segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Estão a chegar novos livros de Augusto Cury

Dois novos livros de Augusto Cury, estão quase a chegar às livrarias.
Do Zero ao Génio, a lançar pela Lua de Papel no final deste mês, é um romance baseado na sua própria infância, que traz ensinamentos preciosos para as novas gerações, como este: “Para seres feliz tens de ter contacto com a natureza, cuidar das plantas e dos animais, praticar desporto, ler, enfim, acalmar a tua cabeça, tomar conta das tuas emoções.”

Em Intoxicação Digital, a publicar pela Pergaminho em meados de Março, o reputado psiquiatra brasileiro aborda "o mal do milénio", apresentando uma análise profunda e soluções claras, precisas e ponderadas para resgatarmos a nossa saúde emocional e mental, menos dependentes de ferramentas digitais.

Sinopse
Augusto, conhecido por Guto, rapaz ansioso e agitado, incapaz de estar quieto e calado nas aulas, é também bem-disposto e popular, mas exaspera os professores, tirando notas péssimas. Em casa esconde-as e não prima pela educação, dividindo o tempo entre a televisão, os videojogos e o smartphone. A mãe, preocupada, queixa-se ao avô, que logo profetiza: “Ele pode mudar.” E, na paz da sua quinta, longe da civilização, trata de lhe dar chaves para abrir o cofre do seu próprio cérebro (e potencial).
Como o fará é o segredo mágico deste livro, que conta as atribulações de Guto até se tornar uma inspiração para todos, ao fundar na escola um “clube do bem”, para ajudar os outros e espalhar felicidade: a Liga de Sonhadores.


Sinopse
Pensar excessivamente, sem gestão emocional, esgota o cérebro. Hoje em dia, com a massificação dos telemóveis e das redes sociais, vivemos num estado de grande precaridade em termos de saúde mental e emocional. Estamos a adoecer coletivamente. O mundo digital trouxe benefícios inegáveis, como a comunicação e o acesso à informação, mas causou um desastre sem precedentes no cérebro humano, levando à alteração do ciclo da dopamina e da serotonina, gerando uma perigosíssima dependência. Basta retirar o telemóvel a um jovem (e mesmo a alguns adultos) por 24 horas para observarmos, em primeira mão, como a dependência digital não é um transtorno casual, mas uma síndrome mental séria.
Centenas de milhões de crianças, adolescentes e adultos apresentam sintomas como insatisfação, inquietação, intolerância às frustrações, autocrítica, falta de empatia e autocontrolo. Mas os sintomas mais clássicos desta síndrome são a necessidade de urgência (querer tudo imediatamente) e a aversão ao tédio e à solidão, sem saber que eles são fundamentais para a interiorização e a criatividade. Se não enfrentarmos este mal do milénio, a humanidade tornar-se-á um hospital psiquiátrico a céu aberto. 

Alguns livros do autor: Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século; Ciúme; O Mestre Inesquecível; Felicidade Roubada; O Funcionamento da Mente; O Homem Mais Inteligente da História; O Maior Líder da História.

Intitula-se «A Última Fronteira» o livro de estreia do jornalista André Carvalho Ramos

Um testemunho completo e desconcertante sobre as histórias de refugiados e sobre como a Europa está a responder a um dos temas mais polémicos da nossa sociedade. A Última Fronteira é o primeiro livro do jornalista André Carvalho Ramos, que recebeu mais de uma dezena de prémios e distinções nacionais e internacionais, acompanhou as diferentes rotas migratórias na Europa e esteve em cenários de conflito, como a Ucrânia e a Palestina. O livro, resultado de uma investigação de oito anos levada a cabo pelo jornalista da TVI e da CNN Portugal, é prefaciado por Paulo Portas.
A Última Fronteira chegou na semana passada às livrarias com o selo Oficina do Livro.

Texto sinóptico
A guerra na Ucrânia expôs o desinteresse da política europeia pela integração dos refugiados do Médio Oriente e de África, deixando à vista um sistema de dois pesos e duas medidas que discrimina e mata.
Para esses refugiados, a travessia do Mediterrâneo é apenas o princípio da jornada mais dolorosa da sua longa marcha. Isto para os que sobrevivem, porque há aqueles que ficam pelo caminho – alguns estão enterrados em solo europeu, sem que as famílias se consigam despedir deles, outros jazem em parte incerta, com os seus corpos por encontrar.

Vídeo de apresentação do livro, pelo autor.

domingo, 25 de fevereiro de 2024

As atrocidades do regime nazi em nome da arte e do poder, para conhecer no livro «O Mestre de Dachau»

Um romance comovente sobre o poder da arte e o amor numa era de horror. Isto é o que os leitores podem esperar de O Mestre de Dachau, o romance de estreia da inglesa Sarah Freethy. Esta obra,
que revela a grande farsa do regime nazi e testemunha a importância da arte nos regimes mais sombrios e, simultaneamente, o seu papel revelador, foi muito elogiada pelo rigor histórico e pela história enternecedora inspirada em factos reais. Vai ser publicada pelo menos, em mais de uma dezena de idiomas.
Este retrato surpreendente sobre a força da criação artística em tempos de guerra é chancelado pelo Clube do Autor e aterra nas livrarias no penúltimo dia deste mês.

Texto sinóptico
As figuras de porcelana branca da fábrica Allach tornaram-se um símbolo do Terceiro Reich. No entanto, eram produzidas pelos prisioneiros dos campos de concentração. Este romance revela a grande farsa do regime nazi e testemunha a importância da arte nos regimes mais sombrios e, simultaneamente, o seu papel revelador.
Max, um arquiteto judeu formado pela Bauhaus, é enviado para o campo de concentração de Dachau, onde o seu talento para esculpir delicadas figuras de porcelana branca o salva da morte. As peças que se converteram em ícones do Terceiro Reich são as mesmas que o unem a Bettina, o seu grande amor. O seu legado, num derradeiro ato de coragem, denuncia ao mundo a grande farsa do regime.
Um livro sobre dois amantes separados pelas encruzilhadas da História e a demanda de uma filha pela verdade.

Elogios
«Uma história inesquecível de amor e perda. À medida que a maré negra do nazismo varre o continente europeu, dois amantes enfrentam perigos inimagináveis, compreendendo que apenas a arte os pode manter e salvar – e dando testemunho às gerações vindouras. Fenomenal.»
Marie Benedict, autora de A mulher de Einstein

«Esta estreia comovente entrelaça factos reais e personagens nobres e cativantes
Numa história para viver, aprender e amar.»
Meg Waite Clayton, autora de O último comboio para a liberdade

«Assim que comecei a ler, não queria parar. Uma viagem emotiva e viciante a um passado de heroísmo, traição, amor e perda.»
Heather Morris, autora de O tatuador de Auschwitz, Três Irmãs e A Coragem de Cilka

Gradiva lança «Confissões de um Jovem Escritor», de Umberto Eco

A Gradiva faz chegar aos leitores a 5 de Março, uma obra de Umberto Eco (já publicada no nosso país em 2012 por outra editora), composta por quatro conferências integradas no âmbito das palestras Richard Ellmann sobre Literatura Moderna que o autor falecido em 2016 proferiu na Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Sinopse
Umberto Eco publicou o seu primeiro romance, O Nome da Rosa, quando tinha quase 50 anos. Nestas suas Confissões, escritas cerca de trinta anos depois da sua estreia na ficção, o brilhante intelectual italiano percorre a sua longa carreira como escritor dedicando especial atenção ao labor criativo que consagrou aos romances que o aclamaram. De forma simultaneamente divertida e séria, com o brilhantismo de sempre, Umberto Eco explora temas como a fronteira entre a ficção e a não-ficção, a ambiguidade que o escritor mantém para que os seus leitores se sintam livres para seguir o seu próprio caminho interpretativo, bem como a capacidade de gerar neles emoções.
Confissões de um Jovem Escritor é uma viagem irresistível aos mundos imaginários do autor e ao modo como os transformou em histórias inesquecíveis para todos os leitores. O «jovem escritor» revela-se, afinal, um grande mestre e aqui partilha a sua sabedoria sobre a arte da imaginação e o poder das palavras.

Citação
«(...) considero-me um romancista muito jovem, e certamente promissor, que até agora só publicou cinco romances e que publicará muitos mais ao longo dos próximos cinquenta anos.»

Uma das novidades de Fevereiro da Gradiva: 
O Homem que Mandou Matar o Rei D. Carlos.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Os novos tríleres psicológicos da Singular Editora

Singular e cativante, A Casa entre os Pinheiros lança um olhar actual sobre as consequências inesperadas das nossas escolhas e a resiliência necessária para enfrentar o passado. Aquilo de que não te consegues lembrar pode destruir-te? Este tríler psicológico intenso, de Ana Reyes, promete adrenalina e reviravoltas chocantes.
 
Sinopse
Maya estava prestes a terminar o ensino secundário quando a sua melhor amiga, Aubrey, morre misteriosamente na companhia de um homem enigmático chamado Frank, com quem Maya havia iniciado um relacionamento naquele verão.
Sete anos mais tarde, Maya vive em Boston com o namorado e luta contra o vício secreto que a ajudou a lidar com o que aconteceu anos antes e com as inexplicáveis lacunas na sua memória. Porém, o passado regressa em força quando descobre um vídeo recente no YouTube, onde uma jovem morre repentinamente durante um encontro com Frank. Decidida por fim a resolver o trauma que lhe marcou a vida, Maya regressa à sua cidade natal para reviver aquele verão fatídico e resolver de vez o mistério da morte de Aubrey.
Em casa da mãe, desenterra fragmentos do passado e, num manuscrito que o pai nunca chegou a concluir, encontra mensagens escondidas, pistas de que ainda não se tinha apercebido. Para se salvar, Maya precisa de conhecer a lição oculta numa história escrita antes do seu nascimento; porém, o tempo continua a passar e, rapidamente, todos os caminhos voltam a conduzi-la à cabana de Frank...



Quem comete um homicídio durante um episódio de sonambulismo é culpado ou inocente? Esta é a premissa de Anna O, um tríler psicológico da autoria de Matthew Blake.

Sinopse
Há quatro anos que Anna O não abre os olhos.
Não desde a noite em que a encontraram mergulhada num sono profundo junto aos corpos esfaqueados dos seus dois melhores amigos, tornando-se suspeita de um arrepiante duplo homicídio.
Para o Dr. Benedict Prince, um psicólogo forense e especialista na área de homicídios relacionados com o sono, conseguir acordar Anna O pode ser um ponto de viragem na sua carreira. Como especialista em transtornos do sono, sabe tudo sobre os recessos mais escuros da mente e os segredos que estão enterrados no subconsciente.
Ao iniciar o tratamento de Anna O – estudando os sonhos, vasculhando-lhe as memórias, visitando o local onde os horrores aconteceram –, vai puxando paulatinamente o fio de um mistério muito mais profundo e sombrio.
O despertar de Anna O não é o fim da história, mas apenas o começo.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

«A Biblioteca: Uma segunda casa» é um dos novos livros da Fundação FMS

A Fundação Francisco Manuel dos Santos está de parabéns. Ao longo da última década e meia, criou a Pordata, uma base de dados com informação estatística de dezenas de entidades oficiais nacionais e internacionais, publicou 75 estudos e 260 livros sobre a realidade portuguesa. Em 2024, prossegue a sua missão: estudar, divulgar e debater a sociedade portuguesa. Com liberdade e independência.
Eis as suas mais recentes publicações da colecção Retratos, que traz aos leitores um olhar próximo sobre a realidade do país, narrado por quem o viu - e vê - de perto.

A Biblioteca: Uma segunda casa

de Manuel Carvalho Coutinho
Texto de apresentação
Quem lê quer ler. Mas como fazê-lo, sem poder de compra ou a possibilidade de contacto directo com o livro? Em Portugal, 303 Bibliotecas Municipais, integradas numa rede nacional criada em 1987, procuram cumprir o desígnio estatal de promoção da leitura junto de todos, das crianças aos idosos, de forma aberta e inclusiva.
Este livro retrata 21 destas bibliotecas, no continente e nas ilhas, reproduz de forma vívida a experiência de observação do seu funcionamento quotidiano e os testemunhos de bibliotecários, técnicos e leitores. São projetos muito diversificados, em constante movimento e crescimento, mas sobretudo espaços feitos para nós e que existem como extensões de nós. Há quem lhes chame de segundas casas.

O que (entre outras) é notícia neste ensaio

Segundo a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, das 303 Bibliotecas Municipais em Portugal, 247 estão integradas na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. Actualmente apenas cinco municípios em Portugal não possuem uma Biblioteca Municipal. São eles: Aljezur, Marvão, Terras de Bouro, Vila Viçosa e Calheta. A solução encontrada para estes municípios será, por enquanto, através de Bibliotecas Itinerantes (isto é, uma Biblioteca móvel inserida num veículo devidamente equipado para colocar documentos à disposição dos seus utilizadores, o que permite chegar a localidades que tipicamente se encontram a longas distâncias da Biblioteca Municipal mais próxima). A importância do projeto das Bibliotecas Itinerantes é algo que figura também neste livro, contando-se ao dia de hoje quase 80 unidades em funcionamento.

Outro livro, da mesma colecção, que pode interessar: A Religião dos Livros.

Um dedo borrado de tinta: histórias de quem não pôde aprender a ler

de Catarina Gomes
Texto de apresentação
Casteleiro, no distrito da Guarda, é uma das freguesias nacionais com maior taxa de analfabetismo. Este livro retrata a vida e o quotidiano de habitantes desta aldeia que não tiveram oportunidade de aprender a ler e a escrever. É o caso de Horácio: sabe como se chama cada uma das letras do alfabeto, até é capaz de as escrever uma a uma, mas, na sua cabeça, elas estão como que desligadas; quando recebe uma carta tem de «ir à Beatriz», funcionária do posto dos correios e juntadora de letras. Na sua ronda, o carteiro Rui nunca se pode esquecer da almofada de tinta, para os que só conseguem «assinar» com o indicador direito. Em Portugal, onde, em 2021, persistiam 3,1% de analfabetos, estas histórias são quase arqueologia social, testemunhos de um mundo prestes a desaparecer.

Revolução inacabada: O que não mudou com o 25 de Abril

de João Pedro Henriques
Texto de apresentação
O que não mudou com o 25 de Abril? Apesar de todas as conquistas de cinco décadas de democracia, há características na sociedade portuguesa que se mantêm quase inalteradas. Este livro investiga duas delas: o elitismo na política e o machismo na justiça.
O recrutamento para a classe política dirigente praticamente não abrange pessoas não licenciadas e com contacto com a pobreza, e quase não há mobilidade do poder local para o poder nacional. No sistema judicial, a entrada das mulheres na magistratura e a mudança para leis mais progressistas não alteraram um padrão de baixas condenações por crimes sexuais, cometidos sobretudo contra mulheres.
Cruzando factos e testemunhos, este é o retrato de um Portugal onde a revolução pela igualdade está ainda inacabada.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Os bastidores do regicídio do Rei D. Carlos, para conhecer num livro fruto de uma exaustiva investigação


Uma reconstituição vívida e muito bem documentada do regicídio do Rei D. Carlos, num livro de grande fôlego, é o que nos apresenta José António Saraiva, ex-Director dos semanários Expresso e Sol, e também autor de livros de ficção e de não-ficção. O Homem que Mandou Matar o Rei D. Carlos percorre a vida do monarca desde a sua infância até ser morto no Terreiro do Paço, em 1908.
Uma edicação com o selo Gradiva.

Texto sinóptico
O trio que planeou o assassínio de D. Carlos dava pelo nome de Coruja e era formado por dois monárquicos, José d’Alpoim e visconde dA Ribeira Brava, e por um terceiro indivíduo que nunca foi revelado. Ribeira Brava estava encarregado de comprar as armas e Alpoim arranjou o dinheiro. As pistolas e as carabinas foram adquiridas na Espingardaria Central, ao Rossio. E as reuniões de preparação do atentado tiveram lugar nas águas-furtadas de um prédio situado nas Escadinhas da Saúde, na Costa do Castelo, ao Martim Moniz, onde morava o regicida Manuel Buíça com dois filhos e a sogra. A investigação ao atentado começou logo após o crime, mas deparou-se com inúmeras dificuldades e entraves políticos. E depois da revolução de 5 de Outubro o processo desapareceu misteriosamente no ministério da Justiça. O nome do homem que deu a ordem para matar o Rei permaneceu até hoje por descobrir.

sábado, 17 de fevereiro de 2024

Chega a Portugal «O Grande Armazém dos Sonhos», um fenómeno literário na Coreia do Sul


O Grande Armazém dos Sonhos, romance que a 1 deste mês deu entrada nas livrarias, com a chancela da Bertrand Editora, é um fenómeno de popularidade na Coreia do Sul, um livro que esconde uma mensagem poderosa sobre os efeitos de viver numa sociedade exigente e sobre a importância de ter liberdade para sonhar.
Com uma história inspiradora que deixará um sentimento reconfortante na mente dos seus leitores, este é o livro ideal para fazer uma pausa e respirar fora da realidade da vida quotidiana. Uma lição de sabedoria que celebra o poder misterioso dos sonhos, capazes de influenciar as nossas escolhas, mesmo que muitas vezes não o saibamos.
Esta obra de estreia de Miye Lee (n. 1990) foi traduzida do inglês por Rita Canas Mendes.

Texto sinóptico
Numa cidade misteriosa, escondida no subconsciente de cada um de nós, existe um grande armazém que vende sonhos para todos os gostos. Dia e noite, visitantes humanos e animais cruzam estas portas para comprar a sua próxima aventura. Cada andar é especializado num certo tipo de sonho: sonhos que apelam aos pequenos prazeres da vida ou a recordações de momentos especiais, sonhos nostálgicos sobre a infância, viagens maravilhosas ou comida deliciosa, sonhos que nos aquecem o coração ou sonhos inexplicáveis. Os sonhos nos quais damos por nós a voar estão quase sempre esgotados, e alguns visitantes procuram sonhos que permitem reencontrar aqueles que já não estão fisicamente entre nós.
Para Penny, que acaba de ser contratada para trabalhar no Grande Armazém dos Sonhos, esta é a oportunidade de uma vida. E à medida que vai descobrindo o dia a dia deste mundo extraordinário, vai também ligar-se a um conjunto de personagens inesquecíveis, desde logo o senhor DallerGut, o peculiar, mas sábio proprietário, Babynap, uma famosa criadora de sonhos, Maxim, um produtor de pesadelos, pois também os há, e os muitos clientes que sonham para sarar uma ferida, seja ela qual for, e para florescer na melhor versão de si próprios.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

O primeiro grande romance de Camilo Castelo Branco

Onde Está a Felicidade?
, o primeiro grande romance de Camilo Castelo Branco, e um dos mais surpreendentes do autor português, chegou à rede livreira nacional no dia 6 deste mês. Uma edição da reconhecida colecção de clássicos da Guerra e Paz, que inclui textos complementares que ajudam o leitor contemporâneo a enquadrar o romance na sua época e na história da literatura.

Do mesmo autor, no catálogo da editora, constam títulos como Amor de Perdição, O Romance dum Homem Rico e Maria! Não Me Mates, que Sou Tua Mãe!

Texto de apresentação

Publicado por Camilo em 1856, Onde Está a Felicidade? é por vezes classificado como um «retrato da sociedade portuguesa» da época. De um lado, temos um rico proprietário, Guilherme, e do outro, a costureirinha de suspensórios de homens que é Augusta, cada um deles representando classes sociais opostas, revelando-se na trama um cortejo de ambições e de hipocrisia moral, com o dinheiro a ser um rio subterrâneo, cujo rumor ensurdece a trama passional.
Mas o verdadeiro tema de Onde Está a Felicidade? é outro, é o da insatisfação. O trio protagonista, Guilherme, Augusta e o poeta, exprime e testemunha uma profunda insatisfação existencial, insatisfação muito mais espiritual do que material. As questões materiais se não são negadas, são, no mínimo, secundarizadas, sendo a felicidade, o romance, a poesia e a literatura os motores de uma busca ética e estética que desemboca quase sempre no cepticismo, justificando o que, em O Penitente, Teixeira de Pascoaes escreveu sobre Camilo: a cara do autor de Onde Está a Felicidade? é muito mais a de Dostoévski do que a de Balzac ou Victor Hugo. Jorge de Sena resumiu assim este primeiro grande romance de Camilo: «Subtil complexidade.»

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Novo lançamento da Casa das Letras: «A Festa do Bairro»

A Festa do Bairro, do autor Jamie Day, que vive na Nova Inglaterra, é uma das grandes apostas da Casa das Letras para este mês.
P
ela primeira vez em quarenta anos, houve um assassinato em Meadowbrook. E nada – nem ninguém – é o que parece neste bairro conceituado.
«Viciante e cheio de reviravoltas», este tríler promete manter os leitores agarrados até à última página.


Na noite da festa de verão anual do bairro, a página da comunidade Meadowbrook no Facebook ilumina-se com mensagens que relatam a presença de sirenes no invejável e exclusivo bairro de Alton Road. Pouco a pouco, os comentários vão-se infiltrando, alguns utilizadores revelando prazer com o infortúnio dos seus vizinhos e outros mostrando preocupação. A verdade acaba por vir ao de cima.

Não é um acidente, nem um afogamento, nem um incêndio, como alguns tinham previsto. Pela primeira vez em quarenta anos, houve um assassinato em Meadowbrook.
Os residentes de Alton Road: Os Fox, a família central do bairro, mas cada membro com segredos próprios; os Adair, a típica família americana aparentemente perfeita; os Thompson, à beira de um divórcio explosivo; os Kumars, os misteriosos novos vizinhos; Brooke Bailey, a Viúva Negra; e Gus Fisher, o estranho vendedor - estão presos numa enorme tela de segredos e escândalos: Quem foi assassinado na festa do bairro? Quem cometeu o homicídio? E porquê? À medida que a noite se desenrola, os residentes vão descobrir que o verdadeiro perigo está dentro do seu próprio quarteirão...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Paulo Faria e Annie Duke são autores de novos livros do Grupo Almedina

Dentre as diversas publicações programadas para sair este mês pelo Grupo Almedina, constam o novo romance de uma das vozes mais maduras e originais da actual ficção portuguesa, e um livro de gestão e negócios considerado como «brilhante e divertido» por Daniel Kahneman (Prémio Nobel da Economia e autor do sucesso de vendas Pensar, Depressa e  Devagar).
Louvado Seja o Pesadelo (Ed. Minotauro) e Desistir – O poder de saber quando ir embora (Ed. Actual) já se encontram nos escaparates das livrarias desde o passado dia 8.

Sinopse
Seis dias. Carlos tem seis dias para decidir se espera pela morte ou se lhe sai ao caminho. Para decidir se deixa a Alzheimer levar a cabo a sua negra labuta ou se lhe arranca a presa das garras. A presa é ele próprio, o tempo escasseia. Seis dias para fazer as pazes com o seu passado ou para deixar que a demência se apodere de tudo.
No centro desse passado está o avô Adriano, a pessoa mais importante da sua infância, de quem conserva uma imagem luminosa, nada consentânea com a descoberta posterior do seu ativismo nazi.
Seis dias é tudo o que se concedeu para entender ou perecer. Para encontrar ou desaparecer.

Paulo Faria (n. 1967) é licenciado em Biologia e exerce a profissão de tradutor literário. Venceu em 2015, o Grande Prémio de Tradução APT/SPA pela tradução de História em Duas Cidades, de Charles Dickens. Enquanto escritor, publicou Estranha Guerra de Uso Comum (2016), Gente Acenando para Alguém que Foge (2020) e Em Todas as Ruas te Encontro (2021).

Sinopse
O sucesso não reside em insistir nas coisas. Reside em escolher a coisa certa na qual insistir, desistindo das restantes.
Lancemos mãos à obra. Está na altura de reabilitar a desistência.
Ao ler este livro, ficamos a saber porque é que a desistência deve ser celebrada e como é que esta pode transformar-se numa capacidade para desenvolver e enriquecer a nossa vida.

«Todas as escolas de Gestão têm um curso sobre começo de novos negócios, mas poucas têm um curso sobre como fechá-los no momento certo. Este livro preenche essa lacuna...» Richard Thaler

«Envolvente, relevante e cientificamente fundamentado, Desistir é uma preciosidade que lhe permitirá enfrentar o mundo de forma mais eficaz.»
Katy Milkman

Annie Duke
é uma aut
ora, oradora e consultora de negócios norte-americana. Foi jogadora professional de poker, tendo alcançado os 4 milhões de dólares em prémios. Desistir (traduzido para o nosso idioma por Judite Jóia) foi considerado um dos melhores livros de Gestão e Negócios pela Forbes.

domingo, 4 de fevereiro de 2024

«Nas minhas mãos, a morte» entre as novidades da Saída de Emergência

Nas minhas mãos, a morte maraca a estreia de Anabela Lopes na ficção. O livro, um tríler/policial, com a chancela Saída de Emergência, será publicado no dia 8.


Tomás nasceu no meio da lama e dos dejetos dos animais. Um triste prenúncio para os seus primeiros anos de vida: a violência de um pai alcoólico, a cobardia de uma mãe incapaz de o defender e a crueldade dos colegas de escola.
Certo dia, o jovem percebe que tem um poder. Num momento de extrema humilhação, deseja a vingança e alcança-a, usando apenas o poder da mente. É assustador, pois algo se revela dentro dele que parece incontrolável. Mas, com o tempo e a prática, esse dom permite-lhe começar a fazer coisas impensáveis. Vinga-se, faz justiça com as próprias mãos, sempre nas sombras… um poder tão discreto que ninguém sonha que foi ele quem matou o próprio pai.
Porém, uma carta há muito esperada vem trazer uma notícia que vira a vida de Tomás do avesso, e o seu maior segredo pode estar em risco. Não só o seu segredo, mas tudo aquilo em que ele acredita.
Anabela Lopes oferece-nos uma viagem única pela vida misteriosa de Tomás, daqueles que ele amou e odiou profundamente, mas também daqueles que ele matou.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Chega a Portugal o 'bestseller' «Seis Substâncias que Vão Mudar a Sua Vida»

Seis Substâncias que Vão Mudar a Sua Vida, um enorme bestseller na Suécia, foi vendido para mais de 30 países poucos meses depois de ter sido publicado. Segundo Thomas Erikson, autor de Rodeado de Psicopatas, este é «um manual prático para nos conduzir à felicidade usando a nossa própria biologia.»
David JP Phillips é conferencista internacional, formador e educador. A sua vida profissional é baseada na comunicação fundamentada pela neurociência, biologia e psicologia. Dedicou dois anos da sua vida a escrever a palaestra TEDx mais vista de todos os tempos sobre storytelling, onde foi das primeiras pessoas a ativar neurotransmissores e hormonas específicas na plateia.
Nesta obra editada pela Lua de Papel no início do mês, o autor sueco dá a conhecer as lições de vida que aprendeu com centenas de pessoas que treinou e a quem ensinou autoliderança - uma palavra de imensa importância, que vem muito descrita ao longo dos capítulos. Partilha connosco várias técnicas que visam potenciar o nosso melhor "eu". Ensina-nos também a aumentar ou diminuir as seis substâncias que estão referidas na capa do livro.
São muitas as passagens que merecem ser sublinhadas neste magnífico manual de desenvolvimento pessoal. Escolhi as seguintes:

«Imagine como seria o mundo se compreendêssemos simplesmente que não somos as nossas emoções, que as nossas emoções são apenas ideias temporárias que temos sobre nós e sobre o mundo - ideias que, na verdade, somos nós que escolhemos.» (p. 20)

«Se deseja alguma coisa, atire-se de cabeça para ter uma amostra da sensação que deseja. Esse sentimento torna-se o seu porquê emocional e grande fonte de motivação para o levar ao seu objetivo.» (p. 53)

«Pequenas doses de stresse não só são agradáveis, são fantásticas! Levam-nos a agir e fazem-nos sentir vivos...» (p. 123)

«Rir e sorrir não faz apenas com que nos sintamos bem, também está provado que é um fantástico agente de vínculo social.» (p. 161)

«Devemos mesmo abordar os conflitos como oportunidades para crescer, para o nosso desenvolvimento interior e para aprender mais sobre as pessoas com quem passamos a vida.» (p. 205)

Texto sinóptico
Depois de anos de sucesso crescente, David JP Phillips entrou em depressão. Meteu-se na cama. Passou o verão a chorar. Um dia, quando passeava com a mulher numa paisagem bucólica, sentiu-se profundamente feliz. Foi um sentimento efémero, mas forte o suficiente para o lançar numa procura desenfreada por respostas. Porque é que se tinha sentido tão bem? Como poderia voltar a sentir-se assim? Como prolongar a felicidade? A resposta está neste livro.

Na sequência de intensas pesquisas, David percebeu que, das cerca de cinquenta hormonas que o nosso corpo produz naturalmente, há seis que podemos aprender a controlar. Se precisa de motivação, a Dopamina é o seu remédio; se o objetivo é conectar-se melhor com o mundo, experimente a Oxitocina; se anda numa roda-viva de emoções contraditórias, é sinal de que precisa de Serotonina; já o Cortisol, que é um veneno quando produzido em excesso (pelo stress, por exemplo), na medida certa é o impulso que conduz à ação; e enquanto as Endorfinas ajudam a relaxar, a Testosterona oferece-lhe a autoconfiança para enfrentar qualquer desafio.

«Eu Matei Um Cão na Roménia» é o primeiro livro lançado pela renovada Europa-América

Claudia Ulloa Donoso
nasceu no Perú e vive actualmente na Noruega. É autora dos livros de contos "El pez que aprendió a caminar" e "Pajarito". Eu Matei Um Cão na Roménia, o primeiro título que a renovada editora Europa-América publica, é o seu romance de estreia. A tradução esteve a cargo de Cristina Rodriguez e Artur Guerra.
Do México e do Brasil chegarão os próximos títulos da
chancela Europa-América, que  tem como missão «a divulgação e celebração de novos autores europeus e americanos, bem como de novos talentos portugueses, partilhando histórias que inspiram e cativam os leitores».

Texto de apresentação
A protagonista desta história, uma mulher latino-americana que ensina norueguês a imigrantes, está prestes a atingir o seu limite. A solidão deixou-a a poucos passos do completo abandono de si mesma.
Querendo evitar o pior, o seu melhor amigo decide levá-la consigo à sua terra natal na Roménia numa viagem que lhe é impossível adiar.
Aí, entre blocos de cimento e letreiros de néon, o ténue vínculo de migrantes que os unia na gelada Noruega começa a desvanecer-se. Amparada pelo álcool e analgésicos, cercada por uma língua que não conhece e por um país que não entende, a jovem professora de idiomas irá confrontar-se diretamente com a morte e procurará uma forma de se ligar a este mundo. No meio de tanta escuridão, ela encontra um latido frágil.
O primeiro romance de Claudia Ulloa Donoso é uma ousada exploração da morte como ideia e intuição, mas também uma contemplação incrédula do seu contrário: a vida e a sua obstinada insistência.
Este livro, entre o prazer e a febre, leva a linguagem aos seus limites para nos lembrar que só através dela somos capazes de enfrentar aquele limiar definitivo que é o fim da existência.

Elogios da imprensa internacional
«
Eu Matei Um Cão na Roménia contorna aquele território em que linguagem e pensamento estão ligados por meio de uma estrutura inovadora, personagens e vozes erguidas com habilidade literária incomum.» El País

«Nesta estreia deslumbrante, a peruana Claudia Ulloa Donoso leva o leitor a uma viagem literária plástica e vital onde nada é o que parece.» El Mundo

«Um livro precioso e doloroso, que parece não ter fim; não li um romance mais expansivo este ano.” La Vanguardia