sexta-feira, 6 de março de 2020

Nova publicação da Guerra & Paz: «7 Passos para Mudar a Sua Vida»

Após a edição de Mudar, Melhorar, Curar (2018), Maria Helena, taróloga e autora best-seller de livros de auto-ajuda e espiritualidade, está de regresso com 7 Passos para Mudar a Sua Vida, um livro que apresenta uma nova forma de encarar a vida e as situações, seguindo a abordagem directa, e de fácil consulta.

Sinopse
Um guia para um novo rumo, para uma nova vida
Maria Helena convida os leitores a acreditarem e a exercer a força do pensamento. Todos nós temos o poder de atrair para as nossas vidas aquilo que desejamos, aquilo com que sonhamos. A chave, o segredo está na potência do pensamento e na capacidade de o controlarmos.
7 Passos para uma Nova Vida quer ajudá-lo a libertar-se da falsa ideia de que o leitor não tem poder sobre a sua vida. Tem. Em sete passos, Maria Helena mostra-lhe a energia da mente: os seus desejos criam a sua realidade porque toda a criação nasce de um desejo. Opere uma mudança na sua vida: comece por reconhecer o seu valor. É o primeiro passo. Maria Helena, guia-o nessa caminhada com um novo rumo, para uma nova vida.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Na sequência da absolvição de António Joaquim no caso do homicídio do triatleta Luís Grilo, é publicado o livro «E Se Eu Fosse Inocente?»

António Joaquim esteve preso durante os últimos 14 meses, suspeito pela co-participação no homicídio do triatleta Luís Grilo, a 15 de Julho de 2018. António Joaquim foi condenado na praça pública, mas foi absolvido pelo Ministério Público esta semana, tendo Rosa Grilo sido condenada à pena máxima de prisão em Portugal por ter assassinado o marido.
A Guerra e Paz Editores vai publicar E Se Eu Fosse Inocente?, livro coordenado por Ricardo Serrano Vieira, o advogado de António Joaquim neste processo que muita celeuma causou e continua a gerar.
Um livro, a quente, que junta a investigação e opinião de especialistas forenses e que expõe as falhas da investigação policial.
Com prefácio do jornalista e analista criminal Hernâni Carvalho, E Se Eu Fosse Inocente? chega às livrarias a 17 deste mês.
Texto sinóptico
Homicídio, condenação na praça pública e absolvição no caso do Triatleta.
A praça pública já tinha condenado António Joaquim por homicídio, no caso do triatleta. A imprensa também. Como se não houvesse presunção à inocência. Mas um advogado, Ricardo Serrano Vieira, apostou na busca da verdade. Juntou especialistas, peritos de balística, criminologia, perfil neuropsicológico e linguagem corporal, e investigou. Este é um caso de estudo: um advogado e uma equipa multidisciplinar em larga escala provaram a inocência de António Joaquim.

quarta-feira, 4 de março de 2020

«Eutanásia em Portugal - Quem Tem Medo do Referendo?» à venda na próxima semana

No início da próxima semana, a Editorial Caminho publica Eutanásia em Portugal - Quem Tem Medo do Referendo?, o novo livro de Miguel Oliveira da Silva, Professor Catedrático de Ética Médica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e obstetra-ginecologista no Hospital de Santa Maria.

Ao votar num Partido tem que se saber o que é que os deputados vão decidir em questões de importância superlativa e não dar um cheque em branco em temas não discutidos e ausentes dos programas dos maiores partidos. Não é saudável para a democracia que decisões com tremendas consequências - acabar com vidas humanas - mudem em menos de dois anos em função de maiorias sempre conjunturais.
A maioria da Assembleia da República tem legitimidade formal mas não substancial: não tem mandato nem delegação para decidir sobre uma questão de vida e morte. Seria, nisto, uma AR representativa (formalmente) a praticar um acto não representativo (eticamente).
O recurso ao referendo, precedido de séria e ampla mobilização e discussão pelos cidadãos, é a única saída aceitável nas circunstâncias actuais e concretas.

Outros livros do autor publicados pela Caminho:
Quem Está Contra a Medicina? (2019)
A Sexualidade, a Igreja e a Bioética (2008)

«Cérebro XL», o novo livro do psiquiatra americano Daniel Amen

Já todos nos sentimos ansiosos, tristes, stressados, zangados ou desesperados. Nos tempos actuais, lidamos diariamente com elevados níveis de stresse e ansiedade. Mas a exposição prolongada a este tipo de sentimentos tem efeitos prejudiciais na nossa saúde física e mental, e as soluções “rápidas” com que os procuramos mascarar agravam, muitas vezes, esses efeitos. No seu novo livro, o neurocientista clínico e psiquiatra Daniel Amen explica como podemos ter um cérebro saudável e superar estados mentais negativos, de forma rápida mas duradoura.
Neste livro do psiquiatra mais popular dos Estados Unidos (segundo o Washington Post), é apresentado ao leitor a abordagem BRAIN-XL, fundamentada em factos científicos, investigações médicas e casos concretos. O Dr. Daniel Amen explica como controlar os pensamentos negativos, a ansiedade, o stresse, a tristeza e a raiva, com o objetivo de melhorar a saúde do nosso cérebro e fortalecer os aspectos físicos, emocionais e espirituais da nossa vida.
Cérebro XL estará nas livrarias a partir da próxima sexta-feira, numa edição que teve o cuidado da Pergaminho.

Texto sinóptico
Vivemos vidas cada vez mais marcadas pelo stresse e pela ansiedade - de tal forma quase os consideramos partes normais do nosso estado de espírito. Mas a exposição prolongada ao stresse e a sensação de ansiedade por longos períodos de tempo têm efeitos muito prejudiciais na saúde física e mental. Estes danos são perfeitamente evitáveis - e reversíveis.
No seu mais recente livro, o autor de SOS Memória e Mude de Cérebro, Mude de Idade revela como ter um Cérebro XL, ou seja, usar o poder do cérebro para ultrapassar disposições e estados mentais negativos e para se sentir melhor, com mais resiliência - e durante mais tempo.

Outras novidades do Grupo Bertrand Círculo: Guia Prático para Vencer a Ansiedade e O Lado Negro da Mente.

Acaba de sair «As Mulheres da Orquestra Vermelha», uma saga inspirada em acontecimentos reais

De Jennifer Chiaverini, autora americana de vários aclamados romances históricos, a Harper Collins publica As Mulheres da Orquestra Vermelha, um romance que conta em 736 páginas «uma história fascinante sobre a luta de uma mulher por reconhecimento e independência intelectual.» 
Esta é uma saga histórica que dá vida a uma corajosa e apaixonada americana e ao seu círculo de amigas que travaram um combate clandestino contra Hitler, na Berlim nazi.
Inspirado em acontecimentos reais, As Mulheres da Orquestra Vermelha é uma história inesquecível sobre pessoas normais determinadas a resistir à ascensão do mal, sacrificando as suas vidas e a sua liberdade para combater a injustiça e defender os oprimidos.

Sinopse
Depois do casamento de Mildred Fish, uma estudante de pós-graduação do Wisconsin, com o brilhante economista alemão, Arvid Harnack, ela acompanha-o de bom grado até à sua terra natal, onde um futuro brilhante os espera. Na fervilhante cultura intelectual da Berlim dos anos trinta, os recém-casados criam uma vida nova e rica, repleta de amor, amizades e trabalho gratificante.
No entanto, a ascensão de uma nova fação política malévola altera inexoravelmente o seu destino. Enquanto Adolf Hitler e o seu Partido Nazi exercem violência e propagam mentiras para tomar o poder, Mildred, Arvid e os amigos decidem resistir. Mildred reúne informação para transmitir aos seus contactos americanos, incluindo Martha Dodd, a vivaz e muito moderna filha do embaixador dos Estados Unidos. As suas amigas alemãs, a aspirante a escritora Greta Kuckoff e a estudante de literatura Sara Weitz, arriscam as suas vidas para conseguirem informação de jornalistas, oficiais do exército e funcionarios nos níveis mais elevados da estrutura nazi.
Durante anos, a rede de Mildred luta continuamente para derrubar o Terceiro Reich a partir do interior. Contudo, quando os operacionais de radiocomunicações detetam um sinal ruso extraviado, a célula de resistência dos Harnack é descoberta, com consequências fatais.

Elogios da imprensa
«[Um] extraordinário romance biográfico… um exemplo essencial do género.» BOOKLIST

«Chiaverini escreve histórias cativantes sobre mulheres esquecidas pela História… Emocionalmente sugestivo e rico em detalhes, este romance histórico mantê-lo-á fascinado até ao fim.» BUSTLE

«Chiaverini mostra, mais uma vez, a sua extraordinária aptidão para insuflar de vida figuras históricas sobre as quais se sabe demasiado pouco.» SHELF AWARENESS

Em Março, uma nova edição de «1984» e a sequela de «Chama-me Pelo Teu Nome»

1984, uma notável advertência contra o abuso da autoridade e a psicologia do medo e do controlo, é da autoria de George Orwell, escritor, jornalista e ensaísta político inglês, conhecido também por ter escrito O Triunfo dos Porcos (também traduzido para português como A Quinta dos Animais). Uma nova edição deste best-seller, já à venda, tem tradução de Maria João Lourenço e um prefácio de José Rodrigues dos Santos, que sobre a obra escreve: «1984 tornou-se com todo o mérito uma das grandes obras da literatura universal e uma das mais influentes do século XX. Isto só foi possível porque estamos perante um dos romances que melhor encarna a essência da atividade literária – a questão da verdade. (…) É de resto a forma crua, desassombrada e sobretudo corajosa como este grande escritor exprimiu a verdade de um sistema totalitário, neste caso o comunista, que explica a imortalidade de 1984.»

Encontra-me, a continuação da história de Elio e Oliver, iniciada pelo livro Chama-me Pelo Teu Nome, que serviu de inspiração ao argumento do filme com o mesmo título, distinguido com o Óscar de melhor argumento adaptado em 2018, chega a Portugal a 18 de Março, numa tradução assinada por Eugénia Antunes. André Aciman é considerado uma das vozes mais estimulantes da ficção contemporânea. Além destes dois romances, tem publicado em Portugal Oito Noites Brancas (2012).

Estes dois livros são as grandes apostas editoriais da Clube do Autor neste mês de Março.
1984 é um dos mais poderosos romances políticos de Orwell, um alerta notavelmente concebido contra os perigos de uma sociedade totalitária. Obra notável sobre as consequências extremas da restrição da liberdade, 1984 integra as grandes seleções de obras a não perder, tais como: 100 Livros que mudaram a História (BBC), 100 Melhores Romances (The Guardian), 100 Melhores Livros de Sempre (Time), 100 Melhores Livros do Sec. XX (Le Monde) e 100 livros que todos deveriam ler (Goodreads).
Décadas após a sua publicação, o inquietante legado de 1984 faz nos questionar até que ponto a nossa liberdade se encontra manietada.

Samuel parte de Florença para Roma para visitar o filho Elio, um talentoso pianista. Mas um encontro inesperado vai modificar a sua vida para sempre.
Elio entretanto, muda-se para Paris enquanto Oliver, professor universitário com mulher e filhos, se vê confrontado com uma viagem de regresso ao continente europeu.
Como será o retorno?
Como vão estes homens lidar com as emoções do passado que, afinal, continuam tão presentes?
Através de três personagens muito diferentes, Encontra-me fala sobre o poder dos sentimentos profundos.

Círculo de Leitores lança o último volume da ambiciosa e deslumbrante colecção Património Natural do Mundo

O sexto e último volume da colecção Património Natural do Mundo, iniciada em Julho de 2019, é dedicada ao continente americano.
Esta colecção exclusiva do Círculo de Leitores, celebra as riquezas naturais do nosso planeta e promove a sua importância.

A América é marcada por regiões que não podiam ostentar mais contrastes: enquanto o Norte do continente é dominado por um clima ártico, com temperaturas que podem alcançar os 40 graus negativos, as regiões da América do Sul junto ao equador são abençoadas com temperaturas amenas. O deserto mais seco dos EUA — o Vale da Morte — contrasta com as florestas tropicais húmidas do Parque Nacional de Baritú, na Argentina. As paisagens vão dos mundos subaquáticos na Venezuela, como no Parque Nacional de Mochima, até aos céus do Chile, com os Cuernos del Paine.
Apesar de todos os contrastes, a América está ligada de norte a sul pela mais extensa sequência de montanhas do planeta, a cordilheira que se estende do Alasca à Terra do Fogo. No seu todo, nasce assim uma paisagem diversificada, com uma fauna e uma flora ricas e muito singulares. Não será, assim, de admirar que, só na América do Norte, tenham sido criados mais de 100 parques nacionais para proporcionar um espaço de tranquilidade à natureza americana — alguns deles bem conhecidos, como Yellowstone, Yosemite e Grand Canyon.
No entanto, também as Américas Central e do Sul estão literalmente cobertas de parques e reservas da biosfera, muitos dos quais estão integrados na lista do Património Mundial da UNESCO.

Vol. 1: Europa do Sul
Vol. 3: África
Vol. 4: Ásia
Vol. 6: América

terça-feira, 3 de março de 2020

Está quase chegar a Portugal «Terra Americana», uma das grandes apostas literárias do ano

American Dirt foi publicado no dia 21 de Janeiro desde ano pela editora Flatiron Books. A tradução portuguesa está prestes a ficar disponível nas livrarias (dia 10 deste mês) com o selo Edições Asa. Terra Americana é o quarto livro da autora Jeanine Cummins e é já considerado um clássico moderno da literatura americana e comparado ao romance As Vinhas da Ira, de John Steinbeck.
Terra Americana, que chegará a leitores de pelo menos 31 países, «é um romance oportuno, incómodo e, acima de tudo, impossível de esquecer.»

Texto de apresentação
Ontem Lydia era dona de uma livraria.
Estava casada com o homem que amava.
Vivia rodeada de família e amigos.
Hoje Lydia perdeu tudo.
Tudo, menos o filho, Luca, de oito anos.
Por ele, vai amarrar uma faca de mato à perna.
Vai saltar para um comboio de alta velocidade em andamento.
Vai até ao fim do mundo.

Únicos sobreviventes do massacre da sua família às mãos de narcotraficantes, Lydia e Luca sabem que têm de fugir do México imediatamente. Cada minuto conta. Cada troca de olhares está impregnada de perigo. Em cada momento de fraqueza pulsam a vida e a morte.

Novos romances exclusivos do Círculo de Leitores, de Danielle Steel e Nikola Scott

Em 4.º lugar na lista dos autores mais vendidos de todos os tempos está Danielle Steel, a rainha do romance. As suas histórias, vibrantes e emotivas, já venderam mais de 600 milhões de cópias e conquistaram inúmeras gerações de leitores. O Círculo de Leitores, após Águas de Tempestade, publica um novo título de uma nova colecção desta autora de sucesso: A Duquesa, onde narra uma época turbulenta, a luta das mulheres numa sociedade comandada por homens. O próximo volume, que fecha esta série, tem como título Jogos Perigosos.


Órfã de mãe, Angélique Latham cresceu no Castelo de Belgrave, em Inglaterra, sob a afetuosa tutela do pai, o duque de Westerfield. Aos dezoito anos, Angélique era a filha predileta do seu pai, mas quando ele morre os seus meios-irmãos expulsam-na da propriedade da família.
Para sobreviver, a jovem terá de recorrer a todos os seus expedientes: uma mente ágil, uma beleza notável e o dinheiro que o seu pai secretamente lhe deixou.
Sem trabalho, sem apoios e sem contactos, Angélique dirige-se a Paris, onde salvará uma jovem prostituta que tentava fugir de uma madame que a maltratava. Concebe então um plano arrojado: abrir uma elegante casa de prazer que proteja as suas mulheres e que sirva apenas os clientes mais refinados. Com a sua educação de alta sociedade, o seu estilo impecável e o legado do pai, Angélique cria um estabelecimento notável onde se juntam homens poderosos, desejos secretos e mulheres belas e sofisticadas. Mas será que com esta existência à beira do escândalo Angélique conseguirá reconstruir a sua vida e recuperar o lugar que é seu por direito?

Depois do sucesso de A Sombra do Passado, a escritora alemã Nikola Scott regressa com um novo romance, Um Verão de Segredos, uma história de perigosos segredos em vésperas da Segunda Guerra Mundial. Uma narrativa envolvente, plena de segredos e receios, sobre a família, a amizade, a confiança, a coragem e o amor.

Agosto de 1939. Na tranquila Summerhill, Maddy aguarda a chegada da sua adorada irmã Georgiana.
Georgiana traz um novo amigo - o atraente Victor - mas Maddy receia que ele não seja nada do que aparenta, o que na verdade se confirmará...Hoje. Este deveria ser um momento de alegria para Chloe - que acaba de descobrir que está grávida. Mas apesar da devoção do marido, Chloe teme pelo seu futuro.Quando o acaso a leva a Summerhill, ela é atraída pelo mistério do que aconteceu décadas atrás. E o passado regressa de um modo que poderá mudar tudo.

segunda-feira, 2 de março de 2020

«Uma Família Quase Normal», de Mattias Edvardsson

Editora: Suma de Letras
Data de publicação: 07-01-2020
N.º de páginas: 472
Foi publicado no Verão de 2018 e vendeu até à data mais de 175 000 exemplares, somente na Suécia. Vai chegar a leitores de mais de 30 idiomas, tornou-se no quarto livro de bolso mais vendido em 2019 em território sueco e foi o primeiro romance de suspense escolhido pela Suma de Letras para publicar em 2020.
Uma Família Quase Normal é um romance construído de forma meticulosa e com personagens críveis, resultando num verdadeiro page turner, que deixa o leitor totalmente absorto do começo ao fim.

Éramos uma família perfeitamente normal, depois tudo mudou.

Adam, um pastor da Igreja da Suécia, a advogada de defesa Ulrika e a filha rebelde de ambos, Stella, formam a família Sandell. Vista de fora, aparentam ser uma família feliz, exemplar. Mas todos sabemos que famílias perfeitas não existem («As famílias felizes parecem-se todas.» Tolstói).
Algumas semanas após Stella fazer dezoito anos, um homem é encontrado cadáver num parque de Lund, uma cidade do sudoeste da Suécia. Todas as suspeitas apontam para que a homicida tenha sido Stella, pois são encontradas pelas autoridades judiciárias evidências que a ligam ao homem assassinado. Ao ser atribuída a esta jovem adulta, que desde criança sempre tivera uma enorme dificuldade em controlar as emoções, a sanção máxima que um suspeito de crime pode ter antes do julgamento, os holofotes da pequena comunidade onde vivem são virados para os pais de Stella.
Para tirar a filha da prisão, o que um pai superprotetor e uma mãe descuidada são capazes de fazer para defender a reputação da família e, principalmente, afastarem de si a culpa que agora pesa-lhes no âmago dos seus seres?
É isto que as famílias fazem. Protegem-se uns aos outros.
Composto por viciantes e cativantes capítulos curtos, com um trio de narradores (não confiáveis) a contar as suas versões da história, Uma Família Quase Normal resulta num drama familiar e jurídico original, onde Mattias Edvardsson combina suspense com princípios morais e religiosos por que um indivíduo rege a sua conduta pessoal e profissional.
Este é um livro instigante, porque também nos questiona até que ponto seríamos capazes de ir para proteger quem nos é próximo.
A história de Uma Família Quase Normal não decepciona em nenhuma parte; entra-nos na cabeça e não sai de lá, muito tempo após termos voltado a última página.
O sueco Mattias Edvardsson, de 43 anos, foi professor de Sueco e Psicologia durante 15 anos. Publicou dois livros infantis (Ella & Noa - Glass på en onsdag e Ella & Noa - Hoppa från kanten), dois livros YA (April, April e Stå ut) e um outro romance (En nästan sann historia). Após este seu livro ambicioso ter ganhado visibilidade internacional (com destaque para a sua edição nos EUA), escreve a tempo inteiro.
O seu próximo romance, Goda Grannar, está estimado ser lançado na Suécia em Junho deste ano e tem como premissa: Você conhece bem os seus vizinhos?

Excertos
«O amor é uma das tarefas mais difíceis do homem. Não sei se Jesus compreendeu o que estava a exigir à humanidade quando pediu que amássemos o próximo como a nós mesmos. É possível continuar a amar um assassino?» (p. 71)

«É no infortúnio que nos redescobrimos e tomamos consciência do que significa sermos seres humanos entre outros humanos. É na tristeza que precisamos mais do que nunca uns dos outros.» (p. 92)

sábado, 29 de fevereiro de 2020

São novidades: «A Nação das Plantas» e «Aprender a Falar com as Plantas»

A Nação das Plantas é o título do novo livro do italiano Stefano Mancuso, uma das autoridades de maior renome em todo o mundo na área da Neurobiologia Vegetal.
Esta obra do autor de A Revolução das Plantas (Ed. Pergaminho, Abril 2019), é uma apologia, e também um manual prático, e a explanação de uma filosofia de vida, sobre o significado mais profundo e abrangente da ecologia.
Nele é explicado como, mais que nosso dever, é do nosso interesse zelar pelo continuado bem-estar desta nação.

Acabado de ser publicado pela Dom Quixote, Aprender a Falar com as Plantas confirmou Marta Orriols como uma das autoras espanholas mais interessantes da atualidade. Vencedor dos prémios Òmnium e L’Illa dels Llibres, este romance revela os pormenores da alma feminina, levando-nos em segundos da dor à ternura, do sorriso à emoção mais dramática.
Os seus textos retratam a complexidade das relações humanas com uma prosa delicada e de grande densidade emocional.

«O Prazer», um álbum ilustrado biográfico da autoria de María Hesse

Delicado e visceral, como o prazer que exalta: assim é este livro, O Prazer, o mais íntimo e pessoal de María Hesse, ilustradora espanhola autora de, entre outros, Frida Khalo: Uma Biografia (2018) e Bowie: Uma Biografia (2019), ambos publicados pela Suma de Letras.

Neste livro conta-nos como foi o seu caminho para o despertar da sexualidade, um caminho tortuoso semeado de culpa, vergonha e ignorância, que ultrapassou graças a uma curiosidade insaciável e ao exemplo sábio de mulheres que souberam explorar o mistério e o poder da sensualidade, que enfrentaram os preconceitos do seu tempo, que deram um nome àquilo que não tinha nome e pavimentaram e iluminaram a rota do prazer para que outras a pudessem percorrer mais facilmente. Mulheres de carne e osso ou apenas da ficção, como Lilith, Maria Madalena, Safo, Eve Ensler, Colette, Anaïs Nin, Simone de Beauvoir, Anne Sexton, Mata Hari, Betty Dodson, Marilyn Monroe, Erika Lust e até Daenerys Targaryen. Graças a elas, Hesse desenhou um mapa do prazer feminino para que todas o possamos explorar.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Já está disponível «Teatro de Fantoches», um policial aclamado pela crítica e leitores

Muitos o denominam como um dos livros-sensação do ano. Teatro de Fantoches, editado pela Topseller, é «um empolgante policial multipremiado, que se lê de um só fôlego até ao final profundamente arrebatador e chocante.» Esta obra do escritor inglês M. W. Craven venceu o Prémio CWA Gold Dagger para Melhor Policial do Ano.

1.º parágrafo
«O círculo de pedra é um local antigo e sereno. As pedras que lhe dão forma são sentinelas silenciosas. Vigilantes imóveis. O granito refulge, coberto pelo orvalho da manhã. Presenciaram mais de mil invernos e, apesar de denotarem sinais de desgaste, nunca cederam ao tempo, às estações ou ao ser humano.»
Texto sinóptico
Haverá algo pior do que ser queimado vivo?
Um assassino em série anda à solta. Ele raptou, mutilou e queimou homens nos círculos de pedra pré-históricos do condado de Cúmbria. Não deixou pistas, e a polícia está desorientada. Quando o nome do inspetor Washington Poe é encontrado gravado nos restos carbonizados da terceira vítima, ele é chamado a participar na investigação.
Poe não se quer envolver, mas o cruel assassino tem um plano e, por alguma razão, o inspetor faz parte dele. Acaba, então, por formar equipa com a brilhante, mas socialmente desajustada, analista de dados Tilly Bradshaw, e juntos irão identificar pistas que só Poe consegue seguir.
À medida que o número de corpos carbonizados aumenta, Poe percebe que há muito mais em jogo do que poderia imaginar. E, num final chocante que destrói tudo aquilo em que acreditava sobre si mesmo, o inspetor descobre que há coisas ainda piores do que ser queimado vivo…

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

«Olá, Farol!», de Sophie Blackall

Editora: Fábula
Data de publicação: Fev. 2020
N.º de páginas: 50
Utilizados desde a Antiguidade, os faróis foram concebidos tendo como objectivo orientar os navegadores durante a noite e para avisá-los que estão a se aproximar da terra.
Para haver sinalização luminosa direccionada ao mar sempre em actividade, os faroleiros usavam candeeiros alimentados por petróleo, seguidamente a gás, e posteriormente e até aos dias de hoje a alimentação da luz óptica no topo dos faróis é alimentada por via eléctrica.
A década da mudança deu-se em 1920, quando a profissão de faroleiro começou a deixar de ser necessária, assim que os faróis começaram pouco a pouco a ganhar automatização (o que não quer dizer que nestes últimos 100 anos os “guardiões dos faróis” já não estejam a exercer funções. Segundo um artigo do DN, em 2016 ainda haviam 25 faroleiros que residiam com as suas famílias em faróis portugueses.)
O mais recente livro infantil da autora e ilustradora Sophie Blackall, conta a história de um farol e do seu último cuidador, nos últimos anos antes da tecnologia chegar a todo o vapor.

No rochedo mais alto de uma minúscula ilha nos confins do mundo, ergue-se um farol. Foi construído para durar para sempre, alumiando o mar com a luz, guiando os navios que passam.
Quando um novo faroleiro chega para substituir o antigo, é-lhe passado o testemunho de nunca deixar que a luz se cesse no imponente farol. Nos primeiros tempos, ele entretém-se a remodelar à sua medida o interior do seu novo abrigo, enquanto vai vigiando e transpondo para o diário do farol todos os acontecimentos que merecem uma nota. Todavia, o faroleiro «anseia por ter alguém com quem conversar»; nem as cartas que escreve e lança dentro de garrafas ao mar, destinadas à mulher, lhe esvazia a solidão.
Em contrapartida, o protagonista da história sente-se privilegiado por presenciar grandes espectáculos da natureza, a partir desse porto de abrigo: cardumes e baleais magistrais, icebergues monumentais, mágicas auroras boreais, etc.
Entretanto a sua mulher chega, juntamente com o navio abastecedor que lá vai de tempos a tempos deixar comida e notícias do mundo. E assim as quatro estações vão passando, enquanto ventos assobiam, ondas esbravejam, tempestades deixam o céu negro e o sol cobre a torre majestosa de luz natural.
Tudo muda quando uma carta inesperada com o selo da Marinha chega…
Olá, Farol! é uma obra que aborda temas como a coragem, lealdade, perseverança e resiliência. Sophie Blackall, autora australiana multipremiada (entre outros prémios, venceu por ilustrações suas, por duas vezes, a Medalha Caldecott), com mais de 30 livros ilustrados no seu currículo (são exemplos A Fine Dessert, A Voyage in the Clouds e Ruby’s Wish), através de uma narrativa singela e cativante, apresenta aos mais novos a transitoriedade do tempo e das coisas. Tudo tem um início e um fim. O tempo é fugaz e faz parte integrante da vida e que temos de lidar com as imprevisibilidades.
As ilustrações a tinta da China e aguarela contidas neste álbum de formato alto e estreito (não por acaso), primam pela minuciosidade das pinceladas e pela expressividade que delas resultam, quando retratam emoções (tristeza, contentamento, nostalgia, etc.) e estados de tempo (nevoeiro, tempestade, chuva, etc.).
Na parte final de Olá, Farol!, vem uma nota da autora, onde esta informa o seu fascínio por faróis e sobre as etapas de feitura deste seu livro (recomendado para todas as bibliotecas), inspirado num farol real. O interesse em conhecer melhor a história dos faróis, é despoletado no leitor após o término da leitura (é o caso desta curiosidade: dos 28 faróis portugueses abertos ao público no nosso país, o farol da Ponta do Pargo, na Madeira, electrificado apenas em 1958, foi o farol mais visitado em 2019).
Não iremos olhar para os faróis de forma igual, após ter passado pelas nossas mãos este livro encantador.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Novos livros de D. Silva, M. Connelly e S. King e o tríler de estreia de Alison Belsham

A Rapariga Nova, de Daniel Silva
Um tríler em que o engano, a traição e a vingança andam de mão dada.
«Daniel Silva tem poucos rivais no âmbito das histórias de espiões de sucesso garantido.» The Age

A Quinta Testemunha, de Michael Connelly
Admirado por Stephen King e com 50 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Michael Connelly é um dos nomes incontornáveis da literatura policial moderna. No catálogo da Porto Editora figuram já O Veredicto, A Reviravolta, Os Deuses da Culpa e Do Outro Lado.
O Ladrão de Tatuagens, de Alison Belsham
Obra vencedora do Bloody Scotland Crime Writing, um dos mais prestigiados eventos dedicado à literatura policial. Original e surpreendente. É tido como uma das grandes apostas literárias do ano.

Elevação, de Stephen King
«Uma história aliciante sobre “um homem comum num estado extraordinário, erguendo-se acima do ódio”.» The Washington Post

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

50 anos após a edição original, chega a Portugal «A Pequena Semente», de Eric Carle


Do mundialmente conhecido autor e ilustrador de obras infantis, o americano Eric Carle, a Kalandraka publica no final da próxima semana A Pequena Semente (The Tiny Seed, 1970), um livro onde o autor actualmente com 90 anos, incentiva as crianças a aprenderem sobre o mundo que as rodeia, descrevendo através de cores e frases poéticas o ciclo natural de uma planta ao longo de um ano.

No outono, algumas sementes de flores são arrastadas para longe por um vento forte. Entre elas, encontra-se uma mais pequena que, apesar da sua delicadeza, evita os perigos que a ameaçam ao longo de uma viagem pelas estações do ano em que cruza o mar, uma montanha alta e gelada ou o deserto… Quando o vento por fim cessa e cai no solo, a pequena semente consegue também impedir que os pássaros a devorem ou ser pisada. E é assim que ela se transforma numa flor imensa que todos vêm admirar.
Depois, chega novamente o outono e é agora a vez de o vento lhe levar as suas próprias sementes…

Próximas novidades:
Oliver Button é uma menina, de Tomie dePaola
Era duas vezes o Barão Lamberto, de Gianni Rodari e Javier Zabala
O peixe arco-íris, de Marcus Pfister

Novos títulos sobre parentalidade: «Como Não Estragar Completamente os Filhos» e «20 Regras de Ouro para Educar Filhos e Alunos»

As Edições Asa acabam de editar uma guia para pais que não acreditam em guias para pais. Como Não Estragar Completamente os Filhos é da autoria de James Breakwell, um escritor de comédia e pai de quatro meninas. Segundo ele, «este livro não vos vai ajudar a serem pais perfeitos. Nem sequer pais extremosos. Vai, sim, ajudar-vos a pôr em prática - sem culpas ou constrangimentos - algo essencial à vossa felicidade e ao futuro dos vossos filhos: a parentalidade pela lei do menor esforço.»
Sinopse
Os pais esforçados querem fazer-nos acreditar que quanto mais nos empenharmos, mais bem-sucedido será o nosso filho. Estou aqui para acabar com esse mito.
A verdade é que - tal como os adultos - a maioria das crianças é surpreendentemente banal e não há nada que os pais possam fazer para o evitar… por isso, mais vale divertirmo-nos pelo caminho.
O meu objetivo com este livro é ajudá-lo a transformar o seu filho num adulto funcional, mas com um esforço consideravelmente menor que o dos superpais.
E, se tudo correr bem, o seu filho não se dará melhor ou pior do que o deles na vida, mas a si sobra-lhe algo precioso: tempo!
Em Como Não Estragar Completamente os Filhos, o especialista em parentalidade amadora James Breakwell explica como pôr eficazmente as preocupações de lado e aceitar o destino catastroficamente mediano do seu filho. Para lá chegar, vai ter de levar a melhor sobre o seu filho, sobre os outros pais, e até sobre si próprio - em suma, sobre todos aqueles que o incentivam a fazer mais do que o necessário.

De Augusto Cury, um dos mais respeitados psiquiatras brasileiros, a Pergaminho publicará no início de Março 20 Regras de Ouro para Educar Filhos e Alunos, um guia prático que sintetiza a vasta experiência do autor e a coloca à disposição de pais e professores.
Sinopse
Estas são apenas algumas das regras de ouro de gestão da emoção que Augusto Cury oferece neste livro: Compreender o eu maduro e o imaturo; Colocar limites inteligentes; Pacificar a mente dos filhos e alunos; Nunca levantar a voz; Jamais criticar excessivamente; Prevenir a intoxicação digital; Ter alergia a ser entediante e chato; Dialogar com inteligência.
Cada regra é explicada através de exemplos práticos e é acompanhada de dicas úteis para a sua implementação.
Outro livro que pode interessar: A Educação Hoje - Princípios educativos para crianças e jovens.

'Os Cinco' ganha adaptação em BD

A famosa colecção 'Os Cinco' agora também em Banda Desenhada.
Os primeiros dois títulos desta nova colevção que chega às livrarias amanhã, pela Oficina do Livro, são Os Cinco e a Ilha do Tesouro (volume 1) e Os Cinco e a Passagem Secreta (volume 2). Estes volumes foram adaptados pela dupla de franceses Béja e Nataël que não deixaram que se perdessem as emoções que a obra tem transmitido a várias gerações desde os anos 40.
Enid Blyton foi uma (1897-1968) foi uma escritora inglesa de livros de aventuras para crianças e adolescentes. Os seus livros encontram-se entre os mais vendidos do mundo desde a década de 1930, com mais de 600 milhões de cópias.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Guia ilustrado «Segredos do Sexo Tântrico» está prestes a ser publicado

No segundo dia do próximo mês, a Nascente publica Segredos do Sexo Tântrico, um livro com formato prático, visualmente apelativo e profusamente ilustrado. Com este guia para principiantes, a autora britânica Claudia Blake auspicia que os leitores melhorem a sua vida sexual.

Explore novas e surpreendentes fontes de deleite com 54 técnicas tântricas para aumentar a intimidade e aprofundar o prazer. Demonstrando que a prática do amor tântrico nem sempre tem de durar horas, a especialista Claudia Blake apresenta de uma forma clara práticas que qualquer pessoa poderá experimentar, acompanhada ou sozinha.
Para além dos princípios fundamentais do sexo tântrico, descobrirá formas maravilhosas de prolongar a excitação, satisfazer o seu parceiro, maximizar o êxtase e alcançar estados superiores de consciência.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

«Querida Amazónia», uma exortação apostólica do Papa Francisco

Querida Amazónia, de Papa Francisco
Um texto escrito como uma carta de amor, onde abundam citações de poetas que ajudam o leitor a entrar em contato com a maravilhosa beleza da Amazónia, mas também com seus dramas diários.
Querida Amazónia convida a uma resposta específica e corajosa, ao repensar a organização e os ministérios eclesiásticos.
Chama à responsabilidade toda a Igreja católica, para que sinta as feridas daqueles povos e as dificuldades das comunidades impossibilitadas de celebrar a Eucaristia dominical, e lhes responda com generosidade.
Nesta exortação, Francisco recorda que na Amazónia a fé foi transmitida e mantida viva graças à presença das mulheres fortes e generosas, sem que nenhum sacerdote passasse por aqueles lugares.
«Dirijo esta Exortação ao mundo inteiro. Faço-o, por um lado, para ajudar a despertar a estima e solicitude por esta terra, que também é «nossa», convidando-o a admirá-la e reconhecê-la como um mistério sagrado; e, por outro, porque a atenção da Igreja às problemáticas deste território obriga-nos a retomar brevemente algumas questões que não devemos esquecer e que podem servir de inspiração para outras regiões da Terra enfrentarem os seus próprios desafios» (Papa Francisco).
Próximos livros a publicar: A Cidade dos Desejos Ardentes e A Tua Voz no Meu Silêncio.