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terça-feira, 12 de maio de 2026

Romances de Jacqueline Harpman e de Percival Everett chegam às livrarias esta semana


Orlanda e Rasura, com traduções de Maria de Fátima Carmo e de Bruno Vieira Amaral, respectivamente, chegam às livrarias a 14 de Maio, com a chancela Livros do Brasil, do Grupo Porto Editora.

Distinguido com o Prémio Médicis em 1996 e agora redescoberto, Orlanda é um engenhoso e provocador romance que explora o modo como um e outro sexo ocupam o mundo, num sonho andrógino que, depois de Eu Que não Conheci os Homens, confirmou a genialidade da escritora belga Jacqueline Harpman
Esta obra continua a revelar-se actual, nomeadamente no que diz respeito aos debates sobre identidade e representações de género. 

Texto sinóptico
Na gare du Nord, em Paris, Aline Berger aguarda o comboio que a levará de volta a casa, em Bruxelas. Nas mãos, tem um exemplar de Orlando, de Virginia Woolf, e o seu espírito, incapaz de se concentrar na leitura, divaga. Como seria se pudesse habitar o corpo de um homem? E se o corpo desse homem fosse o daquele jovem a umas mesas de distância? Depois de trinta e cinco anos aprisionado, Orlanda, o seu alter ego, liberta-se e instala-se no que antes fora Lucien, alegremente provocando o caos na sua anterior existência e alterando de forma dramática aquelas duas vidas. 


Considerado um dos romances mais originais e poderosos que emergiram da América (Times Literary Supplement), Rasura foi publicado em 2001 e consagrou o escritor Percival Everett como um nome maior da literatura contemporânea americana. Em 2023, deu origem ao filme 'American Fiction', distinguido com um Óscar. 

O aclamado autor constrói aqui uma narrativa mordaz e inteligente e questiona noções de identidade, autenticidade, representação e legitimidade artística.

Everett tem mais de trinta obras publicadas, incluindo Telephone (finalista do Prémio Pulitzer em 2021), As Árvores (finalista do Prémio Booker 2022) e James (finalista do Prémio Booker 2024 e vencedor do Prémio Pulitzer de Ficção 2025).

Texto sinóptico
Thelonius «Monk» Ellison nunca permitiu que a raça definisse a sua identidade. Mas quando uma jovem autora publica o romance A Gente Vivemos no Gueto, aclamado como uma representação autêntica da experiência afro-americana, sente-se irritado precisamente enquanto escritor afro-americano. Com a família a enfrentar graves dificuldades, a carreira estagnada e o seu agente a acusá-lo de não ser «suficientemente negro», Monk escreve de um fôlego uma paródia acutilante à chamada literatura do gueto, que assina sob pseudónimo — e que num ápice atinge um êxito inimaginável. E agora? O que fazer quando a provocação lhe toma conta da vida? 

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