domingo, 8 de setembro de 2013

Sasha Grey, ex-estrela porno, vem a Portugal lançar o seu primeiro romance


Sasha Grey estará em Lisboa nos dias 26, 27 e 28 de Setembro para apresentar o seu primeiro livro, Juliette Society, que a Divina Comédia publica.

Sasha Grey, uma das mais célebres estrelas da indústria pornográfica de Hollywood. A estreia literária de Sasha Grey, com Juliette Society, pode ser considerada, no mínimo, escaldante. Sasha Grey dá-nos a conhecer uma sociedade secreta e elitista, onde o sexo não conhece limites. A escrita é intensa e o enredo extraordinário.
Juliette Society foi publicado no Brasil recentemente, através da editora Quinta Essência, e tem sido o livro que mais tem vendido nas últimas semanas (ver aqui).

Sasha Grey é actriz, modelo e música. Aos vinte e um anos, abandonou o mundo do cinema para adultos e, desde então, foi protagonista da série Entourage e dos filmes Confissões de Uma Namorada de Serviço, realizado por Steven Soderbergh, e Open Windows, de Nacho Vigalondo. Publicado em mais de vinte países, Juliette Society é o seu primeiro romance.

Livros com temáticas eróticas/porno:

Porno, de Irvine Welsh;
Como... Fazer Amor Como Uma Estrela Porno (How To Make Love Like A Porn Star), Jena Jameson;
O Homem que Casou com Uma "Estrela Porno & outros contos perversos, Luís Graça;
Pornografia (Pornografia: A Novel), Witold Gombrowicz;
Melhor Sexo, Novas Posições (The Position Sex: 50 Wild Sex Positions You Probably Haven't Tried), Lola Rawlin;
O Livro do Sexo - O seu guia de cabeceira para uma vida plena de satisfação sexual (The Book of Love; The Passion Prescription: Ten Weeks to Your Best Sex--Ever!), Laura Berma;
Sexo Selvagem - Para Novos Amantes (How To Drive Your Man Wild In Bed), Graham Masterton;
Sexo Tântrico - Para conhecer a velha arte do amor oriental (Tantric Sex), Suzie Hayma;
Fifty Shades of Grey, E.L. James
Lez Onze Mille Verges, Guillaume Apollinaire
1601, Mark Twain
Cruel Zelanda, Anonymous
Dirty Letters, James Joyce
Delta of Venus, Anais Nin
Story of the Eye, Georges Bataille
Teleny, Oscar Wilde
Fanny Hill, John Cleland
Diary of a Nymphomaniac, Christian Molina
Sexy Berkeley, Dani Lovell
Bared to You (Crossfire), Sylvia Day
Pornland: How Porn Has Hijacked Our Sexuality, Gail Dines
The Claiming of Sleeping Beauty (Sleeping Beauty), A.N. Roquelaure
The Big Book of Porn: A Penetrating Look at the World of Dirty Movies, Seth Grahame-Smith
XXX: 30 Porn-Star Portraits, Timothy Greenfield-Sanders
Boffing Bigfoot, Mounted by the Minotaur, Taken by the T-Rex, Yielding to the Mermen, Forced by the Centaurs, Barbarian Chicks and Demons, The Geisha and the Yeti  , Moan for Bigfoot ,Taken by the Lion God,Stolen by the Gargoyle King

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

«De Profundis», de Oscar Wilde

Editora: Editorial Estampa
Ano da edição (4ª): 2010
Nº de Páginas: 128

Escrita em 1897, quando Oscar Wilde esteve preso por acusação de práticas homossexuais, De Profundis é uma longa carta, com alto pendor de severidade. O autor dirigiu-a a Lord Douglas Queensberry, na altura em que estava quase a completar dois anos de penitência, na prisão de Reading.
Além do reconhecimento mundial que os seus escritos tiveram, o drama e a tragédia marcaram a vida do autor de O Retrato de Dorian Gray. Casou-se em 1884 e teve dois filhos. No início da década seguinte, o escritor irlandês enlaça amizade com um jovem estudante de Oxford e, durante dois anos, permite que essa amizade domine inteiramente a sua vida, mesmo sabendo que a essa pessoa não o respeitava nem o seu companheirismo nem o seu intelecto. Além de se culpar por tal Wilde conta nesta carta que permitiu que ele o tivesse levado «à mais completa e vergonhosa ruína financeira.»
Nesta espécie de autobiografia trágica, Wilde «vestido com roupa de condenado, um homem desgraçado e arruinado», revela o seu profundo conhecimento sobre as relações e psique humana, aborda temas complexos do foro íntimo e, de uma forma quase filosófica, explica o que de mal sucedeu nessa amizade que não foi apreciada e valorizada no seu verdadeiro valor, por uma das partes. Um dos objectivos de Wilde escrever a carta foi o de dar a conhecer ao seu destinatário que o perdoava de ele ter sido um dos principais culpados dele ver o seu nome envolto em infâmia pública e de ter entrado na mais penosa bancarrota.
«Se houver nela uma única passagem em que te faça vir as lágrimas aos olhos», escreve o autor na página 10 deste livro, «chora como nós choramos na prisão, onde o dia, tal como a noite, é reservado às lágrimas.»
De Profundis é verdadeiramente um livro revelador da maestria de um escritor que era genial. De lamentar que a Sociedade e todas as suas leis, crenças e costumes, por vezes, são as principais causadoras da ‘queda’ de grandes homens. Como nota, Oscar Wilde foi libertado poucos meses após ter enviado esta carta, mas com a saúde e reputação arruinadas. Talvez por este motivo o seu livro posterior, saído em 1898, Balada do Cárcere de Reading, foi publicado pseudonimamente.


«Lembra-te igualmente de que tudo aquilo que te é doloroso ler, é-me mais doloroso, a mim, registá-lo.» (p. 10)

Oscar Wilde e Lord Alfred Douglas, em 1893

Quetzal: os livros que marcam a rentrée 2013

Em Setembro:
Ficções, de Jorge Luis Borges;
O Herói Discreto, de Mario Vargas Llosa;
Em Outubro:
Uma Coisa Supostamente Divertida Que Nunca Mais Vou Fazer, de David Foster Wallace;
Austeridade, de Mark Blyth;
As Primeiras Coisas, de Bruno Vieira Amaral
Um Estranho em Goa, de José Eduardo Agualusa
Alfabetos, de Claudio Magris.

A Porto Editora revelou hoje a capa do novo romance de Valter Hugo Mãe

A Desumanização
de Valter Hugo Mãe
Págs.: 252
Editora: Porto Editora 

Na próxima semana, a Porto Editora tornará públicas mais informações
sobre a obra.

Novidade da editora O Lado Esquerdo: «Os Idiotas», de Rui Ângelo Araújo



Os Idiotas
de Rui Ângelo Araújo

Sinopse
O Lúcio, o Luís, o Óscar, o Avelino, o Sérgio e o Vasco foram em tempos pessoas quase normais, projectos individuais de cidadania como outros quaisquer. O que hoje são e aquilo a que se dedicam não se resume tão facilmente, embora possamos tentar encontrar uma tímida explicação na trágica convergência de certos eus e de determinadas circunstâncias. Aos idiotas, ainda por cima, calhou-lhes Bồ Đào Nha como país, um pedaço de terra que lhes impõe uma visão do mundo apocalíptica e irada, a de um presente desértico a cavalgar para um futuro impossível, estilhaçado pela corrupção e por uma montanha compacta de sobreposições 'non sense'. Os idiotas poderiam ter permanecido assim, em desequilíbrio perfeito, para sempre, mas a chegada de Helen, uma mulher misteriosa e dorida, vem catalisar o inevitável.
Romance futurista? Não... 'Os idiotas' acontece hoje, aqui e agora. 'Os idiotas' acontece-nos. 'O que quer que sejamos, somo-lo por oposição aos cretinos, que são o resto das pessoas.' diz, algures, o Lúcio. E, se calhar, diz bem.


O autor
Fundou e dirigiu o 'Eito Fora – Jornal de Vilarelho' (1998-2002), uma publicação cultural da região de Trás-os-Montes, mas que não cabia nela. Posteriormente, fundou e dirigiu a revista literária, artística e crítica 'Periférica' (2002-2006), a 'new yorker portuguesa', com distribuição nacional e panegíricos ibéricos (‘la mejor revista cultural lusa se 'cuece' en una aldea remota’, jurava o ‘El Mundo’). Escreveu algumas dezenas de contos e três romances, todos indignos de ‘imprimatur’. Mantém o blogue 'Os Canhões de Navarone', onde verbera o país ou se senta a observar a vida selvagem em volta. Numa era remota tocou viola-baixo. Hoje vacila no seu desempenho do Quixote, mas a culpa é da realidade.
Um ex-baixista que depois de ter enterrado duas revistas resolveu pôr-se a escrever romances — e com isso provavelmente cavou a sua própria sepultura. Uma parte do país nunca lhe perdoará ter cometido 'Os Idiotas'.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

«A Segunda Morte de Anna Karénina», de Ana Cristina Silva, é publicado a 17 de Setembro pela Oficina do Livro


A Segunda Morte de Anna Karénina
de Ana Cristina Silva
 
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 224
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789897410963 
Nas livrarias a 17 de Setembro
Sinopse
Violante tinha, desde criança, um talento raro para a representação e, com a ajuda de Luis Henrique, um grande actor com quem acabou por se casar, tornou-se uma das mais aplaudidas actrizes portuguesas do princípio do século XX. Contudo, os que a vêem brilhar e afirmar o seu génio no palco dos maiores teatros nacionais desconhecem o terrível segredo que minou a sua vida e levou para longe o marido numa noite que podia ter acabado em tragédia. Agora, que Violante visita, longe da multidão, o jazigo de Rodrigo - um jovem oficial português caído na guerra das trincheiras em França -, espera finalmente sentir o desgosto da mãe que não chegou a ser, mas descobre que o filho que não criou carregava, afinal, no peito um peso tão grande ou maior do que o seu. E, com o espectro das recordações que essa revelação desencadeia, regressa também inesperadamente o próprio Luís Henrique, desejoso de obter, ao fim de tantos anos, a resposta que Violante não lhe pôde dar. O problema é que, numa conversa entre dois actores de excepção, nunca se sabe exactamente o que é verdade. A Segunda Morte de Anna Karénina é um romance sobre o amor sem limites, a traição e os custos da vingança - e também uma obra arrojada sobre as tensões homossexuais reprimidas, sobre as vidas desperdiçadas de tantos portugueses na Primeira Guerra Mundial e sobre as diferenças - se é que existem - entre o teatro e a vida real.
Excerto:
"Entre o meu espírito e o meu corpo, estavam o meu amor por ti e a infelicidade da Ana Matilde. Todos os dias, ao instalar-me diante da minha mulher para tomar o pequeno-almoço, sentia-me realmente ignóbil. Quantas vezes já vira a sua face com aquela imperceptível crispação pela manhã? As acusações nunca se expunham abertamente, mas pairavam no ar, tornando-o carregado. O silêncio rebentava na sua boca. Os suspiros repetiam-se até à exaustão. Por vezes tentava suavizar o ambiente falando-lhe de coisas banais. Noutra época, a Ana Matilde forjaria histórias, reinventando este ou aquele episódio com a sua imaginação. Mas agora mantinha-se calada, como se quisesse evitar que as palavras levassem a uma conversa desagradável que não queria ter. E a sua atitude acabava por me irritar porque, nesse silêncio, o seu olhar não desistia nunca de me solicitar. Quase lhe queria mal por não se resignar, por não aliviar a pressão sobre mim e acrescentar culpa à minha culpa"
 
A autora
Ana Cristina Silva é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e da escrita, desenvolvendo investigação neste domínio com obra científica publicada em Portugal e no estrangeiro. Publicou até ao momento sete romances, Mariana, todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia Luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009) e Crónica do Rei-Poeta Al- Um’Tamid (2010), Cartas Vermelhas (2011, seleccionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora) e O Rei de Monte Brasil (2012, finalista do Prémio SPA/RTP).  

Passatempo: «O Morgado de Fafe Amoroso», de Camilo Castelo Branco



Para te habilitares a ganhar a obra em sorteio tens de responder acertadamente ao formulário abaixo. Atenção, pois só é válida 1 participação por pessoa.

O Passatempo decorrerá até ao dia 10 de Setembro.

Boa sorte!



Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá entre os dias mencionados, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal;
2) Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email (salvo mencionado o contrário);
3) O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui neste post, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail. Se ao fim de 15 dias, após ser contactado pelo administrador deste blogue, o vencedor não reclamar o prémio, será escolhido outro vencedor;
4) O administrador deste blogue e/ou a editora não se responsabiliza por eventuais extravios dos livros, aquando da expedição dos mesmos ao vencedor.

A Dom Quixote apresenta uma nova edição de «O Lobo das Estepes», de Hermann Hesse

Ano da Edição / Impressão: 2013
Número Páginas: 268
ISBN: 9789722053068
Editora: Dom Quixote
 
 
Sinopse
Originalmente publicado em 1929, O Lobo das Estepes continua a marcar a nossa alma como um clássico da literatura moderna. Harry Haller é o lobo das estepes: selvagem, estranho, tímido e alienado da sociedade. O seu desespero e desejo pela morte atraem-no para um submundo encantado e sombrio. Através de uma série de encontros obscuros - alternadamente românticos, bizarros e selvagens - o misantropo Haller começa gradualmente a redescobrir os sonhos perdidos da sua juventude. Este retrato acelerado de um homem que se sente ele próprio meio-humano, meio-lobo tornou-se a bíblia da contracultura da década de 1960, capturando o humor de uma geração descontente e continua, até hoje, a ser uma história de alienação e redenção humana. 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Passatempo: «As Mais Belas Cartas de Amor», de Kahlil Gibran

http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2013/08/passatempo-as-mais-belas-cartas-de-amor.html


A rentrée literária 2013

Nas próximas semanas muitos são os livros que as editoras portuguesas publicarão, entre os quais os de Valter Hugo Mãe, José Rodrigues dos Santos, Khaled Hosseini, Julian Barnes e John Grishman.

Para conhecer mais alguns títulos a publicar em Setembro e Outubro, cliquem neste link.

Judite Sousa lança livro sobre o lado mais pessoal da vida de Álvaro Cunhal


Álvaro, Eugénia e Ana
de Judite Sousa
 
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 176
Editor: Objectiva
ISBN: 9789896721947
 
Sinopse
Figura incontornável do século XX português, Álvaro Cunhal deixou no país a memória de um político combativo, de carácter recto e fiel aos seus princípios. Ficou para a História o seu compromisso na luta contra a ditadura e a sua dedicação ao Partido Comunista Português. Todos recordam o seu porte sério e reservado. Mas muito poucos conhecem o homem por trás do político. Pela mão de Judite Sousa, um dos mais prestigiados rostos do jornalismo português, conhecemos o homem que foi Álvaro Cunhal.
As duas das mulheres mais importantes da sua vida, a irmã Eugénia e a filha Ana, este livro traça um retrato íntimo do grande líder comunista, um documento a não perder, no ano em que se cumprem cem anos do nascimento de Álvaro Cunhal.
 
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Quetzal publica «O Herói Discreto», o novo romance do Prémio Nobel da Literatura 2010

Depois da publicação de O Sonho do Celta e A Civilização do Espetáculo (conjunto de ensaios sobre o estado da cultura na atualidade), a Quetzal a 20 de Setembro disponibiliza nas livrarias portuguesas a primeira tradução mundial do mais recente livro de Mario Vargas Llosa: O Herói Discreto, um extraordinário e invulgar romance que relembra os cenários, os personagens e alguns dos temas dos seus livros fundadores – a coragem, o medo e a necessidade de resistir a novas formas de injustiça e de maldade.


Género: Romance
Tradução: Cristina Rodriguez e Artur Guerra
N.º de páginas: 392
 
Sinopse
Felícito Yanaqué é um homem de cinquenta anos, respeitado pela comunidade e proprietário de uma empresa de transportes que fundou e fez prosperar na cidade de Piura, no noroeste do Peru. Sem instrução, oriundo de uma família pobre e gestor cuidadoso dos seus bens, Felícito conquistou tudo a pulso, de uma forma tranquila, discreta e constante, atributos que se poderiam também aplicar à sua personalidade. Casado, com filhos já adultos, Felícito Yanaqué mantém uma amante de longa data, exuberante beleza da cidade. E também outra relação – não de natureza sexual – com Adelaida, uma vidente cujo conselho Felícito segue quase sempre, quer se trate de negócios ou de matéria puramente pessoal ou, mesmo, íntima.
Tudo corre bem na sua cidade; tudo normal. Só que Felícito Yanaqué começa a receber cartas anónimas de extorsão; e quando a ameaça de represálias passa à concretização, Yanaqué decide resistir a tudo isto sem apoio, estoica e discretamente. Como um herói.

«O Crânio De Castelão», um romance policial escrito por múltiplas mãos


O Crânio De Castelão
de vários autores

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 167
Editor: Através Editora
ISBN: 9788487305740
Coleção: Através Das Letras
 
Sinopse
Castelao, de nome completo Afonso Daniel Manuel Rodríguez Castelao, admirável escritor, político e artista, morreu no exílio, longe da Galiza natal, mas o corpo encontrou, mais tarde, descanso no Panteão dos Galegos Ilustres. Quando parecia que a história se redimira das injustiças passadas, eis que o crânio da insigne personagem some. Ao dar conta do desaparecimento,
um velho catedrático de Medicina incumbe a filha e um dos seus discípulos de descobrir o paradeiro da ilustre cabeça, tarefa que os leva a atravessar o Atlântico e o Índico. Sobre o êxito da aventura nada mais se pode revelar, exceto que, a certa altura, um outro crânio aparece, pese embora a sua autenticidade seja matéria controversa e ingrediente do próprio enredo.
Folhetim rocambolesco, este romance policial foi tecido a múltiplas mãos, entrecruzando contribuições que vieram de Portugal, do Brasil, de Cabo Verde, de Timor e, claro está, da Galiza.
 
Autores
Carlos Quiroga (Galiza), Miguel Miranda (Portugal), Antón Lopo (Galiza), Bernardo Ajzenberg (Brasil), Suso de Toro (Galiza), Germano Almeida (Cabo Verde), Quico Cadaval (Galiza), Possidónio Cachapa (Portugal), Xavier Queipo (Galiza), Luís Cardoso (Timor) e Xurxo Souto (Galiza), que levaram o protagonista aos lugares mais inesperados.
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

«Ana de Londres», de Cristina Carvalho

Editora: Parsifal
Ano de Publicação: 2013
Nº de Páginas: 112

Ana de Londres na sua acção principal desenrola-se em Lisboa no final dos anos sessenta, do século XX (mais precisamente em Julho de 69); uma época em que a crise política e social do país estava no seu êxtase; numa altura em que os homens partiam para as guerras, em defesa da pátria. Foi precisamente o que sucedeu-se com João Filipe, o namorado de Ana Maria. Foi devido a este acontecimento, a juntar-se a outros, que a jovem de dezoito anos, há muito revoltada com a vida que ela e os pais levavam num Portugal decadente, sem vida, decide mudar-se para Londres, em busca de uma outra vida. A narradora deste conto-novela é uma amiga de infância de Ana, que encorajou-a a mudar de país. É esta voz que nos conta o momento em a jovem decide contar aos pais a sua decisão: «Eu não vou para a faculdade. Eu não quero estudar mais. Se continuar aqui em Lisboa, em Campo de Ourique, o meu destino não é destino.» (p. 21)
Assim, Ana parte de comboio «numa manhã nem bonita sem feia (…) sem tristeza nem alegria», deixando para trás os «ares pestilentos, mortíferos» do seu «lindo país.» O sonho da novidade move-a. Na viagem longa que ligou Lisboa a Londres Ana não deixa de pensar no que a sua amiga lhe disse: «A Rita também foi para Londres e tem-se dado bem (…) Disse-me, quando escreveu, uma coisa estranha. É bem tratada, mas a família onde está não sabe bem o que é Portugal.» (p. 56)
Da vida de Ana na capital inglesa poucas notícias chegaram aos seus pais. Será que a revolta de Ana era com o país ou consigo própria? Será que mudando de localização geográfica ela julgava que os seus medos mais íntimos se desvanecessem?
Ao fim e ao cabo, como conta-nos a escrita de Cristina Carvalho, «tudo passa, tudo é efémero, a realidade é difícil de se entender, se é que há realidade, se não é tudo pensamento, se não é tudo sonho, e o sonho o que é? Nada. Nada é nada.» (p. 85)
Sobre relações familiares e sociais, sobre os receios mais ínfimos que têm o seu alicerce nos momentos em que se perde alguém, para a guerra, para a morte, pessoas que se quer muito, sobre estes tópicos esta história tece em torno. A escrita fluida a par com a apresentação de frases concisas, muito valoriza e torna estimulante a leitura de Ana de Londres, um dos contos vindos no primeiro livro de Cristina Carvalho, Até já não é Adeus: histórias perversas, que foi dado à estampa em 1989 e que em 1996 foi publicado autonomamente. Nesta nova edição, a cargo da Parsifal a obra tem a mais-valia de ter sido revista e acrescentada com um novo final, além de conter ilustrações e ser prefaciada por Miguel Real, que por descuido descortina demasiadamente o conteúdo do conto, revelando spoilers.

As escolhas literárias do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa

Dos livros que o professor mostrou ontem, 1 de Setembro, no Jornal das 8, na TVI, eu destaco os 3 seguintes:





Novo livro de Daniel Sampaio entre as novidades para Setembro da Editorial Caminho

A Editorial Caminho publica em Setembro: Diário dos Tempos de Crise, de Daniel Sampaio, Na Esfera do Mundo (o IV Volume da História de Portugal), de António Borges Coelho e O Lago Avesso - Uma Hipótese Biográfica, de Joana Bértholo.

Na área infantil-juvenil chega às livrarias no final de Setembro o livro A Bruxa Cartuxa na Floresta dos Segredos, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

domingo, 1 de setembro de 2013

Quetzal lança «Ficções», uma das grandes obras de Jorge Luis Borges

A Quetzal Editores lança nas livrarias portugueses mais um volume da série dedicada a Jorge Luis Borges. Ficções, um dos livros mais importes do escritor argentino, está disponível a partir de 6 de Setembro.
Género: Ficção
Tradução: José Colaço Barreiros
N.º de páginas: 192
Publicado pela primeira vez em 1944, Ficções é um dos livros mais apreciados e, por certo, um dos mais representativos da obra borgesiana. Nele se reúnem textos como «Pierre Menard, autor do Quixote», «As ruínas circulares», «A Biblioteca de Babel», «O jardim dos caminhos que se bifurcam» ou «Funes, o memorioso» - cada um deles uma obra-prima e exemplo da grandeza e do génio de Jorge Luis Borges.