segunda-feira, 19 de abril de 2021

O livro que explica a razão pela qual as crianças dinamarquesas são mais felizes

Iben Dissing Sandahl é especializada no aconselhamento de famílias e crianças. Depois do grande sucesso alcançado com Pais à Maneira Dinamarquesa (Arena, 2019), no seu novo livro, Brincar à Maneira Dinamarquesa, esta psicoterapeuta e professora que vive em Copenhaga, descodifica o famoso modelo escandinavo que serve de inspiração a pais e educadores de vários países para promover a felicidade, confiança e espontaneidade das crianças.

Um guia prático para brincadeiras livres, não estruturadas, que define claramente as etapas a ter em conta para criar filhos fortes e saudáveis.
Com tópicos práticos e exemplos inspiradores, Brincar à Maneira Dinamarquesa ajudará pais e educadores a tornar as crianças ainda mais felizes e mais bem integradas.

«Brincar à Maneira Dinamarquesa defende energicamente a brincadeira livre e dá sugestões práticas aos pais, educadores e médicos para a sua implementação. Concordo que a liberdade de resolver conflitos, medos, e exprimir criatividade só pode ajudar a reduzir o stress, a aumentar a autoconfiança, a diversão, as competências para resolver problemas e a resiliência.» Barbara Lavine, conselheira profissional licenciada, Virginia, EUA

sábado, 17 de abril de 2021

Novo livro de Michel Houellebecq entre as novas publicações do Penguin Random House Grupo Editorial

Novas publicações das editoras Objectiva, Alfaguara e Suma de Letras, chancelas do Penguin Random House Grupo Editorial.

A Incrível História de António Salazar, de Marco Ferrari
Baseando se nos testemunhos recolhidos dos 20 000 resistentes presos pela PIDE e das suas práticas implacáveis de terror, Marco Ferrari, escritor e jornalista, devolve à nossa memória colectiva a verdade sobre os dois estranhos anos em que Portugal viveu em coma, com um velho ditador que já não o era.

Passo a Passo, de Helena Sacadura Cabral
Num exercício de enorme intimidade, Helena Sacadura Cabral registou o passar do tempo e as muitas emoções que sentiu, sempre com uma certeza: seja qual for o obstáculo que temos pela frente, a vida não pára, as estações sucedem se e o medo e a incerteza dão, invariavelmente, lugar à alegria da redescoberta. Porque a alegria é sempre um caminho que podemos escolher.

Plataforma, de Michel Houellebecq
Neste seu terceiro romance, Michel Houellebecq, autor incontornável das letras francesas, faz uma reflexão implacável sobre a hipocrisia e a pretensa superioridade da civilização ocidental, com os seus seres desencantados e perversos. Um livro tão amargo quanto divertido, que releva o lugar do escritor francês como um dos mais lúcidos pensadores do nosso tempo.

Garra, de Cecelia Ahern
A autora bestseller Cecelia Ahern, traz-nos uma coleção ferozmente feminista de histórias que iluminam, às vezes de maneira fantástica, como as mulheres navegam o mundo hoje. Ahern assume os aspectos familiares da vida das mulheres - as rotinas, os constrangimentos e os desejos - e os eleva com a sua mistura astuta de realismo mágico e percepção social.

«Lisboa Judaica» é um dos novos livros das Edições Parsifal

Além do livro Pensar a Utopia, Transformar a Realidade, do antropólogo João Carlos Louçã, outras duas publicações recentes da Parsifal são Lisboa Judaica, de Sérgio Luís de Carvalho (autor de Lisboa Nazi), e o livro de contos Histórias de Liberdade e Outras, da escritora Filomena Marona Beja.

Segregação. Perseguição. Integração. É em torno destas três palavras que se construiu a história dos judeus em Portugal e em Lisboa. Uma história feita de momentos diversos e acontecimentos singulares, desde as épocas de dor e angústia até aos dias de solidariedade e de celebração.
Neste livro iremos narrar essas histórias em três grandes épocas: durante a Idade Média, a Idade Moderna e nos nossos dias.
Iremos percorrer os locais mais marcantes, referir os acontecimentos mais importantes, falar de homens e de mulheres que nesta cidade viveram, sobreviveram, prosperaram ou pereceram.
Através desta obra, o leitor fica a saber o que resta das judiarias na Lisboa contemporânea, como decorria um processo de auto de fé, como resistiram os judeus à Inquisição ou como contribuíram para o reino.
Lisboa Judaica conta uma história feita de gentes, de testemunhos, de património e de regras. Uma longa história que vem até aos nossos dias - e que pode ser também um alerta contra a intolerância.
Uma história muito nossa, afinal.


Histórias de Liberdade e Outras marca o regresso de Filomena Marona Beja ao conto, uma área de escrita ficcional que revisita regularmente e na qual se move com particular maestria. Neste livro, apesar de serem muitos os temas que dão forma às suas histórias, a liberdade constitui um traço comum à generalidade dos contos.
Esse poder, ou essa emancipação, confere assim aos protagonistas a coragem de não resistir à urgência do amor («Correio para o Corvo»), de persistir perante as adversidades («Circum-navegar»), o direito a uma nova oportunidade («Há quanto, quanto tempo!»), de contrariar preceitos sociais («Eu não sei como te chamas») ou, no limite, a liberdade de decidir sobre a própria vida («Desengano»).
Desta forma, Filomena Marona Beja alia a diversidade temática à qualidade literária e à singularidade narrativa que a distinguiram, fazendo de Histórias de Liberdade e Outras uma extraordinária obra de ficção de uma das mais originais vozes da literatura portuguesa actual.

Outros títulos da autora na Parsifal: Um Rasto de Alfazema, Avenida do Príncipe Perfeito, De Volta (Aos Contos) e Barcas Novas Levam Guerra.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

O mundo da prostituição é o epicentro do romance «A Casa», de Emma Becker

Após ter escrito os romances Mr e Alice, a escritora francesa Emma Becker apresenta o seu novo livro. Com o intuito de compreender a prostituição e as mulheres que desenvolvem esta actividade, Becker trabalhou num bordel em Berlim durante dois anos e meio. Essa experiência deu origem ao romance A Casa, que a Casa das Letras publica na próxima semana.

Em A Casa, Emma Becker descreve a vida no bordel berlinense onde, durante dois anos e meio, sob o pseudónimo de Justine, nome da famosa personagem de Sade, decidiu vender o seu corpo para tentar compreender o mundo da prostituição, as mulheres que nele trabalham e os homens que a ele recorrem.
Retrato da sua vida sexual e amorosa durante esta experiência, das suas companheiras e dos bastidores deste mundo proibido,
A Casa é um romance que transborda as paredes do bordel. Mais do que uma história sobre as mulheres desta casa, é sobre o modo como estas veem o mundo, sobre os homens que pagam os seus serviços, sobre os seus desejos, os seus limites, as suas armadilhas, e, acima de tudo, sobre todos os desejos que nos fazem tremer.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

'Honjok' ou a arte de ser feliz estando sozinho

Honjok é um termo sul-coreano para pessoas que voluntariamente realizam atividades sozinhas. O termo foi popularizado em 2017, quando a Coréia do Sul viu um aumento no número de pessoas comendo, bebendo, viajando e realizando outras atividades sozinhas.

O livro Honjok, de Francie Healey e Crystal Tai, é a mais recente publicação com o cunho da Pergaminho.

«Nos seus Ensaios Completos, Michel de Montaigne - o importante filósofo da Renascença Francesa - declara: "O maior feito do mundo consiste em sabermos pertencer a nós mesmos." Os honjok convidam-nos a considerar este sentimento, e a descobrir quem somos para lá das normas sociais e culturais. Neste livro, partilharemos reflexões sobre a beleza da solitude e a profunda satisfação que decorre de investirmos na nossa vida interior. Será uma viagem de autorreflexão que conduzirá o leitor à sua interioridade através de um processo de observação diligente e de um cuidado questionamento. A leitura deste livro, ao explorar os temas da solidão, do amor-próprio e da liberdade exercida do interior para o exterior, oferecer-lhe-á a oportunidade de aprender mais sobre o seu eu verdadeiro e sobre os seus desejos e necessidades.»

Honjok significa, em coreano, «tribo de um». Esta palavra surgiu para designar um fenómeno crescente na Coreia: uma sociedade intensamente gregária assiste a um número cada vez maior de pessoas a escolher viver sozinhas, não constituir família nos moldes tradicionais e, basicamente… passar tempo consigo mesmas.

No mundo hiperconectado em que vivemos, quanto tempo passamos realmente na nossa companhia? Mesmo sozinho em casa, estamos muitas vezes imersos em redes sociais ou distrações de natureza vária. Honjok é um convite a redescobrir o prazer da sua própria companhia e a desfrutar do silêncio e da tranquilidade que resultam de saber estar bem consigo mesmo. 

Os novos livros das escritoras Patrícia Reis e Patrícia Portela

Da Meia-Noite às Seis
de Patrícia Reis

Escrita num registo de intimidade que nos envolve, esta narrativa segue a vida, presente e passada, de personagens que se cruzam e cujas opções de vida reflectem o que é prioritário em tempos de pandemia.
Da Meia-Noite às Seis é o regresso de Patrícia Reis ao espaço literário que define a singularidade, a subtileza e a sabedoria da sua voz: o território da complexidade das relações humanas e da busca de identidade.


Hífen
de Patrícia Portela
«Flandia, o avesso desalinhavado de uma possibilidade hifanada. A discussão sobre o sexo dos anjos enquanto os portões cedem aos cavaleiros do Algoritmo.»
Trata-se quase de uma distopia, feroz, numa sociedade comandada por androides, doente, em que as crianças vão adormecendo e não mais conseguem acordar.
Permanecem a dormir.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Está quase a chegar a Portugal «Extraterrestres», de um renomado astrofísico americano


O livro
O principal astrónomo de Harvard expõe a sua teoria controversa de que o nosso sistema solar foi visitado recentemente por tecnologia extraterrestre avançada proveniente de uma estrela distante.
No final de 2017, cientistas num observatório do Havai avistaram um objecto que atravessava o nosso sistema solar, deslocando-se tão rapidamente que só poderia ser proveniente de outra estrela. O astrofísico Avi Loeb demonstrou que não se tratava de um asteróide; deslocava-se demasiado rapidamente numa órbita estranha e não deixava qualquer rasto de gás ou detritos. Havia apenas uma explicação possível: o objecto era um fragmento de tecnologia avançada criado por uma civilização extraterrestre longínqua.
Em Extraterrestres, Loeb traz aos leitores a história entusiasmante do primeiro visitante interestelar avistado no nosso sistema solar. Expõe a sua hipótese pouco ortodoxa sobre o objecto, que se tornou conhecido como 'Oumuamua, e descreve as suas implicações profundas para a ciência, para a religião e para o futuro da nossa espécie e do nosso planeta.
Uma viagem através dos limites da ciência, do espaço-tempo e da imaginação humana, Extraterrestres desafia os leitores a procurar alcançar as estrelas - e a pensar de forma crítica sobre o que poderá existir no universo, por mais estranho que pareça.

O autor
Abraham Loeb é membro do Conselho Consultivo do Presidente dos EUA para a Ciência e Tecnologia. Em 2012, a revista Time destacou-o como uma das vinte e cinco pessoas mais influentes na investigação espacial.
Foi colaborador durante décadas de Stephen Hawking.

«Sobreviventes» é o título de dois livros recentes: um romance e um livro sobre o Holocausto

Sobreviventes - A Vida das Crianças Após o Holocausto conta, pela primeira vez a partir da sua perspectiva, a história das crianças que sobreviveram ao trauma do Holocausto. Como é possível dar um sentido à vida quando não se sabe de onde se veio? Esta foi uma questão premente para os mais jovens sobreviventes do Holocausto, cujas memórias antes da guerra eram vagas ou inexistentes. Rebecca Clifford segue as vidas de uma centena de crianças judias depois dos escombros do conflito através da sua idade adulta até à velhice, revelando as lutas que travaram para serem capazes de se chamar de "sobreviventes". Desafiando as nossas concepções sobre trauma, a narrativa poderosa e surpreendente de Clifford ajuda-nos a compreender como foi viver depois ? e viver com ? infâncias marcadas pela ruptura e pela perda. O livro tem merecido grande destaque na imprensa britânica e internacional.

Rebecca Clifford é doutorada pela Universidade de Oxford e professora de História Europeia Moderna no País de Gales. Este seu livro já recebeu inúmeras nomeações.

Como chegámos a este ponto? Como pudemos nós os três, que éramos como um só na infância, afastar-nos tanto uns dos outros? Quando nos tornamos estranhos? O que aconteceu?
Três irmãos regressam à casa de campo junto ao lago onde, duas décadas antes, um terrível acidente mudou as suas vidas para sempre. Levam com eles as cinzas da mãe, cujo último desejo os apanhara de surpresa: sempre pensaram que ela desejaria ser sepultada ao lado do falecido marido. Benjamin segue ao volante, conduzindo o carro e os irmãos numa viagem através do tempo, até uma época em que eram crianças entregues a si mesmas, perante a indiferença dos pais. São agora adultos. Três estranhos, inevitavelmente unidos por uma história comum de lutas pela atenção do pai e pelo amor imprevisível da mãe. O falecimento da mãe traz velhos traumas à superfície, e a tensão entre os irmãos aumenta. Que segredo terá ficado enterrado no seu passado?

Alex Schulman é um escritor e jornalista sueco. Sobreviventes, o seu quinto livro e primeiro romance, marca a sua estreia internacional. Os seus direitos foram vendidos para mais de 30 países.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Livro de José Sócrates «Só Agora Começou», entre as novidades da Actual Editora

Das próximas publicações da Actual Editora, fazem parte Só Agora Começou, livro de José Sócrates prefaciado por Dilma Rousseff (à venda a 15 deste mês), e Pense Pela Sua Cabeça, do Professor na Universidade de Harvard Vikram Mansharamani (chega dia 22 às livrarias).

Excerto
«Comecei a escrever este livro em março de 2018 e ter-minei-o a 17 de setembro desse ano, dia em que o dei como pronto para publicação. Uma semana depois realizou-se o sorteio que determinou Ivo Rosa como juiz de instrução. Pela primeira vez o processo marquês iria ter um juiz. Decidi então não o publicar, prometendo a mim próprio fazê-lo quando a fase de instrução terminasse. (...) Nada possuir e a nada estar agarrado — eis a melhor posição no combate.»

Excerto
«Na origem deste livro está um artigo que escrevi para a Harvard Business Review intitulado "All Hail the Generalist". Esse pequeno texto tocou num ponto nevrálgico e incitou milhares de leitores a fazer comentários. Alguns exprimiam raiva, outros gratidão; no entanto, todos demonstravam um certo grau de envolvimento.A essência da minha mensagem era que a nossa paixão pelo conhecimento altamente especializado foi longe demais. A especialização da sociedade e a sua compartimentação produziram uma amplitude de visão reduzida em quase todos os sectores da vida. O futuro, sugeri no artigo, pode vir a pertencer àqueles que possuem não só a aptidão para gerar informações especializadas, mas também para as interligar. Quem tem uma visão abrangente e recorre a um conhecimento especializado apropriado quando é necessário provavelmente irá ditar o futuro.Numa época em que o conhecimento especializado parece ser a fonte de maior rendimento, maior prestígio e uma via rápida para uma vida melhor, o que eu sugeri foi provocador.»

«Rodeado de Psicopatas» apresenta estratégias para combater pessoas manipuladoras

Thomas Erikson é um especialista em comunicação, conferencista e escritor. O seu primeiro livro, Rodeado de Idiotas, publicado pela Lua de Papel em 2018, foi um sucesso de vendas e foi traduzido para mais de 20 línguas. Na próxima semana será lançado Rodeado de Psicopatas, livro onde o autor sueco apresenta aos leitores ferramentas para se protegem de manipuladores e exploradores no emprego e na vida pessoal.

Pouco depois de ter publicado o seu primeiro livro, Thomas Erikson foi abordado no Facebook por uma jovem aspirante a escritora a quem respondeu de forma quase automática. Alguns meses depois, a suposta fã enviou um e-mail à companheira do autor a dizer que eram amantes. Foi o início de uma perseguição implacável, de mentiras e ameaças, que só terminariam com a intervenção da polícia. Mas o mal já estava feito. A família não resistiu à pressão e Erikson acabou por se separar.
Anos mais tarde escreveria o extraordinário bestseller Rodeado de Idiotas. O livro é um guia de relacionamentos centrado num sistema que atribui uma cor a cada uma das personalidades tipo: vermelho (dominância), amarelo (inspiração), o verde (estabilidade) e azul (capacidade analítica). Há, no entanto, pessoas que não se reconhecem em nenhuma das cores. Agem como camaleões, e espelham a personalidade das vítimas para melhor as manipularem. Por outras palavras, são psicopatas. E este livro mostra como lidar com eles.
O autor volta a usar o sistema cromático DISA (criado pelo psicólogo William Marstom), não tanto para desmascarar os predadores (que não têm cor) mas sim para melhor identificar as forças e fraquezas das potenciais vítimas. Ou seja, se eu for amarelo, qual é a minha maior vulnerabilidade? E que armas poderei usar para me defender.
Outros livros publicados recentemente pela Lua de Papel:
Pessoas Altamente Sensíveis, de Elaine N. Aron
Limpeza Cerebral, de David e Austin Perlmutter

O Corpo Não Esquece, de Bessel van der Kolk

sábado, 10 de abril de 2021

«Instinto», de Ashley Audrain

Editora: Suma de Letras
Data de publicação: 13-04-2021
N.º de páginas: 344

Muitas vezes, Blythe Connor pergunta a si própria: “Porque é que ela me deixou?”. A mãe abandonara-a quando ela tinha pouco mais de 10 anos, após anos de abusos e crueldade. Também a avó, uma mulher intempestiva e psicótica, sempre havera negligenciado a filha, mãe de Blythe.
Pouco tempo após se ter casado, Fox, o marido, diz que anseia constituir uma família. Não duvidando de que ele daria um bom pai, ela, que tinha ambições de fazer carreira como escritora, relutantemente aceita satisfazer o seu desejo. No seu íntimo, Blythe sabe que nunca teve certeza se queria ter filhos; decide ignorar o que o pai lhe dissera uma vez: «Blythe, as pessoas podem pensar mal de ti sem razão. A única coisa que importa é o que julgas acerca de ti própria.»
Assim que Violet nasce, prova ser uma criança difícil, chorando quando a mãe está por perto e dando tréguas apenas na presença do pai. Com o passar dos meses, a díade mãe-filha não consegue criar vínculo: ela: «olhava para a filha e pensava: Desaparece-me daqui.»
Clinicamente, fica descartada a possibilidade desta progenitora estar a passar por uma depressão pós-parto. Ela observava a relação de afecto de Fox com a filha e sentia inveja: «Quanto mais a Violet recebia de ti, menos me davas.» Começa, propositadamente, a negligenciá-la: «Habituei-me a deixá-la chorar (…) Às vezes punha os auriculares.»
Já mais crescida, a filha continua a dar problemas na creche e na escola: conseguia «intimidar facilmente os outros e de ferir facilmente as pessoas com palavras ou actos». A única escapatória que esta mulher «desequilibrada», sedenta de ser amada pela filha e novamente por Fox, consegue ver para a sua família é ter um segundo filho.
Tom vem ao mundo e o laço que se estabelece entre este bebé e a mãe à nascença (vinculação), ao contrário do que acontecera com Violet, concretiza-se. Com esta criança, Blythe encontra a alegria e fica aliviada por conseguir amar e ser amada, pelo menos, pelo segundo filho.
Com o passar do tempo, vários comportamentos começam a parecer estranhos e perigosos em Violet, que cada vez mais isola-se, sendo a mãe a única a notar. Existirá algo de malévolo nesta criança ou será tudo fruto da imaginação desta mãe?

«Onde é que começa? Quando é que sabemos? O que é que provoca a sua transformação? De quem é a culpa?»

Neste hábil e envolvente tríler psicológico, a mãe – e nós leitores – só saberemos a verdade após lermos a última frase do livro.
Em Instinto, a escritora canadiana Ashley Audrain explora o lado negro da maternidade, abordando alguns temas controversos, mas reais, que são encobertos pela sociedade, como as mães que não conseguem gostar dos seus filhos.
Neste drama, que desconstrói a visão romântica da maternidade, abordando as incertezas e complicações que desta podem advir, a autora, através de uma narradora não confiável, que desde o início não é quem aparenta ser, nos dá um vislumbre sobre o que acontece quando as coisas não saem de acordo com o planejado.
Por que razão, na sociedade é expectável que as mulheres sejam boas mães? Será que ao fazermos uma conexão tão directiva entre feminilidade e maternidade, não estaremos a potenciar e pressionar a expectativa de que a maternidade deve ser algo natural para as mulheres?
Visceral. Acutilante. Chocante. Este é um romance que não deixará ninguém indiferente. Vai causar burburinho, devido ao poder absoluto e convincente do seu impulso narrativo.
Instinto (The Push
[O Empurrão]) é o romance de estreia de Ashley Audrain, ex-agente publicitária, chegará a pelo menos 30 países e a sua adaptação ao cinema já foi confirmada.

Excertos
«(…) há muita coisa sobre nós próprios que não podemos mudar… nascemos assim, e pronto. Mas somos parcialmente moldados pelo que vemos. E pela forma como as outras pessoas nos tratam. Pela maneira como reagimos emocionalmente.» 

«Tive vontade de lhe bater, de lhe enfiar a cabeça no sofá e pôr-lhe a boca a sangrar.» 

«Quem me dera que a dor fosse mais forte. Quem me dera senti-la ainda, como se tivesse acontecido hoje. Por vezes, tenho momentos em que a dor desaparece e dou comigo a pensar meu Deus, estou morta por dentro.» 

«Queria sobretudo sobreviver aos dias, à medida que eles rebolavam como pedregulhos que vão batendo uns nos outros.» 

«(…) queria sentir-me usada, de uma forma mecânica que fizesse o meu corpo sentir-se separado da minha essência. Queria sentir-me uma barcaça no mar. Enferrujada, fidedigna, amolgada.»

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Dois tríleres, com o selo Harper Collins, acabam de dar entrada nas livrarias

Para este mês, eis duas publicações de destaque da Harper Collins.

A Esposa Silenciosa
é o título do novo tríler de Karin Slaughter, autora americana de 50 anos, que já colheu elogios de grandes nomes de escritores de tríleres como James Patterson, Gillian Flynn, Michael Connelly e Tess Gerritsen.


A australiana Jane Cockram estreia-se com A Casa das Noivas, uma intrigante história sobre uma jovem com a vida em ruínas que foge para a segurança de uma propriedade de família em Inglaterra, onde, em vez de conforto, encontra segredos e mentiras arrepiantes.
Ele vigia, ele espera, ele arrebata… quem será a próxima vítima?
Will Trent encontra informação perturbadora enquanto investiga o assassinato de um prisioneiro durante um motim na prisão. Um dos prisioneiros garante que é inocente do ataque brutal de que sempre foi o principal suspeito. Insiste em que foi tudo manipulado por uma equipa policial corrupta e que o verdadeiro culpado continua solto: ele é um assassino em série que ataca sistematicamente mulheres ao longo do estado da Geórgia há anos.
Se Will voltar a abrir a investigação, irá comprometer um oficial de polícia que morreu como um herói.
Alguns dias antes do motim, outra jovem mulher fora ferozmente assassinada num parque do norte da Geórgia. É uma coincidência ou há um assassino em série à solta por aí?
Enquanto Will examina ambos os casos, percebe que tem de resolver o caso antigo para encontrar respostas. Mas passou quase uma década, tempo suficiente para que as lembranças se toldem, as testemunhas desapareçam e as mentiras se transformem em verdade. Sobretudo, Will não pode resolver o mistério sem contar com a ajuda de uma pessoa: a namorada e a viúva de Jeffrey Tolliver, a médica forense Sara Linton.


A vida e a carreira de Miranda têm sido uma montanha-russa. A sua ascensão ao topo como influenciadora de redes sociais levou-a a uma queda humilhante depois do falhanço de promoção de um produto controverso.
Desesperada por fugir dos trolls que vomitam ódio na net, Miranda recebe uma carta misteriosa de uma jovem prima de Inglaterra que a mergulha num sombrio mistério familiar.
A mãe dela, Tessa Summer, uma autora famosa, morreu quando ela era pequena. A única ligação da jovem à família Summer é o famoso livro de Tessa, A casa das noivas, uma crónica sobre as gerações de mulheres que se casaram na distinta família Summer e fizeram da propriedade da família, a antiga e imensa Casa Barnley, o seu lar. De Gertrude Summer, uma célebre escritora de policiais, à avó de Miranda, Beatrice, morta depois de incendiar Barnsley enquanto os filhos dormiam, cada mulher de A casa das noivas é mais notável do que a anterior. A atual «noiva» da casa é a bela e efervescente Daphne, esposa do seu tio Max — uma afamada chefe de cozinha que salvou Barnsley da ruína transformando a propriedade num hotel e destino culinário exclusivo. Curiosa acerca desta lendária família que nunca conheceu, Miranda chega a Barnsley fazendo-se passar por uma potencial ama a responder a um anúncio. É recebida pela atraente e fria governanta, a senhora Mins, e conhece as crianças e o seu tio Max, sem que nenhum deles saiba da sua verdadeira identidade. Mas Barnsley não é o que Miranda esperava. O destino de luxo e o premiado restaurante acabaram e Daphne não aparece em lado nenhum.

sábado, 3 de abril de 2021

Está prestes a ser publicado «O Paciente», um tríler psicológico arrepiante


A Topseller reservou o dia 19 de Abril para publicar um tríler psicológico de suster a respiração. O Paciente é o romance de estreia de Jasper DeWitt.

«Tenso e incrível. Para fãs de A Paciente Silenciosa, de Alex Michaelides.» - Publishers Weekly 

«Um thriller psicológico inteligente que integra elementos de terror sobrenatural, com um enredo e uma narrativa envolventes. Cru e arrepiante…» - Kirkus Reviews
 
Sinopse
Numa série de publicações online, Parker H., um jovem e ambicioso psiquiatra, relata o seu terrível trabalho num hospital psiquiátrico e o seu esforço para curar um paciente desconcertante e muito perigoso: um homem de 40 anos que está internado desde os 6. Trata-se do caso mais difícil da instituição, pois o paciente não tem diagnóstico conhecido, e os seus sintomas parecem evoluir com o tempo. Cada pessoa que tentou tratá-lo foi levada à loucura ou ao suicídio.
Desesperados e temerosos, os diretores do hospital mantêm-no rigidamente confinado e permitem apenas o contacto indispensável com a equipa para a segurança de todos, convencidos de que libertá-lo representaria uma séria ameaça para a sociedade.
Parker assume a responsabilidade de descobrir o que aflige esse paciente misterioso, com o objetivo de o curar. Mas as coisas fogem ao seu controlo desde o primeiro encontro. E, diante de uma possibilidade inimaginável, Parker é forçado a questionar tudo aquilo em que julgava acreditar.

Excerto
«Faço estes registos porque, a partir deste momento, não sei se sou cúmplice de um segredo terrível ou se estarei louco. Sendo eu psiquiatra de profissão, tenho a perfeita noção de quão prejudicial isso seria para mim, tanto em termos éticos como também do ponto de vista profissional.
Contudo, uma vez que me recuso a acreditar que estou realmente louco, publico aqui esta história, pois vocês devem ser as únicas pessoas que a poderiam considerar possível. Para mim, trata-se de uma questão de responsabilidade para com a humanidade.»

Estão a chegar adaptações gráficas de obras-primas da Literatura

'Clássicos Hoje' é uma colecção inspirada por toda a luz antiga e moderna: nela cabem as maiores obras da literatura de todos os tempos, ilustradas por grandes nomes da arte contemporânea.
Desta colecção com ilustrações, com o cunho da Porto Editora, já foram lançadas obras como O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, e 1984 e Quinta dos Animais, ambos de George Orwell. Três novos títulos acabam de chegar às livrarias: O Jogador, de Fiódor Dostoiévski, O Apelo Selvagem, de Jack London, e Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.
Da editora Farol, chega também este mês uma novela gráfica inspirada numa das obras maiores de
Kahlil Gibran: O Profeta.

Era uma vez o amor e o jogo…
O cenário é Roulettenburg, cidade fictícia inspirada nos próprios demónios do autor. O jovem Alexei Ivanovitch perde-se numa espiral de vício e excitação, entre a inescapável roleta e a sedução da cruel Polina. Com ironia, humor e um olhar autobiográfico, Dostoiévski descreve uma viagem de vitórias e derrotas.  


Era uma vez o instinto e a superação…
Buck está longe de ser um cão como os outros. As suas aventuras levam-nos até terras frias e longínquas, lugares onde só os mais fortes sobrevivem.  


Era uma vez a virtude e a vaidade…
Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy são como dois lados da mesma moeda. Após um primeiro encontro desastroso e uma série de equívocos, Elizabeth descobrirá que o amor é raras vezes simples, justo ou previsível.

Nesta deslumbrante adaptação da obra-prima de Kahlil Gibran, o artista gráfico Pete Katz reúne os 28 ensaios poéticos, que abordam temas como o amor, a liberdade, a religião ou a dor, cruzando-os com uma história pessoal onde a vida e a morte de quem amamos pode ser uma poderosa descoberta individual.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Do Japão chega um romance que descreve o amor nas suas mais variadas facetas

A Casa das Letras edita na próxima semana Os Amores do Senhor Nishino, de Hiromi Kawakami (n. 1958), uma das escritoras contemporâneas mais populares do Japão.

Dez mulheres tomam a palavra para traçar os contornos de uma misteriosa figura masculina, com tanto de melancólico como de inacessível. Os seus testemunhos são variações imbuídas de humor, sensualidade, inteligência e melancolia sobre esse estranho sentimento a que chamamos amor. Todas amaram Yukihiko Nishino, cada uma à sua maneira. E o senhor Nishino? Será que corresponde aos amores? Um retrato em dez variações: poético, melancólico e espirituoso, que se propõe compreender o amor. Ainda assim, as personagens existem paralelas às suas histórias de amor, nos pormenores poéticos e pequenos gestos do dia-a-dia: comer sushi de cavala e beber saqué à temperatura ideal, cumprir religiosamente o ritual do chá, dar um passeio bucólico, ficar sentado à janela quando cai a noite. Tudo narrado com a delicadeza das figuras de origami e a precisão de um relógio de carrilhão.