quarta-feira, 18 de setembro de 2019

«Escândalo dos escândalos» e «O que és para mim» são os títulos dos novos livros da PAULUS

São duas as novidades da PAULUS Editora para este mês de Setembro: Escândalo dos escândalos - a História secreta do Cristianismo, de Manfred Lütz, e de Luigi Maria Epicoco, o livro O que és para mim - Palavras sobre a intimidade.
Muito se tem falado da imagem cristã do homem, dos valores cristãos ou mesmo do Ocidente cristão. Esquerda e Direita, mas também o centro político, não ficam indiferentes quando se fala do Cristianismo. Ao mesmo tempo, porém, o público em geral associa o Cristianismo a Cruzadas, caça às bruxas, Inquisição e, mais recentemente, a escândalos sexuais e de poder. Como chegámos a esta situação? O que existe realmente de escandaloso na história do Cristianismo, a ponto de quase todas as produções cinematográficas associarem-lhe sempre sexo, sangue e poder? O que nos diz a mais recente pesquisa histórica? O Cristianismo ainda é um adequado fundamento espiritual da Europa ou passou a ser o euro e o mercado interno? Esta obra deve interessar também aos ateus que, como Jürgen Habermas, procuram desesperadamente «salvar as traduções do conceito judaico-cristão da imagem divina de Deus».
Com a colaboração científica de Arnold Angenendt, Manfred Lütz conta a empolgante história do Cristianismo de acordo com as mais recentes descobertas da investigação histórica. Prepare-se para ler muitas páginas surpreendentes. Um livro esclarecedor para quem quer entender as raízes espirituais da Europa, sem preconceitos nem “mitos”, numa experiência educativa única, contada em forma de thriller.

Parar é necessário! Na fugacidade do tempo e na necessidade de trabalhar e produzir a todas as horas, encontrar um espaço adequado para Deus e para si é um dom precioso. Descanso e espiritualidade. Pilares que ajudam a continuar os afazeres e nos ajudam a encontrar um equilíbrio para as responsabilidades de cada um. O padre Luigi Maria Epicoco convida o leitor a fazer cinco pausas. O “kairós” na vida da pessoa para a oração, leitura da Palavra de Deus e um salto para o interior. Com este livro nas mãos, o leitor será levado a um descanso operante e eficaz.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Novo romance da autora que há vinte anos conquistou o mundo com «Sexo e a Cidade»

A Quinta Essência publica hoje a edição portuguesa de Ainda Há Sexo na Cidade?, o novo romance de Candace Bushnell, autora bestseller do fenómeno global Sexo e a Cidade, que influenciou toda uma geração de mulheres. Sexo e a Cidade começou por ser uma crónica no New York Observer, tendo sido adaptada a televisão numa série de culto produzida pela HBO, e mais tarde ao cinema. Ainda Há Sexo na Cidade?, nono livro da autora, irá também ser adaptado à TV pela Paramount.

Sinopse
O que é que acontece quando uma mulher de uma certa idade dá por si solteira e livre na cidade da Nova Iorque? Paixão, sexo, divórcio, filhos, homens mais novos, homens mais velhos…. Entre a agitação cosmopolita de Manhattan e o charme das praias dos Hamptons, Candace e o seu grupo de amigas deparam-se com um mundo tremendamente diferente daquele que conheceram quando estavam no auge dos seus trinta anos. Desde os novos fenómenos como o Tinder e rejuvenescimentos vaginais às situações mais caricatas – o que fazer, por exemplo, quando um potencial parceiro pede à “namorada” para lhe pagar as obras de recuperação da sua cozinha? – para a autora, não há temas tabu.

O passado e o futuro do ser humano, para ler em «Últimas Notícias do Sapiens»

A paleontóloga e orientadora de investigação Silvana Condemi e o jornalista François Savatier juntaram-se para nos trazer as Últimas notícias do Sapiens. Este livro procura responder à pergunta: «O passado do Sapiens diz-nos algo de útil sobre o seu futuro?», ao mesmo tempo que esclarece a enigmática saga evolutiva humana.

«Poucas disciplinas foram tão abaladas nestes últimos anos como a pré-história. Eis a crónica de uma transformação assombrosa, que fez aparecer um estranho animal que vive de pé, presente em todo o lado, trazendo com ele uma poderosa cognição e cuja forma mais evoluída, o Sapiens, recebeu a herança de todas as outras.»
L’Archéologue

Livros assinalam os 40 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS)

Na semana em assinala-se os 40 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), são publicados os livros 40 Anos do SNS, Salvar o SNS e Saúde Digital. Em Fevereiro passado tinha já sido lançado SNS, O Tempo de um Renascimento.
40 Anos do SNS, de Maria Elisa Domingues
Edição: Ministério da Saúde-Secretaria Geral

Salvar o SNS: Uma nova Lei de Bases da Saúde para defender a Democracia
de João Semedo e António Arnaut
Edição: Porto Editora


Saúde Digital: um sistema de saúde para o século XXI, de José Mendes Ribeiro
Edição: Fundação Francisco Manuel dos Santos
 
SNS, O Tempo de um Renascimento, de Sofia Leal e Adriana Taveira
Edição: Medicabook

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Novidade Topseller: «A Livraria dos Dias Passados»

A partir de hoje está à venda «uma história fascinante acerca da força do amor, dos laços de sangue e da nossa capacidade de reinvenção.» A Livraria dos Dias Passados é o romance de estreia de Amy Meyerson. Um edição Topseller.

Texto sinóptico
Uma livraria que alberga segredos difíceis de imaginar.
Uma herança capaz de mudar a vida de uma família inteira.
Miranda Brooks cresceu entre as estantes da livraria do seu excêntrico tio Billy, em busca de soluções para as fascinantes caças ao tesouro que ele adorava criar especialmente para ela. Mas uma estranha desavença familiar entre o tio e a mãe de Miranda ditou um afastamento que haveria de perdurar por 16 anos, até à data da morte de Billy.
Além da notícia inesperada do falecimento do tio, Miranda fica também a saber que ele lhe deixou de herança a livraria onde ela guardara tantas memórias e que agora se encontra à beira da falência. Determinada a evitar que o legado de Billy caia no esquecimento, Miranda regressa à livraria e encontra no interior de livros, gavetas e estantes uma derradeira caça ao tesouro que a leva à redescoberta de si mesma e à revelação de um inimaginável e chocante segredo de família.

domingo, 15 de setembro de 2019

sábado, 14 de setembro de 2019

«Demian», de Hermann Hesse

Editora: Dom Quixote
Data de publicação (4.ª edição): Agosto de 2019
N.º de páginas: 192
Edição comemorativa dos 30 anos de lançamento em Portugal, pelas Publicações Dom Quixote, de Demian, um dos romances mais icónicos de Hermann Hesse (1877-1962). 2019 é simultaneamente o ano em que se assinala 100 anos desde que esta obra foi publicada pela primeira vez na Alemanha. Curiosamente, só anos mais tarde é que Hesse revelou ser ele o autor da obra, visto que a mesma foi assinada sob o pseudónimo de Emil Sinclair, o nome do protagonista e narrador da história.
Desde a infância até ao início da vida adulta é apresentado ao leitor o processo incessante de busca de respostas, de um jovem atormentado pela falta de explicação às suas questões sobre tudo quanto existe.
Sinclair nasce numa família extremamente religiosa e com ideologias sobre o mundo muito «límpidas». Desde cedo mostra-se incapaz de perceber e coadunar com esse pensamento unicamente benfazejo sobre as pessoas e suas acções. «No meio da paz e da ordem da nossa casa, eu vivia como um fantasma, assustado e torturado.»
O seu ensejo de realização interior e pelo autoconhecimento, e de vivenciar os lados opostos e duais (o bem e o mal), é começado a ser trilhado, assim que ele se vê livre das perseguições e ameaças (100 anos depois de escrito, a palavra mais apropriada é bullying) de Franz Kromer, um perverso e maléfico rapaz, um pouco mais velho que Sinclair: «o demónio tinha tomado a minha mão e eu era, agora, perseguido pelo inimigo».
A agonia e desespero deste jovem apenas termina quando conhece Max Demian, um novo colega de classe, perspicaz, inteligente, empático, de olhar «pétreo», que tinha o dom de ler o pensamento dos outros através da observação: «Observa bem uma pessoa e passarás a conhecer a sua personalidade melhor do que ela própria.» Assim nasce uma amizade entre estas duas almas novas solitárias, sedentas de respostas sobre assuntos como a fé, a moral e a sexualidade.
Mesmo quando Sinclair ingressa noutra escola e pela primeira vez sai de casa, a influência deste seu grande amigo - Demian era uma espécie de mensageiro de aguçada maturidade, que instigava-o a pensar por moto próprio – não deixa de ser sentida nos anos seguintes, quando o protagonista encalça por uma fase boémia, mas também de profunda alienação: «O meu objectivo não era já a libertinagem, mas a pureza, não o sucesso e sim a beleza e a espiritualidade».
Outro amigo, o esotérico e organista Pistórius, aparecerá também no caminho de Emil Sinclair, para influir os seus pensamentos filosóficos e gnósticos (sobre Abraxas) na curta e simultaneamente densa jornada de descoberta interior do narrador, que «não fora fadado para respirar na abundância e no conforto, necessitava dos tormentos». Com 18 anos «era um jovem diferente do comum, precocemente amadurecido».
Com uma excelente tradução de Isabel de Almeida e Sousa (introduz várias notas de rodapé muito pertinentes e de valiosa ajuda ao leitor), Demian é uma obra de carácter faustiano, onde o escritor alemão, através de uma escrita rica e elíptica, foca-se no tema da busca pelo autoconhecimento dentro dos limites impostos pela família, religião e sociedade em geral. É um romance onde estão tácitos os pensamentos de Nietzsche e Carl Jung, de quem o autor de Narciso e Goldmund era partidário.
A existência do bem e do mal, e de que todo o ser humano tem imbuídas em suas veias as características de ambos estes polos, é o grande tema e reflexão deste belo romance, que reúne algumas frases bem ilustrativas da profundidade do pensamento do seu autor.
Como em outros livros do vencedor do Nobel de Literatura de 1946, em Demian o protagonista precisa sair do seu ninho, da sua ilha, para ver a ilha: «não nos vemos se não saímos de nós.» (José Saramago)

Excertos
«As pessoas decididas e de carácter surgem, aos olhos das outras, como assustadoras.» (p. 37)

«Não há necessidade de ter receio de ninguém e, se o temos, é porque alguém conseguiu alcançar poder sobre nós.» (p. 45)

«… dentro de nós, há um ser que tudo sabe, tudo quer, tudo realiza melhor do que nós próprios» (p. 96)

«Há que não recear, nada considerar proibido de entre aquilo por que a alma apela.» (p. 125)

«Ao odiar uma pessoa, detestamos, na sua imagem, algo oculto em nós próprios. O que em nós se não encontra, não nos incomoda.» (p. 125)

Novos livros de Espiritualidades com o selo da Editora Farol

Os Unicórnios Existem: A Força de Acreditar, de Calista
Um guia para os humanos viverem em paz com a sua alma e um livro para a alma nos permitir viver melhor como humanos.

O Desconhecido: Uma Viagem pela sua Alma, de Colette Baron-Reid
Nos territórios inexplorados da sua mente reside um potencial infinito de respostas

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

«As Pálidas Colinas de Nagasáqui», de Kazuo Ishiguro

Editora: Gradiva
Data de publicação: Julho de 2019
N.º de páginas: 224
Foi em 1982 que foi publicado o romance de estreia do escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro. Nascido em Nagasáqui, no Japão, em 1954, e desde os cinco anos a viver na Grã-Bretanha, o vencedor da edição de 2017 do Prémio Nobel da Literatura tornou-se cidadão inglês precisamente nesse mesmo ano em que A Pale View of Hills (traduzido pela primeira vez para português em 1989 pela Editora Relógio d’Água) foi dado à estampa.
Maria do Carmo Figueira assina esta nova tradução portuguesa de As Pálidas Colinas de Nagasáqui, o oitavo romance de Ishiguro que a Gradiva apresenta aos leitores.
Esta história é narrada por Etsuko, uma japonesa sobrevivente da tragédia nuclear de Nagasaki, que vive sozinha em Inglaterra, após a morte dos dois maridos. Ela relata, através de duas linhas temporais, a sua vida em Nagasaki após os destroços da tragédia e, na actualidade, em Inglaterra, o seu quotidiano solitário, desolado e de luto, após a sua filha mais nova, Keiko, ter-se suicidado.
Com a chegada de Niki, a filha fruto do casamento que teve com o seu marido japonês, para consolar a mãe, Etsuko relembra o Verão ocorrido há mais de duas décadas, quando estava grávida da filha morta recentemente. A amizade muito peculiar e breve que teve nessa época com Sachiko, uma japonesa também emocionalmente danificada com a Segunda Guerra Mundial, vem-lhe à memória nesses dias sombrios. Embora não fosse nessa altura uma mulher optimista, tal como essa amiga de gargalhada fácil era, Etsuko, num passeio que ambas dão ao monte Inasa (uma colina a oeste de Nagasaki), dá-se por si a afirmar: «Estou decidida a ter um futuro feliz».
As Pálidas Colinas de Nagasáqui retrata através de uma prosa contida e contemplativa as culturas nipónicas e inglesas, em diferentes aspectos culturais. Este romance flutua denso a cada página. Muitas são as pausas e silêncios que o leitor atento tem que respeitar, para que possa prosseguir na leitura.
Uma das reflexões que o autor deixa clara é de que tudo nos molda o destino: as pessoas que conhecemos, mesmo que por breves momentos, dias, meses, anos, todas nos influenciam em algum aspecto, numa toma de atitude a curto ou a longo prazo.
Este é portanto um livro que exige uma leitura paciente e cuidadosa, e mesmo assim são várias as pontas soltas que ficam por explicar terminada a leitura.
Para acrescentar à opinião geral com que fico sobre o livro, são várias as falhas de revisão do texto (que esteve a cargo de Helder Guégués) encontradas (nas páginas 33, 154, 182 e 192, pelo menos). A Gradiva já assumiu este lapso e refere que os leitores que adquirem este livro a partir da 3.ª edição revista já não encontrarão as falhas, e que quem comprou a 1.ª ou 2.ª edição pode trocar o exemplar por um corrigido.

Novas BD: «Sentinel» e «Édipo»

De Luís Louro, autor de bandas desenhadas como Watchers, Ladrões do Tempo, entre outras, a ASA publica Sentinel.
Da colecção 'A Sabedoria dos Mitos', concebida e escrita por Luc Ferry, a Gradiva lança o segundo volume da mesma, intitulada Édipo.
Eu sou Sentinel! Eu sou Sentinel!!!
Na sequência de Watchers, com dois finais distintos, Luís Louro apresenta-nos agora Sentinel, também em duas versões, desta feita com dois inícios e apenas um final. Após o desaparecimento do Sentinel, na última história, assiste-se aqui ao surgimento de uma legião de seguidores, os Discípulos, cujo objetivo é preservar o legado do seu herói e manter bem viva a luta pelo maior número de visualizações. Mas, como em tudo na vida, há sempre duas faces para a mesma moeda… Neste caso, uma das faces são os Discípulos; a outra, algo bem pior! Sim, porque desta vez a questão é pessoal!!!!
Uma NOVA história em torno do universo da comunidade de Watchers, desta feita com dois inícios possíveis à escolha do leitor!

ÉDIPO. Para evitar a queda de Tebas anunciada pelos deuses, o rei Laio e a sua mulher Jocasta não têm escolha que não seja abandonar o filho recém-nascido no monte Citéron, expondo-o a uma morte certa. Contra todas as expectativas, o pequeno Édipo é salvo e acolhido pelo rei de Corinto. Criado como um príncipe, cresce sem saber o segredo trágico das suas origens. Mas, um dia, um bêbedo insulta-o e afirma que ele é uma criança adoptada. O jovem decide então tirar tudo a limpo. Para isso, consulta o oráculo de Delfos e este revela-lhe um destino terrível: Édipo matará o pai e desposará a mãe. Fugindo para evitar que a profecia se cumpra, não vai senão precipitar a sua funesta realização...
Epopeias espectaculares, deuses todo‑poderosos, bestiário formidável, heróis extraordinários... A mitologia grega é uma fonte inesgotável de aventuras maravilhosas e apaixonantes, que nos dá também lições de sabedoria de profundidade incomparável. É, aliás, por isso que é ensinada no mundo inteiro e figura ainda nos programas escolares. Agora, pela primeira vez, é possível travar conhecimento com as grandes narrativas gregas num conjunto de bandas desenhadas que respeitam escrupulosamente os textos fundadores originais, enriquecidas por dossiers complementares que analisam o significado filosófico e a herança cultural de cada mito.

Novos livros infantis acabam de dar entrada nas livrarias

Porque o mês de Setembro não deve ser só pautado por as crianças receberem livros escolares, eis 6 novas publicações infantis das editoras Booksmile, Kalandraka, Minutos de Leitura e Nuvem de Letras.
Greta Thunberg: Uma História Incrível
de Valentina Giannella e Manuela Marazzi
O que são as alterações climáticas? Quais são as suas consequências? Quem é a Greta Thunberg e como é que mobilizou milhões de jovens em todo o mundo a lutarem por um planeta mais verde?
Quando Greta se sentou sozinha em frente ao parlamento sueco em protesto pela inação do governo na luta contra as alterações climáticas, nada fazia crer que esse gesto viesse a ter o impacto que teve.
Greta tornou-se uma inspiração para milhões de crianças, jovens e, até, adultos. A mensagem era clara: «A nossa casa está a arder» e não podemos esperar mais para agir!
Neste livro, com capítulos curtos, linguagem acessível e direta, dados concretos e ilustrações magníficas, vais encontrar informação sobre o estado atual do planeta, as consequências das alterações climáticas, o que é que os governos podem fazer para as deter e conhecer os fundamentos em que se baseia o aviso sério de Greta e dos cientistas: É preciso agir, não daqui a dez anos, mas já! Contém também ideias essenciais sobre aquilo que podes fazer para lutares, com preparação e determinação, seguindo os valores que norteiam a construção de uma nova Nação Verde: ciência, justiça e compromisso!


A cabra Zlateh e outras histórias
de Isaac Bashevis Singer e Maurice Sendak
Escrito em 1966 e traduzido do iídiche pelo próprio autor e por Elizabeth Shub, "A cabra Zlateh e outras histórias" foi o primeiro livro infantil de Isaac Bashevis Singer. Assaz premiada e mundialmente traduzida, trata-se de uma obra recuperada que reúne sete contos tradicionais judaicos que transcorrem numa povoação de tolos. Destes, os sete anciãos que protagonizam "A neve em Chelm" são os seus tolos mais famosos. Já noutros contos descrevem-se casamentos rocambolescos - "Os pés baralhados e o noivo palerma" -, relata-se a incrível história de um jovem que imaginava estar morto - "O paraíso dos tolos" - ou a valentia de um menino - "O ardil do diabo". De um demoníaco hóspede trata "O conto da avó" e "O primeiro Shlemiel" apresenta um marido guloso e preguiçoso, culminando a obra com o heroísmo de "A cabra Zlateh".
Singer e Maurice Sendak eram judeus; nenhum deles viveu a invasão da Polónia pela Alemanha, mas ambos dedicaram parte da sua obra a recriar a cultura e as tradições das suas raízes. Estes contos mantêm o encanto da oralidade, que é aqui reforçado pelas ilustrações detalhadas de Sendak que evocam as antigas gravuras.
Um clássico com mais de 50 anos que reúne sete contos tradicionais judaicos, onde os autores recriam a cultura e as tradições das suas raízes. Com o encanto da oralidade e ao estilo das antigas gravuras.


Urso castanho, urso castanho, o que vês aqui?
de Bill Martin Jr. e Eric Carle
«- Urso Castanho, Urso Castanho, o que vês aqui?
- Vejo um pássaro vermelho a olhar para mim.
- Pássaro Vermelho, Pássaro Vermelho, o que vês aqui?»

O leitor é levado, logo desde o início, a continuar as perguntas e as respostas desta história, que depressa se transforma numa divertida brincadeira para pequenos e graúdos. Os traços inconfundíveis do estilo de Eric Carle dão relevo às coloridas personagens, forjadas através da técnica colagem, à medida que estas vão passando o testemunho umas às outras. Vislumbramos primeiro um Urso Castanho que, por sua vez, vê um pássaro vermelho a olhar para ele. Ao virar a página, é agora esse pássaro vermelho que aponta para um cavalo azul… E assim por diante até ao final em que uma professora vê os seus alunos a olhar para ela. Caberá a eles o desafio final ao serem encorajados a evocar todos os animais já retratados no álbum e as respetivas cores.
O colorido exuberante e a narrativa rítmica de estrutura encadeada constituem o cenário perfeito para a aprendizagem das cores e dos nomes dos animais da floresta e da quinta.


Flávio e os Dentes Assustadores
de Jarvis
O Flávio vem de uma longa família de jacarés assustadores. Orgulhoso, ele gaba-se: "OS MEUS DENTES SÃO MAIS AFIADOS QUE LÂMINAS DE BARBEAR!". Mas nem tudo é o que parece. O Flávio esconde um segredo muito GRANDE (um segredo muito pouco assustador)… História hilariante sobre jacaré que tinha apenas um talento: assustar as outras criaturas da selva com os seus dentes grandes e assustadores! Mas o que faria sem eles?

Por Aqui Não Há Crocodilos!
de Jonny Lambert
Todos muito atentos! Vamos com muito cuidado pelo atalho através da enseada sinistra e sinuosa - cheia de espinhos afiados e trepadeiras baloiçantes que podem quebrar...
Mas, pelo menos, não há´ nem um crocodilo! Ainda bem - são assustadores e estão sempre esfomeados. Espera la´... o que e´ aquilo?
Ui! Cuidado com os crocodilos escondidos nesta fabulosa e divertida história, cheia de peripécias!

Porque Não Dormem os Gatos?
de Fernanda Freitas e Sérgio Condeço
Um livro que ensina os mais pequenos a encontrar o sono perdido. Quando os gatos não conseguem dormir, tem de haver uma razão! Aprende, também tu, as regras para dormir bem. Esta noite, não há maneira de os gatos adormecerem. E ninguém sabe muito bem porquê!

Romance vencedor do Man Booker Prize 2018 é a grande novidade da Porto Editora

São 3 das novas sugestões de leitura que a Porto Editora apresenta aos leitores.

De Sofia Lundberg, a nova estrela da ficção escandinava, é publicado o seu primeiro romance, A Agenda Vermelha, elogiado pela crítica, pela facilidade com que arrebata o leitor e o leva numa jornada através do tempo e do espaço, do amor e da perda.

Após o primeiro volume de uma série protagonizada pelo detetive Adam Fawley, Cara Hunter está de regresso com No Escuro: «Tão envolvente e complexo como Perto de Casa» (CrimeReads).
A escritora Emily Koch já leu este novo tríler e adverte: «Cancele todos os compromissos. Não vai a lado nenhum sem acabar de ler No Escuro

É talvez um dos livros mais aguardados da rentrée: Milkman, de Anna Burns, o romance vencedor do Man Booker Prize 2018. Chega às livrarias a 19 de Setembro este que é o terceiro romance da autora britânica de 55 anos nascida na Irlanda do Norte. Milkman é uma comovente história feita de rumores e falatório, de aceitação e resistência, de silêncio e surdez intencional, que decorre no auge dos conflitos entre as duas irlandas e que espelha o que de pior há no ser humano.
Doris pode ter noventa e seis anos e morar sozinha em Estocolmo, mas tal não significa que não continue ligada ao mundo. Todas as semanas, aguarda ansiosamente o telefonema por Skype com Jenny, a sobrinha-neta americana que é, simultaneamente, a sua única parente. As conversas com a jovem mãe levam-na de volta à sua própria juventude e tornam mais suportável a iminência da morte, que Doris sente a rondá-la. De uma forma muitíssimo lúcida, escolhe, de entre as inúmeras memórias que uma vida longa carrega, as que estão relacionadas com aqueles que conheceu e amou e cujo nome inscreveu numa pequena agenda vermelha.
As histórias desse passado colorido – o amor platónico pelo pintor modernista Gösta Adrian-Nilsson; o trabalho como manequim de alta-costura em Paris, na década de 1930; a fuga clandestina num barco que é bombardeado pelos soldados alemães do III Reich, no auge da Segunda Guerra Mundial – recriam uma existência plena que, embora se aproxime do derradeiro final, não está isenta de surpresas: um lembrete agridoce de que, na vida, os finais felizes não são apenas ficção.
Uma mulher e uma criança são encontradas fechadas numa cave, em risco de vida.
Ninguém sabe quem são – a mulher não consegue falar e nenhuma descrição de pessoas desaparecidas corresponde aos perfis das vítimas. O proprietário da casa, velho e muito confuso, jura que nunca as viu. À medida que a polícia desespera por pistas, Fawley recorda-se de um caso antigo, nunca resolvido, que também envolveu uma criança e uma mulher desaparecida. Curiosamente, tudo se passou numa tranquila rua de Oxford. E os moradores estão em choque: como pode tal ter acontecido debaixo dos seus narizes? Mas o detetive Adam Fawley sabe que nada é impossível. E ninguém é tão inocente como parece.
Nesta cidade sem nome, ser interessante é perigoso. A irmã do meio, protagonista deste romance, empenha-se em evitar que a sua mãe descubra a identidade do namorado e em não dar explicações sobre os encontros com o leiteiro. Mas quando o cunhado um descobre a situação e começa o rumor, a irmã do meio torna-se «interessante». A última coisa que queria ser. Porque, nesta cidade, ser interessante implica que te prestem atenção e isso é perigoso.
Num original misto de inocência e perspicácia, com um estilo único, torrencial e anónimo muito próprio da oralidade, a narradora partilha com o leitor a sua vida, profundamente marcada pela violência física e psicológica.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

«Lá, Onde o Vento Chora», de Delia Owens

Editora: Porto Editora
Data de publicação: 04-07-2019
N.º de páginas: 392
1952, numa pequena aldeia na costa da Carolina do Norte. Com 6 anos, Catherine Dannielle Clark é «uma criança do pântano, de cabelo embaraçado e faces mascarradas, manchadas pelas lágrimas do vento.» Kya, como é apelidada, é a mais nova de cinco irmãos. A família vive numa cabana muito singela, junto a um pantanal. Neste tugúrio com poucas condições de habitabilidade, tirando alguns momentos de alegria propiciada pelos irmãos quando a figura paterna está ausente a pescar, a violência física e psicológica é constante. Pouco a pouco, cada um dos membros da família abandona o lar, para poderem poupar as suas vidas das temeridades perpetuadas pelo carrasco consanguíneo: o marido e pai. A mãe, os irmãos e depois o próprio pai, todos abandonam a cria mais pequena, deixando-a, aos 10 anos, entregue a si própria, ao seu desígnio.
A Mãe Natureza torna-se, literalmente, a cuidadora desta criança rejeitada e desfeita emocionalmente em pedaços. Com o tempo, ela se aventura mais profundamente na natureza do pântano, longe das pessoas da aldeia (que quando se cruzam com ela a olham de soslaio e rejeitam-na por a acharem um bicho do mato) e, assim, começa a aprender as lições da vida directamente do mundo natural, onde «o mar era tenor e as gaivotas soprano.»
Kya, com o adolescer a brotar, embora sofrendo silenciosamente e sem nenhum ser humano com que partilhar as suas angústias (as gaivotas, as garças e os corvos são os seus únicos ouvintes), se resigna a um modo de vida que acredita ser realmente a sua única forma de sobrevivência: «a solidão tornara-se um apêndice tão natural para Kya como um braço», «sempre que se ia abaixo era a terra que a amparava», «a natureza parecia ser a única pedra firme no caminho.»
Para poder comprar alimentos e abastecer o seu barco, esta miúda do pantanal apanha mexilhões e vende-os a um homem afro-americano velho, com quem desde logo cria uma ligação de amizade e com quem ameniza a sua necessidade urgente de falar com alguém.
Com 14 anos Kya encontra-se analfabeta. Caberá a Tate Walker, um rapaz, que sempre a protegera da malvadez das outras crianças, ensiná-la a ler e escrever. O simples facto de estar perto dele acalma-a. Desde o início dessas aulas que têm lugar numa cabana em ruínas ela começa a respirar sem dor, desde que a mãe se tinha ido embora. Será também este jovem de coração afável o primeiro (des)amor de Kya; anos mais tarde, em 1969, Chase Andrews, outra das suas paixões, é encontrado morto no pântano e todas as suspeitas recaem sobre Kya. Será que esta mulher vai permitir que o mundo exterior volte a roubar a vida que ela criou para si com tanto sacrifício e resiliência?

«Vai tão longe quanto puderes, até onde ouvires o vento chorar»

Lá, Onde o Vento Chora é uma história profundamente bela e comovente, com uma protagonista que teve uma vida pautada por rejeições e que soube buscar na natureza o seu fortalecimento. É uma história de sobrevivência, mas também uma história que aborda os temas da amizade e amor verdadeiros.
Este romance de estreia de Delia Owens, uma zoóloga americana de 70 anos, doutorada em Etologia, está escrito com um ritmo lírico que balança o leitor suavemente, através de uma prosa elegante, por vezes poética (principalmente nas últimas frases que terminam os primeiros capítulos do livro), onde é notório a habilidade e facilidade com que a autora descreve a natureza no seu esplendor, atraindo o leitor para a beleza que Kya vê em seu ambiente: a flora, a fauna, os animais selvagens e marinhos, as árvores, as plantas, etc. Referir que Delia Owens é coautora de três livros de não-ficção sobre a sua experiência como cientista da vida selvagem em África (Cry of the Kalahari, Eye of the Elephant e Secrets Of The Savanna), sucessos de vendas internacionalmente reconhecidos.
O que há de singular na escrita da autora é a forma realista e crível como deu vida a uma personagem inesquecível (que em certos momentos da história leva o leitor a querer abraçá-la e reconfortá-la), que esteve a ser detalhadamente composta ao longo de quase dez anos, o tempo que Delia Owens levou para terminar Where the Crawdads Sing, título original publicado em Agosto de 2018 nos Estados Unidos.
Apontar também que o conteúdo que enche as últimas páginas da história, poderia ter sido melhor executado e interligado com a temática principal. Sendo que toda a história é portentosa e de grande profundidade, o epílogo anteviu-se um pouco previsível.
Por curiosidade: só no Goodreads, esta obra regista (hoje) mais de 350 mil classificações de leitores, que lhe atribuem uma média de pontuação de 4,52 estrelas em 5. A adaptação desta história para o cinema já foi adquirida pela Fox 2000, com a actriz Reese Witherspoon ao leme da produção.

Excertos
«Quando encurralado, desesperado ou isolado, o homem reverte rapidamente a um estado instintivo, no propósito único de sobreviver. Esses instintos serão sempre o seu sofrimento.» (pp. 16-17)

«… à semelhança das suas colecções, também a sua solidão ia aumentando. O seu peito escondia uma dor do tamanho do coração.» (p. 155)

«A vida ensinara-lhe a amarfanhar sentimentos até estes se tornarem armazenáveis.» (p. 161)

«Os rostos mudam com as agruras da vida, mas os olhos continuam a ser uma janela para o passado.» (p. 246)

Livros de Bret Easton Ellis regressam às livrarias

No início da terceira semana deste mês, a Elsinore publica dois livros do romancista norte-americano Bret Easton Ellis (n. 1964), o aclamado autor de romances como As Regras da Atração, Psicopata Americano e Glamorama, que lhe granjearam uma legião de fãs, e o estatuto de autor de culto e de um dos mais icónicos porta-vozes da Geração X.
Sobre Branco
Um livro franco e descomprometido sobre o que nas artes, na cultura e na sociedade de hoje o autor de Psicopata Americano gosta e detesta, revelando os cenários e segredos da sua escrita.

Sobre Menos Que Zero
Primeiro romance de Bret Easton Ellis, Menos Que Zero é hoje um clássico de culto da literatura norte-americana do século xx. O retrato cru e implacável de uma geração perdida e reclusa no mundo de ostentação, passividade e niilismo da Los Angeles classista da década de 80, que encontrou refúgio no sexo, nas drogas e na dormência de sentimentos.