quarta-feira, 19 de junho de 2019

«Diz-Me Que És Minha», de Elisabeth Norebäck

Editora: Porto Editora
Data de publicação: 06/06/2019
N.º de páginas: 400
Esta história ambientada em Estocolmo é contada a partir das perspectivas de três mulheres: Stella, Kerstin e Isabelle. Uma acredita ter encontrado a sua filha desaparecida, uma está com medo de perder a sua filha e outra quer entender quem realmente é.
Podia ter sido apenas mais um dia de trabalho para Stella, uma reputada psicoterapeuta sueca. Mas assim que esta mulher de 39 anos vê entrar no seu consultório uma nova paciente, os seus últimos vinte anos são rebobinados abruptamente na sua mente, em apenas alguns segundos, o tempo suficiente para que ela fique dominada por um ataque de pânico. Stela, «uma pessoa desleal e dissimulada», «uma mulher instável e agressiva que perdeu a noção da realidade», está convencida de que a jovem paciente é a sua filha que desapareceu há vinte e um anos (a última vez que ela viu a filha, esta tinha um ano). Este (re)encontro é apenas o início de uma busca incessante para descortinar, a qualquer custo, todos os incidentes decorridos no Verão de 1994, enquanto ela e o namorado estavam a passar férias, e que culminou no desaparecimento da filha de ambos.
Assim que Stella volta a contactar pessoas que estiveram envolvidas directa e indirectamente com o misterioso desaparecimento da filha, ela percebe que algumas dessas pessoas não querem que a verdade venha à superfície, tantos anos depois. E assim, inicia-se um jogo de perseguição e intimidação que ganha contornos perigosos.
Num crescendo de ritmo e acção, com várias reviravoltas inesperadas, Diz-Me Que És Minha, o romance de estreia da sueca Elisabeth Norebäck, revela-se uma leitura inebriante com um final inesperado, que os amantes do tríler psicológico não podem perder.
Norebäck está atualmente trabalhando no seu segundo romance, enquanto esta sua estreia portentosa vai chegando aos cerca de 35 países que adquiriram os direitos de publicação.

Excertos
«Sinto que sou duas pessoas diferentes. Uma é a pessoa que os outros veem. Mas a outra apenas eu consigo ver. Essa é a verdadeira eu, e a diferença entre as duas é descomunal. Dentro de mim, uma ravina de trevas.» (p. 10)

«Eu fiz uma coisa imperdoável. O pior pecado que uma mãe pode cometer. Não cuidei da minha filha. Deixei-a sozinha. Não estava lá para a proteger.» (p. 71)

«O que significa sentir a falta de alguém? Quando alguém nos é tirado, arranca-se um pedaço de nós mesmos. Um pedaço que nunca poderá ser substituído por outra coisa. O luto, a perda… são para sempre. E dói. Sangra e é doloroso. Transforma-se numa crosta e faz comichão e depois cai. E sangra outra vez. Um dia, transforma-se numa cicatriz. A ferida sara, mas a cicatriz permanece.» (p. 82)

5 comentários:

kassie disse...

Tenho lido vários autores nórdicos e até agora ainda não me desiludi uma única vez. Este ainda não li mas fiquei muito curiosa!

maresvivas disse...

Estou curioso por ler este livro.

Marta disse...

Nunca li esta autora e este livro parece bastante interessante...

Alexandra Guimarães disse...

Ainda não tive oportunidade de ler este livro, mas, assim que tive conhecimento do mesmo, fiquei com vontade de o ler.

JULIO PROENCA disse...

Nunca li nada esta autora e desconheço a sua escrita e este livro parece bastante interessante... dentro das minhas preferências literárias. :)