos, pode salvar milhões de pessoas, mas uma vez libertado, acidental ou intencionalmente, pode destruir a raça humana, também.
Simultaneamente, Charles Levine, um professor de Teoria Genética em Harvard, administrador de uma organização muito radical contra a engenharia genética, e o inimigo número um de Brent Scopes, entra em contacto com Guy, contratando um hacker para se infiltrar na rede de segurança apertada do Mount Dragon. O objectivo do professor, tido por muitos como conservador fervoroso, é aliciar o jovem cientista, seu ex-aluno, a entravar a propagação desse anti-vírus para as distribuidoras farmacêuticas.
A primeira das três partes que dividem a história, termina com «pedaços enrugados de massa cinzenta do cérebro (…)». A acção continua se desenrolando tendo os personagens principais, Guy e Susana, a se encontrarem constantemente em situações de perigo e sobrevivência, tanto dentro do laboratório como no deserto. Estas segunda e terceira partes deste romance de acção, são plenas de tensão e a adrenalina aumenta em direcção a um final emocionante.
O Vírus do Apocalipse, conta com uma tradução de Jorge Colaço exímia; são vários os jargões científicos de engenharia genética que assolam a obra, mas as sintaxes bem constituídas, onde esses termos aparecem, são bem entendidas para o leitor leigo em ciências genéticas. Como é apanágio dos autores, o livro tem um ritmo e um suspense que, vagarosamente, vão se alternando e aumentando consoante as páginas vão ficando para trás. A intriga e o engenho são sustentados por um trabalho de pesquisa bem fundamentado e por uma escrita inteligente, que flui elegantemente. Em suma, é um típico thriller da sempre surpreendente dupla Douglas Preston e Lincoln Child, autores de êxitos como A Relíquia, O Relicário e Gabinete de Curiosidades.
O Vírus do Apocalipse resume-se assim, em boas horas de leitura. O único reparo a fazer é notar-se em certos momentos deste romance (e de outros da dupla de escritores) uma certa repetição e acção excessiva, muitas descrições sem utilidade para o bom entendimento geral do livro; menos 50 páginas e o resultado seria de excelência.

3 comentários:

Isabel Nascimento disse...

Um livro interessante, gostava de ler

Anabela Ribeiro disse...

Gostava de ler este livro.

João Mira disse...

Parece bom, está na minha lista de livros a ler