sexta-feira, 24 de junho de 2022

«Uma Luz na Noite Escura», de João Carlos Melo

Editora: Bertrand
Data de publicação: 10/03/2022
N.º de páginas: 192


Comummente, a necessidade de estar só, não é compreendida como algo imprescindível. Para a grande maioria das pessoas, dispensar tempo para estar sozinha e mergulhar na fundura dos seus pensamentos e sentimentos é como entrar numa viela sombria – não querem fazê-lo sozinhas.
No seu mais recente livro, ao longo de 14 capítulos, o psiquiatra e psicoterapeuta João Carlos Melo debruça-se sobre o tema da solidão: uma emoção, um estado de espírito. Nesta obra, a visão que o autor apresenta sobre a solidão «não é derrotista, nem dramática, nem vitimizada», mas também não constrói uma ideia idílica da mesma.
O que é a solidão? Para o autor, é «um estado mental dominado pelo sentimento doloroso de não pertencermos ao mundo que nos rodeia… É sermos indiferentes para os outros, sermos ignorados por eles, como se fôssemos invisíveis…» Salienta que estar sozinho não é o mesmo que sentir solidão, porque existem pessoas que, mesmo passando muito tempo sozinhas, não padecem de solidão: «…não são invadidas pela solidão (...) porque se ligam a alguém ou a alguma coisa».
Neste trabalho que, nota-se, teve muita pesquisa, o autor dos livros Nascemos Frágeis e Recebemos Ordens para Sermos Fortes (2019) e Reféns das Próprias Emoções (2021), mostra-nos como a pandemia de Covid-19 potenciou o problema da solidão e dá-nos a conhecer, nos primeiros capítulos, as histórias de três homens que, para atingirem um feito, “desafiaram” passar muito tempo consigo próprios, sendo eles as suas únicas companhias. São eles: o primeiro português que conseguiu dar a volta ao mundo num barco; o menos conhecido dos três astronautas que em 1969 chegaram à Lua; e o primeiro português a chegar ao lugar mais alto do mundo.
Recorrendo a testemunhos de pacientes seus e a entrevistas antigas e recentes, João Carlos Melo conta histórias de pessoas que fogem da solidão e pessoas que a enfrentam, mostra-nos as relações entre solidão e suicídio, entre solidão, sofrimento e rejeição, entre silêncio e solidão, entre outras ligações.
Os autores Susain Cain e Erlinge Kagge e os seus livros Silêncio - O Poder dos Introvertidos num Mundo Que Não Pára de Falar e O Silêncio na Era do Ruído, respectivamente, são analisados pelo autor, para explicar ao leitor que a solidão, uma «dor social», sendo uma matéria de grande complexidade, pode ser examinada a partir de várias perspectivas.
Precisamos dos outros, logo desde a nascença. A ligação às pessoas é fundamental para a nossa saúde física e mental. Estas duas afirmações, de uma forma geral, constituem o leitmotiv de Uma Luz na Noite Escura, um livro perspicaz e estimulante, que nos instiga e estimula à reflexão.

Excertos

«Há pessoas que não conseguem estar sós… não conseguem estar consigo próprias. Fogem de si mesmas e precisam sempre de alguém que as distraia para não se confrontarem com o que se costuma ser designado por demónios.» (p. 12)

«Precisamos dos outros para existirmos e sermos como somos. Todos precisamos uns dos outros. Isso é intrínseco à nossa natureza humana.» (p. 86)

«Quando procuramos – ou acolhemos – o silêncio, estamos a ir ao encontro de nós próprios, isto é, ao encontro da parte mais profunda do nosso ser, onde habitam medos e angústias, e onde se esconde o desconhecido.» (p. 112)

Novo romance do autor mais vendido em França

Em 2004, com o livro E Depois... (publicado dois anos depois em Portugal pela Bertrand Editora), Guillaume Musso obteve a consagração dos leitores. É desde há onze anos o autor mais lido em França, obtendo imenso sucesso em todo o mundo, com os seus livros traduzidos em mais de quarenta idiomas e várias vezes adaptados ao cinema. A Desconhecida do Sena, o livro que mais vendeu em França em 2021, chega aos leitores portugueses, através da Gradiva, já no próximo dia 28.

Sinopse
Quando o teatro e a ficção se misturam e se confundem com a realidade… Um grande romance. Uma escrita admirável. Um enredo dramático de um engenho e imaginação singulares. Uma tragédia humana, numa intriga policial no universo perverso, sádico, das seitas ocultistas pagãs, cada vez mais activas no mundo de hoje.
Numa noite brumosa de Dezembro, uma mulher jovem é retirada do Sena. Nua, amnésica, mas viva. Muito agitada é conduzida para a enfermaria da Polícia de onde foge algumas horas depois. As análises de ADN e as fotos revelam a sua identidade: Milena Bergman, uma pianista famosa. Impossível! Milena Bergman morrera num desastre de avião um ano antes!
Raphael, escritor apreciado, o namorado da pianista, e Roxane, uma oficial da polícia brilhante mas indomável, entregam-se obsessivamente à investigação do mistério. Como pode Milena estar ao mesmo tempo viva e morta?

Outro romance publicado recentemente pela Gradiva: O Engenheiro da Morte, de Marcio Pitliuk.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

«Talvez Devesses Falar com Alguém», de Lori Gottlieb

Editora: Self
Data de publicação: 08/02/2022
N.º de páginas: 464

É um dos livros mais elogiados nos últimos tempos na área de Psicologia e autoajuda. Tem a fantástica pontuação de 4,38 (de 1 a 5), média atribuída por cerca de 225 mil leitores que leram o livro e que estão registados no Goodreads. Talvez Devesses Falar com Alguém já vendeu mais de 1 milhão de exemplares só nos E.U.A. e será adaptado para uma série televisiva.
Lori Gottlieb vive em Los Angeles, é uma psicoterapeuta de 40 anos que tem um filho e uma profissão que adora. A sua vida estava a correr optimamente até que o seu namorado, inesperadamente, rompe o relacionamento que tinham há dois anos. Este grande choque - «Perder alguém que se ama é uma experiência profundamente solitária, algo que só conseguimos suportar à nossa maneira» - faz com que ela decida consultar um terapeuta, para a ajudar a ultrapassar esse acontecimento, um lugar onde possa se descontrolar e desabafar completamente, sem ser alvo de julgamentos.
Ao longo do livro, a autora vai revelando ao leitor alguns detalhes da sua vida pessoal e, principalmente, profissional: o seu trabalho como assistente de produção em Hollywood, a profissão de jornalista que exerceu para várias revistas, a sua incursão na Medicina e, finalmente, a sua decisão em se formar em Psicologia.
Lori intercala a narração das suas memórias pessoais com as histórias inspiradoras de pacientes seus: John (um produtor de seriados de meia-idade narcisista e arrogante), Julie (uma professora recém-casada com diagnóstico de cancro terminal), Rita (uma mulher idosa a caminho dos 70 anos, completamente sozinha, sem objectivos e cheia de arrependimentos por ter sido uma mãe negligente) e Charlotte (uma jovem ansiosa, com adições e sem relações amorosas significativas). Luto, suicídio, solidão e divórcio são alguns temas que a autora aborda neste livro, baseando as suas afirmações sobre esses assuntos em estudos científicos, citando vários psicólogos e psiquiatras - como Carl Rogers, Viktor E. Frankl e Irvin D. Yalom - e tendo em conta a sua experiência como terapeuta.
Talvez Devesses Falar com Alguém é um livro de não-ficção que por vezes lê-se como um romance, de tão cativante e absorvente que é a escrita da autora. É um livro bem-humorado, contundente e instigante e sincero, que nos instiga a reflectir sobre diversas matérias relacionadas com a condição humana.
Estudos demonstram que o factor mais importante no êxito de uma terapia é a relação entre terapeuta-paciente; Lori Gottlieb, ao tornar pública a experiência terapêutica, a dos seus pacientes e a sua, prova que o resultado desses estudos são verdadeiros.
Talvez Devesses Falar com Alguém
é um livro transformador. Altamente recomendado.

Excertos
«Como terapeuta, sei muito sobre a dor, sobre como ela está ligada à perda. Mas também sei algo que, em geral, não é tão compreendido: que a mudança e a perda andam de braços dados entre si.» (p. 21)

«Por muito abertos que sejamos como sociedade acerca de assuntos que costumavam ser privados, o estigma em volta das nossas dificuldades emocionais mantém-se enorme (…). Se mencionarmos ansiedade, depressão ou um sofrimento insuportável, a expressão no rosto que nos olha dirá, provavelmente: “tirem-me já desta conversa”.» (p. 22)

«A terapia provoca reações estranhas porque, de certa forma, é como a pornografia. Ambas envolvem alguma nudez.» (p. 34)

«O que torna a terapia desafiante é o facto de exigir às pessoas que se vejam de formas como, normalmente, optam por não se ver. Um terapeuta segura no espelho da forma mais compassiva possível, mas cabe ao paciente olhar bem para o reflexo…» (p. 147)

«Às vezes, as pessoas abandonam a terapia porque esta as faz sentir-se responsável pelos seus atos.» (p. 365)

«… nenhum de nós pode amar e ser amado sem a possibilidade de perda….» (p. 408)

«Para muitas pessoas, mergulhar nas profundezas dos seus pensamentos e sentimentos é como entrar numa viela escura – não querem fazê-lo sozinhas. As pessoas vêm à terapia para terem alguém que entre lá com elas…» (p. 442)

«Na vida, as relações não terminam realmente, mesmo que nunca mais vejamos a pessoa. Todas as pessoas que nos foram próximas continuam a viver algures dentro de nós.» (p. 449)

terça-feira, 21 de junho de 2022

«A Noite é um Jogo, de Camilla» Läckberg

Editora: Suma de Letras
Data de publicação: 13/06/2022
N.º de páginas: 130

Todos sabemos que não existem famílias perfeitas, sem segredos e sem mentiras. Por mais que as aparências as mostrem harmoniosas e felizes, dentro de portas fechadas o cenário, muitas vezes, é bem diferente.
Camilla Läckberg, uma mestre a dissecar as várias nuances da psique humana, assenta o seu mais recente romance em torno de personagens funcionais e completos superficialmente, mas miseráveis e estragados no seu âmago.
Max, Martina, Liv e Anton conhecem-se desde a infância. São jovens que frequentam o último ano do liceu, em Estocolmo. Para celebrar o réveillon, decidem fazer uma festa de arromba, na casa de um deles. Apenas os quatro: «sempre foram só eles (...) desde o jardim-de-infância (…). Uniram-se gradualmente ao longo da vida (...) é como se tivessem construído um muro à volta deles, que os protege do mundo exterior.» Poucas horas antes da meia-noite, começam a beber, a flertar e um deles tem a ideia de apimentarem o serão com um jogo de verdade ou consequência. Todos escondem segredos terríveis, que os atormentam psicologicamente, mas nenhum se recusa a jogar e, quiçá, revelar aos outros as suas vulnerabilidades.

Uma outra festa se passa na casa ao lado, onde os pais do grupo - também eles amigos íntimos há muitos anos - se divertem, dançando e brindando. A poucos momentos da mudança de ano, já o grupo está com muito álcool a circular no sangue. Os jovens confessam - «De vez em quando aquele que está a falar chora, às vezes choram os que estão a ouvir» - que os pais vivem num mundo regido pelas aparências: «Estão sempre a fingir que está tudo bem…» Segredos e mentiras revelam-se e são expostas à luz.

«Em silêncio, olham a escuridão, na direção da outra festa.»

Traduzido do sueco por Elin Baginha, A Noite é um Jogo revela uma história intrincada, concisa, centrada num grupo de personagens que a nível psicológico, estão genialmente bem arquitectadas.
Läckberg esmerou-se neste seu último tríler psicológico, género literário que esta autora best-seller, a Rainha do Crime da Suécia, se estreou em 2019.
A Noite é um Jogo tem tão poucas páginas, mas isso não desanima. Devido à astúcia e brilhantismo com que Camilla Läckberg descreve os segredos e traumas dos personagens, o leitor termina de folhear a última página com grande estupefação e satisfação - o epílogo revela uma originalidade muito fora de série. Da autora, encontram-se também publicados no catálogo da Suma de Letras: Uma Gaiola de Ouro (2019), Asas de Prata (2020) e Mulheres que não perdoam (2021).

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Novidades infantis da Kalandraka

Identidade, autoestima, diversidade, amizade, socialização, e viagem - de mão em mão - de um misterioso bilhete. Estas são as temáticas de dois novos álbuns ilustrados publicados pela Kalandraka.

Uma cor apenas sua
Texto e Ilustrações de Leo Lionni

Os papagaios são verdes.
Os peixes-dourados são vermelhos.
Os elefantes são cinzentos.
Os porcos são cor-de-rosa.
Todos os animais têm a sua cor própria.
Exceto os camaleões.

A aventura de um camaleão em busca da sua identidade e a descoberta final de que o importante não é deixar de mudar de cor, mas compartilhá-la com alguém, constituem o leitmotiv desta narrativa. De facto, a mestria de Leo Lionni não necessita de artifícios para transmitir ao leitor que as emoções do camaleão são também as dele e que as suas incertezas são igualmente compartilhadas. Uma cor apenas sua desvela, assim, o sentido de unicidade e, ao mesmo tempo, de pertença e ciclicidade que caracterizam a existência dos seres vivos.


O bilhete

Texto de Pilar Serrano Burgos
Ilustrações de Daniel Montero Galán


A Eva saía sempre de casa como um foguete para chegar
pontualmente à escola. Uma manhã, ao tirar os cadernos
da mochila, caiu-lhe um papel ao chão.
A Eva leu-o e pô-lo em cima do estojo do José…

Um bilhete, cujo conteúdo ignoramos, vai passando de mão em mão, numa troca constante, ao longo da qual vamos conhecendo o bairro onde decorre esta emocionante e divertida história – os edifícios, as ruas, a escola, o centro de saúde, o parque e até o subsolo ; bem como os seus habitantes – crianças, mães, idosos… – ou as suas profissões; já para não falar das diferentes formas como a intrigante mensagem do bilhete vai sendo partilhada e divulgada. Neste livro em formato de acordeão, a leitura não se esgota numa única passagem; mas, volta após volta, sucedem-se novas e não menos surpreendentes descobertas e até o leitor é convidado a continuar, com novos argumentos narrativos, as alegres aventuras de O bilhete.

Outra publicação recente da Kalandraka: Viver - Um novo olhar sobre os animais.

domingo, 19 de junho de 2022

«Agridoce», o tão aguardado novo livro de Susan Cain

Susan Cain, a autora do sucesso de vendas à escala global Silêncio - O poder dos introvertidos num mundo que não para de falar (Temas e Debates, 2.ª edição, Maio 2022), tem um novo livro. Em Agridoce - Como o pesar, a nostalgia e a saudade nos tornam completos, a publicar a 7 de Julho, a autora revela o poder de uma visão da vida melancólica e agridoce, e o porquê de a nossa cultura ser tão cega ao valor destes sentimentos.

«Susan Cain regressa em força! (...) escreveu um livro que mudará a forma como a sociedade encara o pesar e a nostalgia. O seu livro é um triunfo completo: destina-se a todos os que realmente viveram, amaram ou sofreram perdas.»
Greg McKeown, consultor e investigador, especializado em liderança e estratégia; autor dos livros Essencialismo e Sem Esforço

Sinopse
Se já se interrogou porque gosta de música triste…
Se encontra conforto e inspiração num dia chuvoso…
Se reage com intensidade à música, arte, natureza, beleza…
Então talvez se identifique com o estado de espírito agridoce.
Em Silêncio, Susan Cain alertou que era necessário valorizar os introvertidos, para que pudessem revelar todo o talento que possuem. Em Agridoce, articulando os resultados das suas pesquisas com histórias e memórias, mostra-nos porque experienciamos o pesar e a nostalgia, e quais as lições surpreendentes que estes sentimentos nos dão sobre a criatividade, a compaixão, a liderança, a espiritualidade, a mortalidade e o amor.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

De Espanha chega-nos o ensaio «Elogio da Homossexualidade»

A colecção 'Elogios' (ensaios breves de autores consagrados) das Edições 70 ganharam mais um título. Para assinalar o mês do Orgulho LGBTQIA+, chega às livrarias Elogio da Homossexualidade, da autoria do espanhol Luís Alegre, professor de Filosofia na Universidad Complutense de Madrid.

A Idade de Ouro da heterossexualidade está a chegar ao fim, e não faltam razões para celebrar. Sobretudo os heterossexuais, que até agora se limitaram a agir de acordo com um manual de instruções em cuja redação não foram tidos nem achados. A sua vida reduzia-se em grande medida à execução de uma receita herdada dos antepassados que prescrevia, sem que disso se dessem conta, até os mais ínfimos pormenores.
No entanto, graças a essa espécie de erro de produção a que chamamos «homossexualidade», é possível trazer à luz o conjunto de regras e exigências que já estavam desenhadas para cada indivíduo antes de nascer. Não encaixando desde o início nesses moldes, os homossexuais tiveram de demoli-los e de contruir as suas vidas de uma forma muito mais livre e criativa.
Luis Alegre escreveu um livro feliz, lúcido e mordaz, e, ao mesmo tempo, filosoficamente rigoroso, dando as chaves dessa distância racional de que precisamos para conquistar a felicidade e que constitui um dos poucos pontos de apoio com que podemos contar para construir uma humanidade mais civilizada e livre. Ao longo deste Elogio da Homossexualidade, distinguem-se já os alicerces de um novo mundo que, sem dúvida, será melhor do que aquele em que vivemos.

Excerto
«(...) que os homossexuais se reconheçam mais neste livro do que aqueles que não o são. Mas os heterossexuais têm, na realidade, muito mais a ganhar com ele: um dos principais objetivos é que lhes seja útil para descobrirem em que é que eles próprios consistem e como é que funcionam»

quinta-feira, 16 de junho de 2022

O novo romance de Jørn Lier Horst está entre as novidades de ficção de Junho

Eis alguns romances recentes a publicar este mês pelas editoras Marcador, Porto Editora, Presença, HaperCollins, Dom Quixote e Planeta.

O Pacto, de Sharon Bolton
«Ufa, acabei de ler isto... acho que nem respirei nas últimas sete horas. Mais uma leitura arrepiante, assustadora e viciante...» Jill Mansell

Nós e mais ninguém, de Laure Van Rensburg
«Destinado a tornar-se a sua próxima obsessão. Não confie em ninguém nesta estreia eletrizante.» Laurie Elizabeth Flynn


A Trama, de Jean Hanff Korelitz
«Um dos melhores livros que já li sobre escritores e escrita. Além disso, é de ler sem parar e o nível de suspense é enorme. É notável.» Stephen King

As Raparigas Desaparecidas de Paris, de Pam Jenoff
«Baseado em factos reais... revela-nos acontecimentos importantes da Segunda Guerra Mundial e apresenta três mulheres valentes e decididas que desafiaram o perigo constante de sobreviver a esta parte fascinante e pouco conhecida da guerra.» Martha Hall Kelly

O Código Katharina, de Jørn Lier Horst
Com a ação a decorrer nas ruas geladas e nas florestas sombrias da Noruega, esta é uma história de cortar a respiração sobre a obsessão de um homem com um enigma. Venceu o Prémio Petrona para o Melhor Policial Escandinavo do Ano (Reino Unido).

Delparaíso, de Juan del Val
A cada página, o leitor vê-se confrontado com um dilema moral que o fará ler este livro com o coração apertado.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Este mês do Orgulho LGBTQIA+ fica marcado com a publicação do romance «Procura-se Namorado»

A Editora Desrotina celebra e assinala o mês do Orgulho LGBTQIA+ com a publicação, na última semana de Junho, do romance Procura-se Namorado. A autora, Alexis Hall, vive no sudeste da Inglaterra.

Sinopse
PROCURA-SE:
Um namorado (falso)
Que seja praticamente perfeito

Luc O’Donnell, infelizmente, é famoso. Bom... mais ou menos. Filho de duas estrelas de rock, Luc não aprecia a atenção que as revistas lhe dão. Com o pai outra vez na ribalta, ele está sob os holofotes e, ao ser publicada uma fotografia sua comprometedora nos jornais britânicos, a sua reputação, já prejudicada, ameaça arruinar-lhe a carreira em ascensão.
Por isso, formula um plano: para limpar a imagem, só precisa de um namorado normal e bonzinho, e Oliver Blackwood é o mais normal e bonzinho que existe: é advogado, vegetariano e basicamente alérgico a qualquer tipo de escândalo. Noutras palavras, é o namorado perfeito. O problema é que, além de serem ambos gays, solteiros e precisarem de um acompanhante para um evento, Luc e Oliver nada têm em comum.
A solução é fingirem que namoram, até que a poeira dos media assente. Mas o problema com os namoros a fingir é que podem parecer-se muito com os namoros a sério.

Críticas
«Hilariante, inteligente, ternurento.»
Christina Lauren, autora bestseller do New York Times

segunda-feira, 13 de junho de 2022

O romance de estreia de Rui Couceiro


Baiôa sem data para morrer marca a estreia literária de Rui Couceiro (n. 1984). Este romance, a publicar no próximo dia 23 pela Porto Editora - grupo editorial onde o autor foi assessor de comunicação durante dez anos -, tem na sua consciência a finitude do ser humano.

Sobre a obra, diz Rui Couceiro «A ficção sempre me fascinou. Não tenho tanto interesse em escrever sobre o que aconteceu, estimula-me é escrever sobre o que não aconteceu, ou, melhor dizendo, sobre o que poderia ter acontecido. Truman Capote disse que o aspeto mais pessoal e mais revelador de um autor é a sua imaginação. E eu concordo. O que mais diz sobre mim é a minha imaginação e o que eu consigo ou não fazer com ela e com as ferramentas narrativas de que dispuser. Neste caso, eu quis deixar o leitor sem direção até a uma fase muito adiantada do romance. Quis tirar-lhe referências, mergulhá-lo em informações múltiplas, de vários universos. E, só mais tarde, aos poucos, ir encaminhando a história para onde ela deveria ir. »

Rui Couceiro é, desde 2016, editor da Contraponto, uma chancela do Grupo BertrandCírculo, onde já editou livros de Cristina Ferreira, António Raminhos, Pedro Strecht, Joana Marques, Susana Torres, entre outros.

Sinopse
Quando um jovem professor decide aceitar a mão que o destino lhe estende, longe está de imaginar que, desse momento em diante, de mero espectador passará a narrador e personagem da sua própria vida. Na aldeia dos avós, no Alentejo mais profundo, Joaquim Baiôa, velho faz-tudo, decidiu recuperar as casas que os proprietários haviam votado ao abandono e assim reabilitar Gorda-e-Feia, antes que a morte a venha reclamar. Eis, pois, o pretexto ideal para uma pausa no ensino e o sossegar de um quotidiano apressado imposto pela modernidade. Mas, em Gorda-e-Feia, a morte insiste em sair à rua, e a pacatez por que o jovem professor ansiava torna-se um tempo à míngua, enquanto, juntamente com Baiôa, tenta lutar contra a desertificação de um mundo condenado.
Num romance que tanto tem de poético como de irónico, repleto de personagens memoráveis e de exuberância imaginativa, e construído como uma teia que se adensa ao ritmo da leitura, Rui Couceiro põe frente a frente dois mundos antagónicos, o urbano e o rural, e duas gerações que se encontram a meio caminho, sobre o pó que ali se tinge de vermelho, o mais novo à espera, o mais velho sem data para morrer.

sábado, 11 de junho de 2022

Novo livro de Marta Cabeza Villanueva

De Marta Cabeza Villanueva, autora espanhola dos livros Linha Direta ao Céu e Dia-a-Dia com os Anjos, chega-nos Pensar Mais de Cinco Minutos Prejudica a Saúde, um livro de desenvolvimento pessoal editado recentemente pela Pergaminho.

Sinopse
Tranquilizar a mente e desacelerar os pensamentos - talvez até conseguir desfrutar de algum silêncio interior! - é um dos anseios intemporais da espiritualidade. Contudo, os tempos que vivemos vieram fazer desse anseio uma necessidade urgente. Neste livro encantador, Marta Cabeza Villanueva ensina como podemos fazer a ligação entre coração, alma e cérebro, para viver da melhor forma os pensamentos e as emoções, recorrendo aos anjos e às presenças espirituais que vivem ao nosso redor.

Excertos
«Se não aprenderes a aquietar a tua mente, continuarás em busca de soluções fora de ti e nada mudará na tua vida.» (p. 10»

«O pensamento há de sempre acompanhar a nossa caminhada; é importante que apoie as nossas ações, que enriqueça as nossas compreensões e que aprimore as nossas formas de comunicar.» (p. 41)

Psiquiatra Gustavo Jesus e psicóloga Sophie Seromenho lançam livros sobre ansiedade

Na quarta semana deste mês chegará às livrarias dois livros sobre ansiedade, a já intitulada doença do século XXI.
No dia 21, a Lua de Papel publica 300 Mil Anos de Ansiedade, um livro da autoria de Gustavo Jesus, médico psiquiatra, diretor clínico do PIN – Partners in Neuroscience. O autor, presença habitual em programas de televisão, já publicou vários artigos e participou em livros técnicos, tendo-se também envolvido em muitas iniciativas de divulgação das neurociências.
A Contraponto publica a 23 de Junho Não É Loucura, É Ansiedade, da psicóloga clínica Sophie Seromenho. Um livro prático, replecto de ilustrações e esquemas, em que autora apresenta estratégias para ajudar a lidar com as emoções de modo a atingir o bem-estar emocional. Sophie Seromenho (nasceu em França, mas vive em Portugal desde 2002) recorre a uma abordagem científica com uma linguagem informal perfeitamente acessível e adaptada a todos os públicos, em especial o mais jovem, como os adolescentes, estudantes universitários e jovens em início de carreira.

Imagine-se a passear numa rua escura e isolada. De repente, ouve alguém a aproximar-se… o coração acelera, a respiração fica mais rápida, sente as mãos frias e suadas. Já está prestes a fugir, mas é apenas uma das suas vizinhas a fazer jogging. O medo que sentiu é absolutamente natural.
Durante perto de 300 mil anos, os antepassados reagiram da mesma maneira a ameaças que punham em causa a sua sobrevivência. Essa resposta aos perigos foi transmitida de geração em geração até hoje. o mesmo se passou com a ansiedade e com a depressão. Acontece que os tempos mudaram. E é notório o desajuste entre o modo como fomos programados e as exigências da vida contemporânea.
Um simples exame de Matemática ou uma fila no trânsito são percebidos como uma ameaça (predadores!) e podem desencadear respostas excessivas (como ataques de pânico).
Em
300 Mil Anos de Ansiedade, Gustavo Jesus explica-nos porque ainda hoje temos stress, ansiedade e depressão. Fala-nos dos fatores ambientais e genéticos por detrás das perturbações psicológicas, das hormonas, do funcionamento do cérebro, da farmacologia, da atividade física e da alimentação. Assim, mais facilmente percebemos quando precisamos de pedir ajuda - ou quando é preciso ajudar alguém que nos é próximo.


Neste livro, a psicóloga clínica Sophie Seromenho apresenta estratégias de que te vão ajudar a lidar com as tuas emoções de modo a atingires o bem-estar emocional. Recorrendo a exercícios práticos, aprenderás:
- estratégias para gerires a tua ansiedade;
- como melhorar a relação contigo mesmo e aumentar a tua autoconfiança;
- identificar a origem dos teus medos e a descatastrofizar os teus pensamentos, emoções e sensações corporais geradoras de ansiedade;
- como a exposição gradual às tuas fontes de ansiedade pode ajudar-te a enfrentá-las;
- técnicas que te permitirão lidar com os temidos ataques de pânico;
- a importância do autocuidado na gestão da tua saúde mental.

Outros livros sobre o tema:

Desatar o Nó da Ansiedade, de  Judson Brewer;
Como Usar o Poder da Mente para Ultrapassar o Medo e a Ansiedade; de Joseph Murphy;
A Ansiedade nos Nossos Dias, Eu Existo, de Diogo Telles Correia;
Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século, de Augusto Cury;
Guia Prático para Vencer a Ansiedade, de Diogo Telles Correia e José de Almeida Brites.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Os livros das fadistas Cuca Roseta e Mísia

São novidades que vão chegar aos leitores nos próximos dias, os livros de duas das fadistas mais conceituadas da actualidade.

Cuca Roseta revela a sua dimensão espiritual em O teu fado é ser feliz, um livro que junta poesia, meditações, pequenas narrativas, práticas de yoga e um fado exclusivo. No livro, chancelado pela Albatroz, dá a conhecer a dimensão espiritual que a acompanha em todos os momentos.

Lançado em simultâneo com o disco com o mesmo nome, Mísia - Animal Sentimental é o relato honesto e belo da vida da fadista. Mísia apresenta-se nas páginas deste livro como nunca a antes vimos. Com uma carreira consagrada internacionalmente, abre agora a cortina para nos mostrar um relato honesto e belo, narrando nestas páginas, entre outros conteúdos, as suas viagens mais belas por países tão longínquos como o Japão ou a Argentina. Uma edição Oficina do Livro.

Um dos policiais que vão marcar este Verão


Frédéric Lenormand é um escritor francês, autor de vários romances policiais e históricos. Vencedor dos prémios 'História' e 'Arsène Lupin', já há muito tempo tinha a ideia de escrever sobre Maria Antonieta.
O primeiro volume da série 'Ao Serviço de Maria Antonieta', que já vendeu mais de 50 mil exemplares, chega ao nosso país na próxima semana.

Ao Serviço de Maria Antonieta - O caso das jóias roubadas de Du Barry, segundo a Editora Planeta, é uma história de detetives amadores brilhante, leve, divertida e diabolicamente bem construída.
Resultado de uma exaustiva investigação da época, Lenormand leva-nos, ao longo deste policial, pelos túneis e passagens secretas do Palácio de Versalhes, a conhecer a astuta e manipuladora Maria Antonieta e os seus agentes secretos.
Os cenários do livro são: Palácio de Versalhes, Louvre, Rue Saint-Honoré, em Paris, Praça Louis XV (aCtual Praça Concorde), Rue des Petits-Champs E Rue du Maître-Albert.

O que diz a crítica internacional
«Um romance com reviravoltas surpreendentes, uma pitada de estilo, uma boa dose de humor e um enredo bem construído: quem pode pedir mais?» Cosmopolitan

«Com um humor incisivo, um enredo incrivelmente rápido, e momentos historicamente precisos, o livro de Frédéric Lenormand pontua a cada página. Um verdadeiro prazer.» Point de Vue

«Frédéric Lenormand salpica as suas intrigas históricas genuínas com um humor delicioso. Ler o seu livro é um verdadeiro prazer.» L'Indépendant

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Pela Quetzal Editores sai esta semana dois romances de peso

Na próxima 5.ª feira, chega às livrarias, com o cunho da Quetzal Editores, O Amor no Novo Milénio, da autoria de Can Xue (n. 1953), considerada uma das mais inovadoras vozes da literatura chinesa de hoje. O seu nome esteve várias vezes presente nas listas de candidatos ao Nobel de Literatura. O Amor no Novo Milénio é «um romance ambicioso e onírico da grande autora chinesa, que examina a natureza nebulosa, desconcertante e insondável do amor no século XXI.»

No mesmo dia, é publicado o romance Yoga, «um livro divertido e infinitamente sincero sobre a esmagadora dificuldade de sermos nós próprios» Emmanuel Carrère (n. 1957) é um dos maiores escritores franceses da actualidade, e é também realizador de cinema. Autor de uma vasta obra, escreveu, entre outros, os livros Limonov (Sextante Ed.) e O Reino (Ed. Tinta da China).

Neste romance mágico, sombrio e cómico, um grupo de mulheres habita um mundo permanentemente vigiado, onde há informadores que espreitam entre canteiros de flores e relatórios falsos sobre cada um dos seus movimentos. Também há conspirações, geralmente abundantes numa comunidade que normaliza a paranoia e a suspeita. Algumas das personagens tentam fugir da realidade - seja num misterioso bordel de jogos de azar, em casas que lembram antigos impérios labirínticos ou num emaranhado de túneis e galerias que existem no subsolo. Há quem procure refúgio em regiões onde as ervas medicinais chinesas e a sabedoria milenar podem confortar ou mudar a nossa vida, e quem procure aventuras de adultério, ilusão e entretenimento.
Estas são as formas de amor do novo milénio: satíricas, trágicas, passageiras, duradouras, nebulosas e gratificantes, em cenários que tanto deixam perceber a fraude e a exploração dos outros, como são tingidos de sensibilidade, sexo, grandeza e desejo de aventura - num mundo sem Oriente nem Ocidente, onde somos apenas pessoas que precisam de sonhar.

Sobre yoga e depressão, meditação e terrorismo; sobre o desejo de unidade e perturbação bipolar. Sobre coisas díspares que afinal se combinam.
Yoga é um romance sobre os enigmas da vida de todas as pessoas, e uma exploração do que somos, dos nossos medos e mentiras e do esforço de nos tornarmos pessoas melhores. É uma experiência radical que questiona a nossa ideia de salvação e equilíbrio e as formas de os atingirmos. E porquê yoga? Porque «quando se fala de duas coisas que nada têm a ver uma com a outra, a possibilidade de que, pelo contrário, estejam ligadas, é grande.» E isto é também o que o yoga nos ensina. Além de nos mostrar o seu entendimento sobre o yoga, Carrère apresenta-nos um espelho romanesco da nossa relação connosco, da paciência necessária para amarmos os outros, para nos salvarmos e vivermos melhor as nossas vidas.