Competências de Comunicação na Relação Clínica, Matai-vos Uns aos Outros e Maximiliano, Imperador são as mais recentes publicações das Edições Parsifal.
Texto de apresentação
Como comunicar com o doente?
Um livro fundamental para qualquer profissional de medicina.
Prefácio de Júlio Machado Vaz.
Comunicar com crianças é diferente de o fazer com idosos. Transmitir más
notícias a um doente não pode ser feito da mesma forma do que com um
doente que nega evidência científica. Comunicar com um incapaz de falar
não é igual a comunicar com um em fim de vida. E com um estrangeiro? E
comunicar o erro médico? Como comunicar em Medicina? Excertos
«A prática de cuidados
de saúde é um encontro entre vulnerabilidades. Reconhecer a humanidade
do outro, respeitar o seu contexto, validar as suas emoções e garantir
espaço e tempo para a sua narrativa são condições para uma intervenção
eficaz. Profissionais que escutam, acolhem e comunicam com autenticidade
aumentam a qualidade dos cuidados e reduzem o sofrimento evitável. (…) É
através da comunicação que se constrói a relação, se compreendem as
necessidades da pessoa e se tomam decisões que integram a evidência
científica com a singularidade de cada um.»
«Na saúde, como em qualquer outra atividade com idêntico nível de
complexidade, precisamos de mais profissionais e de menos missionários,
de mais organização e de menos voluntarismos, de mais reflexão e de
menos automatismos.»
Pedro Morgado é psiquiatra no Hospital de Braga, professor na Escola de Medicina
da Universidade do Minho, investigador em Neurociências e Psiquiatria e foi um dos coordenadores da obra Casos Clínicos em Psiquiatria e Saúde Mental (Parsifal, 2020) e coordenador geral de Manual de Tratamento da Ansiedade (Lidel, 2022); Afonso Fernandes é médico
interno de formação especializada em Psiquiatria e docente convidado na
Escola de Medicina da Universidade do Minho.

Texto de apresentação
António Santiago, 36 anos, «agente da Polícia Judiciária por necessidade
- e a conselho e pelas cunhas do padrinho, chefe da brigada de
costumes», chega um dia a Vila Velha com uma missão muito definida:
descobrir quem matou Manuel dos Santos, importante figura local,
especulador de terras e comerciante de duvidosos escrúpulos.
A polícia é chamada por D. Carmo, agora viúva, que alega ter sido o
marido envenenado. Principais suspeitos? O director do banco, o padre, o
oficial da Guarda, o administrador do concelho, o médico pessoal, as
sobrinhas, entre outros… Ou seja: todos os dez convivas que na noite
anterior haviam jantado no Bulhão, residência do defunto e palacete por
todos invejado.
Demorará o investigador uma semana a deslindar o caso.
Obra proibida pelo regime fascista, Matai-vos Uns aos Outros
envolve o leitor desde a primeira página e constitui um refinado fresco
de um país onde hipocrisia, impunidade e repressão andam de mãos dadas.
Livro reeditado no
âmbito das comemorações dos 100 anos de nascimento de Jorge Reis, e em
parceria com a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo.Aquilino Ribeiro, que prefaciou a obra, datada de 1962, escreve que «Jorge Reis tanto brinca como zomba com esta fatalidade». João Gaspar Simões elogia «uma obra que se recomenda pela escrita e até pela efabulação».
Jorge Reis (1926-2005), pseudónimo de Atilano dos Reis Ambrósio, nasceu em Vila Franca de Xira. O seu envolvimento na luta contra a ditadura de Salazar e o Estado Novo conduziu-o ao exílio em Paris, onde conviveu com destacadas figuras da cultura e da literatura europeias, desenvolvendo uma intensa atividade intelectual e cultural. Este romance foi distinguido em 1963 pela Sociedade Portuguesa dos Escritores com o Prémio Camilo Castelo Branco. Proibida pela censura e retirada de circulação em Portugal, a obra continuou a ser lida clandestinamente e foi traduzida em vários países, tornando-se um dos títulos mais marcantes da resistência literária ao Estado Novo. Da sua autoria, a Parsifal publicou também Romain Rolland – Uma Consciência Livre (2022).

Texto de apresentação
Maximiliano nasceu em Viena, em 1832, filho do imperador Francisco
Carlos e de Sofia da Baviera. Com vinte anos, conheceu em Lisboa Maria
Amélia de Bragança, filha de D. Pedro IV e de Amélia de Leuchtenberg.
Iniciaram uma relação que só terminará com a morte, abrupta, de Maria
Amélia. Maximiliano desposará depois Carlota, filha de Leopoldo da
Bélgica, mas não deixará de pensar na Princesa Flor.
Em abril de 1864, seduzido por um grupo de monárquicos e por Napoleão
III, parte para o México, onde tem à sua espera o título de imperador.
Na sua nova pátria, para surpresa dos que o haviam apoiado, adotou uma
postura progressista, enfrentou a Igreja, fez leis a beneficiar os mais
desprotegidos, instituiu a educação gratuita.
A sua governação foi criticada pelos monárquicos que o haviam empurrado
para a tragédia e pelos republicanos, que o viam como invasor e que o
mandaram fuzilar em 1867. O seu final dramático suscitou múltiplos
debates, originou mitos bizarros, serviu de inspiração a artistas,
músicos, pintores e escritores.
Os restos mortais de Maximiliano de Habsburgo repousam na Cripta
Imperial da Igreja dos Capuchinhos, em Viena, local onde a sua memória é
evocada por visitantes todos os anos.
Carlos Tello Díaz (n. 1962) é um escritor, catedrático e investigador mexicano. Licenciado e mestre em Filosofia e Letras pela Oxford University e doutor em História pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, é um dos mais reconhecidos historiadores mexicanos. Além deste Maximiliano, emperador de México (2017), entre os seus livros destacam-se Elexilio: un relato de familia (2013), En la selva, 2 de julioy Los señores de la Costa (2014) e Les romans de Houellebecq et Volpi à la lumière du posthumanisme (2024).