Goethe (1749–1832) foi um importante escritor da língua alemã. Além de poeta, dramaturgo e romancista, destacou-se também como cientista e estadista, sendo uma das personalidades mais influentes da cultura alemã. É autor de Werther, entre muitas outras obras.
Arthur Schopenhauer (1788–1860) foi um filósofo alemão e também um dos grandes pensadores do século XIX. Foi um dos principais representantes do pessimismo filosófico. Sua obra mais importante, O mundo como vontade e representação, exerceu grande influência sobre a filosofia, a literatura e a psicologia.Sinopse
Um livro raro pela sua capacidade de cruzar ciência, arte e filosofia.
Um clássico fundamental sobre a forma como olhamos para a natureza.
Uma das obras fundadoras da botânica moderna, por um dos maiores génios da cultura europeia.
Publicado originalmente em 1790, A Metamorfose das Plantas é um dos textos fundamentais de Johann Wolfgang von Goethe e uma obra singular do pensamento europeu. A partir de observações rigorosas e de uma sensibilidade profundamente artística, o autor apresenta a teoria da transformação contínua dos órgãos vegetais, demonstrando como todas as partes da planta, da folha à flor, derivam de um mesmo princípio formativo.
Mais do que um tratado científico, esta obra propõe uma visão orgânica da natureza, em que forma, desenvolvimento e unidade se articulam num processo vivo. Situado entre ciência e poesia, o pensamento de Goethe antecipa abordagens modernas da botânica e da morfologia, afirmando uma compreensão integrada do mundo natural.
Um contributo para a compreensão da forma como um processo vivo, antecipando abordagens modernas das ciências naturais.
Esta edição inclui ilustrações a cores no interior, que enriquecem a leitura e reforçam a sua dimensão estética. A Metamorfose das Plantas permanece, assim, uma referência essencial para compreender a relação entre ciência, arte e natureza, bem como a amplitude do génio de Goethe.
Outro livro autor no catálogo da editora: Meditações e Aforismos.
Sinopse
Um pequeno manual de filosofia prática para quem busca o sentido da existência.
A dor é a essência da vida. Compreendê-la é o primeiro passo para a superar.
Schopenhauer convida-nos a olhar a dor não como falha, mas como destino.
Entre reflexões serenas e perguntas que ecoam, Schopenhauer abre espaço para percebermos que a existência é feita de ciclos, de expectativas que se desdobram e de uma busca silenciosa por significado. Neste livro, a dor ganha contornos de mestre, e a felicidade, de brisa que passa — ambas revelando, na sua dança, aquilo que a consciência tenta tocar.
A vida não promete redenção, apenas entendimento.
As Dores do Mundo é um convite a olhar a vida como um grande mistério pulsante, onde cada alegria e cada sombra fazem parte do mesmo desígnio. Aqui, a dor não surge como um fardo, mas como uma chave: um sinal de que existimos, sentimos e fazemos parte de algo maior do que nós próprios.
Não sofremos por acaso. Sofremos porque existimos.
O leitor encontra, página após página, um olhar atento sobre a alma humana. Mas, acima de tudo, encontra um caminho, uma meditação suave sobre o existir, onde a dor se ilumina, o pensamento respira e a vida, finalmente, se revela como um enigma belo e inevitável.
A dor é a única verdade que não se mascara.
A Arte de Vencer uma Discussão Sem Precisar de ter Razão e Pequeno Manual Para Ser Feliz são outros livros do autor, já editados pela Alma dos Livros.PROCURA POR ESTES LIVROS AQUI
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Editora Alma dos Livros edita livros de Goethe e Schopenhauer
publicado por Miguel Pestana
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Romance vencedor do Livro do Ano Waterstones é publicado a 25 deste mês
Um dos destaque de ficção a lançar pela Alma dos Livros no final deste mês é O Artista, o primeiro romance da inglesa Lucy Steeds, vencedor do prémio Livro do Ano Waterstones. Este romance está a ser recebido com aclamação unânime da crítica e dos leitores.
Combinando mistério e romance, O Artista é um retrato intenso de egos desmedidos, de autodescoberta e do poder da criação. Escrito numa linguagem rica e cinematográfica, Lucy Steeds tece uma narrativa plena de texturas e detalhes, oferecendo ao leitor uma experiência sensorial de rara beleza.
Sinopse
Verão, 1920.
Uma casa isolada na Provença.
Um pintor lendário.
Uma mulher que vive nas sombras.
E um estranho que chega em busca de um artista.
Entre pincéis e pêssegos maduros, entre o silêncio e a febre do desejo, o sol espalha-se como ouro líquido sobre os campos e o ar pulsa com o aroma da tinta fresca. Ettie move-se pela velha casa como uma sombra silenciosa, criando as condições perfeitas para que o génio do artista, seu tio e célebre pintor, Edouard Tartuffe, floresça.
Todas as manhãs, lava os pincéis, organiza as tintas, dispõe as telas, cozinha, limpa. Até que chega Joseph, um jovem britânico, aspirante a jornalista, ansioso por entrevistar o mestre recluso. À medida que o calor se adensa, segredos fermentam como fruta esquecida; o desejo, a liberdade e o perigo confundem-se no mesmo fogo. Ettie, Joseph e Tartuffe giram em torno uns dos outros como planetas em órbita, inexorável mente ligados, até colidirem num instante de revelação.
«Poderoso. Notável.» The Guardian
«Poético, apaixonado e silenciosamente poderoso.» Daily Mail
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publicado por Miguel Pestana
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
«Quartos Separados», de Pier Vittorio Tondelli
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Editora: Clube do Autor
Data de publicação: 27-08-2025N.º de páginas: 240 |
Depois de várias décadas fora de catálogo, o livro mais icónico de Pier Vittorio Tondelli (1955-1991), regressou às livrarias. Publicado originalmente em 1989, sob o título Camere separate, o romance foi editado em inglês em 1992 e publicado em Portugal em 1993 pela Dom Quixote. O relançamento internacional em 2025 veio reafirmar o estatuto da obra como referência central da literatura gay, em diálogo evidente com títulos como O Quarto de Giovanni, Deixa-te de Mentiras e Maurice.
O romance abre com a deslocação de Leo, escritor italiano, a Munique, para se despedir de Thomas, jovem músico alemão e seu companheiro durante três anos. No presente narrativo, Leo tem 32 anos e vive só desde a morte de Thomas, ocorrida dois anos antes; a narrativa oscila continuamente entre este tempo de luto e as analepses que revisitam a relação, quando Leo tinha 29 anos e Thomas 25. Esta estrutura fragmentária, assente no vaivém entre passado e presente, substitui a progressão narrativa por um movimento reflexivo e memorial.
Com um ritmo deliberadamente lento, Quartos Separados constrói-se como uma elegia do luto, onde o amor é concebido como força absoluta e incontornável — «O amor é absoluto, não é possível comandá-lo, evitá-lo, guiá-lo. O amor é totalidade e plenitude.» — e, por isso mesmo, como experiência inevitavelmente dolorosa.
A prosa de Tondelli revela grande sensibilidade poética e lucidez emocional, mas o romance não está isento de fragilidades. A insistência introspectiva, por vezes, conduz à redundância, e há parágrafos — mesmo páginas — que poderiam ser purgados sem prejuízo do núcleo temático, enfraquecendo momentaneamente a tensão literária.
A leitura do romance ganha um peso adicional à luz da biografia do autor, que morreria apenas dois anos após a publicação do livro, vítima de SIDA. Sem reduzir a obra a um documento autobiográfico, esse dado confere-lhe uma ressonância trágica suplementar, tornando particularmente incisivas as reflexões sobre a morte, a solidão e a precariedade do amor.
Quartos Separados afirma-se, assim, como um romance exigente e profundamente pessoal, cuja importância reside menos na construção narrativa do que na clareza com que transforma o luto e a marginalidade numa meditação literária sobre a condição humana. Uma obra marcante, que continua a desafiar o leitor pela sua honestidade emocional e ambição reflexiva.
publicado por Miguel Pestana
Separadores:
Livros
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Os próximos lançamentos da editora Bons Ventos
A chancela Bons Ventos, do grupo editorial Divergência, publicará a 26 de Fevereiro dois novos títulos. William Shakespeare (1564-1616), o maior dramaturgo da história, e Herman Melville (1819-1891), um dos mais importantes romancistas da literatura norte-americana, são os autores das obras.
Romeu & Julieta
Verona. Os Montéquio e os Capuleto. Duas famílias rivais. Dois jovens enamorados.
Romeu - da família Montéquio - e Julieta - da rival Capuleto -,conhecem-se por acaso e apaixonam-se irremediavelmente, decidindo unir-se em segredo, numa tentativa de vencer o ódio que separa as suas famílias.
No entanto, uma sucessão de conflitos, mal-entendidos e decisões precipitadas conduz os amantes a um desfecho fatal.
A peça mais conhecida da dramaturgia shakesperiana marca-nos pela intensidade das emoções e pela inevitabilidade da tragédia e faz-nos refletir sobre a força avassaladora do amor e as consequências devastadoras da intolerância e da impulsividade humanas.
Bartleby, o Escrivão
Em Bartleby, o Escrivão, acompanhamos o relato de um advogado de Wall Street que decide contratar Bartleby, um copista aparentemente diligente e discreto, para trabalhar no seu escritório. No entanto, a rotina ordeira e previsível do local é gradualmente subvertida quando Bartleby passa a responder às mais simples solicitações com a enigmática frase: "Preferia não o fazer". À medida que a recusa passiva do escrivão se intensifica, o narrador vê-se confrontado com uma presença silenciosa e inexplicável que desafia a lógica, a autoridade e as normas sociais.
É através desta narrativa contida e inquietante que o autor reflete sobre a alienação do indivíduo na sociedade, os limites da compaixão humana e o vazio existencial que se esconde por detrás da burocracia e da vida mecanizada.
publicado por Miguel Pestana
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