quarta-feira, 11 de março de 2026

«O Primeiro Amor», de Ivan Turguéniev

Data de publicação: 21-01-2026
N.º de páginas: 120

Entre as narrativas breves que atravessaram o século XIX com uma ressonância duradoura, O Primeiro Amor ocupa um lugar de singular finura na análise dos sentimentos humanos. Ivan Turgenev (1818-1883) escreveu este livro dois anos antes do romance Pais e Filhos (1862), considerada a sua obra-prima. Esta novela revela já a maturidade estilística e a clareza ética que fizeram de Turguéniev uma figura central do realismo europeu. 
Amigo íntimo de Gustave Flaubert e contemporâneo — embora menos próximo — dos grandes romancistas russos Tolstói e Dostoévski, o escritor inscreve-se numa tradição literária que alia a subtileza psicológica à observação moral. 
A narrativa estrutura-se como uma memória recuperada. Numa conversa entre três amigos, Vladímir Petróvitch, já homem maduro, decide relatar por escrito a história do seu primeiro amor, vivida quando tinha apenas dezasseis anos. A recordação conduz o leitor ao Verão de 1833, nos arredores de Moscovo, quando o jovem, ainda suspenso entre a ingenuidade da adolescência e a inquietação da maturidade, observa o mundo com uma inexperiente sensibilidade. O ambiente familiar revela desde logo uma certa distância emocional: «O meu pai tratava-me com um afeto distante, e a minha mãe (...) pouca atenção me prestava.» 
É nesse cenário que surge a figura luminosa e perturbadora de Zinaída Alexándrovna, filha da empobrecida Princesa Zassékina. Aristocratas sem fortuna — «Mas de que vale um título quando não se tem o que comer?» — vivem numa espécie de crepúsculo social, onde o prestígio do nome contrasta com a precariedade material. Zinaída, jovem alta, graciosa e dotada de uma personalidade simultaneamente caprichosa e fascinante, transforma-se rapidamente no centro de um pequeno círculo de admiradores; como observa o narrador, «todos os homens que frequentavam a casa das Zassékin eram loucos por ela». 
Para Vladímir Petróvitch, porém, esse fascínio adquire uma intensidade absoluta. A convivência com Zinaída Alexándrovna precipita nele a súbita revelação do sentimento amoroso, momento em que reconhece: «já não era apenas um rapazinho; estava apaixonado.» A jovem, alternando entre a doçura e a ironia, entre a proximidade e o distanciamento, exerce sobre o rapaz uma influência quase tirânica, despertando nele a exaltação do desejo, o tormento do ciúme e a dolorosa consciência da própria vulnerabilidade. 
É precisamente nessa oscilação entre encantamento e desilusão que reside a grande força da novela. Turguéniev capta com rara subtileza o tumulto interior da adolescência. Esta narrativa foi considerada pelo autor a mais autobiográfica de todas as suas obras. Não surpreende, por isso, que O Primeiro Amor tenha inspirado diversas adaptações para cinema e teatro ao longo das décadas. Breve na extensão, mas vasta na profundidade emocional, esta novela permanece como uma das mais subtis representações literárias do primeiro encontro entre a inocência e a paixão — esse instante decisivo em que o coração humano descobre, simultaneamente, a beleza e a ferida do amor. 
A presente edição (tradução a partir do inglês) é o título inaugural da nova colecção da Alma dos Livros dedicada aos Clássicos da Literatura mundial. Os volumes seguintes, a publicar a 11 deste mês e a 8 de Abril, serão igualmente de autores russos. 

Excertos 
«Oh, doces sentimentos, maviosos sons, brandura e descanso da alma enternecida, alegria lânguida das primeiras ternuras do amor, onde estais, onde estais?» 

«Agarra o que puderes, mas não te submetas ao poder de ninguém; o segredo da vida consiste em pertencer apenas a si próprios.»

A história humana contada através de 7 rios mundiais


Ana Pinto Mendes assina a tradução portuguesa de Sete Rios, livro editado pela Temas e Debates que chega às livrarias no próximo dia 19. Vanessa Taylor é historiadora dos rios, da água e do ambiente e traz-nos um livro único no qual conta a história da humanidade ao sabor do fluir das águas destes icónicos rios. Uma história magistral de grandes artérias naturais que atravessam a civilização.


«Esta é a história de todos nós, contada através de sete rios.» Nilo, Danúbio, Níger, Mississípi, Ganges, Yangtzé e Tamisa são os protagonistas e esta é uma história de fronteiras imperiais, ouro aluvial, sequestros, escravatura, anticolonialismo e mitos da criação. É sobre aqueles que viveram e morreram nestes rios e a sua capacidade infinita de invenção: os seus lagos de flores-de-lótus e jardins suspensos, os seus gigantescos sistemas de canais e elaborados rituais de pesca, os seus poderes absolutos e as suas rebeliões astutas.

«Todos os rios têm histórias emocionantes. Escolhi os sete rios deste livro porque são uma ampliação das qualidades comuns a estas grandes artérias naturais que nos atravessam as vidas», explica a autora na introdução do livro. «São “rios mundiais” devido aos papéis que desempenharam na nossa história. Funcionaram como bases de poder para impérios e motivaram guerras na sua qualidade de fronteiras.»

«Um livro original e brilhantemente concebido que irá encantar e entusiasmar. Que magnífica proeza de imaginação e pesquisa contar a história humana através da beleza da água! Estas sete correntes do tempo brilham com erudição.» Nicholas Crane,
ex-presidente da Royal Geographical Society

Oxalá Editora lança livro de poesia do autor madeirense Rúben Castro


Depois de ter escrito em 2023 a biografia juvenil Vicente Jorge Silva, jornalista, cineasta e político madeirense, e de ser co-autor do livro A Nossa Europa, Rúben Castro apresenta a obra poética Quando é que posso voltar a casa? A publicação é da Oxalá, editora sediada na Alemanha, que está sobretudo vocacionada para a divulgação da literatura de autores da diáspora.

Texto sinóptico
Este livro interpela-nos com uma pergunta que não tem resposta. Ao longo destas páginas, Rúben Castro obriga-nos a questionar o que é, afinal, o verdadeiro sentido de casa. A partir desse não-lugar, da sensação persistente de ser estrangeiro, constrói uma poética feita de memória, deslocação e procura. A casa deixa de ser um ponto fixo e transforma-se num gesto contínuo de habitar o mundo.


Rúben Castro nasceu em 1990, no Funchal, cresceu entre as ruas de São Pedro e o Bairro da Nazaré. Fica incrédulo sempre que lhe perguntam se viver numa ilha não é claustrofóbico. Continua a achar que poucos compreendem a liberdade de ser ilhéu, às vezes, nem os próprios ilhéus, incluindo ele.
É formado em Estudos de Cultura, na Universidade da Madeira, e em Jornalismo, na Universidade Nova de Lisboa. 

Da mesma editora: O Cheiro da Anoneira (2017) e Já Para Casa (2022), de 
Luz Marina Kratt (Ex-jornalista da RTP Madeira).

O 69.º livro da icónica colecção «Uma Aventura»

Uma Aventura em Busca do Navio Fantasma é o volume mais recente da colecção 'Uma Aventura', de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Trata-se do 69.º título e é ilustrado por Cátia Mariline, que, a partir do ano passado, passou a ser a ilustradora da colecção lançada pela Editorial Caminho em 1982. 'Uma Aventura' tem sido um sucesso transversal a várias gerações.
Nas livrarias a partir de 17 de Março, a história tem como cenário a região entre Porto, Costa Nova, Aveiro e Póvoa de Varzim, e tem como origem lendas ou factos históricos da região. Os cinco amigos partem em busca de um navio fantasma decifrando códigos secretos e mergulhando até ao fundo do mar em busca de tesouros.

Uma Aventura na Madeira
, publicado há dez anos, é outro título que obteve sucesso.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Editorial Caminho lança «50 Anos de Educação Sexual e Contracepção em Portugal»


Dará entrada nas livrarias a 17 de Março 50 Anos de Educação Sexual e Contracepção em Portugal, um livro que retrata o que mudou e o que falta mudar nesta área, em Portugal. 
50 anos após a legalização do Planeamento Familiar são muitos os velhos e novos desafios que cidadãos responsáveis e profissionais de saúde têm de debater e responder no espaço público, no âmbito de uma participada democracia sanitária que informe e influencie decisores políticos. 
Este é um tempo e um mundo novo: até hoje nenhuma política pró-natalista alcançou nem alcançará na Europa os seus objetivos e a tecnologia já permite, num inaudito desafio à Ética, escolher o sexo das crianças e características genéticas em embriões humanos por motivos não médicos — um novo eugenismo, uma nova distopia.
As infeções sexualmente transmissíveis (IST), por vezes recorrentes, continuam a pairar como uma realidade preocupante e com sequelas na fecundidade, afetividade e sexualidade: «com quem e como é que ele(a) apanhou isto?».

O autor da obra, Miguel Oliveira da Silva, pertence ao Conselho Nacional de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos e ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, e trabalha atualmente no Hospital Lusíadas, em Lisboa. Foi médico, obstetra-ginecologista no Hospital de Santa Maria (HSM) e primeiro Professor Catedrático de Ética Médica em Portugal, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). É autor de dezenas de artigos e de diversos livros sobre questões de Obstetrícia, Ginecologia, Sexualidade Humana e Ética Médica, como é o caso de Eutanásia em Portugal, Quem Está Contra a Medicina? Sexualidade e Reprodução em Portugal, Eutanásia, Suicídio Ajudado e Barrigas de Aluguer.

Outra novidade da editora: Uma Aventura em Busca do Navio Fantasma

quinta-feira, 5 de março de 2026

«Entardecer em Veneza», o tão esperado novo livro de John Banville


Chegou hoje às livrarias Entardecer em Veneza, o novo romance do irlandês John Banville (n. 1945), vencedor do Booker Prize. O livro 
(Venetian Vespers, título original traduzido para o nosso idioma por Sónia Amaro) é um noir assombroso e atmosférico com uma surpresa em cada teia de aranha, escrito por um dos mestres contemporâneos da língua inglesa. Na sua vasta e premiada obra destacam-se Doutor Copérnico, Kepler e O Mar. De John Banvile, editados pela Minotauro, encontram-se os títulos Marlowe, Neve, Abril em Espanha e A Garagem.

Sinopse
1899. À medida que o novo século se aproxima, o escritor inglês Evelyn Dolman - um simples escrevinhador, como o próprio se define - casa-se com Laura Rensselaer, filha de um magnata americano do petróleo. Evelyn espera que ele e Laura herdem uma fortuna considerável que lhes possibilite uma vida confortável e estável. Mas as suas esperanças são frustradas quando uma misteriosa desavença entre Laura e o pai, pouco antes da morte do patriarca, a deixar sem herança.

Excerto
«Entardecer, uma sala deserta, um pedaço de seda preta sobre uma mesa de mármore, um mar a escurecer lá ao fundo. Era esta a cena, sem pessoas, soturna e silenciosa, com que sonhava há meses, muitas vezes duas ou três noites consecutivas, sempre o mesmo sonho, o mesmo quadro, mais ou menos, mais do que menos. O que significava, o que representava? Eu não sabia nem imaginava, e este enigma perturbava-me quase tanto quanto o próprio sonho. Achei que devia ter alguma coisa que ver com Veneza, já que era em Veneza que eu e a minha esposa
passaríamos os primeiros meses do novo ano — e, por acaso, do novo século. Naturalmente, eu estava bastante apreensivo com aquela cidade misteriosa, para não dizer fantasmagórica, inacreditavelmente situada no meio de um pântano.»


No próximo dia 19, será relançado Marlowe, obra que John Banville, através do seu pseudónimo Benjamin Black, recupera o incomparável detetive particular criado por Raymond Chandler. The Black-Eyed Blonde (título original) inspirou o filme 'Marlowe', de
 2023, protagonizado por Liam Neeson e com actuações de Diane Kruger, Alan Cumming, Jessica Lange, Danny Huston e da portuguesa Daniela Melchior.

Sinopse
As ruas de Bay City, Califórnia, no início dos anos 1950, são terríveis. Marlowe está inquieto e solitário, como sempre, e o negócio está fraco. É então que lhe aparece uma nova cliente: loira, bonita e bem vestida, com roupas caras. Quer que Marlowe encontre o seu ex-amante. Quase imediatamente, Marlowe descobre que o desaparecimento do homem é apenas o primeiro de uma série de eventos perturbadores. Ao investigar, envolve-se com uma das famílias mais ricas e impiedosas de Bay City - e percebe quão longe irão para proteger a sua fortuna.

Excerto
«Era uma daquelas tardes de verão de terça-feira em que nos perguntamos se a Terra terá deixado de girar. O telefone, em cima da minha secretária, tinha o ar de algo que sabe que está a ser vigiado. Os carros passavam a conta-gotas lá em baixo, na rua, sob a janela poeirenta do meu escritório, e alguma boa gente da nossa bela cidade caminhava lentamente pelo pas- seio, a maior parte homens com chapéu e sem destino. Reparei numa mulher na esquina da Cahuenga com a Hollywood, à espera de que o semáforo mudasse. Pernas altas, um casaco justo de ombros enchumaçados e saia travada azul.»


Lançamentos recentes da editora: Graziella e Toda a Beleza do Mundo.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Biografia de Espinosa e novo livro de Oyinkan Braithwaite entre as novidades da Quetzal

Na biografia Espinosa
- O Messias da Liberdade, é sublinhado a importância do tempo e do lugar que moldaram Espinosa, primeiro os sefarditas de Amesterdão e depois a política da República das Províncias Unidas. Embora Espinosa tenha rejeitado a fé da sua família e tenha sido consequentemente expulso da sua comunidade religiosa (a Sinagoga Portuguesa de Amesterdão), Ian Buruma (n. 1951), um dos mais reputados intelectuais holandesesautor de mais de vinte livros, argumenta que o filósofo viveu de facto uma vida judaica - uma vida judaica moderna. Para Heine, Hess, Marx, Freud e muitos outros, Espinosa é um exemplo de como ser judeu sem acreditar no judaísmo. A sua defesa da liberdade universal é tão importante para o nosso tempo como o foi para o dele.

Depois da estreia amplamente aclamada com A Minha Irmã é Uma Serial Killer, a nigeriana Oyinkan Braithwaite confirma a sua plena maturidade literária com um ousado e intenso drama familiar matriarcal, Maldição de Família.
O romance conta a história de uma casa de mulheres sem homens, histórias de coração e cabeça (e estômago!), das paixões de mulheres jovens e das crenças das mulheres velhas, enfim, do que é racional e do inexplicável. 
Considerada uma das mais inovadoras vozes da literatura africana contemporânea, a escritora distingue-se com o sempre inesperado humor negro.

Outras novidades de Março da editoraRobinson Crusoe e A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades 

Os primeiros títulos de 'A Biblioteca de Alexandria', a nova colecção da Quetzal

A Quetzal Editores lança a sua nova colecção 'A Biblioteca de Alexandria', cuja ideia que preside à seleção de títulos é a de incluir livros que, no futuro – ou seja, na vida de leitores futuros – sejam um resumo da nossa própria memória e dos livros que hoje já são clássicos.

Os títulos inaugurais desta colecção, que chegam às livrarias a 5 de Março, são A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades, originalmente publicado no ano de 1554, agora traduzido por Margarida Amado Acosta, e Robinson Crusoe, originalmente publicado em 1719, e traduzido por João Pedro Vala.

A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades conta a história de Lázaro, um menino pobre que, levado pela necessidade, serve vários senhores e aprende a sobreviver numa sociedade dura e hipócrita. É um dos livros mais divertidos, malévolos, facinorosos e violentos de que há memória, onde o mal passa por ser um recurso, o bem uma distração e a desonra uma solução crónica e aceitável. Por mais de quatro séculos, este romance, de autor desconhecido, fascinou leitores, estudiosos e escritores, inspirando obras que vão de Dom Quixote à literatura contemporânea.

Robinson Crusoe, um dos mais influentes e citados livros de ficção de sempre, é um dos maiores clássicos da literatura, estando na origem da invenção do romance europeu. No final do século XIX, nenhum livro na história da literatura teve tantas edições e adaptações. É um dos clássicos dos romances de aventura e sobrevivência, da autoria de Daniel Foe. Conta as viagens e faz a crónica de sobrevivência e enriquecimento de um homem do Yorkshire obcecado desde jovem pela ideia de uma vida no mar. A personagem de Crusoe entrou para o imaginário de muitas gerações e foram os leitores de todas as idades, ao longo dos últimos 300 anos, que lhe concederam um lugar definitivo como um clássico da literatura europeia.

Outras novidades de Março da editora
: Espinosa - O Messias da LiberdadeMaldição de Família

segunda-feira, 2 de março de 2026

Livros a publicar em Março da Dom Quixote

Foi com Beleza Vermelha (2025), vencedor do Prémio Frei Martín Sarmiento, que Arantza Portabales (n. 1973) iniciou a série protagonizada pela dupla de polícias Abad e Barroso, que continua em A Vida Secreta de Úrsula Bas. Este novo caso é uma excecional intriga de ciúmes e vinganças, pela mão da nova senhora do romance policial espanhol. Com tradução de Rui Elias, nas livrarias a 10 de Março. 


Thomas Enger (n. 1973) se tornou autor best-seller da série Henning Juul e coautor, com Jørn Lier Horst, da internacionalmente aclamada série Blix & Ramm, que a Dom Quixote publica. Johana Gustawsson (n. 1978) é uma autora premiada e muito conceituada, conhecida como a Rainha do Noir Francês. Estes são os autores de SON, um policial sombrio e cheio de reviravoltas de uma nova série de cortar a respiração, que tem como protagonistas uma especialista em linguagem corporal e consultora da polícia de Oslo, a psicóloga Kari Voss e da comissária da polícia Ramona Norum.
Assina a tradução João Carlos Alvim. O livro chega às livrarias a 10 de Março.


A Dom Quixote apresentou Davide Enia (n. 1974) aos leitores portugueses em 2021, com Notas Sobre Um Naufrágio, e publica agora Autorretrato - Instruções para Sobreviver à Máfia, livro que é também uma peça de teatro que conta a experiência deste dramaturgo, encenador, actor e romancista desde criança com a máfia em Palermo. 
Davide Enia, que já recebeu os mais importantes prémios de teatro em Itália, conta-se a si próprio neste texto belíssimo, que já foi levado à cena no seu país e no qual ele empresta a voz a três investigadores policiais que, como uma obsessão, uma vocação, um dever, lutaram e derrotaram o braço armado da máfia. 
Nas livrarias a 17 de Março, com tradução de Ana Pereirinha.


J. Teixeira de Aguilar trabalhou na tradução portuguesa de A Península das Casas Vazias, obra narrada em tom de realismo mágico, fruto de quinze anos de trabalho e de uma exaustiva viagem de documentação e memória pela geografia espanhola.  
Ainda hoje, dois anos depois de ter sido publicado, não há em Espanha quem não fale deste romance, já considerado um dos mais importantes sobre a Guerra Civil espanhola, com mais de 300 mil exemplares vendidos, prémios atrás de prémios, assim se tornando num dos maiores acontecimentos literários dos últimos tempos. David Úcles (n. 1990), a nova estrela das letras espanholas é licenciado e mestre em Tradução e Interpretação, escritor, músico e desenhador. 
A Península das Casas Vazias dará entrada nas livrarias a 24 de Março.


Escrito após o suicídio da irmã mais nova de Anne Serre, que tinha um problema de saúde mental, Um Chapéu de Leopardo pode ser lido como a celebração de uma vida tragicamente interrompida ou como uma despedida incrivelmente bela e sensível. Finalista do Man Booker Prize Internacional, este livro de Anne Serre (n. 1960), autora de dezoito livros de ficção, é aclamado como o seu romance mais comovente até ao momento e uma «obra-prima de simplicidade, emoção e elegância».
Traduzido por Rui Elias, nas livrarias a 24 de Março.


Iris Wolff (n. 1977), é uma escritora premiada cuja obra transporta o leitor para o coração da sua antiga terra natal. O destino dos que ficam e daqueles que escolhem emigrar é o tema constante e poderoso que permeia os seus romances. Clareiras (nas livrarias a 24 de Março) é um romance luminoso sobre a forma como duas vidas podem tocar-se e transformar-se para sempre, em que a memória se entrelaça com a História, e cada gesto, cada silêncio e cada paisagem – até cada clareira na floresta – transporta a polifonia de um país e as vidas daqueles que sobreviveram aos regimes e às suas fragilidades com a força dos laços humanos e dos reencontros.
Tradução de Paulo Rêgo.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Segundo o 'The Sunday Times', «Toda a Beleza do Mundo» é o livro de arte mais notável do ano


Além de Graziella, de Alphonse de Lamartine, outra novidade que saiu em Fevereiro pela Minotauro intitula-se Toda a Beleza do Mundo, obra de não-ficção traduzida para o nosso idioma por Sónia Amaro a partir de All the Beauty in the World.
Este livro de estreia de Patrick Bringley, que vive em Brooklyn, trata-se de o retrato de um grande museu e a história comovente de um vigilante em busca de consolo na arte. 

Nota do autor
«Este livro é composto por acontecimentos reais ocorridos durante os dez anos em que trabalhei como vigilante de museu. Num esforço para escrever cenas que demonstrem o alcance da minha experiência, por vezes, juntei incidentes que sucederam em dias diferentes. Os nomes dos funcionários do museu foram alterados.»

Sinopse
Quando o irmão mais velho de Patrick morre, aos vinte e seis anos, tudo o que Patrick quer é afastar-se. E assim faz. Despede-se do emprego e procura refúgio no lugar mais bonito que consegue imaginar: o Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque. 
Toda a Beleza do Mundo conta a experiência de Patrick como vigilante do museu, onde zelou silenciosamente por alguns dos nossos maiores tesouros e desvendou os segredos mais íntimos do Met. 
À medida que cresce a sua ligação à arte e ao que a rodeia, o vigilante emerge do luto, transformado pelo desgosto, pela comunidade e pelo poder da arte de iluminar a vida em toda a sua dor, alegria e esperança.

Outro livro que pode interessar: 
Espanto e Encantamento - Memória de um vigilante de museu, de Pablo d’Ors (Quetzal, 2023)

De Confúcio, um dos clássicos da sabedoria oriental


A Ideias de Ler publicou recentemente Analectos: As palavras do Mestre
um clássico incontornável da sabedoria oriental, uma obra fundamental do pensamento de Confúcio, possivelmente o filósofo mais influente da história mundial. Assina a tradução (não se sabe a partir de que língua) Miguel Marques.

Segundo nota do editor deste título, este é um livro «para ler devagar, sublinhar e revisitar. Não oferece respostas fáceis, mas desafia-nos a fazer melhores perguntas e, acima de tudo, lembra-nos de que o verdadeiro poder (...) começa sempre na forma como escolhemos ser.» 

Sinopse
Analectos: As palavras do Mestre vai guiá-lo numa jornada de aperfeiçoamento pessoal, pela prática da virtude e construção da harmonia social. Confúcio, o filósofo chinês que guiou a cultura e a política do seu país até aos dias de hoje, revela como o carácter, a sinceridade e o compromisso ético são pilares para uma vida plena e justa. As suas ideias demonstram que a verdadeira liderança nasce do exemplo que alia dever e compaixão, e convidam o leitor a refletir sobre o poder transformador da educação e da ética.
O resultado é uma obra com pensamentos milenares que ecoam através de gerações e que, hoje, continuam a fazer-se sentir de forma poderosa.
Uma leitura essencial e intemporal sobre a dignidade, o respeito e a construção de uma sociedade virtuosa e próspera – aquilo que todos almejamos.

«Li os escritos de Confúcio com atenção; recolhi excertos; não identifiquei neles nada além da mais pura moralidade, sem o menor traço de charlatanice.» – Voltaire

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Guias de Viagem Ilhas da Madeira e dos Açores

Porto Editora publica em Março novos Guias de viagens.

A Madeira pode fazer parte de Portugal, mas é um mundo por si só. Trilhos de cortar a respiração, florestas ancestrais, picos montanhosos e vinho mundialmente famoso aguardam os visitantes nesta espetacular ilha do Atlântico. Não quer perder nada? Com o Guia TOP 10 Madeira, irá desfrutar do melhor que a ilha tem para oferecer.


Apelidadas de “Galápagos do Atlântico”, as nove ilhas vulcânicas dos Açores são a orla selvagem da Europa, com um aspeto robusto e uma diversidade natural abundante. Mas qual das ilhas explorar primeiro? Com o Guia TOP 10 Açores, irá desfrutar do melhor que cada ilha tem para oferecer.