segunda-feira, 11 de maio de 2026

Romance escrito por James Patterson e Viola Davis entre as novidades da Bertrand Editora

O mais recente romance de um dos mais importantes autores da história da literatura norte-americana, já considerado um fenómeno editorial, chega inédito ao mercado português. Um pequeno mas incrível romance que se afirma como um verdadeiro elogio à vida. Um drama judicial imparável, que será em breve adaptado para o grande ecrã. E de Itália, um romance inesquecível, muito graças à força de uma protagonista absolutamente contemporânea. Estas são as premissas de quatro das próximas publicações a sair com o selo da Bertrand Editora.


O Barqueiro e a Sua Mulher, de Frode Grytten 
Numa manhã de outono, num lugar remoto na costa da Noruega, um pequeno ferry parte rumo ao fiorde, para uma última viagem. A bordo está Nils Vik, barqueiro de muitos anos, homem de poucas palavras e gestos bem medidos. Homem de uma época, aliás, em que um homem dizia pouco. Nils ficou sozinho após a morte de Marta, sua mulher, e neste dia, na companhia da sua cadela Luna, não transporta quaisquer passageiros, senão rostos do passado: entes queridos desaparecidos que ressurgem para uma última despedida, mostrando-lhe o que lhe pode ter escapado antes.
Enquanto o ferry desliza entre fiordes envoltos numa quietude solene, a travessia transforma-se em contemplação: canto e lição sussurrados sobre a vida, sobre a força das memórias que resistem ao passar implacável do tempo. Mas Nils só espera verdadeiramente reencontrar um passageiro: Marta, cuja ausência tem marcado todos os seus dias desde que partiu. Ao aproximar-se do fim da viagem, a sua expectativa aumenta: será que também se vai juntar a ela? 



Caso Fantasma, de Thomas Pynchon
Milwaukee, 1932. A América está em plena Grande Depressão, a revogação da Lei Seca ao virar da esquina, Al Capone na prisão federal. Hicks McTaggart, um fura-greves que se tornou detetive privado, pensa ter encontrado a tão desejada estabilidade profissional até abraçar o que deveria ser um caso banal: localizar e trazer de volta a herdeira da fortuna do magnata dos queijos do Wisconsin, que decidiu partir à aventura. Pois bem, antes que dê por isso, Hicks será drogado e despachado para um transatlântico, acabando por chegar à Hungria, onde, a propósito, não há costa de mar, a língua que se escuta é de outro planeta e há pastelaria suficiente para alimentar um detetive até ao fim da sua vida - mas, claro, nenhum sinal da herdeira fugitiva.
Quando Hicks finalmente a descobre, ver-se-á também envolvido com nazis, agentes soviéticos, contraespiões britânicos, músicos de swing, praticantes do paranormal, gangues europeus de motociclistas e, enfim, os problemas que cada um deles acarreta. Encurralado por uma história que não compreende e da qual não consegue sair, a única esperança de Hicks é que estamos no apogeu das big bands e, por acaso, ele adora dançar. Se isso será suficiente para permitir que regresse aos Estados Unidos e ao mundo normal - que, como o nosso, talvez já não exista -, é outra questão. 



A Juíza, de James Patterson e Viola Davis 
Todos de pé… para a Meritíssima Juíza. A juíza Mary Stone é a cidadã mais respeitada de Union Springs, no Alabama. Assume duas responsabilidades que são para si sagradas: administrar a herdade da família e presidir ao tribunal desta pequena cidade. Mas tudo mudará quando se vir a braços com o processo judicial mais controverso da história do Sul dos Estados Unidos.
Do ponto de vista criminal, a decisão é clara como água. Em termos éticos, não há meio-termo. Na sua essência, trata-se de uma escolha entre a vida e a morte. O caso em questão envolve a doutora Bria Gaines, que foi detida por realizar um aborto a uma adolescente de 13 anos. Ciente dos riscos pessoais e profissionais, levou a cabo o procedimento médico, punível com pena de prisão até 99 anos segundo a nova lei do Alabama, que não permite exceções, mesmo em casos de violação ou incesto.
Sabemos que nenhum juiz pode satisfazer os desejos de todos nós. Seria, aliás, perigoso que o tentasse. Alvo de pressões políticas e da comunidade de ambos os lados da barricada, a juíza Stone está disposta a lutar com tudo o que tem para trazer justiça às pessoas e ao lugar que tem no coração.



A Professora, de Giuliana Salvi
Uma sala improvisada entre as paredes de casa é o lugar onde ela muda o mundo.
Esta é a história da coragem de uma grande mulher e da sua força silenciosa.
Enquanto a História se desenrola furiosamente do lado de fora da janela, Clementina, uma jovem viúva com três filhos, é obrigada a reinventar o seu mundo. Sentada à secretária que pertenceu ao pai, precisa de equilibrar as contas para não desiludir nem os vivos nem os mortos. E assim, utópica e feminista por instinto, com um quarto só para si, Clementina cria, dentro das paredes da sua casa, uma escola improvisada e diferente de todas as outras, mudando o destino de dezenas de raparigas e rapazes em Lecce, cidade italiana onde, na primeira metade do século XX, a vida acontece na periferia de tudo, fazendo frente a muitas dificuldades.
Inspirado na história real da bisavó da autora, A Professora é um romance que não se esquece, muito graças à força de uma protagonista absolutamente contemporânea: uma mulher que transpira vida, carismática, inquieta, sempre em busca de qualquer coisa, pronta a travar a sua batalha, superar as fronteiras da memória familiar e habitar a nossa.

Novidades a lançar em Maio pela Lua de Papel

Além da nova edição de A Regra dos 5 Segundos, e da edição revista e actualizada do bestseller sobre hiperactividade, Mais Forte do que Eu, a Lua de Papel edita este mês as seguintes 4 obras.


9 Meses que Contam para Sempre
(já à venda)
A maior parte das mulheres grávidas ouve o mesmo conselho: "Come o que costumas comer habitualmente e o teu bebé vai ter tudo o que precisa de ti." A ciência, porém, conta uma história bem diferente: a sua dieta durante a gravidez vai determinar a saúde do seu filho para toda a vida. Quando Jessie Inchauspé engravidou, pôs-se logo a investigar a fundo a nutrição para gestantes. E descobriu factos surpreendentes: a colina, o DHA (ácido docosa-hexaenóico), a proteína e a glicose são os quatro ingredientes-chave que mais influenciam o desenvolvimento do bebé no útero; no entanto, a maioria das mulheres revela deficiência dos três primeiros e excesso do quarto.
Com informações sobre suplementos, enjoos, o parto, a amamentação, planos de refeições e receitas, bem como histórias pessoais da gravidez da autora, este livro (da mesma autora de A Revoluçõa da Glicose) revela o extraordinário poder que as mães têm durante a gravidez - e é um manual essencial para todos os futuros pais. 


O Livro da Alquimia 
(nas livrarias a 19 de Maio)
Como lidar com a perda? E ultrapassar um desgosto, um trauma, uma doença, um medo paralisante? Diagnosticada com leucemia, Suleika Jaouad encontrou nos diários a sua arma secreta contra os reveses da vida. Agregou-os em Entre Dois Reinos, o seu livro de estreia. E tornou-se uma autora consagrada. A Covid chegou pouco depois - e o confinamento. De repente, o mundo todo estava isolado, tal como ela estivera, no hospital. Então, pensou: e se a criatividade também pudesse ajudar as outras pessoas? Lançou a sua newsletter Isolation Journals, que desafiava os seguidores a expressarem-se e a (re)descobrirem-se através da alquimia criativa. Conquistou milhares de leitores e, a partir das respostas dessa comunidade, idealizou esta obra, em que reúne as cem melhores histórias e motes de escrita, assinados por músicos como Jon Baptiste, seu marido, Mavis Staples ou Kimbra, e escritores como Hanif Kureishi, Salman Rushdie, George Saunders, Ann Patchett, John Green ou Alain de Botton. 


O Que Dizer Quando Falas Contigo Próprio 
(nas livrarias a 19 de Maio)
Começamos a ser programados desde pequenos pelos nossos pais, pelo jardim de infância e, mais tarde, pela escola, colegas e sociedade. É um condicionamento tão profundo que a certa altura o assimilamos. E passamos a viver em função de uma ideia falsa de nós próprios. Mas não tem de ser assim. Shad Helmstetter, doutorado em Psicologia Motivacional, chegou a uma conclusão simples: o cérebro acredita em tudo o que lhe dizemos repetidamente. E transforma em realidade aquilo que estamos sempre a dizer a nós próprios. As pessoas que parecem ter mais "sorte" do que as outras, receberam na verdade uma programação mental mais eficaz desde o início. Ou aprenderam a apagar a sua programação negativa e a reprogramar-se de forma mais eficiente. E é aqui que entra este livro. A Neurociência já nos mostrou a enorme capacidade que o cérebro tem de se transformar. Se soubermos como falar connosco próprios, e o que dizer quando nos perdemos em pensamentos negativos, se soubermos impor um discurso afirmativo, criamos uma nova pessoa. E acreditamos nela, cumpriremos o seu potencial. 


Deixa-te Guiar 
(disponível a partir de 12 de Maio)
Jay Shetty Zach era um rapaz curioso, cheio de vida, "sempre à procura da próxima aventura". Na adolescência, começou a caçar e descobriu que era bom com armas. Alistou-se no exército, foi para a guerra do Iraque e voltou transtornado, com stress pós-traumático. Um dia, suicidou-se. A mãe ficou devastada. Até que começou a tentar comunicar com o Outro Lado. Mentalmente, pediu ajuda aos seus guias, pediu sinais ao seu filho. E eles vieram. Em forma de uma bola, de um coelho, de luz. Não podia ser coincidência... Dois anos depois, já não tinha dúvidas: Zach estava ali, ao seu lado. Esta é a primeira das muitas e inspiradoras histórias reais que Laura Lynne Jackson, médium certificada e autora de Sinais e A Luz Que Nos Une, reuniu em Deixa-te Guiar. Além de oferecer consolo em momentos de luto, este novo livro mostra como qualquer pessoa pode escutar as mensagens do Outro Lado, compreender a linguagem dos nossos guias e criar uma Equipa de Luz com os seus entes queridos que faleceram. Não precisa de um dom especial. Para descobrir o caminho secreto para uma vida iluminada, basta deixar- se guiar. 

Sai este mês uma nova edição de «A Regra dos 5 Segundos», de Mel Robbins


Mel Robbins é uma das autoras mais influentes da actualidade e uma referência mundial em desenvolvimento pessoal, mudança de comportamento e mentalidade, com obras traduzidas para mais de 60 idiomas. Autora bestseller do New York Times, com milhões de livros vendidos, o impacto de Mel é verdadeiramente global.
A Regra dos 5 Segundos, publicado em Portugal em 2018, já ajudou milhões de mulheres, homens e crianças a melhorarem as suas vidas. A Regra é tão poderosa e simples que, assim que a aprenderes, poderás começar a mudar a tua vida imediatamente.  
Este livro, um verdadeiro fenómeno de vendas, regressa a 19 deste mês às livrarias, com o selo da Lua de Papel, que da autora também já publicou as obras O Hábito de Fazer High 5 (2022) e Deixa Estar (2025).

Sinopse
(Como transformar a sua vida em 5 segundos)
Esta é a extraordinária história real de como uma decisão pode mudar a sua vida.
Há poucos anos, eu não era apresentadora de um talk-show diário, nem autora de bestsellers, nem criadora de quatro audiolivros de sucesso. E definitivamente não era uma das palestrantes motivacionais mais requisitadas do mundo. Eu estava no fundo do poço - a lutar para sair da cama. Desempregada, paralisada pela ansiedade, a enfrentar a falência e o divórcio, a beber demasiado. A minha vida estava completamente fora de controlo. Então, certa noite, apareceu uma imagem na televisão e... tudo mudou.
Neste livro, conhecerá a verdadeira história de como criei a Regra dos 5 Segundos, o que ela é e como pode usá-la para mudar, também, a sua vida. Aprenderá a ciência por trás da Regra e a usar a sua técnica de contagem regressiva 5-4-3-2-1, para vencer a insegurança, o medo, as circunstâncias e as desculpas que o impedem de avançar. Se está à procura da maneira mais fácil de transformar a sua vida, A Regra dos 5 Segundos é o que precisa.

Conhece, aqui, outras novidades de Maio da editora.

domingo, 10 de maio de 2026

Regressa às livrarias o livro de maior sucesso de Pedro Paixão


Pedro Paixão
é 
um dos nomes mais reconhecidos da literatura portuguesa contemporânea de teor intimista e existencial. O autor construiu uma obra singular, marcada por uma escrita fragmentada, feita de pensamento, emoção e observação do quotidiano. Pedro Paixão é merecedor do destaque que as novas reedições que a editora Glaciar lhe vem, finalmente, dar. Ganharam no final de 2025 uma nova vida os títulos Nos Teus Braços MorreríamosEspécie de AmorMuito, Meu Amor e  Lembra-me de Mim (ver aqui).

Há livros que não envelhecem — apenas esperam pelo momento certo para voltar a ser lidos. Neste mês, a Glaciar devolve às livrarias Viver Todos os Dias Cansa, o livro de maior sucesso do autor. Com mais de 10 edições, este título tornou-se um marco e encontra agora, nesta nova geração de leitores, um novo público para apaixonar e ser apaixonado. 

Esta reedição surge como um convite ao reencontro com uma obra que não procura respostas fáceis, mas antes um espelho possível da fragilidade de existir. Que a leitura de Viver Todos os Dias Cansa continue a dizer o mesmo que sempre disse: que viver, mesmo quando cansa, continua a ser inevitavelmente humano.

Excerto
«
Sei pouco sobre as mulheres e cada vez sei menos. Nem sei - ou quando sei já é tarde demais - se gostam de mim e, quando isso acontece, não chego a saber o que isso possa querer dizer»

Elogios recebidos

«Provavelmente este livro será o mais bem armado e, também provavelmente, muitos voltarão a dizer que ele é o melhor escritor português da sua geração. Sem exagero.» Rui Tendinha

«Um escritor que diz que este é o seu melhor livro – e tem razão.» Tereza Coelho

«Com uma caneta por testemunho e um espelho como confessionário, faça-se a arqueologia de afectos e desafectos. Um tratado das paixões da alma.» Sílvia Cunha 

«De Quanta Terra Precisa o Homem?», de Lev Tolstói

Data de publicação: 11-03-2026
N.º de páginas: 104

«Uma das melhores histórias que a literatura universal conhece.» A frase é de James Joyce, acerca de De Quanta Terra Precisa o Homem?, um dos contos mais bem conseguidos de Lev Tolstói. 
A narrativa acompanha Pakhóm, um camponês humilde mas incapaz de se sentir satisfeito com aquilo que possui. Convencido de que a felicidade depende da quantidade de terra que conseguir acumular, vive permanentemente dominado pela ambição de alcançar mais — mais propriedades, mais riqueza, mais prosperidade. Logo no início da história, afirma não temer o diabo se tivesse todas as terras de que necessita («Tivesse eu terra em abundância e não temeria nada nem ninguém»). 
A partir daí, sucedem-se oportunidades que parecem aproximá-lo do sonho que tanto deseja. Pakhóm prospera rapidamente, mas cada conquista apenas aumenta o seu vazio interior. A terra que conquista nunca lhe parece suficiente. É então que surge o desafio derradeiro: poderá ficar com toda a terra que conseguir percorrer a pé entre o nascer e o pôr do sol, desde que consiga regressar ao ponto de partida antes da noite cair. O conto transforma-se, assim, numa corrida angustiante contra o tempo, contra os próprios limites e contra a ambição humana. 
Com uma escrita sóbria e profundamente simbólica, o autor de Ressurreição constrói uma reflexão intemporal sobre a ganância e sobre a incapacidade do homem em reconhecer quando já possui o bastante. Apesar de ter sido escrito em 1886, o conto mantém-se surpreendentemente actual, encaixando sem esforço nas dinâmicas do mundo contemporâneo, onde a felicidade parece estar sempre dependente de “ter mais alguma coisa”. 
De Quanta Terra Precisa o Homem? é um conto brilhante pela simplicidade da forma e pela força daquilo que revela sobre a natureza humana. 
A presente edição, com tradução do inglês por Paulo Emílio Pires, inclui ainda os contos Três Perguntas e O Que Faz Viver os Homens.

sábado, 9 de maio de 2026

No seu novo livro, Diogo Guerreiro desconstrói mitos que moldam a vida e a saúde mental


«E se eu lhe dissesse que, muitas vezes, o que o bloqueia não são as circunstâncias, nem as suas capacidades, mas estar preso a um mito, uma ideia errada?» É a partir desta premissa que Diogo Guerreiro conduz o leitor no seu novo livro, Os Mitos que o Estão a Bloquear, que chegou às livrarias no dia 6 deste mês.

Ao longo da obra, o médico especialista em Psiquiatria desconstrói mais de 80 mitos associados a 14 áreas centrais da vida, entre elas a autoestima, as relações e a saúde mental. Sustentado na evidência científica e na experiência clínica, desafia crenças enraizadas que condicionam a forma como pensamos, sentimos e vivemos, defendendo uma abordagem mais clara, humana e acessível à saúde mental. Sem recorrer a respostas simplistas, em Os Mitos que o Estão a Bloquear, convida o leitor a questionar certezas, reconhecer padrões limitadores e desenvolver uma compreensão mais consciente e lúcida de si próprio.

Diogo Guerreiro dedica-se, desde 2005, a trabalhar com adultos e adolescentes para promover uma melhor saúde mental. Em 2021, publicou o seu primeiro livro, E quando não Está tudo bem?, e em 2025, Não Complique 

Sinopse 
Vivemos rodeados de frases feitas mascaradas de verdades absolutas: que o dinheiro resolve tudo, que quem é forte não falha, que ter autoestima é gostar de tudo em si próprio, até que Portugal é um país de pessoas tristes. Repetimo-las tantas vezes que deixamos de as questionar e é precisamente aí que começa o bloqueio. 
Ao longo da prática clínica como médico psiquiatra, Diogo Guerreiro encontrou um padrão: muitas dificuldades emocionais, relacionais e profissionais não nascem da falta de capacidade, mas de crenças invisíveis que moldam decisões, sabotam escolhas e, ao mesmo tempo, alimentam frustrações. 

Excertos
«Ao longo da minha vida e da minha prática como médico psiquiatra, tornou-se claro: aquilo que tantas vezes nos bloqueia não vem de fora, mas de dentro! Crenças que fomos acumulando, quase sempre sem consciência disso, e que muitas vezes se transformam em mitos que nos condicionam em várias áreas da nossa vida - da felicidade ao sucesso, passando pela autoestima e pelos relacionamentos.»

«Algumas histórias funcionam como advertências, ensinando lições sobre os perigos de certos comportamentos ou decisões, ajudando-nos a evitar erros passados. Porém, nem todas refletem a verdade.»

«As consequências da desinformação e da ignorância são reais, e não se limitam à saúde mental (embora esta esteja presente em tudo o que vivemos). Por isso, quero convidá-lo a olhar comigo para os mitos que nos bloqueiam: mitos sobre as relações, a saúde, a autoestima, o trabalho, a motivação, o prazer e até a felicidade.»

«A Viagem Inútil» confirma Camila Sosa Villada como uma das grandes vozes da literatura latino-americana actual


Camila Sosa Villada
(n. 1982) é uma escritora, actriz e cantora argentina. O seu romance de estreia, 
As Malditas, (BCF Editores, 2022), ganhou vários prémios literários e teve um impacto enorme no espaço literário latino-americano contemporâneo. Las Malas (2019) foi considerado o melhor livro do ano pela maioria dos suplementos literários e foi adaptado para série televisiva.

Em Março de 2025, pela Quetzal Editores saiu Tese sobre Uma Domesticaçãoo seu segundo romance (o livro sobre sexualidade mais importante que o escritor Édouard Louis leu)uma história feita de cumplicidades ocultas e paixões avassaladoras, em que uma família tenta sobreviver agarrada a pequenos lampejos de felicidade, sem perceber que a derrota já a acompanhava desde o início.

Da autora, a 3 de Junho, será publicado A Viagem Inútil, um «relato cru da própria vida de Camila Sosa Villada: as suas origens, a sua dolorosa infância - um corpo clandestino de mulher açoitado pela fúria alcoólica do pai -, a vivência como travesti que conheceu a prostituição, mas também o êxito (...)» 
A Viagem Inútil (El viaje inútil, 2018), um ensaio autobiográfico intenso e memorável. 

Excerto
«Escrevo para que uma história se saiba. A história do meu travestismo, da minha família, da minha tristeza na infância, de toda a tristeza prematura que foi a minha família, o alcoolismo do meu pai, as carências da minha mãe. As mudanças que me afastavam para sempre dos amigos, do clima dos meus quartos, do costume dos pátios, da segurança de um esconderijo. Escrevo para poder dizer as imagens que povoaram a minha infância. Também para dizer a luta da minha família contra a pobreza, um conflito que nos devastou e adoeceu de rancores e desamor e indiferença, todos contra todos.»

Elogios da imprensa
«Uma das escritoras mais populares da cena literária atual.» La Nación

«O universo de Sosa Villada combina comédia e tragédia, transformando os marginalizados em deuses provocadores de um Olimpo colorido, cruel e terno onde dançam Jean Genet, Frida Kahlo, Lorca, Duras, Almodóvar, Alexievich e García Márquez, algumas das suas influências.» La Vanguardia

«Para ela, escrever, mesmo apesar do pessimismo, não é apenas um bálsamo contra as coisas terríveis que acontecem no mundo ou um lugar de fuga. Para ela, a literatura é um modo de vida.» Rolling Stone 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

SmartBook publica «Viver Intencionalmente», o livro mais marcante de John C. Maxwell


A SmartBook apresenta a sua mais recente novidade editorial: Viver Intencionalmente, da autoria do reconhecido especialista em liderança, John C. Maxwell.
Este autor de grande impacto global, cujas obras já ultrapassaram dezenas de milhões de exemplares vendidos e influenciaram líderes em diversas áreas, ao longo da sua carreira, fundou organizações dedicadas ao desenvolvimento pessoal e profissional, contribuindo para a formação de milhões de líderes em todo o mundo. Além de escritor de bestsellers destacados por publicações como o The New York Times, é também um orador muito requisitado, colaborando com grandes empresas, instituições governamentais e organizações de referência internacional.

Este autor americano considera Viver Intencionalmente a obra mais marcante da sua vidaNeste livro, John C. Maxwell abre o coração e convida o leitor a caminhar ao seu lado numa jornada rumo a uma existência com propósito — escolher uma vida que importa. Com sensibilidade e clareza, mostra que tudo começa em gestos simples, mas sustentados por uma visão grande. Ajuda-o a descobrir o seu “porquê” e a dar valor a cada instante — porque, no fundo, é aí que a vida realmente acontece.

Texto sinóptico
Provavelmente, deseja ter uma vida com significado, dar um contributo, fazer algo nobre e com um propósito. Mas duvida que estas coisas estejam ao seu alcance? Pensa que, para ter um impacto positivo no mundo, precisa de ter uma certa idade, muito dinheiro, ser famoso ou ter uma grande ideia? 
A boa notícia é que nenhuma dessas coisas é necessária para ter uma vida com significado e criar um legado duradouro. A única coisa de que precisa é ser intencional. Se desejar fazer a dife-rença, der grande valor às pessoas e estiver disposto a trabalhar em equipa, está ao seu alcance ter uma vida com significado.

Outro livro do autor, publicado em Dezembro de 2025: Todos comunicam, mas poucos se conectam.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

O mais íntimo de todos os livros de Siri Hustvedt


A romancista, ensaísta e poeta norte-americana Siri Hustvedt estará em Lisboa, de 2 a 4 de junho, para apresentar aquele que é o mais íntimo e autobiográfico dos seus livros. Fantasmas – Um livro de memórias, com tradução portuguesa de Tânia Ganho, encontra-se disponível nas livrarias desde ontem.

Para Salman Rushdie, «Hustvedt é uma artista rara, uma escritora de extraordinária inteligência e profunda sensualidade». Já Hilary Mantel sublinha: «É um dom de Hustvedt escrever com clareza exemplar sobre aquilo que é, necessariamente, pouco claro.»

Segundo a Kirkus Reviews, «para além de relatar a doença final, Hustvedt compõe um retrato vívido de Paul Auster enquanto amante e marido, pai e avô. O vínculo entre ambos era físico, emocional e profundamente intelectual. Ele confessou-lhe o desejo de regressar como fantasma — e ela cumpre-o, de forma comovente, neste livro de memórias.»

Pela Dom Quixote, estão publicados os seus romances Verão Sem Homens (2012), Aquilo que Eu Amava (2014), O Mundo Ardente (2014) e Recordações do Futuro (2020).

Excertos
«
Todos morremos, mas apenas alguns de nós vivem com a consciência de que a vida pode terminar a qualquer instante. Embora tivesse, muitas vezes, imaginado como seria viver sem o Paul, passei a fazê-lo com uma frequência quase insistente. Via-me a percorrer a casa sozinha. Via-me mergulhada no luto.»

«
Tenho dormido no meu lado da cama. Até ver, não dei por mim a ocupar mais espaço do que antes. Quando acordo, não espero que ele esteja ao meu lado. Não espero que ele entre no quarto. Sei que não o consigo conjurar, por muito que gostasse de o fazer. Temo a sua morte iminente durante demasiado tempo. Ocupo o mesmo espaço na cama onde nos unimos e dormimos, ano após ano.»


Texto sinóptico

Fantasmas é a obra mais pessoal de Siri Hustvedt até à data, uma reflexão sobre os mais de quarenta anos que passou com o marido - o escritor, poeta e cineasta Paul Auster -, desde o encontro de ambos na Nova Iorque dos anos 1980 até à morte dele, em 2024.
Siri Hustvedt partilha entradas de diário, notas e cartas de amor trocadas ao longo das décadas, bem como o último livro de Paul Auster – o inacabado Cartas a Miles – dedicado ao neto, nascido a 1 de janeiro de 2024. 
Parte livro de memórias, parte investigação filosófica, Fantasmas explora a intimidade de uma vida partilhada, os rituais do luto, o poder da linguagem e a própria natureza humana. É uma reflexão profunda sobre o que deixamos para trás e os fantasmas que habitam em nós - mesmo quando seguimos em frente.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Ensaio «Regiões Autónomas» é um dos novos livros da Fundação Francisco Manuel dos Santos

A coleção Ensaios da Fundação obedece aos princípios estatutários da Fundação Francisco Manuel dos Santos: conhecer Portugal, pensar o país e contribuir para a identificação e para a resolução dos problemas nacionais, assim como promover o debate público. O principal desígnio desta coleção resume‑se em duas palavras: pensar livremente. Eis os ensaios a publicar durante este mês de Maio.


Energia e digitalização, As escolhas da transição mostra como o futuro exige um equilíbrio difícil a nível energético (entre sustentabilidade a preços baixos e abastecimento sem paisagens alteradas), digital (entre inovação, direitos e privacidade) e político (entre o papel do Estado, do mercado e da sociedade civil). Defende, contudo, que vivemos uma oportunidade histórica para o país, que tem recursos renováveis ímpares, caso ultrapasse a retórica política, e desafia cada cidadão a participar nas escolhas desta mudança acelerada.

Excerto
«A escala do planeta, geológica, multimilenar, passa por transformações radicais ao longo de milhões de anos, com períodos muito mais quentes e muito mais frios, e atmosferas com muito mais e com muito menos dióxido de carbono. A questão fundamental não é se o planeta sobreviverá, porque vai sobreviver. A questão é se nós seres humanos, nós ecossistemas, nós biodiversidade, conseguiremos sobreviver neste planeta com as condições que estamos a criar.» (p. 14)

Hugo Martins de Carvalho é engenheiro, tem-se dedicado às áreas da inovação e da tecnologia, mais recentemente na vertente da inteligência artificial. Foi deputado à Assembleia da República entre 2019 e 2024. Presidiu, a convite do Governo, à Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030). Foi presidente do Conselho Nacional de Juventude, membro do Conselho Económico e Social e do Conselho Nacional de Educação.


Regiões Autónomas analisa o funcionamento das instituições políticas na Madeira e nos Açores e as suas relações com o poder central, a Europa e o Atlântico, desde o início do séc. XIX. Pelo caminho, explica as identidades próprias e dinâmicas específicas das democracias e das autonomias insulares, em renovação constante, unindo o passado de resistência ao presente de liberdade e progresso. 

Sabia que é devido aos Açores e à Madeira que a zona económica exclusiva de Portugal é a terceira maior da Europa?

Excerto
«A Autonomia própria das Regiões Autónomas é uma Autonomia com integração (Miranda, 2020). É a Autonomia — sejam quais forem as razões em que esta se funde — de comunidades que compõem, com outras, um povo, ao qual corresponde um certo e determinado Estado e que, por essa via, têm pleno acesso à soberania desse mesmo Estado.» (p. 19)

Paulo Miguel Rodrigues
 é professor associado na Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira. É mestre e doutor em História Contemporânea, pelas Universidades de Lisboa e da Madeira, e licenciado em História. Em 2021, publicou a obra Dicionário Breve da História da Autonomia da Madeira.


Pensar o futuro: Portugal e o mundo em prospetiva estratégica apresenta a prospetiva estratégica, disciplina prática que analisa como governos e instituições podem passar da mera gestão de crises para uma verdadeira cultura de preparação. Guia-nos por um ecossistema global de antecipação — da resiliência da Finlândia ao pragmatismo de Singapura — e mostra que Portugal tem de treinar o seu «músculo intelectual» para transformar sinais fracos do ‘onde’, o ‘como’ e o ‘que’ se pensa sobre o futuro em decisões robustas e planos de ação que resistam ao teste do tempo.

Excerto
«Efetivamente, é mais fácil explicar o que é a prospetiva estratégica começando por aquilo que ela não é. Não é nem predição, nem adivinhação, nem mesmo previsão (forecast, em inglês), embora as previsões ou projeções possam complementar as análises prospetivas, dependendo da área em foco.
» (pp. 19-20)

Ricardo Borges de Castro é analista em assuntos europeus e globais, com mais de 25 anos de experiência em relações internacionais, políticas públicas e prospetiva estratégica. As suas áreas de interesse centram-se na geopolítica, no papel internacional da UE e no futuro da Europa, nas relações transatlânticas, nas tendências globais e nos cenários. É mestre em Artes (MALD) pela The Fletcher School e doutor (DPhil) em Relações Internacionais pela Universidade de Oxford (St Antony's College).

domingo, 3 de maio de 2026

Novidade: «Dias de Vidro», romance multi-premiado e finalista do Prémio Strega


Recentemente publicado pela Editora Alma dos Livros, Dias de Vidro é uma narrativa intensa sobre a capacidade de resistir mesmo nos contextos mais desumanos. Num cenário marcado pela violência e pelo silêncio imposto, acompanha-se a história de uma mulher que encontra formas de permanecer inteira, preservando a sua fé na humanidade. Entre a sombra e a luz, o romance transforma o silêncio numa força viva.

Amplamente reconhecida, Dias de Vidro, com tradução portuguesa de Filipa Ramalho, foi distinguida com o Prémio da União Europeia para a Literatura, o Prémio Alessandro Manzoni (Romance Histórico), o Prémio Literário Chianti e o Prémio The Bridge, além de ter sido finalista do Prémio Strega, entre outros. Nicoletta Verna, nascida em Forlì em 1976, estreou-se com Il Valore Affettivo e afirma-se hoje como uma das vozes mais marcantes da literatura italiana contemporânea, destacando-se pela forma como transforma a memória histórica em ficção viva, aliando rigor narrativo e grande intensidade emocional.

Excerto
«Não é que os meus pais fossem pobres, ou pelo menos não eram mais pobres do que os outros. O meu pai guardava a casa do conde Morelli no Tarascone, que ficava no caminho que passava pela fortaleza, e a minha mãe vendia tremoços no mercado de Santa Maria com um carrinho. Em Castrocaro, havia quem trabalhasse nas Termas e já tivesse uma casa de banho, é verdade, com uma sanita de cerâmica branca, onde despejando água com uma bacia ia tudo por ali abaixo e nem nos apercebíamos de ter feito alguma coisa, enquanto os restantes iam para o barracão no pátio, assim como os outros do bairro, com um odor que fazia vir as lágrimas aos olhos, e punham-se no buraco a chocar e limpavam-se à pressa com um pano. Mas não eram pobres: conseguiam pagar todos os meses a renda da casa na curva da estrada nacional e quase não tinham dívidas.»

Sinopse
Itália, 1924. Giacomo Matteotti, principal opositor de Benito Mussolini, é assassinado no dia em que Redenta vem ao mundo. O medo instala-se, o silêncio torna-se regra e a violência passa a ser instrumento de governo. A morte de um marca o início definitivo da ditadura, o nascimento de outra inaugura uma vontade obstinada de resistir. 
Prometida em criança ao seu melhor amigo, Bruno, que desaparece sem explicação, é mais tarde escolhida para casar com Vetro, um dirigente fascista cujo sadismo parece não ter limites. Ainda assim, algo nela persiste. Uma força silenciosa, quase indestrutível. 
A vida de Redenta cruza-se com a de Iris, uma mulher rebelde e com desejos de liberdade. Duas mulheres, duas formas de coragem, dois destinos que se entrelaçam num dos períodos mais austeros da História.


Outro romance também premiado, recentemente publicado pela editora: O Artista, de 
Lucy Steeds.

sábado, 2 de maio de 2026

«Klara e o Sol», de Kazuo Ishiguro

Editora: Gradiva
Data de publicação: 24-02-2026
N.º de páginas: 272

O romance de Kazuo Ishiguro após ter vencido o Nobel de Literatura em 2017, apresenta-nos um futuro próximo onde a tecnologia se entrelaça com as emoções humanas de forma inquietante. A protagonista, Klara, é uma Amiga Artificial dotada de uma extraordinária capacidade de observação, que aguarda ser escolhida numa loja enquanto tenta compreender os comportamentos daqueles que passam diante de si. Desde o início, a sua perspectiva singular — simultaneamente ingénua e penetrante — conduz o leitor por um mundo onde as relações humanas parecem cada vez mais mediadas e frágeis. 
Quando Klara é escolhida para acompanhar Josie, uma adolescente fragilizada por uma doença misteriosa, a narrativa desloca-se para um ambiente mais íntimo e emocionalmente complexo. À medida que a ligação entre ambas se aprofunda, Klara observa e interpreta as dinâmicas familiares, as ansiedades da mãe e a solidão que envolve essas personagens. Paralelamente, vai desenvolvendo uma crença quase espiritual no Sol, fonte da sua energia, que passa a encarar como uma entidade capaz de intervir no destino humano. Movida por essa fé e pela sua dedicação a Josie, Klara envolve-se numa tentativa comovente de salvar a jovem, revelando uma capacidade de amor e sacrifício que desafia a própria definição de humanidade. 
Ao longo da obra, o leitor é confrontado com um mundo marcado por desigualdades e escolhas difíceis, onde o progresso científico levanta questões éticas profundas. Através do olhar de uma narradora inesquecível, o autor nipónico — que se estreou na literatura com o romance As Pálidas Colinas de Nagasáqui — contempla o mundo moderno em rápida mudança para compreender uma questão fundamental: o que significa amar? 
Klara e o Sol (tradução de Maria de Fátima Carmo a partir de Klara and the Sun) afirma-se, assim, como uma reflexão tocante sobre a natureza do amor, da esperança e daquilo que nos torna únicos. 
Considerado um dos melhores livros de 2021, o romance foi adaptado ao cinema, com estreia prevista para Outubro deste ano, contando com a participação dos actores Amy Adams, Jenna Ortega e Steve Buscemi nos principais papéis. 

Excerto 
«Quando vemos as coisas por dentro, não só elas se tornam menos assustadoras como nós aprendemos. Aprendemos coisas novas e extraordinárias.»