A Seiva da Luz é o primeiro título de uma nova colecção da Letras Lavadas, coordenada pelo professor e crítico literário Vamberto Freitas. Lançado em 2024, este é um livro de poemas em prosa da autoria de Celina Martins, com ilustrações do artista argentino Marcos Milewski e posfácio do ensaísta, cronista e crítico e tradutor literário João Barrento.
Texto de apresentação
«Um rio de imagens imaginantes contido pelas margens de fragmentos subtilmente narrativos, mas poéticos na sua substância, que não contam propriamente histórias, antes aprisionam, na liberdade livre da imaginação, momentos de experiências sensíveis, que começam por ser visuais e depois se transformam em imagético-reflexivas. Talvez se pudesse assim definir, na sua essência, este original livro de Celina Martins.
…
O alimento destas fábulas poéticas é o de figuras de sonhadores (a princípio perdidos, depois iluminados), num cenário que é o da matéria elementar, telúrica, e de uma natureza mágica que a invenção poética da Autora salva do esquecimento e da degradação que cada vez mais a ameaçam. E toda a encenação, sempre variada de episódio para episódio, é dominada por um halo de luz que irromperá a qualquer momento e tem uma única finalidade: a afirmação do júbilo do Ser, a manifestação de epifanias provocadas por "tradutores de sonhos."» João Barrento in posfácio
A autora
É docente da Universidade da Madeira desde 1990. É Mestre em Literatura Comparada na Universidade de Lisboa e Doutorou-se em Literatura Comparada na Universidade da Madeira. É investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (CEComp). Como domínios de investigação tem privilegiado o diálogo entre as Literaturas Lusófonas e Francófonas Contemporâneas com incidência nas Poéticas dos séculos XX e XXI.
É da sua autoria os livros O Entrelaçar das vozes mestiças (Ed. Principia, 2006) e José Saramago e a Literatura Comparada (Ed. Cosmos, 2023), escrito em co-autoria. A Seiva da Luz é o seu livro mais recente.
Outros livros da colecção
Leituras Poliédricas, Cruzeiro Literário, Entre Pausas, Don Juan, Cantata e Outros Poemas Errantes, Às Peças, Casa-Mãe e As Três Vidas de Humberto Santiago.
Outro livro que faz parte do catálogo da Letras Lavadas
Elisabeth Phelps – Com a Madeira no coração
domingo, 15 de fevereiro de 2026
«A Seiva da Luz» é o livro de estreia de uma nova colecção da Letras Lavadas
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Novo livro a lançar pela Taiga contém textos inéditos de Mário Casimiro
Mário Casimiro (1925–2003) licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa (1953), onde, tal como no Hospital Júlio de Matos, foi assistente de Psiquiatria do Professor Barahona Fernandes. Foi um destacado psicanalista português, membro pioneiro do grupo de estudos que deu origem à Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP) no final da década de 1960. Trabalhou ao lado de figuras como João dos Santos e António Coimbra de Matos, contribuindo para o desenvolvimento da formação psicanalítica em Portugal.A publicar a 20 de Fevereiro pela editora Taiga, Mário Casimiro - A Psicanálise pode ser aprendida, mas não ensinada, tem organização e apresentação de João Pedro Fróis, investigador convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, investigador afiliado do Center for Phenomenological Psychology and Aesthetics da Universidade de Copenhaga, membro do Conselho Internacional de Museus e da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. Trabalhou largos anos como psicólogo na área da Saúde Mental e Reabilitação de crianças e jovens.
Texto de apresentação
A presente obra reúne dez ensaios da autoria de Mário Casimiro (dos quais sete são inéditos), escritos entre 1966 e 1996, e dez desenhos da sua autoria. João Pedro Fróis, responsável pela sua recolha e organização, permite-nos aceder ao pensamento psicanalítico de um dos primeiros e mais proeminentes psicanalistas portugueses.
Num estilo de escrita caracterizado por João Fróis como «denso, mas directo à compreensão», Mário Casimiro trata, nestes textos, de temas caros à psicanálise, como — de entre outros — a arte, a regressão, as perversões, a agressividade ou o fetichismo, revelando um vasto conhecimento teórico e cultural. Maioritariamente concebidos com objectivo formativo ou para publicação em revistas científicas, são reveladores não só do pensamento do autor, mas também dos rumos da psicanálise portuguesa na segunda metade do século XX.
Por tudo isto, o presente livro é — também — uma homenagem a Mário Casimiro, que tendo sido, porventura, o mais discreto psicanalista didacta da sua geração, foi também dos mais brilhantes, marcando a vida de analisandos, alunos e colegas, e merecendo, por isso, um lugar de destaque na História da Psicanálise em Portugal.
“Há duas maneiras diferentes de modificar as coisas deste mundo. Uma baseia-se na técnica de prestidigitador ou de mágico, a outra, na técnica do operário ou do cientista. Uma contenta-se com a alteração das aparências, a outra exige a transformação dos fundamentos.” — Mário Casimiro
Outra obra publicada recentemente pela editora: Crónicas de uma Psicoterapia - As vozes da paciente e do terapeuta
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Editora Alma dos Livros edita livros de Goethe e Schopenhauer
Goethe (1749–1832) foi um importante escritor da língua alemã. Além de poeta, dramaturgo e romancista, destacou-se também como cientista e estadista, sendo uma das personalidades mais influentes da cultura alemã. É autor de Werther, entre muitas outras obras.
Arthur Schopenhauer (1788–1860) foi um filósofo alemão e também um dos grandes pensadores do século XIX. Foi um dos principais representantes do pessimismo filosófico. Sua obra mais importante, O mundo como vontade e representação, exerceu grande influência sobre a filosofia, a literatura e a psicologia.Sinopse
Um livro raro pela sua capacidade de cruzar ciência, arte e filosofia.
Um clássico fundamental sobre a forma como olhamos para a natureza.
Uma das obras fundadoras da botânica moderna, por um dos maiores génios da cultura europeia.
Publicado originalmente em 1790, A Metamorfose das Plantas é um dos textos fundamentais de Johann Wolfgang von Goethe e uma obra singular do pensamento europeu. A partir de observações rigorosas e de uma sensibilidade profundamente artística, o autor apresenta a teoria da transformação contínua dos órgãos vegetais, demonstrando como todas as partes da planta, da folha à flor, derivam de um mesmo princípio formativo.
Mais do que um tratado científico, esta obra propõe uma visão orgânica da natureza, em que forma, desenvolvimento e unidade se articulam num processo vivo. Situado entre ciência e poesia, o pensamento de Goethe antecipa abordagens modernas da botânica e da morfologia, afirmando uma compreensão integrada do mundo natural.
Um contributo para a compreensão da forma como um processo vivo, antecipando abordagens modernas das ciências naturais.
Esta edição inclui ilustrações a cores no interior, que enriquecem a leitura e reforçam a sua dimensão estética. A Metamorfose das Plantas permanece, assim, uma referência essencial para compreender a relação entre ciência, arte e natureza, bem como a amplitude do génio de Goethe.
Outro livro autor no catálogo da editora: Meditações e Aforismos.
Sinopse
Um pequeno manual de filosofia prática para quem busca o sentido da existência.
A dor é a essência da vida. Compreendê-la é o primeiro passo para a superar.
Schopenhauer convida-nos a olhar a dor não como falha, mas como destino.
Entre reflexões serenas e perguntas que ecoam, Schopenhauer abre espaço para percebermos que a existência é feita de ciclos, de expectativas que se desdobram e de uma busca silenciosa por significado. Neste livro, a dor ganha contornos de mestre, e a felicidade, de brisa que passa — ambas revelando, na sua dança, aquilo que a consciência tenta tocar.
A vida não promete redenção, apenas entendimento.
As Dores do Mundo é um convite a olhar a vida como um grande mistério pulsante, onde cada alegria e cada sombra fazem parte do mesmo desígnio. Aqui, a dor não surge como um fardo, mas como uma chave: um sinal de que existimos, sentimos e fazemos parte de algo maior do que nós próprios.
Não sofremos por acaso. Sofremos porque existimos.
O leitor encontra, página após página, um olhar atento sobre a alma humana. Mas, acima de tudo, encontra um caminho, uma meditação suave sobre o existir, onde a dor se ilumina, o pensamento respira e a vida, finalmente, se revela como um enigma belo e inevitável.
A dor é a única verdade que não se mascara.
A Arte de Vencer uma Discussão Sem Precisar de ter Razão e Pequeno Manual Para Ser Feliz são outros livros do autor, já editados pela Alma dos Livros.PROCURA POR ESTES LIVROS AQUI
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Romance vencedor do Livro do Ano Waterstones é publicado a 25 deste mês
Um dos destaque de ficção a lançar pela Alma dos Livros no final deste mês é O Artista, o primeiro romance da inglesa Lucy Steeds, vencedor do prémio Livro do Ano Waterstones. Este romance está a ser recebido com aclamação unânime da crítica e dos leitores.
Combinando mistério e romance, O Artista é um retrato intenso de egos desmedidos, de autodescoberta e do poder da criação. Escrito numa linguagem rica e cinematográfica, Lucy Steeds tece uma narrativa plena de texturas e detalhes, oferecendo ao leitor uma experiência sensorial de rara beleza.
Sinopse
Verão, 1920.
Uma casa isolada na Provença.
Um pintor lendário.
Uma mulher que vive nas sombras.
E um estranho que chega em busca de um artista.
Entre pincéis e pêssegos maduros, entre o silêncio e a febre do desejo, o sol espalha-se como ouro líquido sobre os campos e o ar pulsa com o aroma da tinta fresca. Ettie move-se pela velha casa como uma sombra silenciosa, criando as condições perfeitas para que o génio do artista, seu tio e célebre pintor, Edouard Tartuffe, floresça.
Todas as manhãs, lava os pincéis, organiza as tintas, dispõe as telas, cozinha, limpa. Até que chega Joseph, um jovem britânico, aspirante a jornalista, ansioso por entrevistar o mestre recluso. À medida que o calor se adensa, segredos fermentam como fruta esquecida; o desejo, a liberdade e o perigo confundem-se no mesmo fogo. Ettie, Joseph e Tartuffe giram em torno uns dos outros como planetas em órbita, inexorável mente ligados, até colidirem num instante de revelação.
«Poderoso. Notável.» The Guardian
«Poético, apaixonado e silenciosamente poderoso.» Daily Mail




