Valentina Silva Ferreira nasceu na Ilha da Madeira, em 1988. É licenciada em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Criminais, com formação profissional em Maus-tratos infantis. É Técnica Superior de Educação, na Associação UMAR. Entre outros livros, é autora dos romances Vertigens (2022) - finalista do Prémio Oceanos 2023 - e Um Lobo no Quarto (2024). A Casa das Malvas, «uma história sobre a coragem de desenterrar o passado para finalmente conseguir florescer», é o seu novo romance, editado pela Oficina do Livro (Grupo LeYa).
Texto sinóptico
Quando Salete morre, Henrique perde o seu único porto seguro. Órfão de pais desconhecidos e com o coração ferido por uma separação recente, ele regressa à Ilha da Madeira para se despedir da avó e enfrentar o vazio que a sua partida deixou. Mas nas gavetas da casa antiga, entre fotografias a sépia e bilhetes enigmáticos, Henrique encontra o fio de uma história que lhe foi negada.
A sua busca leva-o até à misteriosa Casa das Malvas, um lugar onde o tempo parece ter estagnado e no qual as mulheres da família Lanchas guardam segredos tão profundos como as raízes das flores que dão nome à casa. Aí, vive Matilde, uma coveira que enterra as dores dos outros para não sentir as suas; Maria Manuela, uma curandeira que carrega a culpa nos ombros; e Mariana, uma figura inocente que o destino tentou apagar.
Páginas
quinta-feira, 12 de março de 2026
«A Casa das Malvas», o novo romance de Valentina Silva Ferreira
quarta-feira, 11 de março de 2026
«O Primeiro Amor», de Ivan Turguéniev
![]() |
Editor: Alma dos Livros
Data de publicação: 21-01-2026N.º de páginas: 120 |
Entre as narrativas breves que atravessaram o século XIX com uma ressonância duradoura, O Primeiro Amor ocupa um lugar de singular finura na análise dos sentimentos humanos. Ivan Turgenev (1818-1883) escreveu este livro dois anos antes do romance Pais e Filhos (1862), considerada a sua obra-prima. Esta novela revela já a maturidade estilística e a clareza ética que fizeram de Turguéniev uma figura central do realismo europeu.
Amigo íntimo de Gustave Flaubert e contemporâneo — embora menos próximo — dos grandes romancistas russos Tolstói e Dostoévski, o escritor inscreve-se numa tradição literária que alia a subtileza psicológica à observação moral.
A narrativa estrutura-se como uma memória recuperada. Numa conversa entre três amigos, Vladímir Petróvitch, já homem maduro, decide relatar por escrito a história do seu primeiro amor, vivida quando tinha apenas dezasseis anos. A recordação conduz o leitor ao Verão de 1833, nos arredores de Moscovo, quando o jovem, ainda suspenso entre a ingenuidade da adolescência e a inquietação da maturidade, observa o mundo com uma inexperiente sensibilidade. O ambiente familiar revela desde logo uma certa distância emocional: «O meu pai tratava-me com um afeto distante, e a minha mãe (...) pouca atenção me prestava.»
É nesse cenário que surge a figura luminosa e perturbadora de Zinaída Alexándrovna, filha da empobrecida Princesa Zassékina. Aristocratas sem fortuna — «Mas de que vale um título quando não se tem o que comer?» — vivem numa espécie de crepúsculo social, onde o prestígio do nome contrasta com a precariedade material. Zinaída, jovem alta, graciosa e dotada de uma personalidade simultaneamente caprichosa e fascinante, transforma-se rapidamente no centro de um pequeno círculo de admiradores; como observa o narrador, «todos os homens que frequentavam a casa das Zassékin eram loucos por ela».
Para Vladímir Petróvitch, porém, esse fascínio adquire uma intensidade absoluta. A convivência com Zinaída Alexándrovna precipita nele a súbita revelação do sentimento amoroso, momento em que reconhece: «já não era apenas um rapazinho; estava apaixonado.» A jovem, alternando entre a doçura e a ironia, entre a proximidade e o distanciamento, exerce sobre o rapaz uma influência quase tirânica, despertando nele a exaltação do desejo, o tormento do ciúme e a dolorosa consciência da própria vulnerabilidade.
É precisamente nessa oscilação entre encantamento e desilusão que reside a grande força da novela. Turguéniev capta com rara subtileza o tumulto interior da adolescência. Esta narrativa foi considerada pelo autor a mais autobiográfica de todas as suas obras. Não surpreende, por isso, que O Primeiro Amor tenha inspirado diversas adaptações para cinema e teatro ao longo das décadas. Breve na extensão, mas vasta na profundidade emocional, esta novela permanece como uma das mais subtis representações literárias do primeiro encontro entre a inocência e a paixão — esse instante decisivo em que o coração humano descobre, simultaneamente, a beleza e a ferida do amor.
A presente edição (tradução a partir do inglês) é o título inaugural da nova colecção da Alma dos Livros dedicada aos Clássicos da Literatura mundial. Os volumes seguintes, a publicar a 11 deste mês e a 8 de Abril, serão igualmente de autores russos.
Excertos
«Oh, doces sentimentos, maviosos sons, brandura e descanso da alma enternecida, alegria lânguida das primeiras ternuras do amor, onde estais, onde estais?»
«Agarra o que puderes, mas não te submetas ao poder de ninguém; o segredo da vida consiste em pertencer apenas a si próprios.»
A história humana contada através de 7 rios mundiais
Ana Pinto Mendes assina a tradução portuguesa de Sete Rios, livro editado pela Temas e Debates que chega às livrarias no próximo dia 19. Vanessa Taylor é historiadora dos rios, da água e do ambiente e traz-nos um livro único no qual conta a história da humanidade ao sabor do fluir das águas destes icónicos rios. Uma história magistral de grandes artérias naturais que atravessam a civilização.
«Esta é a história de todos nós, contada através de sete rios.» Nilo, Danúbio, Níger, Mississípi, Ganges, Yangtzé e Tamisa são os protagonistas e esta é uma história de fronteiras imperiais, ouro aluvial, sequestros, escravatura, anticolonialismo e mitos da criação. É sobre aqueles que viveram e morreram nestes rios e a sua capacidade infinita de invenção: os seus lagos de flores-de-lótus e jardins suspensos, os seus gigantescos sistemas de canais e elaborados rituais de pesca, os seus poderes absolutos e as suas rebeliões astutas.
«Todos os rios têm histórias emocionantes. Escolhi os sete rios deste livro porque são uma ampliação das qualidades comuns a estas grandes artérias naturais que nos atravessam as vidas», explica a autora na introdução do livro. «São “rios mundiais” devido aos papéis que desempenharam na nossa história. Funcionaram como bases de poder para impérios e motivaram guerras na sua qualidade de fronteiras.»
«Um livro original e brilhantemente concebido que irá encantar e entusiasmar. Que magnífica proeza de imaginação e pesquisa contar a história humana através da beleza da água! Estas sete correntes do tempo brilham com erudição.» Nicholas Crane, ex-presidente da Royal Geographical Society
Oxalá Editora lança livro de poesia do autor madeirense Rúben Castro
Depois de ter escrito em 2023 a biografia juvenil Vicente Jorge Silva, jornalista, cineasta e político madeirense, e de ser co-autor do livro A Nossa Europa, Rúben Castro apresenta a obra poética Quando é que posso voltar a casa? A publicação é da Oxalá, editora sediada na Alemanha, que está sobretudo vocacionada para a divulgação da literatura de autores da diáspora.Texto sinóptico
Este livro interpela-nos com uma pergunta que não tem resposta. Ao longo destas páginas, Rúben Castro obriga-nos a questionar o que é, afinal, o verdadeiro sentido de casa. A partir desse não-lugar, da sensação persistente de ser estrangeiro, constrói uma poética feita de memória, deslocação e procura. A casa deixa de ser um ponto fixo e transforma-se num gesto contínuo de habitar o mundo.
Rúben Castro nasceu em 1990, no Funchal, cresceu entre as ruas de São Pedro e o Bairro da Nazaré. Fica incrédulo sempre que lhe perguntam se viver numa ilha não é claustrofóbico. Continua a achar que poucos compreendem a liberdade de ser ilhéu, às vezes, nem os próprios ilhéus, incluindo ele.
É formado em Estudos de Cultura, na Universidade da Madeira, e em Jornalismo, na Universidade Nova de Lisboa.
Da mesma editora: O Cheiro da Anoneira (2017) e Já Para Casa (2022), de Luz Marina Kratt (Ex-jornalista da RTP Madeira).
O 69.º livro da icónica colecção «Uma Aventura»
Uma Aventura em Busca do Navio Fantasma é o volume mais recente da colecção 'Uma Aventura', de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Trata-se do 69.º título e é ilustrado por Cátia Mariline, que, a partir do ano passado, passou a ser a ilustradora da colecção lançada pela Editorial Caminho em 1982. 'Uma Aventura' tem sido um sucesso transversal a várias gerações.Nas livrarias a partir de 17 de Março, a história tem como cenário a região entre Porto, Costa Nova, Aveiro e Póvoa de Varzim, e tem como origem lendas ou factos históricos da região. Os cinco amigos partem em busca de um navio fantasma decifrando códigos secretos e mergulhando até ao fundo do mar em busca de tesouros.
Uma Aventura na Madeira, publicado há dez anos, é outro título que obteve sucesso.
segunda-feira, 9 de março de 2026
Editorial Caminho lança «50 Anos de Educação Sexual e Contracepção em Portugal»
Dará entrada nas livrarias a 17 de Março 50 Anos de Educação Sexual e Contracepção em Portugal, um livro que retrata o que mudou e o que falta mudar nesta área, em Portugal.
50 anos após a legalização do Planeamento Familiar são muitos os velhos e novos desafios que cidadãos responsáveis e profissionais de saúde têm de debater e responder no espaço público, no âmbito de uma participada democracia sanitária que informe e influencie decisores políticos.
Este é um tempo e um mundo novo: até hoje nenhuma política pró-natalista alcançou nem alcançará na Europa os seus objetivos e a tecnologia já permite, num inaudito desafio à Ética, escolher o sexo das crianças e características genéticas em embriões humanos por motivos não médicos — um novo eugenismo, uma nova distopia.
As infeções sexualmente transmissíveis (IST), por vezes recorrentes, continuam a pairar como uma realidade preocupante e com sequelas na fecundidade, afetividade e sexualidade: «com quem e como é que ele(a) apanhou isto?».O autor da obra, Miguel Oliveira da Silva, pertence ao Conselho Nacional de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos e ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, e trabalha atualmente no Hospital Lusíadas, em Lisboa. Foi médico, obstetra-ginecologista no Hospital de Santa Maria (HSM) e primeiro Professor Catedrático de Ética Médica em Portugal, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). É autor de dezenas de artigos e de diversos livros sobre questões de Obstetrícia, Ginecologia, Sexualidade Humana e Ética Médica, como é o caso de Eutanásia em Portugal, Quem Está Contra a Medicina? Sexualidade e Reprodução em Portugal, Eutanásia, Suicídio Ajudado e Barrigas de Aluguer.
Outra novidade da editora: Uma Aventura em Busca do Navio Fantasma
quinta-feira, 5 de março de 2026
«Entardecer em Veneza», o tão esperado novo livro de John Banville
Chegou hoje às livrarias Entardecer em Veneza, o novo romance do irlandês John Banville (n. 1945), vencedor do Booker Prize. O livro (Venetian Vespers, título original traduzido para o nosso idioma por Sónia Amaro) é um noir assombroso e atmosférico com uma surpresa em cada teia de aranha, escrito por um dos mestres contemporâneos da língua inglesa. Na sua vasta e premiada obra destacam-se Doutor Copérnico, Kepler e O Mar. De John Banvile, editados pela Minotauro, encontram-se os títulos Marlowe, Neve, Abril em Espanha e A Garagem.Sinopse
1899. À medida que o novo século se aproxima, o escritor inglês Evelyn Dolman - um simples escrevinhador, como o próprio se define - casa-se com Laura Rensselaer, filha de um magnata americano do petróleo. Evelyn espera que ele e Laura herdem uma fortuna considerável que lhes possibilite uma vida confortável e estável. Mas as suas esperanças são frustradas quando uma misteriosa desavença entre Laura e o pai, pouco antes da morte do patriarca, a deixar sem herança.
Excerto
«Entardecer, uma sala deserta, um pedaço de seda preta sobre uma mesa de mármore, um mar a escurecer lá ao fundo. Era esta a cena, sem pessoas, soturna e silenciosa, com que sonhava há meses, muitas vezes duas ou três noites consecutivas, sempre o mesmo sonho, o mesmo quadro, mais ou menos, mais do que menos. O que significava, o que representava? Eu não sabia nem imaginava, e este enigma perturbava-me quase tanto quanto o próprio sonho. Achei que devia ter alguma coisa que ver com Veneza, já que era em Veneza que eu e a minha esposa
passaríamos os primeiros meses do novo ano — e, por acaso, do novo século. Naturalmente, eu estava bastante apreensivo com aquela cidade misteriosa, para não dizer fantasmagórica, inacreditavelmente situada no meio de um pântano.»
No próximo dia 19, será relançado Marlowe, obra que John Banville, através do seu pseudónimo Benjamin Black, recupera o incomparável detetive particular criado por Raymond Chandler. The Black-Eyed Blonde (título original) inspirou o filme 'Marlowe', de 2023, protagonizado por Liam Neeson e com actuações de Diane Kruger, Alan Cumming, Jessica Lange, Danny Huston e da portuguesa Daniela Melchior.
Sinopse
As ruas de Bay City, Califórnia, no início dos anos 1950, são terríveis. Marlowe está inquieto e solitário, como sempre, e o negócio está fraco. É então que lhe aparece uma nova cliente: loira, bonita e bem vestida, com roupas caras. Quer que Marlowe encontre o seu ex-amante. Quase imediatamente, Marlowe descobre que o desaparecimento do homem é apenas o primeiro de uma série de eventos perturbadores. Ao investigar, envolve-se com uma das famílias mais ricas e impiedosas de Bay City - e percebe quão longe irão para proteger a sua fortuna.
Excerto
«Era uma daquelas tardes de verão de terça-feira em que nos perguntamos se a Terra terá deixado de girar. O telefone, em cima da minha secretária, tinha o ar de algo que sabe que está a ser vigiado. Os carros passavam a conta-gotas lá em baixo, na rua, sob a janela poeirenta do meu escritório, e alguma boa gente da nossa bela cidade caminhava lentamente pelo pas- seio, a maior parte homens com chapéu e sem destino. Reparei numa mulher na esquina da Cahuenga com a Hollywood, à espera de que o semáforo mudasse. Pernas altas, um casaco justo de ombros enchumaçados e saia travada azul.»
Lançamentos recentes da editora: Graziella e Toda a Beleza do Mundo.
quarta-feira, 4 de março de 2026
Biografia de Espinosa e novo livro de Oyinkan Braithwaite entre as novidades da Quetzal
Na biografia Espinosa - O Messias da Liberdade, é sublinhado a importância do tempo e do lugar que moldaram Espinosa, primeiro os sefarditas de Amesterdão e depois a política da República das Províncias Unidas. Embora Espinosa tenha rejeitado a fé da sua família e tenha sido consequentemente expulso da sua comunidade religiosa (a Sinagoga Portuguesa de Amesterdão), Ian Buruma (n. 1951), um dos mais reputados intelectuais holandeses, autor de mais de vinte livros, argumenta que o filósofo viveu de facto uma vida judaica - uma vida judaica moderna. Para Heine, Hess, Marx, Freud e muitos outros, Espinosa é um exemplo de como ser judeu sem acreditar no judaísmo. A sua defesa da liberdade universal é tão importante para o nosso tempo como o foi para o dele.
Depois da estreia amplamente aclamada com A Minha Irmã é Uma Serial Killer, a nigeriana Oyinkan Braithwaite confirma a sua plena maturidade literária com um ousado e intenso drama familiar matriarcal, Maldição de Família.
O romance conta a história de uma casa de mulheres sem homens, histórias de coração e cabeça (e estômago!), das paixões de mulheres jovens e das crenças das mulheres velhas, enfim, do que é racional e do inexplicável.
Considerada uma das mais inovadoras vozes da literatura africana contemporânea, a escritora distingue-se com o sempre inesperado humor negro.
Outras novidades de Março da editora: Robinson Crusoe e A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades
Os primeiros títulos de 'A Biblioteca de Alexandria', a nova colecção da Quetzal
Os títulos inaugurais desta colecção, que chegam às livrarias a 5 de Março, são A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades, originalmente publicado no ano de 1554, agora traduzido por Margarida Amado Acosta, e Robinson Crusoe, originalmente publicado em 1719, e traduzido por João Pedro Vala.
A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades conta a história de Lázaro, um menino pobre que, levado pela necessidade, serve vários senhores e aprende a sobreviver numa sociedade dura e hipócrita. É um dos livros mais divertidos, malévolos, facinorosos e violentos de que há memória, onde o mal passa por ser um recurso, o bem uma distração e a desonra uma solução crónica e aceitável. Por mais de quatro séculos, este romance, de autor desconhecido, fascinou leitores, estudiosos e escritores, inspirando obras que vão de Dom Quixote à literatura contemporânea.Robinson Crusoe, um dos mais influentes e citados livros de ficção de sempre, é um dos maiores clássicos da literatura, estando na origem da invenção do romance europeu. No final do século XIX, nenhum livro na história da literatura teve tantas edições e adaptações. É um dos clássicos dos romances de aventura e sobrevivência, da autoria de Daniel Foe. Conta as viagens e faz a crónica de sobrevivência e enriquecimento de um homem do Yorkshire obcecado desde jovem pela ideia de uma vida no mar. A personagem de Crusoe entrou para o imaginário de muitas gerações e foram os leitores de todas as idades, ao longo dos últimos 300 anos, que lhe concederam um lugar definitivo como um clássico da literatura europeia.
Outras novidades de Março da editora: Espinosa - O Messias da Liberdade e Maldição de Família
segunda-feira, 2 de março de 2026
Livros a publicar em Março da Dom Quixote
Foi com Beleza Vermelha (2025), vencedor do Prémio Frei Martín Sarmiento, que Arantza Portabales (n. 1973) iniciou a série protagonizada pela dupla de polícias Abad e Barroso, que continua em A Vida Secreta de Úrsula Bas. Este novo caso é uma excecional intriga de ciúmes e vinganças, pela mão da nova senhora do romance policial espanhol. Com tradução de Rui Elias, nas livrarias a 10 de Março.Thomas Enger (n. 1973) se tornou autor best-seller da série Henning Juul e coautor, com Jørn Lier Horst, da internacionalmente aclamada série Blix & Ramm, que a Dom Quixote publica. Johana Gustawsson (n. 1978) é uma autora premiada e muito conceituada, conhecida como a Rainha do Noir Francês. Estes são os autores de SON, um policial sombrio e cheio de reviravoltas de uma nova série de cortar a respiração, que tem como protagonistas uma especialista em linguagem corporal e consultora da polícia de Oslo, a psicóloga Kari Voss e da comissária da polícia Ramona Norum.
Assina a tradução João Carlos Alvim. O livro chega às livrarias a 10 de Março.A Dom Quixote apresentou Davide Enia (n. 1974) aos leitores portugueses em 2021, com Notas Sobre Um Naufrágio, e publica agora Autorretrato - Instruções para Sobreviver à Máfia, livro que é também uma peça de teatro que conta a experiência deste dramaturgo, encenador, actor e romancista desde criança com a máfia em Palermo.
Davide Enia, que já recebeu os mais importantes prémios de teatro em Itália, conta-se a si próprio neste texto belíssimo, que já foi levado à cena no seu país e no qual ele empresta a voz a três investigadores policiais que, como uma obsessão, uma vocação, um dever, lutaram e derrotaram o braço armado da máfia.
Nas livrarias a 17 de Março, com tradução de Ana Pereirinha.J. Teixeira de Aguilar trabalhou na tradução portuguesa de A Península das Casas Vazias, obra narrada em tom de realismo mágico, fruto de quinze anos de trabalho e de uma exaustiva viagem de documentação e memória pela geografia espanhola.
Ainda hoje, dois anos depois de ter sido publicado, não há em Espanha quem não fale deste romance, já considerado um dos mais importantes sobre a Guerra Civil espanhola, com mais de 300 mil exemplares vendidos, prémios atrás de prémios, assim se tornando num dos maiores acontecimentos literários dos últimos tempos. David Úcles (n. 1990), a nova estrela das letras espanholas é licenciado e mestre em Tradução e Interpretação, escritor, músico e desenhador.
A Península das Casas Vazias dará entrada nas livrarias a 24 de Março.Escrito após o suicídio da irmã mais nova de Anne Serre, que tinha um problema de saúde mental, Um Chapéu de Leopardo pode ser lido como a celebração de uma vida tragicamente interrompida ou como uma despedida incrivelmente bela e sensível. Finalista do Man Booker Prize Internacional, este livro de Anne Serre (n. 1960), autora de dezoito livros de ficção, é aclamado como o seu romance mais comovente até ao momento e uma «obra-prima de simplicidade, emoção e elegância».
Traduzido por Rui Elias, nas livrarias a 24 de Março.Iris Wolff (n. 1977), é uma escritora premiada cuja obra transporta o leitor para o coração da sua antiga terra natal. O destino dos que ficam e daqueles que escolhem emigrar é o tema constante e poderoso que permeia os seus romances. Clareiras (nas livrarias a 24 de Março) é um romance luminoso sobre a forma como duas vidas podem tocar-se e transformar-se para sempre, em que a memória se entrelaça com a História, e cada gesto, cada silêncio e cada paisagem – até cada clareira na floresta – transporta a polifonia de um país e as vidas daqueles que sobreviveram aos regimes e às suas fragilidades com a força dos laços humanos e dos reencontros.
Tradução de Paulo Rêgo.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Segundo o 'The Sunday Times', «Toda a Beleza do Mundo» é o livro de arte mais notável do ano
Além de Graziella, de Alphonse de Lamartine, outra novidade que saiu em Fevereiro pela Minotauro intitula-se Toda a Beleza do Mundo, obra de não-ficção traduzida para o nosso idioma por Sónia Amaro a partir de All the Beauty in the World.
Este livro de estreia de Patrick Bringley, que vive em Brooklyn, trata-se de o retrato de um grande museu e a história comovente de um vigilante em busca de consolo na arte.
Nota do autor
«Este livro é composto por acontecimentos reais ocorridos durante os dez anos em que trabalhei como vigilante de museu. Num esforço para escrever cenas que demonstrem o alcance da minha experiência, por vezes, juntei incidentes que sucederam em dias diferentes. Os nomes dos funcionários do museu foram alterados.»
Sinopse
Quando o irmão mais velho de Patrick morre, aos vinte e seis anos, tudo o que Patrick quer é afastar-se. E assim faz. Despede-se do emprego e procura refúgio no lugar mais bonito que consegue imaginar: o Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque.
Toda a Beleza do Mundo conta a experiência de Patrick como vigilante do museu, onde zelou silenciosamente por alguns dos nossos maiores tesouros e desvendou os segredos mais íntimos do Met.
À medida que cresce a sua ligação à arte e ao que a rodeia, o vigilante emerge do luto, transformado pelo desgosto, pela comunidade e pelo poder da arte de iluminar a vida em toda a sua dor, alegria e esperança.
Outro livro que pode interessar:
Espanto e Encantamento - Memória de um vigilante de museu, de Pablo d’Ors (Quetzal, 2023)
De Confúcio, um dos clássicos da sabedoria oriental
A Ideias de Ler publicou recentemente Analectos: As palavras do Mestre, um clássico incontornável da sabedoria oriental, uma obra fundamental do pensamento de Confúcio, possivelmente o filósofo mais influente da história mundial. Assina a tradução (não se sabe a partir de que língua) Miguel Marques.
Segundo nota do editor deste título, este é um livro «para ler devagar, sublinhar e revisitar. Não oferece respostas fáceis, mas desafia-nos a fazer melhores perguntas e, acima de tudo, lembra-nos de que o verdadeiro poder (...) começa sempre na forma como escolhemos ser.»
Sinopse
Analectos: As palavras do Mestre vai guiá-lo numa jornada de aperfeiçoamento pessoal, pela prática da virtude e construção da harmonia social. Confúcio, o filósofo chinês que guiou a cultura e a política do seu país até aos dias de hoje, revela como o carácter, a sinceridade e o compromisso ético são pilares para uma vida plena e justa. As suas ideias demonstram que a verdadeira liderança nasce do exemplo que alia dever e compaixão, e convidam o leitor a refletir sobre o poder transformador da educação e da ética.
O resultado é uma obra com pensamentos milenares que ecoam através de gerações e que, hoje, continuam a fazer-se sentir de forma poderosa.
Uma leitura essencial e intemporal sobre a dignidade, o respeito e a construção de uma sociedade virtuosa e próspera – aquilo que todos almejamos.
«Li os escritos de Confúcio com atenção; recolhi excertos; não identifiquei neles nada além da mais pura moralidade, sem o menor traço de charlatanice.» – Voltaire
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Guias de Viagem Ilhas da Madeira e dos Açores
Porto Editora publica em Março novos Guias de viagens.
A Madeira pode fazer parte de Portugal, mas é um mundo por si só. Trilhos de cortar a respiração, florestas ancestrais, picos montanhosos e vinho mundialmente famoso aguardam os visitantes nesta espetacular ilha do Atlântico. Não quer perder nada? Com o Guia TOP 10 Madeira, irá desfrutar do melhor que a ilha tem para oferecer.
Apelidadas de “Galápagos do Atlântico”, as nove ilhas vulcânicas dos Açores são a orla selvagem da Europa, com um aspeto robusto e uma diversidade natural abundante. Mas qual das ilhas explorar primeiro? Com o Guia TOP 10 Açores, irá desfrutar do melhor que cada ilha tem para oferecer.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Livros de George Steiner e Eduardo Lourenço serão reeditados em Março
A Gradiva publicará a 10 de Março as obras Como Caminhar num Pântano, O Labirinto da Saudade (reedição), O Fantasma do Rei Leopoldo e Os Livros Que Não Escrevi (reedição).
«A técnica consiste em restaurar cerâmicas, encarando cada quebra e rachadela como única. Reconstroem-se as partes e preenche-se a cicatriz (as cicatrizes) com pó de ouro. Aceitar a impermanência de tudo, embelezar a fenda. Tornar a fissura visível. Fazer do defeito força maior. Restaurar-me. Juntar as minhas peças quebradas, iluminar-me com pó dourado, agora sim – obra de arte. Dizem-me que devo criar um diário, registar o processo. Aprendo o acabamento, a limpar o material no fim. É bom aprender uma coisa nova. É como se algo se reconstruísse, um princípio de esperança, digo-o sem pudor. Como se as coisas fossem possíveis. A formadora está connosco em todas as fases, essa certeza consola-me. Fala com tanta doçura, gentileza. Não parece ter problemas reais, de pessoas reais, levita noutra dimensão. Nunca conheci nenhum guru, nenhum santo, talvez tenha sido esse o meu problema. Teria sido uma boa discípula.» - Marta Pais Oliveira
«Chegou o tempo de nos vermos tais como somos, o tempo de uma nacional redescoberta das nossas verdadeiras riquezas, potencialidades, carências, condição indispensável para que algum dia possamos conviver connosco mesmos com um mínimo de naturalidade. Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo. A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranóia, exibição trágica, não aquela desinibida, que é característica de sociedades em que o abismo entre o que se é e o que se deve parecer não atinge o grau patológico que existe entre nós.» - Eduardo Lourenço
Finalista do prémio The National Book Critics Circle, O Fantasma do Rei Leopoldo é o relato verdadeiro e assombroso do regime brutal do rei Leopoldo e do seu efeito duradouro numa nação arruinada. Pondo em cena personagens mais vívidas e sedutoras do que as de um romance, este livro brilhante inscreve para sempre na consciência humana um episódio brutal da História da colonização moderna.
Adam Hochschild, escritor, jornalista, professor universitário e conferencista americano.
«Não há ninguém a escrever sobre literatura que se possa comparar a Steiner enquanto polígrafo e poliglota, e poucos poderão igualar a verve e a eloquência da sua escrita.» - The Washington Post
«Os Livros Que Não Escrevi não é um compêndio de pensamentos ilusórios. Cada capítulo é um mapa reflexivo, lúcido e cheio de factos acerca de um lugar cuja exploração, diz Steiner, ele se recusa a realizar. Misteriosamente, esta cartografia é suficiente.» - Alberto Manguel
«Brilhantemente iluminador.» - Alain de Botton, autor de Uma Viagem Terapêutica
George Steiner foi Professor Weinfeld de Literatura Comparada da Universidade de Oxford, Professor Charles Eliot Norton de Poesia da Universidade de Harvard e Extraordinary Fellow na Faculdade Churchill da Universidade de Cambridge. Autor de diversos ensaios de crítica literária e de obras de ficção, publicou recensões e artigos em revistas e jornais como The New Yorker, Times Litterary Supplement e The Guardian. É autor de O Silêncio dos Livros.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
«Morte na Cornualha», de Daniel Silva
![]() |
Editor: HarperCollins
Data de publicação: 05-03-2025N.º de páginas: 400 |
No mais recente livro da série Gabriel Allon, Daniel Silva prova que ainda tem muito fôlego narrativo. Morte na Cornualha não é apenas mais um tríler de espionagem: é um regresso simbólico a um dos cenários mais marcantes da saga e uma demonstração de maturidade literária. Entre a sofisticação do mundo da arte e a brutalidade de um assassino em série, o autor de A Ordem, O Confessor e O Colecionador constrói uma história envolvente, elegante e cheia de tensão.
A história começa com a celebração da recuperação de uma obra de Van Gogh numa galeria londrina. Gabriel Allon, o restaurador de arte incumbido do restauro, parece estar apenas a cumprir um dever profissional. Mas, durante a comemoração, recebe uma chamada do sargento-detetive da Polícia da Cornualha: um assassino em série já matou quatro mulheres. Charlotte Blake, professora em Oxford e respeitada especialista em História da Arte e investigadora de proveniência (verificava a origem, autenticidade e histórico de obras de arte), surge morta, e tudo indica que será a quinta vítima do “Lenhador”.
Um telemóvel desaparecido. Indícios de que Blake investigava um Picasso roubado, avaliado em milhões de dólares… Aos poucos, a narrativa desmonta a hipótese mais óbvia e revela algo muito mais sofisticado do que um simples caso de psicopatia rural.
Morte na Cornualha confirma Daniel Silva como um mestre do equilíbrio entre acção e elegância. A brutalidade do serial killer contrasta com a delicadeza do mundo artístico, criando uma tensão permanente entre o sublime e o selvagem. A grande questão que fica no ar — Charlotte Blake foi realmente vítima do assassino em série ou peça num jogo muito mais vasto? — sustenta o suspense até ao fim.
Importa ainda informar que, no início de Março, a HarperCollins publicará A Obra-Prima, o 25.º livro do autor protagonizado por Gabriel Allon.
Excerto
«Eram onze e dezassete da noite, quando a porta de madeira do abrigo, finalmente, se abriu e dois homens entraram na cela improvisada de Gabriel. Amarrado e encapuzado, não sabia que horas eram, mas o número de visitantes era facilmente discernível pelo som dos sapatos que se arrastavam pelo chão de cimento.»
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Editora Devir publica «O Guia do Mau Pai», uma nova BD de Guy Delisle
Depois de lançar Pyongyang - Uma viagem à Coreia do Norte (2015), Shenzhen - Uma Viagem à China (2017), Crónicas da Birmânia (2020) e Crónicas de Jerusalém (2024), a Editora Devir publica amanhã uma nova banda desenhada do artista canadiano Guy Delisle, actualmente com 60 anos. A novela gráfica O Guia do Mau Pai é um conjunto de histórias curtas humorísticas sobre a dificuldade de educar os seus filhos.
A série é composta por 4 volumes principais publicados separadamente. Além disso, existe uma edição integral publicada em 2021 que reúne os quatro volumes em um único livro.Le guide du mauvais père – Volume 1 (2013)
Le guide du mauvais père 2 – Volume 2 (2014)
Le guide du mauvais père 3 – Volume 3 (2015)
Le guide du mauvais père 4 – Volume 4 (2019)Pour une fraction de seconde (2024) é o título original do seu mais recente álbum.
Sinopse
Inicialmente editadas no blog do autor, as pranchas agora reunidas nesta versão integral ilustram, de forma irónica, com o humor característico de Guy Delisle, situações do seu quotidiano enquanto pai de duas crianças pequenas.
Um relato terno satirizando os mal-entendidos, as incertezas e as aprendizagens próprias de todas as decisões dos pais.
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Gabriel Allon está de volta: Daniel Silva lança o 25.º livro da série
A 3 de Março, a HarperCollins publicará A Obra-Prima, o 25.º livro da série protagonizada por Gabriel Allon, personagem criada pelo escritor norte-americano Daniel Silva.
Gabriel Allon é um restaurador de obras de arte de elite, espião israelense ligado ao serviço secreto e especialista em contraterrorismo. A personagem surgiu em The Kill Artist (2000), publicado em Portugal como O Artista da Morte (Bertrand, 2008). A série chega agora ao 25.º título com An Inside Job (Gabriel Allon Series #25).
Além da edição em formato normal, estará à venda uma edição especial, aprimorada, com edges (ver aqui).
A editora, que tem vindo a apresentar ao público português os mais recentes livros de Daniel Silva, lançou em 2025 Morte na Cornualha, tido como um dos seus melhores romances.Texto sinóptico
Gabriel Allon é o escolhido para restaurar um dos quadros mais emblemáticos de Veneza mas, após descobrir o cadáver de uma mulher a boiar nas águas da lagoa veneziana, lança-se numa corrida frenética para recuperar uma obra desconhecida de Leonardo da Vinci.
O quadro, um retrato de uma bela jovem, estava escondido sob uma pintura de pouco valor atribuída a um artista desconhecido. que estava esquecida há mais de um século num depósito dos Museus do Vaticano.
Como ninguém sabe que Leonardo está ali, ninguém sabe do seu desaparecimento. Ninguém à exceção dos criminosos por trás do roubo e da misteriosa mulher cujo cadáver Gabriel descobriu nas águas de Veneza. Uma mulher sem nome. Uma mulher sem rosto.
Com esta sofisticada e elegante viagem pelo lado mais sombrio do mundo da arte, Daniel Silva demonstra mais uma vez que é o grande mestre do suspense e da intriga internacional da atualidade.






























