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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Romance «Para Além do Mal» é umas novidades da Padrões Culturais Editora


Para Além do Mal
Pré-História e História de um Psicopata
de Miguel Vieira, António Sampaio 

O Livro
Para Além do Mal - Pré-História e História de um Psicopata é uma obra de ficção escrita por um psiquiatra (António Sampaio) e um enfermeiro (Miguel Vieira). Com base nos seus conhecimentos e nas suas experiências na área das perturbações mentais, os autores sugerem neste livro a génese do "psicopata".
Os comportamentos anti-sociais dos "psicopatas" têm inspirado escritores e realizadores que, não raras vezes, se debruçam sobre a arquitectura inteligente e perversa de tais comportamentos.
Nesta obra, o que interessou aos autores foi explicar a génese de comportamentos que, não tendo que ser necessariamente anti-sociais, revelam uma origem quase não-humana. Para Além do Mal é uma tese sobre como pode ser gerado e criado um homem não-homem. Na origem deste "psicopata" estão complicados factores familiares e sociais que os autores denunciam.


O Louco
de Kahlil Gibran 
Sinopse
Entre os muitos bons textos de K. Gibran, destacamos n’ O Louco uma interessante teoria do belo, assente na diferença, que aqui nos é apresentada como uma alegoria, em que a individualidade deve ser respeitada e sobretudo estimulada. O autor utiliza a metáfora da divisão do mundo em dois, ambos loucos, sendo que o do jovem que está no asilo, o dos "loucos sozinhos", parece ser o mais coerente e autêntico, segundo o que o texto nos deixa transparecer. Esta parábola tem o propósito de nos alertar para a tendência à crítica que todos nós temos, baseada no infeliz hábito de julgarmos os outros, segundo os nossos gostos ou valores.

Excerto
“Deus das almas vagabundas, Deus fugido dos deuses, atende-me. Tu, destino que proteges espíritos loucos e errantes como o meu, escuta- -me. Vivo no meio de uma raça de homens perfeitos. Eu, o mais imperfeito de todos os homens. Eu, um caos humano, uma nebulosa de confusão, movo-me entre mundos perfeitos, entre povos regidos por leis exemplares, que seguem uma ordem pura; de pensamentos catalogados, de sonhos ordenados, de visões inscritas e registadas. (…) É um mundo perfeito, um mundo de excelência consumada, um mundo de coisas supremas e maravilhosas. O fruto mais maduro do Paraíso, o pensamento que rege o universo. Mas, porque tenho eu de viver nele, meu Deus? Eu que sou a imatura semente de uma paixão insatisfeita, louco vendaval que não vai para Oriente, nem para Ocidente, fragmento aturdido de um planeta que sucumbiu envolto em chamas. Porque estou eu aqui?, meu Deus.”

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