domingo, 8 de novembro de 2026

O livro póstumo de Jeffrey Archer, a estreia de John Grisham num novo género, e obra inédita de Stephen King


A Bertrand Editora publica a 12 de Novembro 3 livros de grandes autores do seu catálogo.

Jeffrey Archer, que morreu no passado dia 5 de Outubro aos 86 anos, acreditava firmemente que Adão e Eva era o seu melhor livro. «Adão e Eva é, na minha opinião, o melhor livro que já escrevi e, aos 86 anos, estou dolorosamente ciente de que não posso esperar igualá-lo», disse o autor em entrevista ao The New York Times, que foi publicada no dia seguinte à sua morte, precisamente na data de lançamento da obra nos Estados Unidos.

Este um último grande livro, com tradução de Ana Saldanha, é uma história de ritmo avassalador, repleta de ambição, rivalidade, amor e traição.

«Passei muitas horas felizes nos últimos cinquenta anos, desde que escrevi Nem Um Tostão a mais, nem Um Tostão a menos, em 1976... (...) Adão e Eva revelou-se agora o meu projeto literário mais gratificante, e só posso esperar que sintam o mesmo.»

É uma saga histórica grandiosa, que se estende desde o fim da Primeira Guerra Mundial até aos dias mais negros da Segunda Grande Guerra, combinando com mão de mestre a ficção com os principais factos históricos. Neste romance, o leitor acompanha duas vidas que tiveram início exatamente no mesmo dia: 11 de novembro de 1918, dia do Armistício. Nascidos com poucas horas de diferença, mas a mundos de distância um do outro, Adam é filho de um pastor, e Eva é filha de um nobre abastado. Se os seus nascimentos marcam o fim de uma guerra, o seu amor mudará o desfecho de outra. 


John Grisham estreia-se nos thrillers de espionagem. Um casal raptado serve de gatilho para expor uma perigosa teia de crime internacional. A obra aborda uma lua de mel de sonho em Paris que ganha contornos terrivelmente perigosos e com implicações internacionais. A Ilusão Francesa, que é também uma carta de amor do autor a Paris, cidade à qual tem uma forte ligação, combina a tensão dos melhores clássicos jurídicos de Grisham com uma alucinante conspiração internacional, um xadrez geopolítico sofisticado envolto na escrita ágil e cativante que é característica do autor.

«Como escritor, fui influenciado por autores como Ken Follett, John Le Carré, Robert Ludlum ou Len Deighton. Os elementos que tornam os thrillers jurídicos tão cativantes — situações de alto risco, motivações secretas, enredos complexos e personagens obscuras — são os mesmos que definem os grandes thrillers de espionagem.» John Grisham.

Em A Ilusão Francesa, com tradução de Rui Azeredo, um jovem casal americano viaja para Paris para uma lua de mel de sonho, mas acaba raptado durante um passeio à Normandia. Na luta por encontrar respostas para esta teia criminal bem organizada, um jovem procurador é recrutado para servir de isco numa elaborada operação clandestina que envolve o FBI, a CIA e os próprios serviços secretos franceses.


Leitura viciante e avassaladora, Cujo é um thriller imparável, mas também um drama intenso. Stephen King equilibra a ação com a exploração dos medos mais humanos, e talvez mais terríveis, como sejam um casamento em crise ou o desamparo de uma mãe e de um pai para proteger o filho de ameaças sempre imprevisíveis. Este clássico, que foi adaptado para o cinema em 1983, dois anos após ser originalmente publicado, será em breve alvo de um novo remake produzido pela Netflix.


Um clássico absoluto do início da década de 1980 no catálogo do mestre do thriller e do horror, esta obra é publicada pela primeira vez em Portugal, numa tradução assinada por Rui Azeredo e José Remelhe.

Este livro de horror plausível e visceral, escrito sem filtros, com vigor e um ritmo alucinante, tem uma premissa simples e imediata: uma mãe fica presa com o filho de 4 anos dentro de um carro enquanto um São Bernardo aterrorizador os ameaça do lado de fora.

domingo, 1 de novembro de 2026

Faktoria K de Livros publica «Os Homens não são ilhas», de Nuccio Ordine

A colecção Ágora K, da Faktoria K de Livros, uma chancela da Kalandraka, foi inaugurada em finais de 2016 com o livro A Utilidade do Inútil, um manifesto a favor das Humanidades, das artes e da cultura. A obra foi um sucesso de vendas no nosso país, já traduzido em mais de 20 línguas. 

No dia 12 deste mês, a colecção ganha um novo volume, também da autoria de 
Nuccio Ordine (1958-2023). Com tradução assinada por Carlos D'Paiva e Pia Mastrangelo, o ensaio Os Homens não são ilhas desvela-se como um hino em defesa da arte, da filosofia e da literatura face ao pesado grilhão da sociedade consumista. 

Gramática da Fantasia (2017), A cidade das crianças (2019), A Metamorfose do Comunismo na China (2021) e Abril é Um País (2024) são alguns outros títulos que constam da Ágora K.
 
Texto de apresentação
«Nenhum homem é uma ilha inteira em si mesmo; qualquer homem é uma porção do continente, uma parte do oceano. Se um torrão for arrastado pelo mar, a Europa fica mais pequena, tal como aconteceria com um promontório, ou com a casa de um qualquer amigo teu […]; a morte de qualquer homem diminui-me, porque eu estou envolvido na humanidade.» John Donne

Viver para os outros poderá ser a única forma de dar sentido à própria vida. Esta é a convicção de Nuccio Ordine que, a partir da famosa reflexão de John Donne, convida o leitor a ler - e a reler - uma selecção de clássicos da literatura universal. Confiante de que uma passagem brilhante pode despertar a curiosidade de quem a lê para procurar a obra em que se insere, o autor retoma a sua apologia dos clássicos, ao mesmo tempo que demonstra que a literatura é fulcral para promover a compreensão e a compaixão entre os humanos, num tempo marcado pelo individualismo, pela desigualdade social e económica e pelo receio do desconhecido.

O autor
F
oi docente, filósofo, crítico literário e especialista em literatura italiana na Universidade da Calábria. Foi professor visitante em prestigiadas universidades dos EUA e da Europa, como Yale e Paris-Sorbonne, e membro do Centro de Estudos do Renascimento Italiano da Universidade de Harvard e da Fundação Alexander von Humboldt. Foi também coordenador de várias colecções editoriais em França e Itália, dedicadas à literatura e ao pensamento europeu. Os livros que Nuccio Ordine publicou foram traduzidos em várias línguas, incluindo chinês, japonês e russo. 

sábado, 31 de outubro de 2026

Antologia de contos «Para lá da Travessa» entre as novas publicações da Letras Lavadas

As Edições Letras Lavadas apresentam três novidades editoriais que percorrem diferentes caminhos da memória, da identidade e do conhecimento. Entre a evocação literária do Porto Santo, a descoberta das raízes familiares através da genealogia e o resgate da história e do património da ilha de Santa Maria, estas obras convidam o leitor a explorar histórias, revisitar o passado e compreender melhor as comunidades e as suas origens. Três propostas distintas, unidas pela valorização da memória e pela preservação da identidade insular.

Para lá da Travessa, de Cláudia Faria (coordenação)
A presente antologia reúne dez contos da autoria de escritores diversos, cujos estilos e sensibilidades, embora distintos, convergem numa mesmas constelação afectiva: a devoção ao Porto Santo. Estes textos estabelecem um diálogo entre passado e presente, entre ficção e realidade, entre memória e criação, configurando um coreografia singular de olhares. Dessa pluralidade emerge uma identidade insular ímpar, tecida por uma bainha de espuma e sonho e amparada por um horizonte de voo e (c)asa. 
As vozes aqui reunidas procuram homenagear o mistério e o encantamento da ilha e das suas gentes, mas também reflectir sobre a condição humana – em particular, sobre o tempo e o espaço insular e sobre o lugar enquanto palco dinâmico, transformador e potencialmente redentor. 

Outros títulos da autora: Elisabeth Phelps; Dicionário Sentimental do Porto Santo; Eu Tenho uma Carta Escrita.

Descubra as Suas Origens, de Francisco Queiroz e Cristina Moscatel
Descobrir quem foram os nossos antepassados é uma epopeia fascinante. Porém, nem sempre é fácil sabermos qual o melhor caminho a seguir. Por vezes, parece até ser impossível recuar no tempo, por se terem perdido os registos ou por esbarrarmos em documentos quase indecifráveis. E, no entanto, a nossa história familiar está simplesmente escondida: as respostas surgem frequentemente nos lugares mais inesperados e em arquivos que nunca nos lembraríamos de consultar. 
É por tudo isto que, conduzindo-nos pelas veredas quase labirínticas da Genealogia, esta edição revista e actualizada do manual «Descubra as Suas Origens» vem responder às questões fundamentais de quem quer embarcar nesta aventura surpreendente: onde e como pesquisar o rasto dos antepassados? Como interpretar os dados recolhidos? Como organizá-los, preenchendo as várias gerações da árvore genealógica? 
Os autores, historiadores especialistas em Genealogia e Ciências Documentais, revelam também inúmeras dicas, facilitando a conclusão bem sucedida desta missão, tão importante para compreendermos melhor aquilo que efectivamente somos. 

Ilha de Santa Maria – Recortes da História de Um Povo
, de 
Arsénio Chaves Puim
Fruto de seis décadas de dedicação à salvaguarda da memória mariense, este livro é uma obra de cariz histórico-etnográfico que resgata e humaniza a História da ilha de Santa Maria entre o século XVII e meados do século XX. Composta em forma de “recortes”, Arsénio Puim reúne acontecimentos, práticas e testemunhos que atravessam do século XVII a meados do século XX, revelando aspetos do património humano e material muitas vezes esquecidos ou silenciados. 
Através de uma criteriosa seleção de “recortes” históricos, acontecimentos e aspetos do património humano e material — muitos deles olvidados ou silenciados —, o autor combina rigor científico com fontes primárias, secundárias e uma vivência pessoal profunda. 
O resultado é uma obra que humaniza o passado, ilumina fenómenos sociais e relações comunitárias, e reforça o contributo de Santa Maria para a história mais ampla dos Açores.Este livro é, acima de tudo, um legado: a transmissão de uma vida dedicada à preservação da memória coletiva e ao aprofundamento da identidade açoriana.

Novo romance de Djaimilia Pereira de Almeida entre os lançamentos de Novembro da Tinta da China

A Tinta da China  publicará Leva-me, Comboio, a Ver o Campo Roxo, o novo romance de Djaimilia Pereira de Almeida, premiada autora portuguesa, galardoada com o Prémio Oceanos, o Prémio Literário Fundação Inês de Castro, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, entre outros.

Ernesto Rios, escritor laureado, vê a sua vida encaixotada na iminência de uma mudança de casa, atormentado por uma crise recente.
Ilusões, degradações, vexames, esperanças, fantasmas, o arquivo inteiro acorda diante do autor enquanto Laura, sua mulher, da sala ao lado, toca o teclado num pianíssimo ágil, vaporizando o marido com o seu mistério.

 

Após o 1.º volume, O Desfufador: Contágio (2025), a muito aguardada segunda parte da grande sátira romanesca de Valério Romão, intitulada O Desfufador: Cura. Também do autor, chega no fim do mês de Novembro às livrarias uma nova edição do livro de contos «que arranham e miam cristalinamente», Dez Razões para Aspirar a Ser Gato, publicado em 2015.

Eles passeiam‑se por todos os dez textos que compõem este livro de contos, altivos, meigos, indiferentes, como espelhos felinos que atravessam as pessoas e as suas vidas assim‑assim, ou complicadas, ou gaguejantes. Mas este não é um livro (apenas) sobre gatos. É sobre pessoas que aspiram a ser mais alguma coisa além de um emprego opressor, de estudos elevados, dificuldades físicas ou emocionais, relações sem amor ou bobo da corte. Entre silêncios patudos e a compreensão secreta das coisas, há ontologia, desejo, doença, solidão, infância e uma certa esperança que não é de felicidade — apenas de sermos melhores.

De Graciliano Ramos, romancista, cronista, contista, jornalista e político brasileiro, chega aos leitores lusófonos S. Bernardo (1934), o seu segundo romance (publicado por cá em 2005 pela extinta editora Cotovia), ao qual se seguiriam duas das suas principais obras, ambas inspiradas pela experiência de resistência e cárcere: Angústias (1936) e Vidas Secas (1938). Graciliano Ramos é um dos nomes maiores das literaturas brasileira e latina.
Desta colecção constam, entre outros, os livros Quincas Borba, de Machado de Assis, e Miguilim, de João Guimarães Rosa.

Um livro implacável. Agreste como a terra e os homens nordestinos, em torno do poder, da violência, e da força das paixões, do amor, da cólera e do ciúme. A brutalidade de Paulo Honório e a delicadeza de Madalena encontram‑se na terrível destruição que arrasta tanto o domínio e a propriedade, como o casamento e a família, num romance de irrepreensível construção, depurado e corajoso. A audácia de Graciliano Ramos entrega a escrita do livro ao proprietário prepotente e violento, que, diante da conjugação de acasos, circunstâncias e pessoas que lhe malograram o «fito na vida», intenta um livro improvável abrigado num dos romances mais fortes da literatura brasileira.

Vice-Versa, ou Uma Lição para Pais
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m clássico do humor britânico que é uma divertida paródia sobre pais e filhos, é o que nos propõe Ricardo Araújo Pereira, neste novo título da colecção de Literatura de Humor, de que é coordenador. F. Anstey foi um escritor e humorista inglês, conhecido sobretudo pelos textos publicados na conceituada revista Punch nos anos 1880 e por vários romances satíricos de fantasia. Esta obra, com tradução portuguesa de Elsa T. S. Vieira, foi o seu maior sucesso literário. À venda a partir do dia 12.

Publicado em 1882 e com a acção a decorrer na Londres vitoriana, encontramos um homem de negócios a fazer pouco do filho que está com medo do regresso ao colégio interno. Pelo menos até um calhau mágico executar uma mudança de corpos que os põe, literalmente, nos sapatos um do outro, sujeitos às mais divertidas e variadas peripécias. 

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Assírio & Alvim reúne numa só obra três grandes referências da poesia chinesa

Assírio & Alvim publica, numa edição em capa dura, Depois da Chuva: a grande poesia da dinastia Tang, o título mais recente da colecção Documenta Poetica, que conta com obras de Adília Lopes (Dobra), de Georg Trakl (Crepúsculo de Outono) e de Giacomo Leopardi (Cantos), entre outros.
Três dos maiores nomes da poesia chinesa, e sem dúvida o trio de poetas mais importante da conhecida dinastia Tang: Du Fu - "o poeta errante" - nasceu em Henan, por volta de 712; Wang Wei - "o pintor de versos" - em 699, na província de Shanxi; Li Bai - "o imortal expulso do céu" - em 701, na antiga cidade de Suiye. As suas vidas têm alguns pontos em comum, em maior ou menor grau, cruzando a política da época e a poesia, longas peregrinações de uma atenção extrema ao mundo natural e uma luta interna entre o recolhimento e a vivência no meio da multidão. 

Texto de apresentação
Esta antologia centra-se na produção de três poetas chineses maiores (Du Fu, Wang Wei e Li Bai), numa altura em que «a criatividade poética chinesa atingiu o seu cume mais brilhante», embora tendo em conta que «o universo cultural chinês já tinha construído uma tradição poética com mais de dez séculos», diz-nos o tradutor Joaquim M. Palma, que se socorreu de versões inglesas, francesas e castelhanas para dar a conhecer estes poemas em português. É neste enquadramento que encontramos uma poesia feita de paisagens, encontros e despedidas, contemplação, saudade e convívio.

Outras obras traduzidas por Joaquim M. Palma
Os Quatro Rostos do Mundo [haikus], de Yosa Buson (Assírio & Alvim, 2020)
O Eremita Viajante [haikus – obra completa], de Matsuo Bashô (Assírio & Alvim, 2016)
A Borboleta Voando no Vazio, de Chuang Tzu e Lié Tzu (Dinalivro, 2014)

Outro título que pode interessar
Diários de Viagem e alguns poemas em prosa, de Matsuo Bashô (Assírio & Alvim, 2026)

terça-feira, 27 de outubro de 2026

«Pequenas Grandes Verdades», de Liane Moriarty

Editora: ASA
Data de publicação: 27-10-2026
N.º de páginas: 528

O regresso (in)esperado. Se acompanhaste o fenómeno literário e televisivo de Pequenas Grandes Mentiras (Big Little Lies), sabes que a história das Monterey Five parecia ter fechado um ciclo. Quando a primeira temporada (2017) da HBO terminou — cobrindo exatamente todo o enredo do livro original —, o público pedia mais. Foi aí que aconteceu algo único nos bastidores: embora não tenha lançado uma sequela literária na altura, Liane Moriarty escreveu um resumo alargado para servir de guião-base a David E. Kelley, permitindo à HBO avançar para uma segunda temporada (2019). Mas a autora não tinha dito tudo. 
Dez anos depois, Liane Moriarty regressa ao universo de
Pequenas Grandes Mentiras, recuperando Madeline, Celeste e Jane, cujas vidas seguiram caminhos diferentes desde os acontecimentos que marcaram a história original. Agora, com filhos adolescentes e novas preocupações, as três amigas continuam a enfrentar os desafios da vida familiar, das relações pessoais e das escolhas que nem sempre produzem as consequências esperadas. Mas a aparente tranquilidade de Monterey volta a ser abalada por um crime insólito, que traz consigo novas suspeitas, segredos e tensões. À medida que os acontecimentos se desenrolam, as personagens vêem-se novamente envolvidas numa teia de circunstâncias que ameaça perturbar os equilíbrios que julgavam ter alcançado.
A autora australiana demonstra, uma vez mais, a sua capacidade para retratar as contradições da natureza humana e explorar aquilo que se esconde por detrás de vidas aparentemente perfeitas. As dinâmicas familiares, os desafios da adolescência, as amizades, os ressentimentos e as pequenas rivalidades quotidianas cruzam-se com uma intriga policial que introduz novas interrogações e mantém o suspense. O humor mordaz, os diálogos vivos e a construção progressiva do mistério conferem à narrativa um ritmo particularmente envolvente, sem perder a atenção às relações e à evolução das personagens.
Pequenas Grandes Verdades foi uma leitura que proporcionou enorme prazer. O reencontro com estas personagens, a riqueza das situações e a forma como Liane Moriarty conduz a história tornaram este regresso especialmente gratificante. Mais de 500 páginas que passaram surpreendentemente depressa, num romance que prende a atenção e confirma o talento da autora para contar histórias que nos deixam sempre com vontade de ler mais um capítulo.
Este livro que vai servir de base à tão aguardada terceira temporada da série, que voltará a contar com o elenco de luxo composto por Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Shailene Woodley, Laura Dern, Zoë Kravitz e Meryl Streep.

Nove Perfeitos Desconhecidos (Nine Perfect Strangers, 2021, Prime Video) e Quem Sai Aos Seus (Apples Never Fall, 2024, SkyShowTime) são outras adaptações televisivas de romances da autora, que foram aclamados pelo público e pela crítica. A obra O Segredo do Meu Marido, também publicada pelas edições ASA, foi um sucesso estrondoso em todo o mundo, e encontra-se em desenvolvimento para versão cinematográfica.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Saiu uma edição especial, com uma nova tradução, de «O Principezinho»


É um dos maiores clássicos da literatura mundial.
 Um bestseller lido por gerações em todo o mundo. Com a simplicidade de uma história para crianças e a força dos grandes livros, O Principezinho fala-nos de amizade, de amor e das coisas verdadeiramente importantes, que tantas vezes deixamos de ver quando crescemos.
Publicado pela primeira vez em 1943, esta obra de Antoine de Saint-Exupéry, está traduzida em dezenas de línguas, continuando a cativar leitores de todas as idades. Esta edição especial da Alma dos livros, em capa dura, teve tradução de Tânia Ganho.

Sinopse
Num pequeno planeta, pouco maior do que uma casa, vive um principezinho. 

O planeta tem três vulcões, alguns embondeiros e uma rosa muito vaidosa, de quem o principezinho gosta mais do que sabe dizer. 
Um dia, decide partir. 
Viaja de planeta em planeta e encontra um rei, um vaidoso, um bêbado, um homem de negócios, um acendedor de lampiões e um geógrafo. Todos são adultos. E todos parecem preocupar-se com coisas que o principezinho tem dificuldade em compreender. Até que chega à Terra.
No deserto do Sara, encontra um piloto que fez uma aterragem de emergência no meio do nada. O principezinho conhece também uma raposa, que lhe ensinará o significado de criar laços, e começa finalmente a compreender aquilo que deixou para trás. 

Do mesmo autor: Terra dos Homens. Correio do Sul, Cidadela, Voo Noturno, Piloto de Guerra, Um Sentido para a Vida.

sábado, 24 de outubro de 2026

«A Revolução do Sono», de Arianna Huffington

Editora: Matéria Prima
Data de publicação: 26-03-2025
N.º de páginas: 352

Arianna Huffington (n. 1950), escritora, jornalista e empreendedora greco-americana, foi eleita uma das 100 personalidades mais influentes do mundo pela revista ‘Time’. Foi co-fundadora do ‘The Huffington Post’ e fundadora da ‘Thrive Global’, uma empresa dedicada ao bem-estar e à melhoria dos hábitos de vida. 
A Revolução do Sono (tradução portuguesa de The Sleep Revolution, por Alexandra Cardoso) resulta de investigações jornalísticas e de estudos científicos, bem como de uma experiência pessoal que fez esta figura pública repensar a sua relação com o sono e a importância que lhe atribuía. Embora seja mestre em Economia pela Universidade de Cambridge, e tenha experiência no jornalismo e na política, Arianna não é especialista do sono. 
A obra aborda a privação do sono, as suas consequências para a saúde e a necessidade de dar prioridade ao descanso. Entre os temas explorados encontram-se a sua evolução histórica e científica, as perturbações do sono e os sonhos. 
Apesar de uma organização acessível e de alguns conteúdos interessantes, o livro insiste excessivamente na importância de dormir bem, sem aprofundar suficientemente as questões que levanta. A mensagem central é reiterada ao longo da obra, acompanhada de conselhos pouco inovadores e citações de personalidades que abordaram o tema de forma genérica. O resultado é um conteúdo superficial, que pouco acrescenta ao conhecimento de um assunto já amplamente explorado e que, por vezes, transmite a impressão de ter sido escrito por um autor-fantasma. 
Essa superficialidade torna-se particularmente evidente no capítulo dedicado às perturbações do sono (pp. 119-125). Apesar de mais de cem distúrbios reconhecidos pela ciência, a autora concentra-se sobretudo em dois: a síndrome de apneia obstrutiva do sono e a insónia. Refere ainda, de forma breve, outras três perturbações, deixando de fora muitas outras condições relevantes. A abordagem fica, assim, aquém do que seria desejável num livro que pretende oferecer uma visão abrangente sobre o sono. 
A Revolução do Sono poderá cumprir o seu propósito enquanto introdução acessível à importância do descanso e às consequências da sua privação. No entanto, os leitores que procuram conhecimentos mais aprofundados, respostas cientificamente fundamentadas e soluções concretas para melhorar a qualidade do sono poderão sentir-se desiludidos. Para esse efeito, será preferível consultar obras escritas por profissionais com formação especializada, nomeadamente médicos com Competência em Medicina do Sono e/ou especialistas com certificação internacional em Somnologia. 
Arianna Huffington escreveu mais de uma dezena de livros, que abrangem diversos géneros e temáticas, entre os quais biografias, autobiografias, saúde e bem-estar, política, jornalismo e empreendedorismo. Da sua autoria, no nosso país, encontram-se publicados Mulheres Corajosas Vencem Sempre (2008) e A Terceira Medida do Sucesso (2015). 

Excertos 
«O sono afeta a nossa saúde mental tão profundamente como a nossa saúde física. (...) a falta de horas de sono tem uma forte ligação com praticamente todas as perturbações de saúde mental que conhecemos, especialmente a depressão e a ansiedade.» 

«Enquanto dormimos, o cérebro consegue livrar-se de toxinas, incluindo as proteínas que estão associadas à doença de Alzheimer, o que significa que se não damos tempo ao cérebro para fazer este trabalho fundamental, o custo pode ser elevado.»

Lançamentos: Novela gráfica e livro para colorir baseados na série «Asas de Fogo»

A Porto Editora publica o primeiro volume da novela gráfica baseada na colecção 'Asas de Fogo'. A narrativa é construída através de uma composição de página dinâmica, com diferentes planos e um ritmo variado entre vinhetas, acompanhando a intensidade da história. A adaptação preserva a aventura original, mas explora novas dimensões através da interpretação visual de Mike Holmes e cor de Maarta Laiho.

A chegada da novela gráfica é acompanhada por outra novidade: Asas de Fogo – Livro para colorir. Com mais de 90 ilustrações, o livro convida os fãs a explorar e recriar o universo de Pyrrhia através de cenas detalhadas e de algumas das personagens mais conhecidas da colecção.

Com estes dois lançamentos, 'Asas de Fogo' amplia o seu universo em Portugal e oferece aos leitores novas formas de entrar no mundo criado pela autora Tui T. Sutherland.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Alma dos Livros adiciona à colecção 'Clássicos' as obras «A Quinta dos Animais» e «Sonetos»

Já são conhecidos os dois títulos mais recentes da colecção 'Clássicos', da Alma dos Livros. Um deles - já à venda - é um livro de sátira, essencial para compreender os mecanismos de poder, obediência e liberdade. O outro - disponível a partir de 4 de Novembro -, é uma obra de poesia de amor, ausência, desejo e inquietação, de uma das vozes mais singulares e inconfundíveis da poesia portuguesa do século XX.


Na Quinta do Solar, os animais revoltam-se contra o dono e assumem o controlo da propriedade. O propósito que os une é simples: construir uma sociedade onde todos sejam livres, iguais e donos do próprio destino. Mas, à medida que a nova ordem se instala, os princípios que estiveram na origem da revolta começam a ser alterados. As regras mudam, a memória do passado é manipulada e aqueles que assumem a liderança passam a concentrar privilégios e poder.

Com uma narrativa breve, clara e mordaz, A Quinta dos Animais explora alguns dos grandes temas políticos e humanos do século XX: liberdade, igualdade, propaganda, manipulação da verdade, ambição e a forma como o poder molda aqueles que o exercem.
Mais do que uma sátira política, este é um livro sobre a fragilidade das promessas coletivas, sobre a facilidade com que a linguagem pode alterar a realidade e sobre a forma como uma sociedade pode perder, pouco a pouco, aquilo que acreditava estar a conquistar.
Entre as obras mais conhecidas de George Orwell encontram-se 1984 e A Quinta dos Animais. Estes dois últimos livros tornaram-se clássicos universais e continuam a influenciar a forma como pensamos a propaganda, a vigilância, a censura e a manipulação da verdade. 


Na disciplina do soneto, a autora encontra espaço para uma escrita próxima, confessional e ainda hoje surpreendentemente atual. O medo da perda, a saudade, a procura de amor e a sensação de desencontro atravessam poemas que partem da experiência pessoal sem se esgotarem nela. 
Florbela escreveu com uma liberdade rara sobre o desejo, a ausência, a frustração, a inquietação e a procura de plenitude. Nos seus versos, a vida interior deixa de ser apenas matéria de confissão e ganha uma força emocional que ultrapassa o plano pessoal. 
A sua obra afirma também uma voz feminina pouco comum no seu tempo, pela franqueza com que revela o seu mundo interior.

Florbela Espanca transforma a experiência íntima numa poesia de rara intensidade. Nos seus Sonetos, o amor, a perda, a solidão e o desejo surgem com uma intensidade pouco comum. A sua poesia é íntima e direta, feita de contrastes entre entrega e recusa, esperança e desalento, orgulho e vulnerabilidade. 

Outros títulos da colecção: O Primeiro Amor, Noites Brancas, O Capote, De Quanta Terra Precisa o Homem.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

«Morte no Sena», o primeiro thriller policial de Judite Sousa

Depois de relançar Não sei nada sobre o amor, o romance de estreia de Júlia Pinheiro, a Planeta de Livros vai publicar, em Novembro, o primeiro romance de Judite Sousa. Entre Paris, Congo, Genebra e Nova Iorque, Morte no Sena este é um thriller de conspiração, violência, poder e indiferença, que mergulha nos interesses ocultos por detrás das guerras que o mundo prefere não ver.

Sinopse
Estefânia Morais Rochefort dedicou vinte anos da sua vida aos Médicos Sem Fronteiras, trabalhando em alguns dos lugares e conflitos mais perigosos do mundo, nomeadamente na guerra que devastou a República Democrática do Congo, uma das regiões geológicas mais ricas do mundo nos chamados minerais de sangue. Filha de um antigo oficial português que combateu em Angola e de uma argelina ligada à luta pela independência do seu país, habituou-se desde cedo a viver entre guerras, injustiças e silêncios. Quando o seu corpo é descoberto, não faltam suspeitos. o marido, de quem se afastara. o amante, interessado no seu trabalho. o amigo e confidente. 
O influente diplomata que nunca desistira de a conquistar. Terá sido um crime passional? O que realmente esconde a morte desta médica?

Outra publicação recente da editora: O Palácio das Lágrimas, de José Rodrigues dos Santos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Chega às livrarias uma edição actualizada do livro «Bolsa - Investir nos Mercados Financeiros»

Depois de lançar, através da chancela Verso, Além de Essencial: Fundamentos para uma vida extraordinária, de Xavier Guix, Francesc Miralles e Álex Rovir, a Bookout editora publica uma nova edição daquele que é o livro de referência sobre mercados financeiros, e que já vendeu 25.000 exemplares. Bolsa - Investir nos Mercados Financeiros tem autoria de Miguel Gomes da Silva, Diretor Financeiro do Montepio. Além desta reedição, este mês é publicado Deus e o Mistério de Crer, de Josué Moreno, licenciado em Engenharia Mecânica e formado em Teologia.

Sinopse
Esta nova edição foi totalmente atualizada, com dados a agosto de 2026, inclui um novo grafismo e um Novo Capítulo - Inteligência Artificial no Trading. Este é um dos títulos de maior sucesso editados em Portugal sobre mercados e instrumentos financeiros e é o mais abrangente e atualizado, escrito por autor português.
Temas centrais como: Conceitos, Produtos simples, alavancados e derivados, Negociação, Estratégias de Investimento, Estratégias Bull e Bear, Criptoativos, Inteligência artificial, um novo Guia Fiscal entre outros, torna esta edição ainda mais transversal para todos os públicos, desde estudantes, pequenos investidores ou profissionais da área.

Sinopse
Num tempo marcado por certezas frágeis, polarizações e respostas imediatas, permanece uma questão fundamental: o que queremos dizer quando falamos de Deus? 
Neste livro, Josué Moreno acompanha o leitor a percorrer um caminho de reflexão onde a fé, a dúvida, a razão e a experiência espiritual se entrelaçam. E convida a explorar a grande pergunta da existência de Deus não como um problema a resolver, mas como um Mistério a contemplar. 
Recorrendo à filosofia, à teologia, à tradição religiosa e à experiência científica, este livro desafia crentes, agnósticos, céticos e ateus a olharem para as suas convicções mais profundas. E se Deus não for uma ideia, mas um Mistério que nos chama e nos ultrapassa?

Outros títulos publicados recentemente pela Bookout
O Novo Elogio do Imbecil e O Cérebro dos Adolescentes;
Andar por Andar, de Adriana Herreros e Viajar, de Ricardo Martínez Llorca.

domingo, 18 de outubro de 2026

«Um Quarto com Vista», um dos romances mais emblemáticos de E. M. Forster


O escritor britânico Edward Morgan Forster (1879-1970), um dos mais apreciados romancistas ingleses do seu tempo, mais conhecido por E. M. Forster, escreveu seis romances, entre os quais Passagem para a Índia e Maurice, romance que desvenda e exalta o amor homossexual. Entre 1945 e 1968, recebeu 22 nomeações para o Prémio Nobel da Literatura.

Um dos seus romances mais icónicos, Um Quarto com Vista, originalmente publicado em 1908, fala sobre as encruzilhadas da vida, e faz-nos reflectir sobre a coragem de viver a vida com autenticidade. 
Neste clássico da literatura, sobre a imaturidade da classe média inglesa — um dos temas favoritos de Forster —, desenrola-se uma intensa luta entre a rigidez dos costumes e o que o coração realmente deseja, onde o confronto das expectativas sociais abre espaço para a paixão e a liberdade italiana.


Segundo o The Guardian, este é um dos melhores romances de sempre. Regressa aos escaparates livreiros a partir do próximo dia 27, numa edição Clube do Autor.

«Talvez este romance possa ser uma janela para nós, leitores, um quarto com vista para a nossa própria vida, para a forma como a vivemos.» Afonso Cruz in prefácio

Excerto
«Acho que não procuraria tirar partido da sua aceitação, nem esperaria que mostrasse gratidão. Ele tem o mérito, se é que é um mérito, de dizer exatamente aquilo que pensa. Tem quartos a que não dá valor e acha que vocês os apreciariam. Não pensou em ter a sua gratidão como não pensou em ser delicado. É tão difícil, pelo menos eu acho difícil, compreender as pessoas que dizem a verdade.» (p. 22) 


Outros livros da colecção ‘Os Livros da Minha Vida’
África Minha, de Karen Blixen; Terra Abençoada, de Pearl S. Buck; As Ligações Perigosas, de Pierre Choderlos de Laclos; 
Mulheres Apaixonadas, de D. H. Lawrence.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

«O Piano Oriental» é o último volume da mais recente colecção da Levoir

No próximo dia 23 de Outubro será publicado O Piano Oriental, da autora e ilustradora libanesa Zeina Abirached, cujas obras Ovelha, O Profeta e A Dança das Andorinhas constam do catálogo da Levoir editora. Este é o 12.º e último volume da colecção 'Novela Gráfica série IX', uma colaboração entre o jornal Público e a Levoir, iniciada a 22 de Maio, com a saída de A Aranha de Mashhad, de Mana Neyestani, desenhador iraniano, que assinou as obras Uma Metamorfose Iraniana e Os Pássaros de Papel.

Estas novelas gráficas, em capa dura, abordam temas como a guerra, a política, a solidão, a infância, a identidade; cada obra é uma forma única de contar a condição humana, olhando o mundo através de memórias pessoais, histórias reais e vidas tantas vezes invisíveis. 


A colecção completa pode ser adquirida aqui.

  1. A Aranha de Mashhad (Mana Neyestani)
  2. Dostoiévski: O Sol Negro (Chantal Van Den Heuvel e Henrik Rehr)
  3. Dez Mil Elefantes (Pere Ortín e Nzé Esono Ebalé)
  4. Partir, Ficando (Christophe Chabouté)
  5. Formosa (Li-Chin Lin)
  6. Albert Londres Tem de Desaparecer (Frédéric Kinder)
  7. Saint-Exupéry: A Origem do Principezinho (Pierre-Roland Saint-Dizier)
  8. Estamos Todas Bem (Ana Penyas)
  9. O Anjo Pasolini (Arnaud Delalande, Denis Gombert e Eric Liberge)
  10. Armação (Daniel Silvestre)
  11. No Sleep Till Shengal (Zerocalcare)
  12. O Piano Oriental (Zeina Abirached)


    Muitos outros livros da editora podem ser adquiridos aqui.

Novela gráfica «A Morte do Tetraz-lira» explora a homossexualidade e os conflitos familiares

A Morte do Tetraz-lira
é uma novela gráfica intimista inspirada na infância do autor nas montanhas da Sabóia. Através de uma narrativa dramática e contemplativa, o autor aborda a homossexualidade, as relações familiares e os modelos tradicionais de masculinidade, convidando à reflexão sobre as expectativas sociais e a liberdade de construir a própria identidade. 


David Combet é autor de banda desenhada e ilustrador, vive e trabalha em Lyon, França. Ao longo da sua carreira, colaborou com diversas editoras, tendo criado vários álbuns juvenis e obras de humor em parceria com diversos argumentistas. Em Setembro de 2025, publicou em França, La Mise à Mort du Tétras Lyre, o seu primeiro álbum, ilustrado com recurso à pintura acrílica, no qual assume o argumento e a ilustração. Paralelamente à actividade artística, dedica-se ao ensino e à divulgação da banda desenhada e da pintura.

Este livro chega às livrarias portuguesas a 29 deste mês, numa edição com o selo DEVIR.

Sinopse
Pierre é uma criança sensível, apaixonada pela natureza, pela arte e, em breve, por rapazes. O seu pai, conservador, leva-o regularmente a acampar ao ar livre. Quer iniciá-lo na caça e não hesita em dar-lhe uma espingarda para as mãos. Contudo, Pierre, sonhador, não se reconhece nesses valores de virilidade. Prefere observar, desenhar, esculpir. Com o passar do tempo, percebe que é o oposto do filho que o pai gostaria de ter tido. E à medida que se descobre e esconde a sua verdadeira essência, a relação entre os dois homens degrada-se.
Hoje, tudo isto não passam de memórias. Pierre é um homem de trinta anos que não se consegue encaixar, tanto no plano sentimental como artístico. Espetador da sua vida, confrontado com a dúvida e a errância profissional, a sua carreira não descola, porque, para poder revelar-se aos outros e a si mesmo, terá de abrir a caixa de Pandora: recordar, para desconstruir a sua educação e aceitar a sua história.

Outra publicação da editora DEVIR, publicada ontem: Os Gatos
Batman. O longo Halloween é outra novidade disponível também a 29 de Outubro.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Marco Neves estreia-se no romance policial com «Morte em 22 Letras»

Um homem morto, um enigma e um segredo guardado num dicionário com 300 anos. Esta é a premissa de Morte em 22 Letras, o primeiro romance policial de Marco Neves, professor e investigador na área das línguas, literaturas e culturas. Este autor da Editora Guerra & Paz, escreveu mais de quinze livros sobre temas linguísticos, como Guia Prático para Escrever Melhor (2025), e assinou o romance A Baleia que Engoliu um Espanhol (2017).

Este é um policial que cruza a investigação criminal e a língua portuguesa. Cada palavra pode ser uma pista e até o autor é suspeito. Nas livrarias a 20 de Outubro.

Texto sinóptico
Um homem é encontrado carbonizado dentro de uma réplica do Touro de Fálaris, a lendária máquina de tortura que transformava os gritos das vítimas em mugidos.
A vítima é Tomás Cabral, empresário e financiador de uma exposição dedicada a Rafael Bluteau, autor do primeiro grande dicionário da língua portuguesa.
Na casa do morto, o inspector Dante Carvalho encontra um cofre protegido por uma palavra-passe e um enigma em que surge outro touro. A viúva insiste em chamar um professor capaz de o decifrar. Mas porquê aquele professor? E o que liga o crime a um dicionário com 300 anos?

Assiste aqui ao vídeo de apresentação do livro.

No Azul que Nada Devolve, um tríler psicológico e sensorial, da autora e neuropsicóloga Lara Ramos Alves, é outra novidade da editora, também disponível no dia 20.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

«Projeções — Uma História das Emoções Humanas», o livro que aborda a optogenética, de Karl Deisseroth, Prémio Nobel da Medicina 2026


Karl Deisseroth recebeu o Prémio Nobel da Medicina 2026, juntamente com Peter Hegemann e Georg Nagel, pelas descobertas relacionadas com os canais iónicos activados pela luz e a optogenética. 

A optogenética consiste em inserir proteínas fotossensíveis em determinadas células nervosas, permitindo activar ou regular circuitos cerebrais específicos através de estímulos luminosos. Esta técnica revolucionou a investigação científica ao possibilitar, pela primeira vez, identificar com extraordinária precisão as redes neuronais envolvidas em certos comportamentos, sensações e estados emocionais.

No seu livro Projeções — Uma História das Emoções Humanas, publicado em 2022 pela Relógio D’Água, o cientista, nascido na América em 1971, combina décadas de investigação em neurociência, incluindo a optogenética, com a sua experiência enquanto psiquiatra para abordar algumas das questões mais antigas sobre a condição humana. Qual é a origem das emoções, do medo, do desejo, da solidão e da depressão? E de onde nasce a necessidade de estabelecer ligações com os outros?

Karl Deisseroth tem dedicado a sua vida à compreensão da mente e é um dos raros neurologistas que são também psiquiatras e mantêm um trabalho ativo de consulta de pacientes. Daí resultou uma abordagem original na investigação da origem biológica das doenças mentais. É a partir da experiência com os seus próprios pacientes que Karl Deisseroth escreve sobre a história das emoções humanas. Numa abordagem que evoca os trabalhos de Oliver Sacks, fala-nos de casos como o de uma jovem com uma perturbação alimentar cuja mente se revolta contra impulsos tão primários como a fome e a sede, mostra como os seres humanos evoluíram para sentir alegria mas também a sua ausência ou relata o caso de uma solitária mulher uigur que, afastada da terra natal, sofre com a ausência de ligações sociais. 

«Um psiquiatra perspicaz e um escritor fascinante que conecta maravilhosamente os sentimentos internos dos seres humanos com o conhecimento da psiquiatria e da neurociência modernas.» Robert Lefkowitz, Prémio Nobel da Química 2012

«Deisseroth escreve sobre casos clínicos dilacerantes e desesperados com o conhecimento de um médico e a habilidade narrativa de um romancista. Fascinou-me; não pude parar de o ler.» May-Britt Moser, Prémio Nobel da Medicina 2014