segunda-feira, 28 de setembro de 2026

«Vento do Oriente, Vento do Ocidente», de Pearl S. Buck

Editora: Dom Quixote
Data de publicação: 09-09-2026
N.º de páginas: 208

East Wind, West Wind (1930), o romance de estreia de Pearl S. Buck (1892-1973), editado em Portugal pela Editorial Minerva em 1977, há décadas que estava fora de circulação nas livrarias. Esta nova tradução, assinada por Ana Marta Caio e com o selo da Dom Quixote, vem colmatar essa lacuna, até porque Vento do Oriente, Vento do Ocidente é uma obra belíssima, que deve estar ao alcance dos leitores portugueses. Menos de uma década depois da publicação deste romance, que antecede a sua obra mais célebre, Terra Abençoada (1931), a escritora norte-americana foi galardoada com o Prémio Nobel de Literatura, em 1938. 
O romance decorre na China do início do século XX, numa sociedade ainda profundamente marcada pelos costumes tradicionais — o casamento arranjado, o enfaixamento dos pés, a importância da descendência masculina e a existência de concubinas —, mas já confrontada com a influência crescente dos valores ocidentais. 
Kwei-lan, casada aos dezassete anos com o homem a quem fora prometida antes de nascer, foi educada para ser uma mulher submissa: «Foste educada para este fim». A mãe inculcou-lhe: «Em tudo te ensinei a submeteres-te, como a flor se submete igualmente ao sol e à chuva.» E ainda: «Uma mulher perante os homens deve manter um silêncio floral e retirar-se no primeiro momento possível sem confusão.» 
O marido, seis anos mais velho, médico e formado no Ocidente, representa uma nova maneira de olhar a vida e os costumes. Inicialmente, Kwei-lan sente-se incompreendida: «Não há nada que o meu marido deseje em mim.» Quando ele lhe pede que desenfaixe os pés, por saber que a prática é prejudicial, ela sente-se ofendida. Mas, pouco a pouco, começa a questionar aquilo que sempre lhe ensinaram: «Nunca sonhei poder desejar ser diferente.» E acaba por reconhecer: «Agradeço aos deuses ter casado com um homem moderno.» 
O pai de Kwei-lan tinha várias concubinas, numa família onde a esposa principal ocupava uma posição distinta das restantes mulheres. A importância dos filhos e da continuidade da linhagem, bem como crenças como «Onde o sangue é misturado e impuro o coração não pode ser estável.», revelam a força da tradição. 
Pearl S. Buck consegue, através de uma história familiar, retratar o choque entre Oriente e Ocidente e uma China em transformação. A nossa protagonista não abandona simplesmente a sua cultura: aprende, gradualmente, a olhar para ela de outra forma e a descobrir que também pode escolher. 
É um romance curto, com uma prosa fluida, precisa, leve e imagética, muito rico nas questões que levanta sobre família, cultura, casamento e liberdade. 
Vento do Oriente, Vento do Ocidente
é, portanto, um retrato muito bem elaborado das crenças e costumes da sociedade chinesa de há mais de cem anos, escrito numa linguagem delicada, capaz de produzir frases tão belas como «Nessa noite, quando as pontadas da minha deceção tinham já passado…» e «Vi de súbito o interior dos corredores do seu coração.» 

Excerto 
«Não é de supor que te sentisses atraída por mim, a quem vês pela primeira vez, como eu também te vejo a ti. Foste obrigada a este casamento tanto quanto eu. Não podíamos fazer nada a este respeito até agora. Mas agora, que estamos sozinhos, podemos criar a nossa vida segundo os nossos próprios desejos. Pela minha parte, desejo seguir os novos caminhos. Desejo considerar-te em tudo como minha igual. Nunca te obrigarei a nada. Não és minha propriedade; não és um bem meu.» (p. 32)

sábado, 26 de setembro de 2026

Os perigos de uma IA sobre-humana explicados por cientistas


E se a maior ameaça à sobrevivência da Humanidade não fosse uma guerra, uma pandemia ou uma catástrofe natural, mas uma inteligência criada por nós próprios?


A Dom Quixote publica a 29 deste mês Se Alguém a Criar, Morremos Todos, livro de Eliezer Yudkowsky e Nate Soares, duas referências no campo do alinhamento da inteligência artificial.
Os autores analisam os riscos associados à criação de uma superinteligência artificial e defendem que, se for desenvolvida sem garantias adequadas, poderá conduzir à extinção da espécie humana. Um livro que lança uma questão inquietante: estaremos a criar uma inteligência que, um dia, poderá ser impossível de controlar?

Título original: If Anyone Builds It, Everyone Dies

Excerto
«Admitimos que este livro não está cheio de boas notícias. Mas também não estamos aqui para vos dizer que estamos condenados. A superinteligência artificial ainda não existe. A Humanidade ainda pode decidir não a criar.Travar a presente escalada da tecnologia e limitar o hardware utilizado para criar modelos de IA cada vez mais poderosos – eis algo que não é fácil de fazer no mundo de hoje. Mas dará muito menos trabalho travar uma escalada maior das capacidades da IA do que deu, por exemplo, combater na Segunda Guerra Mundial.»


Quem leu, o que diz
«O livro mais importante da década.» – Max Tegmark, professor de Física no MIT, autor de Life 3.0. Ser-se Humano na Área da Inteligência Artificial (Dom Quixote, 2019)

«Um argumento convincente de que uma IA sobre-humana conduziria quase certamente à aniquilação global da humanidade. Os governos de todo o mundo têm de reconhecer os riscos e tomar medidas coletivas e eficazes.» – Jon Wolfsthal, antigo assistente especial do presidente dos EUA para Assuntos de Segurança Nacional

Chegaram às livrarias livros dos franceses Colette, Jean Giraudoux e Gaston Chérau

Depois de lançar A Gata, obra escrita com sensualidade que revela a profunda ligação da escritora francesa Colette (1873-1954) aos animais, a Sistema Solar acaba de publicar os romances Suzanne e o Pacífico e O Monstro, também de autores nascidos na França e seus contemporâneos.

«Esta Suzanne, náufraga numa ilha deserta, é um Robinson Crusoe feminino. Mas conhecida assim, através de uma prosa de Jean Giraudoux, é desde logo a certeza de que o leitor, mesmo o mais treinado pela diversidade dos estilos, será confrontado com invenções verbais que lhe vão parecer alucinadas, surpreendido por conscientes fugas à lógica e ao senso do homem comum.

Jean Giraudoux, um dos notáveis escritores franceses do princípio do século XX […] indiferente às vozes que o avaliavam cultivou com audácia as preciosidades da sua riqueza verbal, a sua abundância de metáforas, o seus períodos e parágrafos a perder de vista, os ritmos e as suas musicalidades, as suas incongruências, uma erudição às vezes tocada por duvidosa fantasia, uma irresistível vocação para o virtuosismo.» Aníbal Fernandes

«Da sua extensa obra literária podem hoje recordar-se alguns títulos que escaparam menos mal à trituração das modas, das trombetas redireccionantes, das estratégias editoriais; escolhamos cinco: La Maison de Patrice Perrier (1924); La Volupté du mal e Le Flambeau des Riffault (ambos de 1930); Celui du Bois Jacqueline (1932); e a antecedê-los este O Monstro (de 1913), a sua obra hoje mais lida, com particularidades que o desviam da central atitude da literatura perante o incesto. O seu "monstro", vítima inocente de um acasalamento que o fez filho do seu avô e irmão dos seus tios, repudiado com a sua mãe por uma provinciana França novecentista, sublima um incesto com outro duplamente incestuoso, dando a esta sobreposição de incestos o papel de uma purificação. Gaston Chérau sai-se com habilidade desta história que passa pelos perigos de uma promiscuidade incestuosa e por um tema que roça sem maiores desastres pelo melodrama.» Aníbal Fernandes

O livro oficial de quebra-cabeças inspirados nos policiais de Agatha Christie

Os Casos de Agatha Christie - 100 Enigmas e um Mistério por Resolver é um livro de passatempos e desafios lógicos inspirado no universo da autora britânica. Inclui jogos de lógica, palavras cruzadas, sopas de letras e labirintos. Este é o livro oficial licenciado pela Agatha Christie Ltd. A Editorial Presença adquiriu os direitos desta edição, que chegará às livrarias a 7 de Outubro.

Entre no universo de Agatha Christie e ponha à prova o seu raciocínio. 
Tem o talento, a organização e o método de Poirot ou a inteligência discreta e perspicaz de Miss Marple? Está na hora de descobrir…
Ao longo destas páginas, mergulhará no fascinante universo de Agatha Christie e desafiará o seu engenho com intrigas, mistérios e quebra-cabeças inspirados na obra da Rainha do Crime. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Patrícia Reis escreve sobre menopausa no seu novo livro


Patrícia Reis
 assina o livro-retrato Menopausa, Informação é poder, que acaba de ser publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. A autora de títulos como Da Meia-Noite às Seis (2021), A Desobediente - Biografia de Maria Teresa Horta (2024), O Lugar da Incerteza (2026) e A Última Lição de Álvaro Siza Vieira (2026), 
neste novo livro, faz um relato de como é vivida a menopausa pelas mulheres portuguesas. A menopausa é um tema que a jornalista, nascida em 1970, considera uma questão política, tendo em conta o impacto que exerce na vida das mulheres e que não pode ser simplesmente desvalorizado.

Texto de apresentação
De repente, (quase) tudo muda: a pele, o sono, a memória, o humor. A menopausa é uma transformação inevitável, mas imprevisível, que afeta, agora mesmo, mais de dois milhões de mulheres portuguesas. A maioria vive-a em desconforto, pois há gerações que se mantém um modelo de resistência estoica ao que o corpo grita e o tabu social silencia.
Este livro retrata a experiência da menopausa a partir de relatos na primeira pessoa e entrevistas a médicos especialistas. Mostra e questiona a desinformação, a falta de apoio laboral, a metamorfose do cérebro e o peso da transformação hormonal. Do impacto na sexualidade à urgência de políticas públicas, cabem nestas páginas os calores e a tristeza difusa, mas também a liberdade e a reinvenção, as realidades múltiplas de uma fase que alguns chamam já uma «segunda puberdade».

Excerto
«Percebi naquela noite que tinha duas hipóteses: ou falava sobre menopausa ou calava-me. Temos de entender esta triste realidade: a segunda hipótese é o que a maioria das mulheres prefere fazer. Em parte, por sermos educadas no sentido de não falar sobre as coisas do corpo. Não se fala sobre menstruação. Não se fala sobre os mamilos gretados e o terror de dar de mamar, "de 1 a 10, quanto dói? 20". Portanto, da menopausa falamos menos ainda, até por estarmos numa idade em que devemos adotar uma postura contida. É a entrada pouco glamorosa na meia-idade, garantem alguns.»

Outros títulos recentes da mesma colecção
O subúrbio: Amadora, a cidade-fronteira e Teatro eleitoral: O que não muda e o que está a mudar em direto nas campanhas em Portugal.

Inédito de Thomas Bernhard ganha pela primeira vez tradução portuguesa


Publicado originalmente em 1970 sob o título Das Kalkwerk, este é o terceiro romance de Thomas Bernhard, depois de Geada e Perturbação. É agora traduzido pela primeira vez para português, por Rui Miguel Mesquita, directamente a partir do alemão. Decorridos mais de cinquenta anos sobre a sua publicação original, no mesmo ano em que a sua peça Uma Festa para Boris estreava em Hamburgo, chega assim aos leitores de língua portuguesa mais uma obra do autor austríaco. 

Texto sinóptico
Em 1965, um abastado proprietário rural chamado Konrad instala-se numa fábrica de cal abandonada, decidido a escrever o estudo definitivo sobre o ouvido humano. Cinco anos depois, ainda não escreveu uma única linha — e a sua mulher está morta, vítima de um brutal femicídio que abre este romance como uma notícia de jornal. Mas nenhuma reconstituição consegue explicar o que realmente aconteceu na casa de cal. Um agente de seguros tenta juntar as peças, recolhendo testemunhos de caseiros, criados e conhecidos — vozes que se contradizem, se sobrepõem e se dissolvem umas nas outras, sem que nenhuma ofereça uma versão definitiva. 

«Publicado em 1970, terceiro romance de Thomas Bernhard, A Casa de Cal abandona os longos monólogos de Geada e Perturbação em favor de uma polifonia vertiginosa, quase musical, em que o mesmo tema — o fracasso, a obsessão, a incapacidade de ler o mundo à sua volta — regressa obsessivamente, como uma fuga, até envolver o leitor numa teia de rumores e suspeitas. Um romance-enigma sobre a atracção e a repulsa, o fascínio e a loucura, que se recusa a entregar respostas fáceis.» Rui Miguel Mesquita

Outros livros do autor publicados recentemente pela Documenta:
O Fazedor de Teatro; O Sobrinho de Wittgenstein - Uma Amizade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Depois do Murdoku e do Murdle, a nova sensação do momento é o SudoCrime

Bom dia, detetive. 
Os casos por resolver acumulam-se em cima da sua secretária. Os seus colegas já fizeram a sua parte: identificaram todos os suspeitos. A boa notícia é que o culpado está entre eles. A má é que ninguém sabe quem é.

SudoCrime aplica a lógica do Sudoku a uma cena de crime. Em cada caso há uma planta com divisões e objetos, um grupo de suspeitos e as pistas que cada um deixou escapar. 
Duas regras bastam: só pode existir um suspeito por linha e por coluna, e o culpado é quem fica sozinho com a vítima. O resto? É dedução. 
São 100 casos portugueses, originais e ilustrados, dos que se resolvem enquanto bebe um café aos casos que pedem lápis, borracha e uma tarde inteira. Não é preciso saber nada de
Sudoku para começar: o primeiro caso ensina tudo o que há para saber. 
Faça justiça pela sua cabeça.

Uma criação do Observador. Uma edição Guerra & Paz. À venda a 25 de Setembro, nas livrarias e na loja do jornal.

Outros livros que podem interessar: 
À Volta do Mundo em 80 Crimes; Os Casos de Agatha Christie - 100 Enigmas e um Mistério por Resolver.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

O fenómeno Murdoku está de volta com o 3.º volume


Murdoku — Volume 3: Volta ao Mundo chega às livrarias no final de Outubro e traz 80 crimes para resolver, um novo recurso e dicas avançadas para todos os inspetores que se atreverem a viajar!
Depois do primeiro título (publicado em Novembro de 2025) - que actualmente se encontra no top de vendas de livrarias como a Wook -  e de Murdoku volume 2 – 80 crimes para resolver: Regresso ao passado, desta vez, os puzzles vão levar o leitor numa viagem pelo mundo: Murdoku: Around the World de seu títilo original.

Estes puzzles apelativos e viciantes, criados pelo canadiano Manuel Garand, mergulham os jogadores em mistérios de assassinato envolventes, combinando a simplicidade elegante de jogos como o sudoku com a narrativa de problemas lógicos clássicos. Mas Murdoku introduz o seu próprio elemento único: representações visuais a cores dos ambientes das personagens, com cada elemento a influenciar a investigação: quartos, móveis, plantas, animais e, por vezes, regras adicionais que acrescentam uma reviravolta extra.

Outros livros do mesmo género: Murdle; À Volta do Mundo em 80 Crimes

Novo livro dos criadores de quebra-cabeças Gareth Moore e Laura Jayne Ayres

Depois dos livros Miaudle (Ed. Marcador, 2025), que reune 75 quebra-cabeças de crimes felinos para resolver recorrendo à lógica, ao faro e ao poder da erva-gateira, Quem Foi? 80 puzzles de crimes para resolver (Ed. Arte Plural, 2025) e Crimes Fofos - 25 Casos Fofos para Resolver (Ed. IN, 2026), a aclamada dupla britânica de criadores de puzzles, Gareth Moore e Laura Jayne Ayres, está de volta com mais um livro de enigmas.

Inspirado nas histórias clássicas de detetives, À Volta do Mundo em 80 Crimes evoca uma época de aventura, mistério e enigmas que desafia os mais destemidos. Perfeito para leitores que apreciam um desafio e adoram resolver crimes. Com edição com o selo Planeta de Livros, este livro com crimes clássicos para resolver já se encontra à venda desde o dia de ontem.

Outros livros do mesmo género: Murdoku; Murdle.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Novidades Bookout Editora: «O Novo Elogio do Imbecil» e «O Cérebro dos Adolescentes»

O Novo Elogio do Imbecil 
O mundo parece mais cheio de imbecis? Sim! Eis a prova factual numa nova edição.
Será possível estarmos a assistir ao ocaso da inteligência? Por que razão há tantos imbecis no mundo? E por que razão, nunca como neste momento, prosperam e reinam, conseguindo alcançar posições de sucesso na política, mas também nas empresas, na sociedade, na comunicação, nas redes sociais… 
Em diálogo com as ideias de Darwin e Nobel Konrad Lorenz, Aprile convida neste ensaio a refletir sobre um paradoxo inquietante: os inteligentes construíram o mundo, mas são os imbecis que triunfam e desfrutam dele. Para tal, revela em cinco axiomas como os sistemas hierárquicos e burocráticos recompensam a mediocridade e castigam o talento. 
(Continua a ler o texto sinóptico aqui).

Pino Aprile (n. 1950) é um proeminente jornalista e escritor cuja carreira deixou uma marca profunda no panorama cultural e político de Itália. A sua obra literária, iniciada em 1997 com a primeira versão de O Novo Elogio do Imbecil, tem atingido uma dimensão extraordinária de popularidade com a publicação de outros livros. 

O Cérebro dos Adolescentes

Um guia para pais e educadores compreenderem os adolescentes 
David Bueno, biólogo e neuroeducador de prestígio mundial, convida-nos a descobrir o que se passa no cérebro dos adolescentes, com o objetivo de os conhecer e compreender. Diferentes, mais fortes e, ao mesmo tempo, mais vulneráveis, os adolescentes comportam-se como adolescentes porque é isso que são e o que têm de fazer. 
Este livro, escrito de uma forma muito objetiva e direta, explica e contextualiza o que se passa na cabeça dos adolescentes e estimula, capacita e instrui os adultos que os acompanham a mantê-los próximos, apoiados e compreendidos dando-lhes as ferramentas de que precisam para a fase seguinte, a idade adulta.

David Bueno (n. 1965) é doutorado em Biologia, professor catedrático em Neuroeducação e investigador na Secção de Genética Biomédica, Evolutiva e do Desenvolvimento da Universidade de Barcelona. É autor de mais de vinte livros de ensaio e divulgação, entre os quais Educa o teu cérebro, publicado em 2025 pela Editora Ideias de Ler.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

«Adeus, Senhor Chips», de James Hilton, numa nova edição portuguesa


James Hilton (1900–1954) foi um escritor e argumentista britânico, distinguido com o Prémio Hawthornden. Ganhou projecção internacional em 1933 com Horizonte Perdido (livro que ganhou uma nova edição portuguesa em Outubro passado) e, no ano seguinte, consolidou o seu reconhecimento com Adeus, Senhor Chips, uma das suas obras mais célebres e acarinhadas. 
A sua escrita, marcada pela elegância e pelo humanismo, conquistou leitores em vários países, e várias das suas obras chegaram posteriormente ao cinema.

Publicado originalmente em 1934, Goodbye, Mr. Chips (título original) foi recebido com entusiasmo, tornando-se rapidamente um sucesso de vendas, tanto na América como no Reino Unido. A crítica da época dedicou-lhe diversos elogios: «uma história encantadora, terna e humorística», nas palavras de Margaret Ayer Barnes; e uma «obra-prima sentimental», segundo Lewis Gannett. A obra foi posteriormente adaptada ao cinema em 1939 (Robert Donat ganhou o Óscar de Melhor Actor por este drama romântico) e 1969, numa adaptação em estilo musical protagonizada por Peter O’Toole e Petula Clark. 

Em Portugal, Adeus, Senhor Chips teve uma edição das Publicações Europa-América datada de 1986. Quarenta anos depois, a obra regressa aos leitores portugueses numa nova edição com o selo da Corvo-Marinho, que inclui ainda Um Capítulo de Autobiografia. Dia 22 de Setembro nas livrarias!

Sinopse
Em Brookfield, uma tradicional escola inglesa, o senhor Chips ensinou latim a gerações de rapazes durante mais de sessenta anos. Tímido e algo severo no início da carreira, transforma-se por completo ao conhecer Katherine, uma jovem de espírito livre que traz calor, humor e ternura à sua existência. Mesmo depois de uma perda que marcará para sempre a sua vida, Chips permanece fiel à escola e aos seus alunos, assistindo à passagem de gerações, aos grandes acontecimentos que transformam a Europa e às convulsões políticas do período entre guerras sem nunca perder a serenidade e a bondade que dele fizeram uma lenda. 
Um retrato terno e nostálgico de uma vida inteira dedicada ao ensino. 

Outra publicação recente das Edições Corvo-Marinho: O Mistério da Casa Vermelha.

Cinco pediatras assinam a autoria de «Neurodesenvolvimento Trocado por Miúdos»


Neurodesenvolvimento Trocado por Miúdos é um guia dirigido a pediatras e médicos de medicina geral e familiar que procura tornar mais acessível a compreensão do neurodesenvolvimento infantil. A obra aborda os principais marcos do desenvolvimento, os sinais de alerta, a avaliação precoce e a intervenção, conciliando conhecimento científico e experiência clínica. Com uma abordagem clara e prática, pretende apoiar os profissionais na vigilância, no reconhecimento atempado de alterações do desenvolvimento e na referenciação adequada.

Este livro, editado pela LIDEL, tem coordenação e autoria de Catarina Prior e Inês Vaz Matos e reúne contributos das também autoras Ana de Carvalho Vaz, Diana Gonzaga e Sara Soares, pediatras da Unidade de Neurodesenvolvimento do Centro Materno-Infantil do Norte Albino Aroso.

Texto de apresentação
As perturbações do neurodesenvolvimento, enraizadas nas primeiras fases da vida e muitas vezes com impacto ao longo de todo o ciclo vital, afetam áreas fundamentais do funcionamento humano: a linguagem, a cognição, a motricidade, a atenção, a interação social e a regulação emocional. Estas implicações não se ficam apenas pelo próprio indivíduo, mas atingem também a família e a sociedade. Atualmente, representam um dos maiores desafios aos sistemas de saúde, educação e proteção social em todo o mundo.
Este livro nasce da experiência acumulada de profissionais que trabalham todos os dias com estas crianças e adolescentes e com os adultos que delas cuidam. Foi escrito com um duplo propósito: por um lado, o de oferecer uma visão técnica, atualizada e cientificamente validada sobre o neurodesenvolvimento típico e sobre cada uma das perturbações do neurodesenvolvimento; e, por outro lado, o de servir como "ponte" entre o conhecimento científico e as dúvidas muito concretas de pais e educadores. Destina-se, pois, tanto a profissionais da saúde e da educação, como a pais que pretendam perceber o neurodesenvolvimento típico e as suas perturbações.
Se este livro ajudar um profissional de saúde a fazer um diagnóstico e a dar uma orientação mais precoce, um professor a compreender e a ensinar melhor um aluno ou um pai a perceber e a ajudar mais e melhor o seu filho, terá cumprido a sua missão.

Excerto do prefácio
«(...) este manual pretende ser não apenas uma fonte de atualização, mas sobretudo um instrumento de reflexão clínica. Ao integrar teoria, prática e experiência, procura reforçar a vigilância do desenvolvimento como ato central da medicina preventiva e promotora de saúde infantil.
Que este livro incentive o olhar atento, o pensamento crítico e o compromisso de todos os que, dia após dia, acompanham o crescimento e o florescer das crianças – o verdadeiro testemunho do potencial humano em constante construção.» Alberto Caldas Afonso

Excerto da nota introdutória
«A Organização Mundial da Saúde não tem dúvidas: as perturbações do neurodesenvolvimento são a principal causa dos anos vividos com incapacidade no grupo etário até aos 20 anos. Os custos diretos desta realidade (cuidados de saúde, apoios educativos) e indiretos (perda de produtividade laboral dos cuidadores, subemprego de adultos com perturbações do neurodesenvolvimento) são consideráveis.» 
Catarina Prior e Inês Vaz Matos

Outras novidades do grupo editorial LIDEL
Ser Jovem Hoje; Borderline - Dos Casos Clínicos às Estratégias Terapêuticas; Estar Presente - Guia Prático para Familiares e Amigos de Pessoas em Sofrimento Emocional.

domingo, 20 de setembro de 2026

Murdle #5: o fenómeno dos mistérios está de volta


Já está disponível o quinto volume de Murdle, (O Caso dos Sete Crânios), o fenómeno mundial de enigmas e quebra-cabeças. 
Contém 64 novos mistérios para resolver, usando a lógica e treinando a sua destreza mental. Com vários graus de dificuldade, este livro contém pistas e dicas incontornáveis, além, claro, das soluções para todos os casos - mas um verdadeiro detetive só as vai consultar para confirmar que, «elementar!», a sua teoria está absolutamente certa. 

Junta-te aos milhares de pessoas que estão viciadas nos mistérios de Murdle! Salientar que o primeiro volume tornou-se um bestseller instantâneo internacional, liderando listas de vendas como as do The Sunday Times e The New York Times.

G. T. Karber é programador informático, matemático e criador de jogos norte-americano, mundialmente conhecido por ser o autor da série de livros de mistério e puzzles Murdle. A série de livros - que também existe em versão Júnior - tornou-se um dos maiores fenómenos de vendas do género, publicada em mais de 20 países. 


Outros livros do mesmo género: 
Murdoku; À Volta do Mundo em 80 Crimes

sábado, 19 de setembro de 2026

É lançada em Portugal a mais recente biografia de John F. Kennedy


«Um livro bombástico» é o que diz a People Magazine sobre JFK: Público, Privado, Secreto, a mais recente biografia de 
John F. Kennedy, o político americano que foi Presidente dos Estados Unidos de 1961 a 1963. Esta obra, com 608 páginas, revela um olhar revelador sobre a vida de uma figura histórica incontornável. A obra tem o selo das Edições Desassossego e tradução assinada por Carlos Pereira Martin, a partir de JFK: Public, Private, Secret (Julho 2025). Chega às livrarias no primeiro dia de Outubro.

Sinopse
Desde a sua trágica morte, a 22 de novembro de 1963, o homem que ficou conhecido simplesmente como JFK cativou a imaginação das gerações seguintes, fossem elas admiradores, historiadores ou teóricos da conspiração.
Com esta biografia reveladora, J. Randy Taraborrelli apresenta um retrato minucioso de uma vida pública profundamente influenciada — e por vezes ofuscada — pelas relações privadas, não só pela lendária família Kennedy, como também pelo casamento com Jackie.
Com entrevistas exclusivas e uma pesquisa meticulosa, Taraborrelli revela como o congressista, senador e, finalmente, presidente JFK foi um íman para as mulheres; a resiliência de Jackie para lidar com os muitos casos extraconjugais do marido; como o luto de Jack pela perda do filho recém‑nascido o levou a tomar decisões precipitadas que arrastaram os EUA para o Vietname; a verdade sobre o envolvimento da máfia na sua eleição; o alarmante abuso de drogas que lhe toldou as decisões durante o desastroso episódio da Baía dos Porcos; e como Jackie conseguiu ajudá-lo a livrar-se dessas drogas a tempo da quase catastrófica Crise dos Mísseis de Cuba.

Excerto
«(...) ao escrever este livro, senti por vezes que era injusto reduzir uma pessoa tão complexa e multifacetada a uma história que muitas vezes não o mostrava no seu melhor, enquanto lutava para encontrar o seu caminho. (...) à medida que a sua história se desenrolava para mim, descobri um homem que, no final da sua vida, tinha tomado a decisão de encarar e confrontar os seus demónios. Começara a colocar‑se questões difíceis, cujas respostas certamente o teriam mudado, tanto como presidente no seu segundo mandato, como, mais importante ainda, homem nos últimos anos da sua vida.»

J. Randy Taraborrelli é o aclamado autor de vários livros sobre os Kennedy que alcançaram o top de vendas do The New York Times. O autor está actualmente a adaptar Jackie: Public, Private, Secret e JFK: Público, Privado, Secreto para televisão.

Outra biografia lançada recentemente
O Canto do Cisne - Diana, a minha irmã

Outra novidade da Saída de Emergência

O Segredo de Agatha Christie, de Marie Benedict.

Idioteque lança «O Naipe em Falta», o novo livro de Vítor Leal Barros


O segundo romance de Vítor Leal Barros, será publicado a 22 de Setembro pela Idioteque e encontra-se já em pré-venda nas livrarias online. O lançamento de 
O Naipe em Falta realiza-se a 26 de Setembro, às 18h00, na FNAC NorteShopping, no Porto, seguindo-se apresentações em outras seis cidades, entre 26 de Setembro e 7 de Novembro.

O romance completa o percurso iniciado em Hotel la Solitude, publicado em 2025. Embora autónomos, os dois livros estão intimamente ligados e formam, em conjunto, um díptico. 

Em O Naipe em Falta, o autor, nascido em 1980 no Porto e arquitecto de profissão, regressa ao seu primeiro romance para o rever e reconfigurar a partir de dentro. A estrutura dos quatro naipes completa-se quando o autor-narrador deixa de ser apenas observador e se afirma como o quarto elemento, tornando permeável a fronteira entre autor e personagens.

Nesta sequela, é aprofundado um universo literário onde a criação sobrevive ao livro e continua a interrogar quem escreve sobre aquilo que é.

Texto sinóptico
Este é o segundo romance do autor. 
No primeiro, intitulado Hotel La Solitude, a obra organizava-se em três naipes. Ouros, Paus e Espadas. Irene, Luís e Vasco. O medo, a razão, o ímpeto. Nenhum inteiro, todos necessários. 
Faltava um naipe. Copas. O que observa, contém e julga controlar. 
O Naipe em Falta é esse quarto elemento. O autor entra em cena, deixa de fingir distância e aceita tornar-se matéria daquilo que escreve. 
Três dias num hotel do interior, o mesmo quarto, uma câmara fotográfica, as personagens que insistem, o pensamento que não pára. O que emerge é confronto com o vivido e com a escrita. Fragmentário, contraditório, por vezes irónico ou absurdo. 
O Naipe em Falta pode ler-se sem o anterior romance, Hotel La Solitude. Mas quem conhece os três narradores do primeiro livro vai encontrá-los aqui de outra forma. Não como ficção, mas partes de quem os criou.

Excerto

«As mãos. As mãos servem para criar, agarrar, moldar, dar forma ao que transborda de dentro
. Já não contenho o impulso que me lança para o futuro e as possibilidades de sonho que nele fervem. Se é necessidade ou desejo, não sei. Se me expande ou me contrai, também não. Se é vaidade ou afirmação do ego, igualmente me escapa. Vem de um lugar puro, de inocência, que me arrepia a pele só de o entrever. Inocência...»

Lê outras citações do livro aqui e aqui.
Para mais informações sobre o autor, visita o seu site, aqui.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Um livro para aprender a ajudar quem enfrenta o sofrimento emocional


Doutorada em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e exercendo funções como psicóloga clínica nos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, 
Maria João Martins é coordenadora da obra Estar Presente — Guia Prático para Familiares e Amigos de Pessoas em Sofrimento Emocional.

Como estar ao lado de quem amamos quando a dor emocional entra na sua vida? Como ajudar sem nos esquecermos de nós próprios? É a partir destas perguntas, tão humanas quanto difíceis, que nasce este guia. Assente no conhecimento científico, mas escrito numa linguagem clara, próxima e acessível, Estar Presente procura oferecer ferramentas concretas a familiares e amigos que querem compreender melhor o sofrimento emocional e aprender a estar verdadeiramente ao lado de quem dele padece — sem perder de vista a importância de cuidar também da sua própria saúde mental.

Maria João Martins foi ainda coordenadora de STOP Procrastinação! (2023) e STOP Insónia! (2024), ambos publicados também pela PACTOR Editora.

Texto de apresentação
Como ajudar quem é importante para nós sem nos perdermos no caminho?
O sofrimento emocional é humano e universal. Quando surgem dificuldades emocionais, muitas vezes encontramos dois lados a tentarem comunicar. De um lado estão as pessoas que sofrem com determinadas dificuldades emocionais. Estas, por vezes, não sabem como pedir e aceitar ajuda. Do outro lado, familiares e amigos querem apoiar, mas sentem-se perdidos. O que dizer? O que fazer? Como estar presente sem esgotar?
Este livro é um guia prático e acessível para quem deseja estar ao lado de quem sofre, sem deixar de cuidar de si mesmo. Inspirado no programa `C4RE - Conhecer, Comunicar, Cuidar e Conectar`, apresenta orientações claras, exercícios práticos, meditações guiadas e reflexões que ajudam a transformar a intenção de ajudar em ação equilibrada e eficaz. 

Aqui vai encontrar ferramentas simples para: reconhecer sinais de ansiedade, depressão, doença mental grave e outras dificuldades emocionais; apoiar de forma eficaz sem ultrapassar os seus limites; praticar a compaixão e a autocompaixão; desenvolver estratégias de regulação emocional; criar redes de cuidado e conexão.

Temas que pode encontrar neste livro: saber cuidar; emoções; sistemas de regulação; compaixão e autocompaixão; prestar apoio; bases do cuidado; regulação emocional; ansiedade e pânico; tristeza e depressão; raiva e agressividade; desregulação; mindfulness; comportamentos aditivos e de autodano; experiências psicóticas; redes compassivas; saúde mental.

Excerto
«Validar a dor de alguém não significa concordar com os seus pensamentos negativos. Trata-se de reconhecer a sua dor sem alimentar o pessimismo ou a desesperança. Por exemplo: "Compreendo que te sintas sem forças, mas isso não faz de ti uma pessoa fraca — é apenas um sintoma da depressão, e tu não és a tua doença. Não estás só."» (p. 110)


Outro lançamento recente da editora: Ser Jovem Hoje, de Margarida Gaspar de Matos.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Drama romântico «A Luz que Nos Resta» é um dos novos lançamentos da Singular Editora

O luto, o passado e o desejo podem assumir formas muito diferentes, mas têm algo em comum: obrigam-nos a mudar. Até ao final deste mês de Setembro, serão lançadas, pela Singular Editora, duas novas histórias que transportam-nos até uma amizade nascida de uma ocasião improvável e uma casa junto ao mar carregada de memórias.

A Luz que Nos Resta
, de 
Jennifer E. Archer
Um grupo de apoio ao luto é dos cenários mais improváveis para o desabrochar de uma amizade, mas é exatamente aí que Nick e Fiona se conhecem. Após perderem as respetivas mães, os jovens encontram um no outro o conforto no luto, tornando-se inseparáveis. Eles acreditam que estão destinados a serem os melhores amigos para sempre, algo que não mudariam por nada no mundo. Pelo menos, é o que repetem para si próprios. No último verão antes da idade adulta, a amizade que os salvou ameaça tornar-se algo mais íntimo e perigoso. E agora? É possível ignorar a tensão entre os dois? O que surgiu é amor ou medo de estarem sozinhos?

A Beleza dos Dias Simples
, de Amy Matthews 

Zoe sabe o que é crescer sem ter onde se sentir em casa. Com a mãe na prisão, acabou por conhecer demasiado cedo o abandono e a necessidade de cuidar de si própria. Agora, adulta e mãe de Flo, construiu uma vida segura e cuidadosamente organizada, mesmo que esteja longe da vida que um dia imaginou.
Quando compra uma velha casa junto ao mar, no Maine, não está a concretizar o sonho da casa perfeita — está a escolher a casa que consegue comprar. Num tempo em que o custo de vida e o preço da habitação obrigam tantos de nós a repensar o que podemos ter, e não apenas o que gostaríamos de ter, Zoe encontra naquele lugar imperfeito uma possibilidade: um novo começo para si e para a filha.
Mas aquela casa já teve uma vida antes delas. E, à medida que desvenda a história da família que ali viveu durante décadas, percebe que aquelas paredes guardam muito mais do que lixo e objetos esquecidos.
Apesar da oportunidade de escrever a sua própria história naquele lugar, Zoe não consegue evitar comparar a sua vida à da antiga proprietária. Entre o passado que a casa preserva e o futuro que ainda está por construir, começa a questionar-se: será possível fazer de uma casa que não era a dos seus sonhos o lugar onde, finalmente, se sente em casa? 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Astrólogo Sérgio de Brito lança «Tu não és o teu signo»

O ascendente é muito importante na tua personalidade e este livro vai explicar-te porquê. Esta é a premissa de Tu não és o teu signo, a editar pela Albatroz e da autoria de Sérgio de Brito, conhecido como Planeta Sérgio nas redes sociais. A astrologia sempre foi uma grande paixão do também actor e jornalista, que tem um consultório na Baixa, onde faz as suas previsões astrológicas. É presença regular na televisão e anfitrião do podcast Palco Astral, trazendo a astrologia e o tarot para a vida real, de forma prática, acessível e descomplicada.

Sinopse
Este livro foi escrito a pensar naquelas pessoas que nunca se reconheceram nas características do seu signo solar e, de cada vez que leem o seu horóscopo, ficam com vontade de atirar a revista pela janela. São Touro, mas não são teimosas; ou são Caranguejo, mas pouco ligadas à família; ou Virgem, mas nada obcecadas com ordem e rotina.
O astrólogo Sérgio de Brito, ou Planeta Sérgio, revela neste livro porque é que estas pessoas estão certas. O signo solar, que tem dominado a astrologia moderna, é, na verdade, uma pequena parte da influência dos astros na nossa personalidade. O ascendente – o signo que estava a ascender no horizonte no momento em que nasceste – é muito mais importante.
Neste guia, vais aprender tudo o que há para saber sobre os signos ascendentes e as suas características, e como é que estas se cruzam com as especificidades dos signos solares. Assim, finalmente, podes ter uma fotografia completa da influência dos astros na tua vida. Com uma abordagem prática e muito divertida, Sérgio de Brito traz o mundo da astrologia para a vida real.

Conhece aqui outras novidades da editora Albatroz.

domingo, 13 de setembro de 2026

16 anos de Silêncios que Falam

A 13 de Setembro de 2010, nascia este projecto. Hoje, 16 anos depois, mais de 6000 publicações e mais de 4.400.000 visitas, o Silêncios que Falam continua a ser uma parte importante da minha vida.
16 anos a divulgar livros, autores, editoras e muitas palavras partilhadas.

Obrigado a todas as editoras que me disponibilizaram livros, durante estes anos, e a todos os que continuam desse lado.

Mais informações sobre o blogue, aqui.

Novos romances históricos de Isabel Stilwell e Isabel Machado


Isabel Stilwell, autora de romances históricos inesquecíveis como Filipa de Lencastre, Catarina de Bragança e Inês de Castro, na sua nova obra, D. João II, conduz o leitor pelos bastidores turbulentos da vida de D. João II. Numa escrita envolvente, narra a guerra sem quartel do rei contra a sua maior rival, a traição implacável à madrasta, e a relação tempestuosa com a mulher. Mas é na intimidade que se revelam os contornos mais complexos deste homem determinado. 
Disponível a partir de 22 deste mês.


Texto sinóptico
O trono que esperava por D. João era feito de promessas por cumprir. A vida do único filho varão de D. Afonso V estava determinada pelos pecados do passado: a camisa do avô Pedro trespassada pela seta de um Bragança, a espada de cruzeta alada que eternizava a Batalha de Alfarrobeira, o mistério da morte da mãe. Era preciso não esquecer. Era preciso nunca perdoar.
Quando foi armado cavaleiro em Arzila, D. João viu Regulus brilhar, promissor, na constelação de Leão, e percebeu que era tempo de ser falcão e não mocho para cumprir a missão que lhe fora entregue. João sabia que, no dia em que fosse rei, os traidores pagariam pelos crimes, e dos escombros faria renascer o sonho interrompido do infante D. Henrique, transformando o reino na potência marítima que o seu padrinho sempre soube que Portugal podia ser. 


Em A Rainha Santa e D. Dinis, o novo romance histórico de Isabel Machado, a autora recria uma das mais fascinantes histórias da Idade Média portuguesa, em torno de uma rainha que se tornou lendária. Entre a devoção, a ambição e as fragilidades humanas, ergue-se o retrato inesquecível de dois dos mais extraordinários protagonistas da nossa História: uma rainha movida pela fé, um rei guiado pela ambição. O livro chega às livrarias no próximo dia 16.
Isabel Machado é autora de diversos romances históricos, como Isabel I (2012), Infante D. Pedro (2021) e Luísa de Gusmão (2023).

Texto sinóptico
Ela acreditava falar com Deus. Ele queria mudar Portugal.
Isabel de Aragão tem apenas doze anos quando chega a Portugal para casar com o jovem rei D. Dinis. Profundamente marcada pela fé e pela ideia de serviço aos outros, desde pequena revela uma devoção invulgar aos pobres e doentes. Já D. Dinis é movido pela ambição de desenvolver Portugal. Brilhante, determinado e visionário - mas também impulsivo, inquieto e dominado pelos seus próprios excessos -, o filho mais velho do rei D. Afonso III de Portugal sonha com o progresso do reino.
Ao longo de décadas, Isabel de Aragão e D. Dinis vão viver uma relação tão intensa quanto difícil. O amor, o poder, as infidelidades do rei, as rivalidades e os conflitos familiares irão colocar frequentemente os dois em campos opostos. No entanto, Isabel recusará resignar-se ao papel secundário que era esperado de si. Em nome da fé inabalável e da sua consciência, enfrentará o marido e tomará uma posição firme nos assuntos mais delicados da corte e da política ibérica.

Outro título a ser publicado em Setembro
A Ferreirinha - Romance biográfico de Antónia Adelaide Ferreira, da autoria de Maria João da Câmara.

sábado, 12 de setembro de 2026

«A Beleza da Distância», o novo romance de Nao-Cola Yamazaki, uma das autoras mais respeitadas da ficção literária japonesa


Nao-Cola Yamazaki estreou-se na literatura em 2004 e desde então, afirmou-se como uma das vozes mais sensíveis da ficção literária contemporânea japonesa, reconhecida pela forma subtil e profundamente humana como escreve sobre intimidade, fragilidade e relações afetivas.
A Beleza da Distância, recentemente editado pela Alma dos Livros (traduzido a partir de Beautiful Distance), é um romance íntimo e comovente sobre a delicada travessia dos últimos dias de uma vida. Com honestidade e uma ternura ímpar, a autora nascida em 1978, explora a forma como enfrentamos a proximidade da morte. A sua escrita explora os gestos silenciosos que unem as pessoas — o amor, a perda, a intimidade quotidiana e aquilo que permanece por dizer.
Friendship for Grown Ups é o título do seu primeiro livro a ser traduzido para a língua inglesa, em 2017.

Sinopse
Nenhum de nós dispõe da eternidade, somente do tempo que nos é atribuído. 
Num café tranquilo, um homem observa o mundo à sua volta enquanto bebe lentamente um sumo verde. Uma borboleta branca atravessa o ar. Uma gata malhada sobe a um muro. As pétalas das cerejeiras caem devagar sobre o chão. Por instantes, o tempo parece suspenso. 
Enquanto se prepara para visitar a mulher, internada em fase terminal, o narrador, cujo nome permanece uma incógnita, regressa às memórias da vida que ambos construíram juntos: os dias vulgares, os silêncios partilhados, os gestos quase invisíveis que sustentam uma relação ao longo dos anos. 
O verdadeiro amor também vive nos gestos que repetimos sem imaginar que serão os últimos. 

Elogios
«Uma celebração dos pequenos gestos de ternura que constroem as grandes histórias de amor.» Sarah Jessica Parker 

«Em A Beleza da Distância, Nao-Cola Yamazaki desvenda e ilumina, com delicadeza e intensidade, todas as emoções silenciosas que habitam as suas personagens. Este romance levou-me às lágrimas.» Hiromi Kawakami 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Será lançado este mês um livro de uma das maiores especialistas portuguesas em endocrinologia


A 22 de Setembro será publicado Tratamento para Emagrecer, da especialista em endocrinologia, diabetes e nutrição Isabel do Carmo. 
Este livro é baseado em dados clínicos e científicos relatados em linguagem acessível. Nesta obra, a autora, fundadora da Sociedade Portuguesa para o estudo da Obesidade, aborda temas como a resistência à insulina, os mecanismos do apetite, o jejum intermitente, a fome hedónica, a relação entre o sono e a obesidade, as características dos alimentos e os vários tipos de medicamentos. Sem esquecer as injecções (e as várias marcas e os seus resultados) que constituem um grande salto nesta área. 
É, portanto, um livro que demonstra que a ciência pode ser escrita para todos, ajudando-nos nas decisões que tomamos e que afetam o nosso corpo.

Excertos
«Fala‑se muito da "resistência à insulina" e dos "picos glicémicos". Explica‑se neste livro que aquilo que é "mau" hoje e porquê, já foi bom no passado. E não haverá mais histórias até ao fim até entrarmos no caminho das injeções para o tratamento da obesidade. Que também tiveram a sua história…»

«Uma vez chegada às células, a insulina é recebida por estas através de um recetor, penetra nas células e vai buscar a glicose (açúcar) à superfície. Sem a insulina a glicose não consegue entrar na célula. Volta para trás, chega ao fígado e este transforma‑a em triglicéridos e depois em ácidos gordos que vão acumular‑ se na gordura do organismo. Entretanto, o pâncreas recebe a mensagem de excesso de glicose no sangue, a que não entrou nas células e voltou ao sangue. Responde automaticamente, digamos, produzindo mais insulina, que vai fazer o seu percurso.
Vai de novo tentar entrar nas células.»

Outro livro que pode interessar: 
A Revolução Ozempic: um guia completo sobre os fármacos para emagrecer.