Poeta e viajante, Matsuo Bashô (1644-1694), pseudónimo literário de Matsuo Kinsaku, é considerado o poeta nacional do Japão. Mestre maior da poesia haiku tem os seus diários editados pela primeira vez em Portugal, com a chancela Assírio & Alvim. Complementam Diários de Viagem e alguns poemas em prosa uma generosa secção de notas que contextualizam as personagens e lugares presentes nestas aventuras pelo Japão e os vários mapas das viagens. Com versões e introdução de Jorge Sousa Braga, esta obra chega amanhã às livrarias.
Sinopse
Matsuo Bashô foi um rônin, isto é um samurai «errante» após a morte do seu mestre, que decidiu dedicar o resto da vida à poesia. Mestre absoluto do haiku, vagueou e mendigou pelo japão do século XVII descrevendo as suas viagens em diários, onde os poemas apareciam ao lado da descrição da natureza, amigos ou episódios circunstanciais. São esses documentos importantíssimos agora traduzidos pela primeira vez de forma integral entre nós, pela mão de Jorge Sousa Braga. O livro inclui ainda, para além de uma seleção de haibun (poemas em prosa), os mapas marcando o percurso trilhado pelo grande mestre japonês.
Excerto
«Sem dúvida um dos grandes prazeres de viajar é encontrar um génio escondido entre as ervas daninhas e os matagais, um tesouro entre telhas partidas ou moedas de lama. Quando logrei encontrar essas pessoas, conservei-as sempre na memória...» (p. 59)
Outros livros do autor
O Gosto Solitário do Orvalho (2003) e O Eremita Viajante [haikus - obra completa] (2016)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Matsuo Bashô tem os seus diários editados pela primeira vez em Portugal
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
«Heated Rivalry», o romance 'queer' de Rachel Reid que inspirou a série de sucesso na HBO
Em Maio chega às livrarias de Portugal dois dos romances mais lidos e comentados a nível internacional: Heated Rivalry – Rivalidade Ardente e The Long Game – Jogada Final. Publicados originalmente em 2019 e 2022, respectivamente, os livros tornaram-se fenómenos no romance LGBTQIA+, conquistando leitores pela complexidade da relacção entre dois jogadores de hóquei rivais que se apaixonam em segredo.
A chegada destas edições surge num momento em que o debate em torno da representação queer no desporto está novamente no centro das atenções. Neste contexto, os livros da autora canadiana Rachel Reid revelam-se narrativas relevantes sobre visibilidade, pressão mediática e o custo emocional de viver uma vida dividida.A série 'Heated Rivalry' tornou-se rapidamente um fenómeno global - estreou em Portugal na HBO Max a 23 de Janeiro. O impacto foi além da ficção: impulsionou as vendas dos livros, projectou os protagonistas Hudson Williams e Connor Storrie para a fama internacional. A crítica destacou a série como uma das adaptações LGBTQ+ mais autênticas da década. A segunda temporada já está confirmada.
Outros títulos da série 'Game Changers': Tough Guy (#3), Common Goal (#4), Role Model (#5), The Long Game (#6).Heated Rivalry – Rivalidade Ardente
Nada interfere com o jogo de Shane Hollander… muito menos o seu rival, Ilya Rozanov. Shane Hollander, estrela do hóquei profissional, é absurdamente talentoso e tem uma reputação impecável. O hóquei é a sua vida. Agora que é capitão dos Montreal Voyageurs, nada nem ninguém se pode meter no seu caminho. Ilya Rozanov, capitão dos Boston Bears, é tão arrogante quanto talentoso. Ninguém o consegue vencer — exceto Shane. No gelo, a rivalidade lendária leva-os cada vez mais longe. Mas ninguém sabe o que acontece fora do rinque… Com uma química explosiva, a atração entre ambos cresce até se tornar inegável. Se a verdade vier à tona, as suas carreiras serão arruinadas. Quando o desejo que sentem um pelo outro passa a rivalizar com a ambição no gelo, manter o segredo que carregam há anos torna-se impossível…
The Long Game – Jogada Final
Para o mundo, eles são rivais. Mas um para o outro, eles são tudo. Shane Hollander e Ilya Rozanov estão juntos há dez anos. Dez anos de uma relação secreta, escondida dos olhares dos amigos, da família… e do mundo. Mas Ilya está farto de segredos. Shane tornou-se tão bom a esconder os seus sentimentos, que às vezes Ilya pergunta-se se ainda existem. Ele quer arriscar tudo. Está na hora de decidirem o que é mais importante: o hóquei ou o amor.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
«A Seiva da Luz» é o livro de estreia de uma nova colecção da Letras Lavadas
A Seiva da Luz é o primeiro título de uma nova colecção da Letras Lavadas, coordenada pelo professor e crítico literário Vamberto Freitas. Lançado em 2024, este é um livro de poemas em prosa da autoria de Celina Martins, com ilustrações do artista argentino Marcos Milewski e posfácio do ensaísta, cronista e crítico e tradutor literário João Barrento.
Texto de apresentação
«Um rio de imagens imaginantes contido pelas margens de fragmentos subtilmente narrativos, mas poéticos na sua substância, que não contam propriamente histórias, antes aprisionam, na liberdade livre da imaginação, momentos de experiências sensíveis, que começam por ser visuais e depois se transformam em imagético-reflexivas. Talvez se pudesse assim definir, na sua essência, este original livro de Celina Martins.
…
O alimento destas fábulas poéticas é o de figuras de sonhadores (a princípio perdidos, depois iluminados), num cenário que é o da matéria elementar, telúrica, e de uma natureza mágica que a invenção poética da Autora salva do esquecimento e da degradação que cada vez mais a ameaçam. E toda a encenação, sempre variada de episódio para episódio, é dominada por um halo de luz que irromperá a qualquer momento e tem uma única finalidade: a afirmação do júbilo do Ser, a manifestação de epifanias provocadas por "tradutores de sonhos."» João Barrento in posfácio
A autora
É docente da Universidade da Madeira desde 1990. É Mestre em Literatura Comparada na Universidade de Lisboa e Doutorou-se em Literatura Comparada na Universidade da Madeira. É investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (CEComp). Como domínios de investigação tem privilegiado o diálogo entre as Literaturas Lusófonas e Francófonas Contemporâneas com incidência nas Poéticas dos séculos XX e XXI.
É da sua autoria os livros O Entrelaçar das vozes mestiças (Ed. Principia, 2006) e José Saramago e a Literatura Comparada (Ed. Cosmos, 2023), escrito em co-autoria. A Seiva da Luz é o seu livro mais recente.
Outros livros da colecção
Leituras Poliédricas, Cruzeiro Literário, Entre Pausas, Don Juan, Cantata e Outros Poemas Errantes, Às Peças, Casa-Mãe e As Três Vidas de Humberto Santiago.
Outro livro que faz parte do catálogo da Letras Lavadas
Elisabeth Phelps – Com a Madeira no coração
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Novo livro a lançar pela Taiga contém textos inéditos de Mário Casimiro
Mário Casimiro (1925–2003) licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa (1953), onde, tal como no Hospital Júlio de Matos, foi assistente de Psiquiatria do Professor Barahona Fernandes. Foi um destacado psicanalista português, membro pioneiro do grupo de estudos que deu origem à Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP) no final da década de 1960. Trabalhou ao lado de figuras como João dos Santos e António Coimbra de Matos, contribuindo para o desenvolvimento da formação psicanalítica em Portugal.A publicar a 20 de Fevereiro pela editora Taiga, Mário Casimiro - A Psicanálise pode ser aprendida, mas não ensinada, tem organização e apresentação de João Pedro Fróis, investigador convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, investigador afiliado do Center for Phenomenological Psychology and Aesthetics da Universidade de Copenhaga, membro do Conselho Internacional de Museus e da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. Trabalhou largos anos como psicólogo na área da Saúde Mental e Reabilitação de crianças e jovens.
Texto de apresentação
A presente obra reúne dez ensaios da autoria de Mário Casimiro (dos quais sete são inéditos), escritos entre 1966 e 1996, e dez desenhos da sua autoria. João Pedro Fróis, responsável pela sua recolha e organização, permite-nos aceder ao pensamento psicanalítico de um dos primeiros e mais proeminentes psicanalistas portugueses.
Num estilo de escrita caracterizado por João Fróis como «denso, mas directo à compreensão», Mário Casimiro trata, nestes textos, de temas caros à psicanálise, como — de entre outros — a arte, a regressão, as perversões, a agressividade ou o fetichismo, revelando um vasto conhecimento teórico e cultural. Maioritariamente concebidos com objectivo formativo ou para publicação em revistas científicas, são reveladores não só do pensamento do autor, mas também dos rumos da psicanálise portuguesa na segunda metade do século XX.
Por tudo isto, o presente livro é — também — uma homenagem a Mário Casimiro, que tendo sido, porventura, o mais discreto psicanalista didacta da sua geração, foi também dos mais brilhantes, marcando a vida de analisandos, alunos e colegas, e merecendo, por isso, um lugar de destaque na História da Psicanálise em Portugal.
“Há duas maneiras diferentes de modificar as coisas deste mundo. Uma baseia-se na técnica de prestidigitador ou de mágico, a outra, na técnica do operário ou do cientista. Uma contenta-se com a alteração das aparências, a outra exige a transformação dos fundamentos.” — Mário Casimiro
Outra obra publicada recentemente pela editora: Crónicas de uma Psicoterapia - As vozes da paciente e do terapeuta





