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sábado, 9 de maio de 2026

«A Viagem Inútil» confirma Camila Sosa Villada como uma das grandes vozes da literatura latino-americana actual


Camila Sosa Villada
(n. 1982) é uma escritora, actriz e cantora argentina. O seu romance de estreia, 
As Malditas, (BCF Editores, 2022), ganhou vários prémios literários e teve um impacto enorme no espaço literário latino-americano contemporâneo. Las Malas (2019) foi considerado o melhor livro do ano pela maioria dos suplementos literários e foi adaptado para série televisiva.

Em Março de 2025, pela Quetzal Editores saiu Tese sobre Uma Domesticaçãoo seu segundo romance (o livro sobre sexualidade mais importante que o escritor Édouard Louis leu)uma história feita de cumplicidades ocultas e paixões avassaladoras, em que uma família tenta sobreviver agarrada a pequenos lampejos de felicidade, sem perceber que a derrota já a acompanhava desde o início.

Da autora, a 3 de Junho, será publicado A Viagem Inútil, um «relato cru da própria vida de Camila Sosa Villada: as suas origens, a sua dolorosa infância - um corpo clandestino de mulher açoitado pela fúria alcoólica do pai -, a vivência como travesti que conheceu a prostituição, mas também o êxito (...)» 
A Viagem Inútil (El viaje inútil, 2018), um ensaio autobiográfico intenso e memorável. 

Excerto
«Escrevo para que uma história se saiba. A história do meu travestismo, da minha família, da minha tristeza na infância, de toda a tristeza prematura que foi a minha família, o alcoolismo do meu pai, as carências da minha mãe. As mudanças que me afastavam para sempre dos amigos, do clima dos meus quartos, do costume dos pátios, da segurança de um esconderijo. Escrevo para poder dizer as imagens que povoaram a minha infância. Também para dizer a luta da minha família contra a pobreza, um conflito que nos devastou e adoeceu de rancores e desamor e indiferença, todos contra todos.»

Elogios da imprensa
«Uma das escritoras mais populares da cena literária atual.» La Nación

«O universo de Sosa Villada combina comédia e tragédia, transformando os marginalizados em deuses provocadores de um Olimpo colorido, cruel e terno onde dançam Jean Genet, Frida Kahlo, Lorca, Duras, Almodóvar, Alexievich e García Márquez, algumas das suas influências.» La Vanguardia

«Para ela, escrever, mesmo apesar do pessimismo, não é apenas um bálsamo contra as coisas terríveis que acontecem no mundo ou um lugar de fuga. Para ela, a literatura é um modo de vida.» Rolling Stone 

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