domingo, 12 de abril de 2026

É reeditada a grandiosa saga familiar que valeu a Margaret Atwood o Booker Prize


Foi com O Assassino Cego, que Margaret Atwood recebeu, no ano 2000, o primeiro Booker Prize. Este romance é tanto uma grandiosa saga familiar como um perfeito noir, ao qual não falta uma história de amor e uma comovente denúncia social. 

Uma nova edição desta obra, que estava esgotada no catálogo da Bertrand Editora, chega às livrarias a 16 de Abril, com tradução de Elsa T. S. Vieira, e surge no seguimento das reedições de A História de Uma Serva e de Chamavam-lhe Grace. Seguir-se-á uma nova edição de Os Testamentos, obra pela qual Atwood recebeu o seu segundo Booker Prize.

O Assassino Cego é um misterioso puzzle literário, um labirinto de histórias sobre amor, perda, poder, ideias de classe e independência feminina, entretecido na prosa magistral e pejada de humor negro, língua afiada e profundidade emocional que é a imagem de marca de Atwood (actualmente com 86 anos), considerada uma das maiores autoras do panorama literário mundial.

Texto sinóptico
«Dez dias após o fim da guerra, a minha irmã Laura atirou-se com um carro de uma ponte.» O conflito é a Segunda Guerra Mundial, e estas inquietantes palavras são proferidas por Iris Chase Griffen, casada aos dezoito anos com um ilustre empresário, mas agora pobre e com oitenta e dois anos. Iris recordará nestas páginas a sua vida ¿ tudo menos exemplar ¿ e os acontecimentos que levaram à morte da sua irmã, revelando pouco a pouco os segredos religiosamente guardados da rica e excêntrica dinastia Chase.
Um desses segredos é O Assassino Cego, um romance que rendeu à falecida Laura Chase não apenas notoriedade, mas também um culto de leitores devotos. Sexualmente explícito, o livro era uma fantasia pulp improvisada por dois amantes anónimos que se encontravam secretamente em quartos alugados e cafés mal-afamados. À medida que esta história dentro da história se desenrola, entre amor, ciúme, sacrifício e traição, o mesmo acontece com a narrativa real, aproximando-se ambas, pé ante pé, da catástrofe. 

Crítica literária
«Somos repetidamente surpreendidos, e o mistério envolve-nos até à última página. A teia da narrativa é tão complexa quanto extraordinária.» The New York Times 
«Um romance magistral. Todas as frases da sua prosa ágil, concisa, mas cheia de avidez, têm um propósito, formando um quadro de génio.» The New Yorker

«Eletrizante. A mais assustadora característica da escrita de Margaret Atwood é também a mais empolgante: ninguém sai impune.» The Wall Street Journal

Outra publicação recente da Bertrand Editora: 
Quando Eles Partem, de Julia Navarro.

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