domingo, 30 de junho de 2019

Quatro romances para ler em Julho

Em Julho, são muitas as apostas literárias de ficção que estão preparadas para cativar os leitores e proporcionar boas horas de leitura. Em seguida, menciono quatro delas.
Nas Águas Mais Calmas é primeiro volume da Série Sandhamn, de Viveca Sten, uma das autoras suecas mais populares da actualidade. É publicado na próxima terça-feira pela Planeta. Nesse dia, fica também disponível o livro Os Imortalistas, que tem como premissa: Se soubesse a data da sua morte, como viveria a vida? É da autoria de Chloe Benjamin.
A 8 de Julho é publicado pela Topseller O Fantasma de Maddy Clare, de uma autora a ter debaixo de olho, Simone St. James.
Da inglesa Clare Mackintosh, autora de Deixo-te Ir e Estou a Ver-te, chega um novo romance: Deixa-me Mentir, com o selo da Cultura Editora e entrada nas livrarias no dia 12.
Um excelente mistério. O novo fenómeno do policial sueco chega a Portugal.
Numa manhã quente de Julho, na idílica ilha de Sandhamn, na Suécia, um homem passeia com o cão e faz uma descoberta horrível: um corpo, emaranhado numa rede de pesca, deu à costa.
A série Sandhamn já vendeu mais de 4,5 milhões de exemplares em todo o mundo.


1969, Lower East Side, em Nova Iorque corre a notícia sobre a chegada de uma mulher mística: uma adivinha que garante predizer a data da morte das pessoas.
Os irmãos Gold, quatro adolescentes na cúspide do autoconhecimento, escapam-se para ouvir a sua sorte.



Londres, 1922
Sarah Piper é uma jovem solitária que vê a sua vida mudar quando uma agência de trabalho temporário a contrata para ajudar Alistair Gellis, um caçador de fantasmas. Alistair é um veterano da Primeira Guerra Mundial, rico, atraente e com uma grande obsessão pelo sobrenatural. Foi convocado para investigar e expulsar o fantasma de Maddy Clare, uma criada de 19 anos que assombra o estábulo onde alegadamente se suicidou.
Como Maddy se recusa a interagir com homens, caberá a Sarah a difícil tarefa de a enfrentar. Para isso, contará com o apoio de Alistair e do seu enigmático assistente, Matthew Ryder. Em pouco tempo, os três veem-se perante uma missão perigosa, pois o fantasma de Maddy é real, está zangado e tem poderes que desafiam toda a razão.
Conseguirão eles descobrir quem era Maddy, de onde veio e o que estará a impulsionar o seu desejo de vingança, antes que ela os destrua a todos?


Depois do seu pai e da sua mãe terem acabado com as próprias vidas de maneira muito parecida, em dois suicídios brutais e com intervalo de apenas alguns meses, Anna está a tentar virar a página do passado trágico da sua família e recomeçar a sua vida.
O novo namorado e o filho vieram para trazer à Anna alguns sorrisos no meio do caos. Mas, mesmo com todo o seu esforço para superar os seus traumas e se entregar aos novos começos, o seu passado de repente volta à tona trazendo ainda mais dor e devastação.
No primeiro aniversário da morte da sua mãe, Anna recebe um bilhete anónimo e perturbador: Suicídio? Pensa melhor. Será possível que alguém poderia ser cruel ao ponto de fazer uma brincadeira dessas? Ou de facto existe algo por trás do suposto suicídio de seus pais?
No fundo, Anna nunca entendeu como eles tinham sido capazes de tirar as suas próprias vidas de maneira tão cruel.

A 19 de Julho dão entrada nas livrarias novos livros da Quetzal

Um Inverno, Sete Sepulturas, de Christoffer Petersen
Na remota comunidade ártica de Inussuk, no final de cada verão, são cavadas sete sepulturas antes que o solo congele. À medida que o inverno se aproxima, a questão que se coloca é se serão em número suficiente. Neste primeiro livro de uma série que tem a Gronelândia como cenário, aparece a figura de David Maratse, um polícia prematuramente reformado que pretende levar uma vida calma, caçando e pescando, observando as baleias e os icebergs que se deslocam lentamente pelo fiorde.
Mas quando, durante a pesca, encontra o corpo da filha desaparecida da primeira-ministra Nivi Winther, torna-se o principal suspeito e, em simultâneo, o investigador do homicídio mais célebre da Gronelândia.

O Comboio da Noite, de Martin Amis
Mike Hoolihan, uma mulher polícia de uma cidade americana, depara-se com a morte suspeita da jovem Jennifer Rockwell. Mike conhecera-a: era muito bela, inteligente, amorável, gregária, uma criatura extraordi-nariamente adorada por toda a comunidade. Encontrá- -la morta em casa, com um tiro na cabeça, foi um choque tremendo, e maior ainda foi a perplexidade quando todos os indícios apontaram para o suicídio. Até mesmo o facto suspeito de terem sido disparados não um mas três tiros pôde ser rapidamente explicado.
Quando Mike se preparava para dar o caso por encerrado, o pai de Jennifer, antigo polícia e chefe de Mike, pede que esta olhe para o caso uma segunda vez. Tom Rockwell fora o amigo que a ajudara a reabilitar-se de um hábito alcoólico quase fatal - e não iria descansar enquanto não encontrasse uma explicação satisfatória. Porém, à medida que Mike vai investigando e sabendo mais sobre Jennifer Rockwell, a possibilidade de encontrar uma motivação linear vai-se tornando cada vez mais remota, e a verdade por trás daquela morte voluntária é cada vez mais perturbadora.
Ao invés dos livros que o precederam (e que, no geral, fomentam o distanciamento crítico do leitor), este romance de Martin Amis promove a proximidade e a empatia com a sua narradora e protagonista, faz com que o leitor sinta e sofra com ela, enquanto a narrativa segue a receita clássica de uma boa história americana de detetives.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

«Meu Amor, Meu Segredo» marca a estreia da autora Julie Cohen em Portugal

A 4 de Julho, a Porto Editora, além de Lá, Onde o Vento Chora, faz chegar às livrarias de todo o país Meu Amor, Meu Segredo, de Julie Cohen.
Além de contar uma grande história de amor, esta autora norte-americana que estreia-se em Portugal, também coloca em evidência um conjunto de questões sociais e emocionais, como a demência, o alcoolismo, a adopção ou o divórcio, e convida os leitores a reflectirem sobre as suas próprias histórias.

Sinopse
Robbie e Emily estão juntos desde sempre, mas o seu amor permanece vivo e forte. Ao longo da vida, têm partilhado a cama, a casa e uma ligação tão profunda que parece indestrutível. Mas há coisas que eles não partilham com ninguém, para bem de todos.
Numa manhã como qualquer outra, Robbie acorda, veste-se, escreve uma carta a Emily e sai de casa. Para sempre. Há um segredo que ambos guardam desde o dia em que se conheceram. Os sacrifícios e as escolhas que fizeram ao longo da vida podem agora ser expostos perante todos e esta é a única maneira de os preservar.

Críticas
«Esta é uma história maravilhosa escrita do presente para o passado. Intrigado? É bom que esteja porque este livro será uma leitura inesquecível.»
The Sun

«Um romance simultaneamente arrojado e pleno de ternura. A reviravolta final é avassaladora e, apesar da inevitável tristeza, encontramos um lado inspirador neste amor capaz de sobreviver às mais negras ameaças.»
Richard & Judy Book Club

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Chega a Portugal «Lá, Onde o Vento Chora», o fenómeno literário que tomou de assalto os tops de venda nos EUA

A 4 de Julho, a Porto Editora publica Lá, Onde o Vento Chora. Este romance de estreia de Delia Owens, uma zoóloga americana de 70 anos, se transformou num fenómeno editorial com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos nos EUA e mais de 40 semanas nos tops de venda.
Este romance (traduzido para português por Leonor Bizarro Marques) tem cativado milhares de leitores nos países aonde se encontra publicado – à data, os direitos de tradução estão vendidos para 35 países. Só no Goodreads esta obra regista mais de 240 mil classificações de leitores, que lhe atribuem uma pontuação de 4,53 estrelas em 5. Os direitos para a adaptação ao grande ecrã foram já adquiridos pela Fox 2000, com a atriz Reese Witherspoon ao leme da produção.

Texto sinóptico
Kya tem apenas seis anos de idade quando vê a mãe sair de casa, com uma maleta azul e sapatos de pele de crocodilo, e percorrer o caminho de areia para nunca mais voltar. E à medida que todas as outras pessoas importantes na sua vida a vão igualmente abandonando, Kya aprende a ser autossuficiente: sensível e inteligente, sobrevive completamente sozinha no pantanal a que chama a sua casa, faz amizade com as gaivotas e observa a natureza que a rodeia com a atenção que lhe permite aprender muitas lições de vida.
O isolamento em que vive durante tantos anos influencia o seu comportamento: solitária e fugidia, Kya é alvo dos mais cruéis comentários por parte dos moradores da pacata cidade de Barkley Cove.
E quando o popular e charmoso Chase Andrews aparece morto, todos os dedos apontam na direção de Kya, a miúda do pantanal. E o impensável acontece.
Neste romance de estreia, Delia Owens relembra-nos que somos formatados para sempre pelas crianças que um dia fomos, e que para sempre estaremos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra.

Críticas
«Não consigo expressar o quanto adorei este livro! Não queria que esta história terminasse.»
Reese Witherspoon

«De partir o coração. Uma nova abordagem sobre o isolamento e a natureza, na perspetiva de uma mulher, e também uma envolvente história de amor.»
Entertainment Weekly

«Irresistível e original. Um mistério, um drama, um romance e uma história de crescimento. Lá, onde o vento chora é lindo e comovente. Os leitores não esquecerão Kya durante muito e muito tempo.»
ShelfAwareness

«A Todo o Vapor!» é o primeiro livro da colecção 'Sara e Simão'

Escrito por Paul A. Reynolds, e com ilustrações de Peter H. Reynolds, A Todo o Vapor! é o primeiro livro de «Sara e Simão», uma colecção infantil que acompanha as investigações e experiências científicas de dois ratinhos gémeos.
Divertido e educativo, A Todo o Vapor! promove o gosto pelas Ciências e Artes junto dos leitores mais jovens, sendo um instrumento de apoio à aprendizagem escolar, construído em torno de cenários e personagens cativantes.
Este livro, com tradução de Maria Rita Furtado, chegou às livrarias a 21 de Junho e tem o selo da Bertrand Editora.

Próximas novidades: «No Bunker de Hitler» e «Mulheres Espias em Tempo de Guerra»

No Bunker de Hitler, um livro do jornalista e historiador alemão Joachim Fest, é editado pela Guerra e Paz e chega às livrarias na próxima terça-feira, dia 2 de Julho.
«Um livro emocionante, desafiante e educativo que o vai fascinar. Quando começar a ler, será difícil parar.» É assim que o The Guardian elogia Mulheres Espias em Tempo de Guerra, livro de Ann Kramer que a Editora Vogais publica a 8 de Julho.
Em seguida, as sinopses respectivas.
Esta é uma vibrante reconstrução dos momentos que antecederam a queda de um dos mais infames regimes políticos da história, dando particular atenção à terrível Batalha de Berlim e à atmosfera claustrofóbica do bunker do Führer durante os últimos dias da guerra.
Explica ainda como Hitler continua presente no pensamento das últimas gerações e como o seu poder tem aumentado assustadoramente à medida que a distância temporal cresce.

Espiar em tempo de guerra é arriscado e perigoso.
Como Marthe Richer disse sobre as suas atividades de espionagem durante a Primeira Guerra Mundial, «a qualquer momento pode-se ser preso e ir ao encontro da morte». Apesar do perigo, foram muitas as mulheres que trabalharam como espias durante as duas guerras mundiais. Algumas sobreviveram, mas foram mais as que não regressaram a casa.
De Mata Hari a Odette Sansom, raramente as mulheres que se dispuseram a espiar para os seus países receberam o devido reconhecimento. Com frequência banalizadas em livros e filmes, estereotipadas como femmes fatales ou ingénuas, a verdade é bem diferente. Trabalhando sob identidades falsas como correios ou operadoras de rádio, o seu contributo foi inegável. Oriundas de todos os estratos da sociedade, muitas exibiram qualidades inesperadas.
Algumas provaram ser excelentes líderes, como Pearl Witherington, ou possuir tremenda descontração, como Nancy Wake; muitas outras, como Noor Inayat Khan, mostraram uma coragem excecional durante privações terríveis.
Ann Kramer dá-nos a conhecer mulheres notáveis, os motivos pelos quais aceitaram uma missão tão arriscada e as tarefas que desempenharam. Com base em depoimentos e arquivos pessoais, este livro é uma leitura fascinante.

Dois novos livros de Danielle Steel chegaram este mês às livrarias

De Danielle Steel, escritora americana cujos livros estão entre os mais vendidos do mundo (já vendeu aproximadamente 600 milhões de cópias), chega-nos este mês dois novos romances: O Apartamento (Círculo de Leitores) e A Casa de Charles Street (Bertrand).
Quatro desconhecidas estão prestes a partilhar um apartamento no coração de Nova Iorque. E tornar-se amigas para sempre.
A estilista Claire Kelly descobre um bonito loft num prédio sem elevador, no bairro de Hell's Kitchen, mas precisa de alguém para dividir os custos. Conhece Abby, uma escritora estreante, e, quatro anos depois, Morgan, uma economista de Wall Street. Mais tarde junta-se- hes Sasha, uma estudante de medicina. A vida que partilham no apartamento vai forjando uma relação que as transforma numa família de grandes amigas. Surgem situações inesperadas que vêm alterar o curso das suas vidas e, à medida que enfrentam os seus desafios, são confrontadas com a amarga realidade de que, com o tempo, irão inevitavelmente ter de deixar o lugar onde os seus sonhos ganharam forma. Este romance vibrante e terno pulsa com a agitação de Nova Iorque, à medida que Danielle Steel explora os caprichos do destino e a forma como, por vezes, em lugares especiais, os amigos podem ser a família de que mais precisamos.

De desconhecidos a amigos, de amigos a família…
Na sequência do seu divórcio e dos problemas financeiros que se seguiram, Francesca sente-se desesperada. Sozinha, teme não ser capaz de suportar a casa encantadora onde vive e, como solução de recurso decide alugar uma parte dela. Pouco a pouco, a casa vai readquirindo vida: primeiro com Eileen, uma jovem professora da Califórnia, depois com Chris, um pai divorciado, e, finalmente, com Marya, uma cozinheira notável que perdeu o marido. Rapidamente, uma feliz cumplicidade instala-se entre os companheiros da casa. Contagiada por esta nova energia, Francesca volta a sentir-se com forças para reabrir o coração e procurar o amor...
Ao longo de um ano assombroso, inesquecível e que, em última análise, vai alterar muitas vidas, a casa do número 44 de Charles Street enche-se de risos, de mágoas e, sempre, de esperança.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Livro «Humanos» relata os episódios mais catastróficos da história da humanidade

Humanos (nas livrarias a 2 de Julho com o selo da Editora Objectiva) é um compêndio único e profundamente irónico dos erros mais catastróficos e potencialmente fatais da história humana. Assina este livro Tom Phillips, o editor de Full Fact, a organização de verificação de factos mais importante do Reino Unido.

Sinopse
Passaram 70 mil anos desde que os primeiros humanos modernos caminham sobre a Terra. Neste aparentemente curto espaço de tempo, conseguimos criar a Arte, a Cultura, a Ciência e o Comércio, além de nos termos posicionado como espécie dominante e indefectível, no topo da cadeia alimentar de todo um planeta.
Embora seja deveras impressionante este domínio do jovem ser humano sobre um planeta tão antigo, na verdade seria mais correcto falarmos de sorte do que de uma conquista. Com efeito, foram tantas as vezes que nos colocámos à beira do abismo prestes a dar o passo em frente, que é um milagre ainda não estarmos extintos. Quem sabe se não o conseguimos em breve.
Humanos, uma breve história dos momentos mais bizarros da Humanidade oferece-nos uma vista panorâmica da humanidade no seu pior: de Lucy, o nosso primeiro antepassado que caiu de uma árvore e morreu com um braço partido, ao exército austríaco que se atacou a si mesmo no seguimento de uma noite de bebedeira, passando pela eleição democrática de péssimos líderes políticos, invenções que podiam ter eliminado a vida da Terra com relativa rapidez, esquecimentos impensáveis e ideias peregrinas que nunca deveriam ter sido sequer pensadas, esta é a história de todas aquelas vezes em que tudo poderia ter acabado da pior maneira para a espécie humana.
Neste livro, Tom Phillips consegue a proeza de nos divertir, informar e fazer reflectir acerca do pior inimigo do homem: ele próprio. É, por isso, urgente um novo feminismo. Este manifesto tem por objectivo resgatar o verdadeiro propósito das lutas feministas e orientá-las para uma reorganização total da sociedade que beneficie, de facto, a maioria da população.

Críticas
«Tom Phillips provou, sem sombra de dúvida, que só por sorte ainda habitamos a terra e que não parece estar na nossa lista de prioridades mantermos a viabilidade e relevância da espécie humana. Se gostava de evitar vir um dia a orbitar a terra numa prisão feita de lixo, acho que este livro é para si.»
Sarah Knight

«Tom Philipps é um homem profundamente inteligente e divertido – e nota-se. Se Sapiens nos dá conta da sofisticação humana, esta história dos nossos fracassos não permite que nos esqueçamos do quão estúpidos são os humanos.»
Greg Jenner

Chegaram este mês às livrarias dois livros sobre a jovem activista sueca Greta Thunberg

A Nossa Casa Está a Arder
A nossa luta contra as alterações climáticas
de Malena Ernman, Beata Ernman, Greta Thunberg, Svante Thunberg

Greta Thunberg falou claro quando discursou para os líderes mundiais e iniciou a sua luta contra as alterações climáticas, defendendo que «ninguém é demasiado pequeno para fazer a diferença».
A «greve à escola pelo clima» levada a cabo por uma estudante adolescente em frente do Parlamento sueco tornou-se uma mensagem global que inspirou centenas de milhares de jovens de todo o mundo a seguir o seu exemplo no âmbito dos #fridaysforfuture. Greta iniciou uma revolução que parece destinada a não parar, uma batalha travada em prol de um futuro sonegado às novas gerações ao ritmo vertiginoso de 100 milhões de barris de petróleo consumidos diariamente.
A Nossa Casa Está a Arder é a história de Greta, dos seus pais e de Beata, sua irmã, que, como ela, sofre de perturbações do espetro autista. É o relato de como uma família sueca decidiu confrontar-se com uma crise iminente que afeta o nosso planeta. É uma tomada de consciência de que é urgente agir agora, quando nove milhões de pessoas morrem anualmente por causa da poluição. É um «grito de socorro» de uma rapariga que convenceu a própria família a mudar de vida e que agora procura convencer o mundo inteiro a fazer o mesmo.

A Admirável História de Greta Thunberg
A biografia não oficial de Greta Thunberg
de Valentina Camerini

"Nunca somos demasiado pequenos para fazer grandes coisas."
Uma biografia ilustrada de Greta Thunberg, a adolescente que decidiu lutar pelo clima e o futuro do planeta, inspiradora do movimento #Fridaysforfuture.
Rapidamente ganhou apoios e mais participantes, até se tornar um símbolo global dos protestos pela justiça climática.
Por essa razão é candidata ao Prémio Nobel da Paz 2019.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Novo livro de desenvolvimento pessoal: «O Eneagrama Sagrado»

Acaba de ser publicado pela Editora Nascente o livro O Eneagrama Sagrado, de Christopher L. Heuertz, autor, orador e activista norte-americano.

Texto sinóptico
Descubra quem é e encontre o caminho da sua verdadeira identidade com a ajuda desta extraordinária ferramenta ancestral.
Já alguma vez se questionou sobre a sua identidade? Quem sou eu? É a pergunta fundamental da nossa experiência humana. A maior parte de nós passa grande parte da vida a tentar descobrir quem é e como se relaciona com os outros e com o mundo. O Eneagrama surge para nos ajudar.
Baseado nos nove padrões de arquétipos estruturais do caráter humano, O Eneagrama Sagrado expõe as nove mentiras sobre quem pensamos que somos, ilustra as nove formas de nos perdermos, mas também as nove formas de esclarecermos essas ilusões e de encontrarmos o nosso caminho.

Quer seja um interessado ou simplesmente um curioso pelo Eneagrama, este guia revolucionário ajudá-lo-á a:
- compreender o porquê subjacente a cada tipo de personalidade;
- identificar e libertar-se de comportamentos autodestrutivos;
- aprender a trabalhar com o seu tipo para o crescimento espiritual;
- enfrentar feridas passadas em direção à cura;
- despertar para as suas dádivas únicas, para melhor se integrar no complicado mundo atual.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Porque a vida não acaba com a morte, eis «A Prova»

Está disponível nas livrarias desde há dois dias o livro A Prova, da autoria do jornalista francês Stéphane Alli, que há quase vinte anos tem-se dedicado a explorar os mistérios da consciência e da morte. Esta obra chancelada pela Clube do Autor relata uma experiência inédita de contacto com quem partiu.

Texto sinóptico
Quando o meu pai morreu, coloquei quatro objetos no seu caixão. Não falei do assunto a ninguém. Depois interroguei médiuns que dizem comunicar com os mortos. Irão eles descobrir de que objetos se trata?
Este livro fascinante aborda questões sensíveis com rigor e sensibilidade, revelando-nos um facto simples mas vertiginoso - é possível comunicar com aqueles que amamos depois da morte. Os laços de amor perduram e permanecem reais. Estamos eternamente ligados uns aos outros.

O que acontece quando morremos? Para onde vamos depois da morte física? O que acontece à nossa individualidade? Podemos comunicar com familiares mortos?

Mais do que querer provar que a vida continua depois da morte, o objetivo é explorar como se estabelece a comunicação entre os vivos e os mortos. Stéphane Allix é claro: este livro mudou a sua vida. Talvez mude a sua também.

Críticas de imprensa
«O livro levanta várias questões fracturantes e apresenta testemunhos que nos fazem pensar “e se for assim?”»
ParisMatch

«Uma experiência única que pode perturbar as pessoas mais céticas.»
France Dimanche

«Um livro para ajudar as pessoas a compreender o que se passa depois da morte.»
Psychologies

quarta-feira, 19 de junho de 2019

«Diz-Me Que És Minha», de Elisabeth Norebäck

Editora: Porto Editora
Data de publicação: 06/06/2019
N.º de páginas: 400
Esta história ambientada em Estocolmo é contada a partir das perspectivas de três mulheres: Stella, Kerstin e Isabelle. Uma acredita ter encontrado a sua filha desaparecida, uma está com medo de perder a sua filha e outra quer entender quem realmente é.
Podia ter sido apenas mais um dia de trabalho para Stella, uma reputada psicoterapeuta sueca. Mas assim que esta mulher de 39 anos vê entrar no seu consultório uma nova paciente, os seus últimos vinte anos são rebobinados abruptamente na sua mente, em apenas alguns segundos, o tempo suficiente para que ela fique dominada por um ataque de pânico. Stela, «uma pessoa desleal e dissimulada», «uma mulher instável e agressiva que perdeu a noção da realidade», está convencida de que a jovem paciente é a sua filha que desapareceu há vinte e um anos (a última vez que ela viu a filha, esta tinha um ano). Este (re)encontro é apenas o início de uma busca incessante para descortinar, a qualquer custo, todos os incidentes decorridos no Verão de 1994, enquanto ela e o namorado estavam a passar férias, e que culminou no desaparecimento da filha de ambos.
Assim que Stella volta a contactar pessoas que estiveram envolvidas directa e indirectamente com o misterioso desaparecimento da filha, ela percebe que algumas dessas pessoas não querem que a verdade venha à superfície, tantos anos depois. E assim, inicia-se um jogo de perseguição e intimidação que ganha contornos perigosos.
Num crescendo de ritmo e acção, com várias reviravoltas inesperadas, Diz-Me Que És Minha, o romance de estreia da sueca Elisabeth Norebäck, revela-se uma leitura inebriante com um final inesperado, que os amantes do tríler psicológico não podem perder.
Norebäck está atualmente trabalhando no seu segundo romance, enquanto esta sua estreia portentosa vai chegando aos cerca de 35 países que adquiriram os direitos de publicação.

Excertos
«Sinto que sou duas pessoas diferentes. Uma é a pessoa que os outros veem. Mas a outra apenas eu consigo ver. Essa é a verdadeira eu, e a diferença entre as duas é descomunal. Dentro de mim, uma ravina de trevas.» (p. 10)

«Eu fiz uma coisa imperdoável. O pior pecado que uma mãe pode cometer. Não cuidei da minha filha. Deixei-a sozinha. Não estava lá para a proteger.» (p. 71)

«O que significa sentir a falta de alguém? Quando alguém nos é tirado, arranca-se um pedaço de nós mesmos. Um pedaço que nunca poderá ser substituído por outra coisa. O luto, a perda… são para sempre. E dói. Sangra e é doloroso. Transforma-se numa crosta e faz comichão e depois cai. E sangra outra vez. Um dia, transforma-se numa cicatriz. A ferida sara, mas a cicatriz permanece.» (p. 82)

domingo, 16 de junho de 2019

A 5 de Julho são publicados novos livros de Stephen King e John Grisham


O Intruso, de Stephen King
«Como acontece com a maior parte do trabalho de King, The Outsider é, uma exploração das relações que se estabelecem entre o bem e o mal; no entanto, desta vez, o ceticismo desfoca as linhas entre os dois.»
The Washington Post

A Vingança, de John Grisham
Neste romance intenso, John Grisham transporta-nos numa viagem incrível e plena de suspense à descoberta da verdade, desde o sul dos Estados Unidos até às selvas das Filipinas e à Guerra do Pacífico. De um hospício claustrofóbico e cheio de segredos somos arrastados até um tribunal onde um advogado tenta desesperadamente ilibar um homem que procura tudo menos a sua salvação.

Novo romance erótico de Afonso Noite-Luar

Após Nada Menos Que Tudo (2017) e Ela Primeiro (2018), a Manuscrito Editora publica já na próxima semana um novo livro do autor português Afonso Noite-Luar. Faz-me Ficar tem o seguinte texto sinóptico:
Afonso regressa do Brasil, depois de sete meses de ausência, e reencontra Inês nos braços do seu rival, Henrique. Confrontado com o ciúme, Afonso percebe que aquilo que o move por Inês é muito mais do que ego, é amor. Precisa de a reconquistar, mas não será uma tarefa fácil, pois tem Henrique pelo meio. Como se não bastasse, surge um quarto elemento para dificultar a sua missão: Verónica.
Depois do sucesso de Ela Primeiro, o autor sensação Afonso Noite-Luar regressa à escrita com um livro surpreendente recheado de sexo e com ainda mais mistério e intriga. Nesta nova obra ficamos a saber mais sobre o misterioso e sombrio passado de Afonso, ao qual ele terá de recorrer para se defender, mas a sua salvação pode ser a sua perdição.

sábado, 15 de junho de 2019

Novo álbum para pequenos e grandes leitores: «Inventário Ilustrado dos Frutos e Legumes»

Após apresentar aos leitores portugueses os Inventários Ilustrados das árvores”, dos dinossauros”, “dos animais”, “dos animais com cauda”, “das aves”, “dos insetos”, “das flores” e “dos mares”, a Faktoria K de Livros publicou há uma semana um novo título da mesma série: Inventário Ilustrado dos Frutos e Legumes. Este novo álbum de Virginie Aladjidi (texto) e Emmanuelle Tchoukriel (Ilustrações), é um profuso inventário que vai, com certeza, despertar a curiosidade e o espanto de miúdos e graúdos.
Texto de apresentação
O "Inventário ilustrado dos frutos e legumes" reúne cerca de uma centena de deliciosos e nutritivos alimentos: plantas comestíveis que se podem consumir cruas ou cozinhadas. Frutos, talos, bulbos, raízes, sementes, folhas, flores… e inclusivamente produtos - como chás, cafés, compotas ou chocolates - que se obtêm a partir das suas matérias-primas. Também não faltam especiarias, cogumelos e algas. Desde os mais comuns, como as uvas e as batatas; aos mais exóticos, como a carambola; ou a nomes tão sugestivos, como o trombeta-negra.
Esta obra, concebida sob a supervisão da Professora em Engenharia Agrónoma Paule Lacroix, permite fazer a distinção entre o conceito botânico da planta e o termo culinário que resulta da sua elaboração para o consumo humano. E, sobretudo, contribui para a valorização da biodiversidade, da sustentabilidade e da alimentação saudável.
Agrupados por cores, os frutos e legumes deste atrativo inventário assumem representações muito variadas: associados à flor da qual procedem, no seu meio natural ou já colhidos, inteiros ou partidos… Também a presença de insetos, como as indispensáveis abelhas, aves, répteis e pequenos herbívoros ajudam a contextualizar esta seleção vegetal no seu espaço.
Outros livros infantis publicados recentemente pela Kalandraka: Agora Não, Tiago e Viajantes.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

10 novos livros que estão quase a chegar às livrarias

As Cores do Assassino, de Sarah J. Harris
Um romance fascinante, repleto de suspense, em que um rapaz com sinestesia - que associa cores a sons -, tenta descobrir o que se passou com Bee Larkham, a sua bonita vizinha. Onde está ela? Porque é que ainda não voltou para casa?
Jasper não é uma criança vulgar. Com treze anos, vive num deslumbrante mundo colorido que mais ninguém consegue ver, nem mesmo o seu pai. Palavras, números, dias da semana, vozes das pessoas: tudo tem uma cor própria. Mas recentemente é atormentado por uma cor de que não gosta e que não entende a cor do homicídio.
Jasper tem a certeza de que alguma coisa aconteceu a Bee Larkham, mas parece que ninguém o compreende. Jasper tem de descobrir toda a verdade sobre o que se passou naquela noite, incluindo o seu envolvimento no que ocorreu. Aparentemente, alguém quer impedir isso a todo o custo.


A Mãe, de Melanie Golding
Os gémeos têm fome. Os gémeos estão a chorar. Lauren chora. Lauren está exausta. Por detrás da cortina do hospital, alguém espera...
Após um parto traumático, Lauren está sozinha na maternidade com os gémeos recém-nascidos quando um encontro aterrorizante a meio da noite, convence-a de que alguém está a tentar roubar-lhe os filhos.
Lauren, desesperada e em pânico, tranca-se com os bebés na casa de banho até a polícia chegar.


O Homem dos Sussurros, de Alex North
Após a morte da mulher, Tom Kennedy muda-se com o seu filho, Jake, de 7 anos, para uma pacata povoação chamada Featherbank em busca de um recomeço de vida. Mas Featherbank tem um passado sombrio.
Há 20 anos, Frank Carter, um perverso assassino em série, raptou e assassinou cinco rapazes. Ficou conhecido como «o Homem dos Sussurros», pois atraía as suas vítimas à noite sussurrando-lhes da janela. Logo após o seu quinto homicídio, Frank acabou por ser detido.
Estando o assassino atrás de grades, Tom e Jake não deveriam ter motivos de preocupação. Só que agora um novo rapaz desapareceu, e as semelhanças entre este acontecimento e os crimes de há 20 anos são desconcertantes. É então que Jake começa a comportar-se de modo estranho…
Diz escutar sussurros vindos do lado de fora da janela do seu quarto…


Almas Gémeas, de John Marrs
Basta um simples teste de ADN para se encontrar o amor.
Esta é a promessa da aplicação Match Your DNA, que apresenta aos seus utilizadores o parceiro que a genética lhes destinou. Desde que este novo sistema surgiu, milhões de pessoas em todo o mundo já encontraram a sua cara-metade. Mas as consequências não se fizeram esperar: os resultados da aplicação ditaram o fim de inúmeros relacionamentos e muitos casais começaram a pôr em causa as ideias tradicionais de amor, romance e compromisso.
Christopher, Jade, Mandy, Nick e Ellie acabaram de saber os resultados dos seus testes e estão prestes a descobrir, nesta demanda pelo amor, que nem sempre o final feliz está garantido… mesmo quando encontram o seu par ideal. Afinal, até as almas gémeas escondem segredos, uns mais chocantes do que outros.


Tu, de Caroline Kepnes
Uma jovem atraente e aspirante a escritora entra na livraria em East Village onde Joe Goldberg trabalha. O seu interesse imediato por esta mulher leva-o a pesquisar no Google o nome que consta no cartão de crédito que ela usa para pagar. Trata-se de Guinevere Beck, e Joe constata que na cidade de Nova Iorque há apenas uma pessoa com aquele nome.
Guinevere utiliza incessantemente as redes sociais, o que permite a Joe ir descobrindo os detalhes mais íntimos da vida dela: é simplesmente Beck para os amigos, frequentou a Brown University, mora na Bank Street, nessa noite irá a um bar em Brooklyn - o lugar perfeito para um encontro casual.
À medida que Joe vai controlando a vida de Beck, de forma obsessiva e sem que ninguém se aperceba, ele vai removendo os obstáculos que se interpõem entre ambos e faz tudo para que ela caia nos seus braços - mesmo que isso implique matar.
Um thriller arrebatador, com suspense permanente e de leitura compulsiva, já comparado aos melhores livros do género e muito elogiado por Stephen King.


Pandemia, de Robin Cook
Quando uma jovem anónima, aparentemente saudável, perde os sentidos no metro de Nova Iorque e morre ao chegar ao hospital, Jack Stapleton, o médico-legista, encontra semelhanças inquietantes entre este caso e a gripe de 1918. Temendo uma repetição da fatídica pandemia ocorrido há um século, Jack faz a autópsia poucas horas depois da morte da mulher e descobre anomalias estranhíssimas: em primeiro lugar, ela tinha sido submetida a um transplante do coração, em segundo, o seu ADN corresponde ao do coração transplantado.
Contudo, os factos não apontam para o vírus da gripe, e Jack vê-se envolvido numa corrida contra o tempo para determinar que tipo de vírus poderia provocar aquela morte, uma tarefa que se torna mais urgente quando outras duas vítimas sucumbem de forma idêntica. Mas nada faz sentido até a investigação o conduzir ao mundo fascinante do CRISPR/CAS9, uma biotecnologia de edição de genes que conquistou a comunidade médica… e a atenção dos seus membros menos escrupulosos. Arrastado para o submundo do mercado de transplante de órgãos, Jack depara-se com um homem de negócios megalómano disposto a arriscar vidas humanas para poder conquistar uma nova e lucrativa fronteira da medicina. E, se Jack não tiver cuidado, a próxima vida sacrificada pode muito bem vir a ser a sua.


O Fundamentalista Relutante, de Mohsin Hamid
Uma noite, num café em Lahore, o narrador conhece um homem misterioso. Este convida-o para tomar um chá e conta-lhe uma história. É o relato da sua ida para a América, quando era jovem, e de como abraçou o sonho ocidental. O primeiro da sua turma em Princeton, foi contratado por uma corporação de topo e prospera em Nova Iorque. E a sua paixão pela bonita e elegante Erica é uma promessa de entrada na alta sociedade de Manhattan.
Mas, após o 11 de Setembro, a sua identidade sofre uma mudança, revelando fidelidades mais fortes do que o dinheiro, o poder e talvez até mesmo o amor por Erica. Quando anoitece, o narrador assiste ao desvanecer do sonho e da vida daquele homem já menos misterioso, bem como ao desfilar dos seus sentimentos de raiva e traição. Por fim, as razões para aquele chá tornam-se absolutamente claras…


O Cardeal do Kremlin, de Tom Clancy
Nos mares tempestuosos da América do Sul, um alvo desaparece no meio de um clarão esverdeado. Nas montanhas soviéticas, junto da fronteira do Afeganistão, um misterioso conjunto de pilares e cúpulas ergue-se na escuridão da noite. Para as duas superpotências mundiais, a prioridade é lançar o primeiro sistema antimíssil da Guerra Fria, e os dois homens encarregados de avaliar a capacidade soviética para o fazer sabem-no bem: o coronel Mikhail Filitov, da URSS, um militar da velha guarda olhado com desconfiança pelo novo círculo de tecnocratas, e Jack Ryan, um famoso analista da CIA.
Ambos usam todos os meios para chegar à verdade, mas Filitov consegue-o primeiro… e é aí que tudo ameaça desmoronar-se. Porque Filitov, conhecido pelo nome de código Cardeal, é o agente americano mais graduado no Kremlin, e está prestes a ser assassinado pelo KGB. Cabe a Jack Ryan salvá-lo, num alucinante jogo de gato e rato, onde já não é apenas a sobrevivência de Filitov e Ryan que está em jogo, mas também a do mundo.


A Mulher que Escondeu Anne Frank, de Miep Gies e Alison Leslie Gold
Ao longo de mais de dois anos, Miep e o marido ajudaram a esconder judeus numa Holanda tomada pelos nazis. Como milhares de heróis desconhecidos do Holocausto, eles arriscaram diariamente a vida ao levar alimentos, livros, notícias e carinho às vítimas.
Miep trabalhava como assistente de Otto Frank, o pai de Anne Frank, e tornara-se íntima da família. Ao longo de 25 meses, ela e o marido mantiveram a família Frank escondida no anexo de um prédio de Amesterdão até serem traídos por uma denúncia anónima. Quando a Gestapo invadiu o esconderijo, a 4 de agosto de 1944, e prendeu todos os seus ocupantes, deixou para trás o diário de Anne e outros dos seus escritos, em folhas soltas, Miep recolheu esses escritos na esperança de voltar a encontrar Anne e lhos poder entregar.
Neste livro intemporal, Miep relembra esses dias tortuosos e fá-lo com uma clareza e uma emoção vívidas. A narrativa vai da sua própria infância, enquanto refugiada da Primeira Guerra Mundial, até ao momento em que entrega a Otto Frank - o único dos ocupantes do esconderijo a sobreviver ao Holocausto - o pequeno diário axadrezado. Até então, não fora lido por ninguém.


A Costureira de Dachau, de Mary Chamberlain
Londres, 1939. Ada Vaughan é uma jovem encantadora que vive num bairro pobre da cidade. Quando começa a trabalhar como aprendiz de costureira, depressa se torna a melhor empregada do estabelecimento. Mas com a experiência, cresce também a ambição de Ada, que sonha levar o talento das suas criações ao glamoroso mundo da alta-costura.
Assim que conhece o enigmático Stanislaus von Lieben, Ada apaixona-se e toma a decisão de finalmente abandonar uma vida monótona e modesta para realizar o seu sonho, em Paris.
O sonho, porém, é substituído pelo desespero quando as tropas nazis invadem a Cidade Luz e, para sua surpresa, percebe que Stanislaus a abandonou deixando-a só e à mercê da guerra, numa cidade desconhecida. Ada acaba por ser levada pelos alemães e mantida em cativeiro perto do campo de concentração de Dachau. Ali, perante todas as adversidades, tentará sobreviver da única forma que sabe — como costureira.

Novo lançamento das Edições Parsifal: «Via Dei Portoghesi»


Via Dei Portoghesi
de João de Almeida Santos

O livro
Um homem e uma mulher em Roma: jogos de sedução numa cidade perfeita para amar.
Via dei Portoghesi é uma pequena rua situada no coração de Roma. Tem apenas cinquenta metros, mas nela vivem inúmeras personagens com muitas histórias por contar. Como a de Gianni della Rovere, professor na Universidade de Roma «La Sapienza», que, em idade um pouco já tardia, se apaixona perdidamente por Paola Valenzi, muito mais nova e funcionária da universidade onde lecciona, com quem mantém um difícil, complexo e intenso relacionamento afectivo.
Gianni e Paola integram uma tertúlia de intelectuais portugueses que vivem num hotel da da cidade. Um dia, a chegada de Barnabé de Sousa, um padre português com interesses pouco adequados à sua condição de religioso, ameaça alterar a vida do grupo e dos amantes.
Extraordinário fresco dessa Roma um pouco aldeã de fim de século, Via dei Portoghesi cruza a história de uma peculiar relação amorosa com a vida frenética, divertida e culta de um grupo de apaixonados pelo lugar, confluindo a narrativa numa elegia ao amor e numa homenagem a uma cidade maravilhosa e eterna.

O autor
Licenciado em Filosofia. Doutorado pelas Universidade de Roma «La Sapienza» e Universidade Complutense de Madrid, nas quais foi também professor. É director da Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração da Universidade Lusófona, do Centro de Investigação em Política, Economia e Sociedade e da revista ResPublica.
É autor de mais de duas dezenas de obras, de que são exemplo Media e Poder (2012), Homo Zappiens (2000), Os Intelectuais e o Poder (1999), ou ainda Paradoxos da Democracia (1998).