sexta-feira, 23 de outubro de 2015

«O Homem Que Queria Ser Feliz», de Laurent Gounelle

Editora: Sinais de Fogo
Data de Publicação: 2009
N.º de Páginas: 196

Julian, o protagonista desta estória, é um homem que reside em França, é refém das suas crenças e convicções que limitam e impedem-no de alcançar os seus sonhos. Este professor insatisfeito com o seu trabalho decide passar férias na Indonésia. Ao chegar a Bali, ele ouve falar de um mestre espiritual reputado, que não se cinge a curar o corpo mas também a alma dos pacientes que residem na ilha e dos turistas, que o procuram. Julian, que nunca se interessou por assuntos ligados à espiritualidade, e longe de se achar doente ou infeliz, decide marcar uma sessão com Samtyang, o curandeiro. Este encontro com o ancião vai fazer submergir à sua consciência vários padrões de comportamento e crenças limitadores que toda a sua vida, desde a infância, «é sobretudo durante a infância que se criam a maior parte das convicções que temos acerca de nós»), inconscientemente, o professor alimentou. Na cabana onde as sessões começam a ter lugar, um lugar onde Julian começa a deixar com naturalidade as suas preocupações à porta, onde respira «paz», «mistério» e «serenidade», o velho sábio balinês atribui-lhe exercícios/missões para ele compreender que tudo aquilo que ele pensa lhe dita o seu bem-estar e futuro. O protagonista, ao despertar o seu lado espiritual começa a definir prioridades pessoais e profissionais, mesmo que esses novos objectivos extravasam as suas zonas de conforto.
O Homem Que Queria Ser Feliz é um livro onde o autor conduz o leitor a reflectir sobre a importância e impacto que as escolhas que fazemos diariamente têm, e se somos ou não reféns das decisões que tomamos. Sacrifício, sonho, crença, rejeição, dinheiro e apego são alguns dos assuntos que ao longo do livro (L'Homme Qui Voulait Être Heureux de seu título original) Laurent Gounelle se debruça. Através de um estilo de escrita acessível e sem fazer uso de frases batidas sobre desenvolvimento pessoal (o que é um factor a pró do livro), o autor de Deus Viaja Sempre Incógnito (2010) consegue dizer através de poucas páginas o essencial sobre as relações humanas, tendo como suporte a descrição de uma jornada espiritual de um professor que sonhava ser outra coisa, que finalmente encontra o seu equilíbrio emocional quando viaja um pouco mais longe…
O Homem Que Queria Ser Feliz é um livro inspirador, profundo e misterioso. Revela-nos que os sonhos são como uma bússola que nos indica quais os melhores trilhos a seguir e as metas a alcançar. Quem leu Comer, Orar, Amar vai gostar de ler este livro.

1 comentário:

Ana Maria Marcos disse...

Qual o Homem que não quer ser Feliz??