domingo, 28 de junho de 2026

O primeiro livro de um autor português dedicado à testosterona


Testosterona é um livro baseado em ciência que acaba com os tabus e alerta para os perigos da banalização da testosterona. O autor é médico especialista em Medicina Geral e Familiar e em Medicina Desportiva, com mais de 20 anos de experiência clínica. Neste livro, Bernardo Pessoa pretende desmistificar os preconceitos relativos a esta hormona e mostrar por que motivo é determinante para a saúde metabólica, sexual e psicossocial.
Nesta obra, o especialista desmistifica os preconceitos relativos a esta hormona e trá-la para o palco principal, mostrando de que forma é determinante para combater a fadiga extrema, falta de vigor, libido em queda, depressão, infertilidade e burnout, e para recuperar a identidade e o prazer de viver.
Durante décadas, a testosterona foi associada quase exclusivamente ao universo masculino, ao desempenho físico e até a comportamentos agressivos e disfuncionais. No entanto, reduzir esta hormona a um marcador de masculinidade é ignorar a sua complexidade fisiológica e o papel que exerce na saúde de homens e mulheres. 
Bernardo Pessoa explica ainda a importância da otimização hormonal na saúde feminina, de que forma a testosterona influencia múltiplos sistemas do organismo, e porque continua a ser uma das hormonas mais incompreendidas, não apenas pela população em geral, mas também pela comunidade médica.

Testosterona chega às livrarias a 9 de Julho com o selo da Contraponto Editores.

Novos livros de Jo Nesbø e Karin Slaughter entre os lançamentos de suspense

O suspense está em grande destaque entre as mais recentes novidades editoriais. Reuno dez romances de suspense acabados de chegar às livrarias, assinados por alguns dos mais conceituados autores da ficção policial e do suspense psicológico, mas também por novas vozes que prometem conquistar os leitores do género.
Entre crimes, conspirações, desaparecimentos, segredos de família e reviravoltas surpreendentes, estas dez novidades prometem leituras intensas e viciantes, capazes de prender o leitor da primeira à última página.

A Hora do Lobo, de Jo Nesbø
A Hora do Lobo é um thriller intenso, repleto de reviravoltas inesperadas, segredos obscuros e com uma tensão pessoal e política crescente que prenderá o leitor até à última página. Segundo o Independent, o livro «prende a atenção de imediato, há uma inquietante atmosfera de suspense desde o início ao fim e uma atenção meticulosa aos pormenores... Mas claro que não seria um romance de Nesbø se não tivesse reviravoltas que ninguém prevê.» 

Vítima, de Jørn Lier Horst e Thomas Enger
O quinto livro da série Blix & Ramm, muito provavelmente o mais vibrante e intenso desta série, um sucesso internacional de vendas.
Chocante, implacável e insuportavelmente tenso, escrito por dois dos melhores autores do noir nórdico. 


O Triângulo de Gelo
, de Marcos Nieto Pallarés 

Com uma atmosfera inquietante, retratos psicológicos complexos, um ritmo implacável e reviravoltas incríveis na história, O Triângulo de Gelo é um thriller arrepiante que explora a obsessão, a sobrevivência e a ténue linha entre a justiça e a vingança. Perfeito para os fãs de nordic noir e de ficção criminal psicológica, este romance deixará os leitores a questionarem-se sobre em quem podem confiar quando as temperaturas descem abaixo de zero.

Aqui somos todos culpados, de Karin Slaughter 
Bem-vindos a North Falls. Uma pequena cidade onde todos se conhecem. Mas onde ninguém sabe a verdade. 
Cara Hunter: «Explosiva desde a primeira página.» 
Harlan Coben: «Karin Slaughter é leitura obrigatória.» 
Peter James: «Brilhantemente fresco e cativante, Karin Slaughter está em grande forma.» 


A Médica de Família
, de J M Dalgliesh 

Perfeito para fãs de Freida McFadden e de A Rapariga no Comboio, este thriller profundamente viciante está cheio de reviravoltas inesquecíveis.
Tenho três dias para matar um dos meus pacientes. Se não o fizer, a minha filha vai morrer…
Apesar de ser a única médica nesta ilha remota, sinto-me feliz e segura. Aqui ninguém sabe do meu passado, exceto a minha filha adolescente, a Lauren. Como mãe solteira, somos tudo uma para a outra, e ela é a minha razão de viver.
Cuido de toda a gente na ilha e sei os segredos e receios de cada um dos meus pacientes – mas eles não sabem os meus. E, pelo bem da Lauren, é assim que tudo deve continuar. As nossas vidas eram perfeitas, até que recebi um link para um vídeo da minha linda filha, os seus olhos azuis arregalados de terror...

Um Crime em Paris, de Matthew Blake 
Após Anna O, um bestseller internacional, publicado em mais de quarenta países, e que está a ser adaptado para série de televisão, Matthew Blake apresenta o seu novo tríler.
E se a memória fosse a arma mais perigosa de todas?
Quando Josephine Benoit, uma célebre pintora francesa de noventa e seis anos, aparece no Hôtel Lutetia e confessa que cometeu um homicídio no quarto onze em 1945, tudo aponta para um delírio causado pela demência. A polícia entra em contacto com a sua neta, Olivia Finn, uma psicoterapeuta especializada em memória, que viaja de Londres para Paris convencida de que a avó está a confundir a realidade com a imaginação.


Confissão Mortal, de Jack Higgins 
Do autor de O Rei em Lisboa (2021) e A Águia Aterrou (2022).
Um assassino invisível. Uma guerra que não pode terminar. 
Belfast. Início dos anos 1980. Numa Europa marcada pela Guerra Fria, o conflito na Irlanda do Norte continua a alimentar a violência e a instabilidade. Serviços de inteligência e organizações secretas movem-se num equilíbrio frágil — onde um único homem pode mudar tudo. 
Treinado pelo KGB para pensar como um estrangeiro, viver entre eles e ser aceite na comunidade, Cuchulain foi, durante anos, uma das armas mais eficazes da guerra clandestina, um verdadeiro assassino de elite, atingindo alvos de ambos os lados e alimentando uma espiral de violência e caos impossível de controlar. 
Quando a sua identidade é descoberta, passa a agir por conta própria. O KGB não consegue controlá-lo, e os serviços secretos britânicos descobrem que Cuchulain está agora atrás do próprio papa. Em desespero, recorrem à ajuda de um terrorista aposentado do IRA, habituado a viver entre lealdades contraditórias. Mas poderão confiar nele para deter um mestre do disfarce e do homicídio?

Tudo em Família, de John Marrs 
Um thriller sombrio e viciante que mistura segredos de família, crimes perturbadores e uma casa onde o passado se recusa a morrer. 
Uma casa cheia de segredos. Um passado feito de mentiras.
Com reviravoltas inesperadas, tensão constante e uma atmosfera arrepiante, Tudo em Família confirma John Marrs como um mestre do suspense psicológico contemporâneo.

Esse Não é o Meu Nome
, de Megan Lally

Foi um erro confiar nele…
A tremer e magoada, uma adolescente acorda na berma de uma estrada, sem memórias de como lá chegou — ou de quem é. Um agente da polícia que estava de passagem leva-a para a esquadra e, pouco tempo depois, chega um homem desesperado. Está à procura da jovem há horas. Tem os documentos dela e até fotos de família. Ele é o seu pai. O nome dela é Mary. Pelo menos, é o que ele diz… 
Quando Lola bateu com a porta do carro e saiu furiosamente para a noite escura, Drew pensava que eles apenas precisavam de tempo para se acalmarem. Mas Lola desapareceu, e os seus amigos, o xerife, e toda a cidade estão convencidos de que Drew matou a sua namorada. Mais do que provar a sua inocência, ele precisa de a encontrar antes que seja demasiado tarde...

Uma Outra Eu, de Minka Kent
Da autora de As Filhas do Silêncio.
O que farias se alguém roubasse a tua identidade, se aproximasse das pessoas que mais amas e começasse a viver a tua vida... Melhor do que tu alguma vez conseguiste?
Depois de um ataque brutal, Brienne Dougray deixou de confiar na própria memória. Isolada do mundo e afastada de todos à sua volta, vive atormentada, com dores de cabeça, lapsos de memória e a sensação de que a vida lhe está a escapar por entre os dedos.
Apenas pode contar com o seu novo inquilino, o Dr. Emberlin, uma presença reconfortante no isolamento sufocante em que a sua vida se transformou. Mas a crescente confiança de Brienne na nova rotina é abalada quando descobre que existe outra mulher a usar o seu nome...

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Novas tiragens de dois romances icónicos de Dulce Maria Cardoso

Dois livros de Dulce Maria Cardoso voltam a ganhar vida em novas reimpressões. O Chão dos Pardais (Prémio PEN Clube Português e Prémio Ciranda) e Os Meus Sentimentos (Prémio da União Europeia para a Literatura) regressam às livrarias, confirmando que há obras que permanecem actuais e continuam a despertar o interesse de novos leitores. Uma excelente oportunidade para conhecer — ou reler —, em versão de bolso, duas obras incontornáveis da autora. 

Texto sinóptico
Afonso é um homem muito poderoso. Inatingível. Excepto pelo passar dos anos. Há muito que só encontra a juventude nos corpos das amantes. Como o de Sofia, que o odeia.
 A sua mulher, Alice, entretém‑se a governar a casa e a dar ordens a Eugénia, a criada de sempre. A filha, Clara, traduz livros inúteis e apaixona‑se por Elisaveta. O filho, Manuel, é um cirurgião plástico acusado de negligência e entregue ao amor por uma mulher com quem se encontra no ecrã do computador.
No entanto, tudo está perfeito na festa que Alice organiza para os sessenta anos de Afonso. Antes e depois dessa festa, antes e depois da tragédia, o romance dá conta das forças que atiram as personagens umas contra as outras, para se amarem ou para se odiarem. E, vertical, por entre todas as forças, a força da gravidade que estatela os corpos no chão.

Excerto
É de noite. A rua está ladeada por muros altos. A mulher usa um casaquinho curto de manga a três quartos e uma camisa de flores roxas que tem os primeiros três botões desapertados. A pele da mulher é morena. As meias de rede preta tornam as pernas mais longas. A mulher está muito cansada. Encosta‑se a um dos muros, ofegante. Os lábios vermelhos são um coração bem desenhado.»

Texto sinóptico
É uma noite de temporal. A noite do acidente. Suspensa num estilhaço de vidro, há uma gota de água que teima em não cair, há um instante que se eterniza. Reflectida na gota, Violeta mergulha nessa eternidade e recorda aquele que pode ter sido o último dia da sua vida. Na verdade, as memórias desse dia contam toda a sua história: os pais, a filha, a criada, o bastardo, e em todos a urgência da vida, que prossegue indiferente, como a estrada de onde ainda agora se despistou. Nessa posição instável, de cabeça para baixo, presa pelo cinto de segurança, parece que tudo se desamarra. O presente perde a opacidade com que o quotidiano o resguarda e Violeta afunda‑se nos passados de que é feita, uma espiral alucinada de transparências e ecos.

Excerto
«inesperadamente
não devia ter saído de casa, não devia ter saído de casa, não devia ter saído de casa, durante algum tempo, segundos, horas, não sou capaz de mais nada,
inesperadamente páro
a posição em que me encontro, de cabeça para baixo, suspensa pelo cinto de segurança, não me incomoda, o meu corpo, estranhamente, não me pesa, o embate deve ter sido violento, não me lembro»


Dulce Maria Cardoso publicou os romances Campo de Sangue (2001), Os Meus Sentimentos (2005), O Chão dos Pardais (2009), O Retorno (2011) e Eliete (2018). Estão traduzidos em várias línguas e publicados em mais de duas dezenas de países. A obra da escritora nascida em 1964 é estudada em universidades de vários países e tem sido adaptada a cinema, teatro e televisão. 

Todos os livros da autora encontram-se disponíveis nas livrarias e aqui, no site da editora Tinta-da-china.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Livro traça o percurso da Venezuela da prosperidade ao declínio


Chega às livrarias o livro Venezuela - Um País em Suspenso, uma análise definitiva para compreender um país cheio de promessas, marcado pela violência e por desigualdades profundas. A autora, Nancy Gomes, é especializada em Assuntos Ibero-Americanos.

Sinopse
Passavam poucos minutos das duas da manhã do dia 3 de janeiro de 2026 quando as tropas norte-americanas capturaram Nicolás Maduro. Horas depois, Donald Trump anunciava ao mundo que a ministra do Petróleo, Delcy Rodríguez, ficaria à frente dos destinos do país. Mais uma vez, a história da Venezuela ficava em suspenso. A investigadora Nancy Gomes explica, nesta análise contundente, como chegámos até aqui.
A Venezuela nasceu no turbilhão das independências latino-americanas no século XIX, atravessou ditaduras militares, conheceu a promessa democrática, mas, às portas do século XXI, voltou a mergulhar num regime autoritário. A história do país de Bolívar, batizado de pequena Veneza, foi moldada pela descoberta de petróleo, tornando-se um dos seus principais exportadores mundiais. Seguiu-se a revolução de Hugo Chávez, que Maduro herdou e que deu origem a uma Venezuela cheia de contradições: fértil em recursos, mas minada pela pobreza e pela corrupção. 
Entre a abundância e o colapso, este é o retrato de um país que parece estar permanentemente à espera do futuro.

domingo, 21 de junho de 2026

Conhecer e enfrentar os medos que nos afligem é o propósito do novo livro de João Carlos Melo


Um ano após Renascer das Cinzas, o psiquiatra e psicoterapeuta João Carlos Melo apresenta o seu mais recente livro. Em A Coragem de Ter Medo, o autor, especialista em saúde mental, explora a origem, a forma como se desenvolvem na mente humana e o significado que os medos assumem nas nossas vidas.
Este é o sexto livro 
de João Carlos Melo na Bertrand Editora. Será publicado a 16 de Julho.

Sinopse
De onde vêm os nossos medos? Como se desenvolvem na nossa mente? Que tipos de medos existem? Como ultrapassá-los?

Este é um livro sobre os medos que nos afligem: podemos ter medo do escuro, de morrer, de sermos avaliados, de sermos humilhados, da autoridade, das alturas, dos monstros, dos mortos, de fantasmas, de adormecer, de perder o controlo, de enlouquecer, dos outros, de andar de avião, de tempestades, mas também do medo de melhorar, do sucesso e até, o que é impressionante, de viver. Esta lista é apenas uma amostra, mas o livro não é uma enciclopédia ou um tratado técnico. E também não é um manual com respostas prontas a servir nem um livro de autoajuda que prometa soluções rápidas e fáceis.

Neste seu novo livro, João Carlos Melo mantém o estilo a que já habituou os leitores: claro, acessível e intimista. É novamente dessa forma que procura agora dar-lhes a conhecer o que são os medos, quais os mais importantes, os mais frequentes e os mais raros. E o que significam.
No livro fala também da cobardia, do destemor, da ousadia, da audácia, e ainda do efeito tranquilizador da voz humana. Naturalmente, também aí encontraremos a coragem.
A coragem não pressupõe a ausência de medo. Pelo contrário, consiste em, mesmo tendo medo, arriscarmos e conseguirmos enfrentá-lo.
João Carlos Melo gostaria que, depois de lerem este livro, os leitores possam encarar os seus medos com mais sabedoria, tranquilidade e coragem.

Outro livro do autor: 
Uma Luz na Noite Escura.

sábado, 20 de junho de 2026

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Pedro Paixão regressa à ficção com «Nós Não Nascemos Para Morrer»

Livro inédito de Pedro Paixão, autor que nos habituou a narrativas breves e de forte intensidade emocional, acaba de ser publicado pela Glaciar — editora que tem vindo a reeditar a sua obra de forma consistente e que já conta com seis títulos do autor, incluindo este Nós Não Nascemos Para Morrer
Sem publicar ficção inédita há vários anos, o autor, que se estreou na literatura em 1992, regressa inesperadamente com um novo livro de contos, fiel ao universo que os leitores reconhecem e procuram na sua escrita. Trata-se de um conjunto de textos marcados por uma profunda carga emocional, atravessados por uma sensação de perda latente, que conferem ao livro uma dimensão íntima e reveladora. 

Segue-se um trecho, de Nós Não Nascemos Para Morrer, que ilustra bem esse registo: uma escrita emocionalmente densa, centrada na memória amorosa e na forma como o fim de uma relação raramente é um gesto limpo, mas antes um processo de colapso interior.

Excerto
«Bastou uma simples vontade tua para pôr do avesso tudo o que eu julgava seguro. Passaste de alguém sem a qual não se faz vida, para poeira ao vento, flores e folhas caídas, mortas pelo chão. A tua vontade de destruir o breve filme em que nos beijamos mostrou-me a tua maior e única infidelidade: a de querer queimar tudo o que juntos tecemos. De quereres fazer vazio todo o tempo em que sobrevivíamos boca a boca, numa jangada sem destino, demasiado ocupados que estávamos a viver a viagem. Minuto a minuto, olhos nos olhos e sem querer saber de mais nada, nem de mais ninguém. Tu traíste-me, mas não com o corpo — o que te perdoaria. Tu traíste-me com o espírito, o que é irreparável.» 

Os títulos de Pedro Paixão que já foram alvo de reedições pela Glaciar:
Nos Teus Braços Morreríamos; Espécie de Amor; Muito, Meu Amor; Lembra-me de Mim; Viver Todos os Dias Cansa.

Próximo lançamento da editora: Proémios, de Camilo Castelo Branco.

Os novos livros de Isabel Allende e Valter Hugo Mãe

Entre os próximos lançamentos da Porto Editora destacam-se os novos livros de Isabel Allende e Valter Hugo Mãe.

Em A Palavra Mágica, a autora chilena partilha memórias, aprendizagens e reflexões sobre o ofício da escrita. Neste breve ensaio autobiográfico, a autora de Para lá do Inverno (2017) revisita a descoberta da leitura e da literatura, celebrando o poder transformador das palavras, da imaginação e das histórias.
Esta obra aproxima os leitores da voz que existe para lá dos seus romances, uma voz que reflete sobre a liberdade de imaginar e a persistência necessária para continuar a contar histórias quando já não há nada a provar, apenas o desejo de continuar a escrever.

Já em O Século dos Imbecis, o romance que sucede a Deus na Escuridão (2024), o autor regressa à ficção com uma alegoria sobre a persistência da ignorância num tempo em que a informação nunca esteve tão acessível. Partindo da provocadora ideia de alguém poder “morrer de burro”, o autor questiona as crenças e certezas coletivas que resistem aos factos e à evidência.

Dois livros que, cada um à sua maneira, refletem sobre o poder das palavras e das ideias na compreensão do mundo.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Os novos livros de André Aciman e de Ruth Ware


André Aciman (n. 1951) é professor de Literatura Comparada no Graduate Center of the City University of New York. Considerado uma das vozes mais estimulantes da ficção contemporânea, André Aciman, que vive actualmente em Manhattan, distingue-se pela sua capacidade de descrever e captar todas as matizes das emoções humanas. É autor, entre outros, dos livros Oito Noites Brancas, Chama-me Pelo Teu Nome (que inspirou o filme 'Call Me by Your Name', protagonizado por Timothée Chalamet) e Encontra-me.

Quarto com Vista para o Mar, o seu novo livro, a publicar no próximo dia 23, é composto por três novelas hipnóticas sobre amor obsessivo, desencontros e arrependimentos duradouros.

Elogios da imprensa internacional
«Através de observações subtis e de delicados arcos narrativos, Aciman defende que as paixões platónicas e as mágoas são tão prementes como qualquer outra crise que enfrentemos.» The Washington Post

«Um tríptico de histórias enraizadas nas mesmas intimidades docemente dolorosas. As três abordam o tipo de amor silencioso e complexo que não cabe num cartão de felicitações.» NPR

«Este requintado livro de Aciman explora o desejo e o destino entre velhos amigos, novos conhecidos e amantes de coração partido... Um triunfo.» Publishers Weekly

«Podemos sempre contar com Aciman para histórias repletas de amor, desejo, perda e uma boa dose de arrependimento.» Library Journal

Sinopse
Sob o calor abrasador de Nova Iorque, cem pessoas aguardam a seleção para um júri. Paul lê um jornal. Catherine lê um romance. Assim começa um flirt relâmpago; entre capuchino e visitas a galerias de arte, Paul e Catherine entregam-se à ilusão de uma escapadinha italiana. Os seus sentimentos rapidamente evoluem para algo mais profundo que, enquanto adultos maduros com as suas próprias vidas, têm de manter em segredo. 
À medida que a semana quente de verão chega ao fim, o desfecho do encontro torna-se evidente, e Paul e Catherine são obrigados a decidir se agem de acordo com os seus sentimentos ou se deixam a fantasia do que poderia ter sido para os registos do passado.
Este livro inclui mais duas histórias. «O cavalheiro do Peru» narra o encontro transformador de um grupo de amigos com um hóspede solitário e enigmático num hotel da Costa Amalfitana. Profundamente atmosférico e sensual, «O cavalheiro do Peru» tece uma reflexão pungente numa história de arrependimento, destino e amor épico. Alternando entre o incisivo e o mordaz, «Mariana» é, ao mesmo tempo, um retrato psicológico preciso e uma história envolvente sobre a descida de uma amante desprezada ao desespero e à fúria. 

Excerto
«
A filha tinha sido assaltada em plena luz do dia, na Columbus Avenue, enquanto passeava com o filho de quatro anos. Telefonara de imediato para o 911 e, quando a polícia chegou, pediu-lhe que descrevesse o agressor. Ficara tão nervosa e assustada com o que podia acontecer ao filho que não se concentrara no assaltante e foi incapaz de o descrever à polícia. Os agentes pediram-lhe que fosse à esquadra apresentar queixa. "Mas por essa altura o assaltante já terá desaparecido", protestara ela. "Minha senhora", disse um dos dois agentes com um sorriso atrevido e sabichão, obviamente satisfeito com aquilo que se preparava para lhe dizer, "o seu assaltante desapareceu há muito, muito tempo." Aquele o seu assaltante ficou-lhe atravessado na garganta. À semelhança da mãe dele, recusou-se a apresentar queixa. Estava mais furiosa com os polícias do que com o ladrão.»


Ruth Ware
 (n. 1977) nasceu em Inglaterra. A sua obra de estreia, Numa floresta muito escura, conquistou os leitores e a crítica internacional e a autora converteu-se num nome de referência do romance policial moderno. 
Os seus livros estão traduzidos em mais de 40 idiomas, com mais de 6 milhões de exemplares vendidos. Pelo Clube do Autor estão editados também A Suspeita, Um por um, A Mulher do Camarote 10 e Um casal perfeito.
A Mulher da Suíte 11, o seu novo tríler psicológico, é a sequela de A Mulher do Camarote 10 (adaptado para filme, disponível na Netflix, com Keira Knightley como protagonista). Nesta emocionante continuação da história, Lo Blacklock regressa para a inauguração de um hotel de luxo, apenas para se ver envolvida numa corrida frenética pela Europa. Chega às livrarias a 7 de Julho.

Sinopse
Quando a estadia num hotel de luxo se transforma num jogo mortal. Lo Blacklock está desesperada por relançar a sua carreira de jornalista. A oportunidade perfeita surge quando é convidada para cobrir a inauguração de um luxuoso hotel na Suíça. 
O refúgio exclusivo nas margens do lago Genebra tem uma vista deslumbrante, e o seu proprietário, Marcus Leidmann, é tão evasivo quanto poderoso. Lo planeia entrevistá-lo, mas rapidamente percebe que não será fácil. Até que, a meio da noite, recebe um telefonema a convidá-la para o seu quarto. 
Apesar das dúvidas, Lo decide ir ao encontro de Marcus. Mas é recebida por uma mulher aterrorizada, que lhe pede ajuda para fugir do hotel e das garras do amante, o bilionário Marcus.
Quando Lo aceita, tudo se precipita. a tensão é constante: escuta passos atrás de si, vê rostos familiares onde não deviam estar e apercebe-se de coincidências demasiado perfeitas. Estarão realmente a ser perseguidas ou ela está a ser manipulada? Como ajudar alguém em quem não se confia… e sobreviver à dúvida?

Excerto
«
Sustive a respiração ao entrar no quarto. Parecia que tinha rebentado uma bomba. Gavetas viradas ao contrário, o edredão e as almofadas espalhados no chão, uma mesinha de cabeceira de pernas para o ar em cima da cama e cadeiras dispersas como se alguém tivesse andado a jogar bowling com elas, derrubando-as como pinos. Havia roupas por todo o lado — na alcatifa, em cima da mesa de cabeceira, penduradas na persiana. A confusão era tal, que eu nem descortinava o tapete. No meio daquilo tudo, estava a Delilah, a minha velha gata malhada, a fazer tranquilamente a sua higiene em cima de uma pilha desordenada do que, horas antes, tinha sido roupa lavada e dobrada.»

terça-feira, 16 de junho de 2026

«O Artista», de Lucy Steeds

Editora: Alma dos Livros
Data de publicação: 25-02-2026
N.º de páginas: 280

Uma obra elegante e envolvente, que explora temas como a criação artística, a ambição, o poder e a invisibilização das mulheres na história da arte. Assim é O Artista, romance de estreia da inglesa Lucy Steeds — distinguido com o prémio Livro do Ano Waterstones e amplamente aclamado pela crítica e pelos leitores — é ambientado numa casa de campo isolada, na Provença de 1920 e acompanha a vida de Ettie, cuja existência tem sido inteiramente dedicada ao conforto e ao génio do tio, Édouard Tartuffe, «o pintor mais reputado da sua época, o menino de ouro do panorama artístico de Paris». 
Embora a chegada de um jovem jornalista inglês desencadeie a ação, é Ettie quem emerge como a personagem mais interessante e complexa da narrativa. Através dela, a autora aborda o tema da mulher artista cujo talento permanece oculto, não por falta de capacidade, mas devido às circunstâncias e às relações de poder que a rodeiam. 
Combinando mistério, romance e uma subtil tensão psicológica, Steeds constrói um retrato intenso de egos desmedidos, autodescoberta e do poder da criação. Um dos aspetos mais conseguidos do romance é a forma como questiona a figura do artista genial. Tartuffe surge como um homem egoísta e controlador, enquanto a arte é apresentada não apenas como fonte de inspiração, mas também como instrumento de domínio. 
Paralelamente, a autora recria com grande sensibilidade o ambiente da Provença, através de descrições vívidas da paisagem, da luz e dos processos criativos. A escrita, rica e quase cinematográfica, confere à narrativa uma forte dimensão sensorial, envolvendo o leitor nos aromas, nas cores e na luminosidade do sul de França. 
O ritmo é lento e assente na observação, o que poderá não agradar a todos os leitores. Ainda assim, essa opção narrativa contribui para a tensão subtil que percorre toda a obra e para a profundidade psicológica das personagens. Mais do que um romance sobre pintura, O Artista é uma reflexão sobre o desejo de liberdade, o reconhecimento e aqueles que permanecem nas margens da história enquanto outros ocupam o centro da tela.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Livros de Isabela Figueiredo e de Fernando Aramburu ganham nova vida em novela gráfica

Novela gráfica Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo e ilustrações de Júlia Barata (arquitecta e autora de banda desenhada), volta a trazer para o centro do debate temas como colonialismo, o racismo e a memória histórica. Chegou às livrarias a 9 de Junho. 

Sinopse
Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, Caderno de Memórias Coloniais regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização.
Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.


Há poucos dias foi também editado outro magnífico romance gráfico, de Toni Fejzula, baseado na obra original homónima de Fernando Aramburu, publicado em 2018 pela Dom Quixote. Trata-se de uma impressionante adaptação, com um estilo narrativo visual e artístico sem comparação, de um dos mais importantes romances do panorama literário actual. Pátria tem o selo das Edições ASA.

Sinopse
No dia em que a ETA anuncia o abandono das armas, Bittori dirige-se ao cemitério para contar junto do túmulo do seu marido, o Txato, assassinado pelos terroristas, que decidiu voltar para a casa onde viveram.
Poderá conviver com aqueles que a perseguiram antes e depois do atentado que transformou toda a sua vida e a da sua família? Poderá saber quem foi o encapuzado que num dia chuvoso matou o seu marido, quando voltava da sua empresa de transportes? Por mais que chegue às escondidas, a presença de Bittori irá alterar a falsa tranquilidade da terra, sobretudo da sua vizinha Miren, amiga íntima noutros tempos, e mãe de Joxe Mari, um terrorista preso e suspeito dos piores receios de Bittori.
O que aconteceu entre essas duas mulheres? O que é que envenenou a vida dos seus filhos e dos seus maridos tão unidos no passado? Com as suas angústias disfarçadas e as suas convicções inquebrantáveis, com as suas feridas e as suas valentias, a história incandescente das suas vidas antes e depois do estouro que foi a morte do Txato, fala-nos da impossibilidade de esquecer e da necessidade de perdão numa comunidade desfeita pelo fanatismo político.

Outra novela gráfica editada recentemente: 
Dostoiévski: O Sol Negro

Os primeiros volumes da colecção 'Novela Gráfica IX', do Público e da Levoir

O jornal Público e a Levoir apresentam a nova colecção Novela Gráfica série IX, que olha o mundo através de memórias pessoais, histórias reais e vidas tantas vezes invisíveis. Da guerra ao exílio, da infância à política, da solidão à identidade, cada obra é uma forma única de contar a condição humana. Uma colecção onde cada história é um mundo. E cada desenho, uma memória.

Os primeiros dois títulos já se encontram nas bancas e na loja online do Público: A Aranha de Mashhad e Dostoiévski: O Sol Negro
No próximo dia 23 de Outubro, será editado o 12.º e último volume desta coleção.

Depois de ter assinado na oitava série Uma Metamorfose Iraniana (2024), um relato autobiográfico sobre o tempo que passou numa prisão do Irão, por um cartoon seu ter sido mal interpretado pelas autoridades iranianas, Mana Neyestani abre esta nona série com mais uma história inspirada em factos reais. A história de Saeed Hanaei, a quem a imprensa chamou a “aranha de Mashhad”, um homem que assassinou 16 mulheres (maioritariamente prostitutas ou toxicodependentes) na cidade sagrada de Mashhad, alegando agir por motivos religiosos e morais.
Tradução de José Luís Covita.



Depois de na colecção anterior termos lido uma adaptação de Crime e Castigo, o seu maior romance, chega-nos agora uma biografia do escritor Fiódor Dostoeiévski. A argumentista Chantal Van den Heuvel e o desenhador Henrik Rehr traçam-nos uma bem documentada biografia do grande autor russo, Dostoiévski, que explora a ligação entre a experiência pessoal do escritor e as suas criações literárias, revelando um homem tão atormentado como as personagens que criou. Uma porta de entrada perfeita para o universo do escritor russo. 

A coleção completa, já pode ser adquirida, em pré-lançamento, aqui.

  1. A Aranha de Mashhad (Mana Neyestani)
  2. Dostoiévski: O Sol Negro (Chantal Van Den Heuvel e Henrik Rehr)
  3. Dez Mil Elefantes (Pere Ortín e Nzé Esono Ebalé)
  4. Partir, Ficando (Christophe Chabouté)
  5. Formosa (Li-Chin Lin)
  6. Albert Londres Tem de Desaparecer (Frédéric Kinder)
  7. Saint-Exupéry: A Origem do Principezinho (Pierre-Roland Saint-Dizier)
  8. Estamos Todas Bem (Ana Penyas)
  9. O Anjo Pasolini (Arnaud Delalande, Denis Gombert e Eric Liberge)
  10. Armação (Daniel Silvestre)
  11. No Sleep Till Shengal (Zerocalcare)
  12. O Piano Oriental (Zeina Abirached)