A Casa das Letras edita na próxima terça-feira Vamos Fazer Melhor!, de Gidon Lev com Julie Gray, o relato dos quatro anos que o sobrevivente do Holocausto passou no campo de concentração Theresienstadt, na República Checa. Optimista nato, actualmente com 90 anos, dedicou a última década a combater o antisemitismo e preservar a memória do extermínio nazi.
Gidon Lev foi o preso 885 entre os 6 aos 10 anos, sem direito a nome ou identidade e perdeu, pelo menos, 26 membros da sua família, incluindo o pai, o avô, as tias-avós e os tios-avós. Após décadas de silêncio, partilhou pela primeira vez a sua história perante um grupo de estudantes alemães do ensino secundário.
A vida de Gidon é ainda mais extraordinária pelas lições que aprendeu ao longo de quase um século.
Vamos Fazer Melhor! é a história deste homem de espírito indomável, de alguém que partilha crenças e verdades simples e intemporais, como a reconciliação com o passado, enfrentar o ódio, viver o momento, aproximar as pessoas e onde encontrar esperança para o futuro. A lição final de Gidon para todos nós é que a oportunidade, grande e pequena, está à nossa frente todos os dias. E o nosso único objetivo, e possivelmente o melhor, é tornar as coisas melhores − melhorar gradualmente o que está ao nosso alcance, deixando algo melhor para trás. Este é um poder que todos temos, em qualquer momento, e a vida de Gidon é uma lição de como o fazer, mesmo perante a mais espantosa das adversidades.
Outra novidade da Casa das Letras: Scotland Yard, de Simon Read.
quarta-feira, 5 de março de 2025
«Vamos Fazer Melhor!» conta a história de Gidon Lev, um sobrevivente do Holocausto
sexta-feira, 15 de março de 2024
Um clássico da literatura do Holocausto redescoberto, com prefácio de Irene Flunser Pimentel
Temas e Debates lança a 21 deste mês Crematório Frio, um clássico da literatura do Holocausto redescoberto e traduzido pela primeira vez para o nosso idioma, da autoria de József Debreczeni (1905-1978), um romancista, poeta e jornalista de língua húngara.
«Esta obra-prima fundamental esteve quase perdida durante 70 anos, até ser dada ao prelo, traduzida em 15 línguas, entre as quais a portuguesa. Como descreve o sobrinho do autor, o seu testemunho, publicado em húngaro em 1950, nunca foi traduzido em língua inglesa, apesar dos esforços do irmão do autor, diplomata em Washington. Estava-se em plena Guerra Fria, de anticomunismo e antissemitismo, na vigência do macarthismo, e o livro termina não só com a libertação pelos soviéticos e o livro termina não só com a libertação pelos soviéticos mas com “A Internacional” a ser cantada por todos.» Irene Flunser Pimentel
Texto de apresentação
József Debreczeni, um prolífico jornalista e poeta de língua húngara, chegou a Auschwitz em 1944; se tivesse sido selecionado para seguir para a «esquerda», teria vivido apenas mais 45 minutos.
Afortunadamente, foi enviado para a «direita», o que o levou a 12 terríveis meses de detenção e trabalho escravo numa série de campos, que terminaram no «Crematório Frio» o chamado «hospital» do campo de trabalho escravo de Dörnhau, onde os prisioneiros demasiado debilitados aguardavam a execução.
Porém, à medida que as forças soviéticas e aliadas se acercavam dos campos, os comandantes nazis ¿ receosos das eventuais punições pelos seus crimes - fugiram, abandonando os prisioneiros, em vez de os enviarem de imediato para as câmaras de gás. Debreczeni registou as suas experiências neste livro, uma das mais duras e impiedosas acusações ao nazismo jamais escritas.
Outro livro sobre o Holocausto publicado recentemente: O Mestre de Dachau.
domingo, 25 de fevereiro de 2024
As atrocidades do regime nazi em nome da arte e do poder, para conhecer no livro «O Mestre de Dachau»
Um romance comovente sobre o poder da arte e o amor numa era de horror. Isto é o que os leitores podem esperar de O Mestre de Dachau, o romance de estreia da inglesa Sarah Freethy. Esta obra, que revela a grande farsa do regime nazi e testemunha a importância da arte nos regimes mais sombrios e, simultaneamente, o seu papel revelador, foi muito elogiada pelo rigor histórico e pela história enternecedora inspirada em factos reais. Vai ser publicada pelo menos, em mais de uma dezena de idiomas.
Este retrato surpreendente sobre a força da criação artística em tempos de guerra é chancelado pelo Clube do Autor e aterra nas livrarias no penúltimo dia deste mês numa tradução que esteve a cargo de Elga Fontes.
Texto sinóptico
As figuras de porcelana branca da fábrica Allach tornaram-se um símbolo do Terceiro Reich. No entanto, eram produzidas pelos prisioneiros dos campos de concentração. Este romance revela a grande farsa do regime nazi e testemunha a importância da arte nos regimes mais sombrios e, simultaneamente, o seu papel revelador.
Max, um arquiteto judeu formado pela Bauhaus, é enviado para o campo de concentração de Dachau, onde o seu talento para esculpir delicadas figuras de porcelana branca o salva da morte. As peças que se converteram em ícones do Terceiro Reich são as mesmas que o unem a Bettina, o seu grande amor. O seu legado, num derradeiro ato de coragem, denuncia ao mundo a grande farsa do regime.
Um livro sobre dois amantes separados pelas encruzilhadas da História e a demanda de uma filha pela verdade.Elogios
«Uma história inesquecível de amor e perda. À medida que a maré negra do nazismo varre o continente europeu, dois amantes enfrentam perigos inimagináveis, compreendendo que apenas a arte os pode manter e salvar – e dando testemunho às gerações vindouras. Fenomenal.» Marie Benedict, autora de A mulher de Einstein
«Esta estreia comovente entrelaça factos reais e personagens nobres e cativantes
Numa história para viver, aprender e amar.» Meg Waite Clayton, autora de O último comboio para a liberdade
«Assim que comecei a ler, não queria parar. Uma viagem emotiva e viciante a um passado de heroísmo, traição, amor e perda.» Heather Morris, autora de O tatuador de Auschwitz, Três Irmãs e A Coragem de Cilka
sexta-feira, 10 de novembro de 2023
O livro que inspirou o filme «A Minha Melhor Amiga Anne Frank»»
«Fiquei imediatamente deslumbrada com Anne, esta primeira amiga, embora tenha percebido rapidamente que éramos muito diferentes. Eu tinha o hábito de me encolher, de inclinar a cabeça para o lado e de pensar no que queria dizer antes de falar. (…) Anne tinha uma pele cor de azeitona pálida e era cerca de uma cabeça mais baixa do que eu. (…) Mas o seu pequeno tamanho escondia uma grande personalidade. Era excelente a dar ideias para jogos e a liderar outras crianças. Era confiante mesmo com os adultos. Era capaz de perguntar qualquer coisa a um adulto; de facto, parecia estar sempre a fazer perguntas».
Hannah Pick-Goslar, sobrevivente do Holocausto, ficou conhecida por ter sido amiga de infância de Anne Frank. Após a deportação de Anne Frank, reencontraram-se no campo de concentração de Bergen-Belsen.
Passados oitenta anos sobre esta fase negra da nossa História, chega às livrarias A Minha Amiga Anne Frank, um livro (com tradução assinada por Maria Ferro) que conta-nos uma história da amizade. Neste depoimento profundamente tocante, a autora, falecida em 2022, aos 93 anos, mostra toda a sua admiração por Anne Frank. E, ao mesmo tempo, revela alguns detalhes dos últimos dias da adolescente que escreveu, provavelmente, o mais famoso diário da história.
Esta obra, inspirou o filme da Netflix «A Minha Melhor Amiga Anne Frank», com interpretações das actrizes Josephine Arendsen e Aiko Mila Beemsterboer.«A história de Hannah finalmente completa o que Anne não pôde concluir. É tão desoladora quanto defensora dos valores e atitudes mais importantes da vida, e precisamos da sua verdade agora mais do que nunca.» Edith Eger, autora de O que Aprendi em Auschwitz e A Bailarina de Auschwitz.
sexta-feira, 24 de março de 2023
Livro de memórias de Lily Ebert sobre o Holocausto
«Um livro incrivelmente emocionante sobre o poder da esperança e do amor para superar o pior da humanidade.» Piers Morgan
Escrito em colaboração com o seu bisneto, Dov Forman, o livro de memórias de Lily Ebert não é mais uma história sobre Auschwitz, é um relato na primeira pessoa de alguém que esteve lá e sobreviveu para ser a voz de todos os que não resistiram.
A Promessa de Lily já está disponível nos escaparates livreiros, com o selo da Porto Editora. Rita Carvalho e Guerra assinou a tradução desta obra.
Sinopse
1944. É Dia do Perdão e Lily Ebert luta desesperadamente para se manter viva no campo de concentração nazi de Auschwitz. Lily quer sobreviver ao inferno para contar a sua história e ser a voz de todos os que não resistiram.
Essa mulher notável resistiu e cumpriu esse desejo, contando ao mundo os detalhes das suas terríveis experiências. Lily recorda também de forma emotiva a sua infância feliz na Hungria, a morte da mãe e dos irmãos mais novos à chegada a Auschwitz e a sua determinação em manter vivas as outras duas irmãs.
E mesmo tendo perdido tanto e vivido um terror inimaginável, Lily conseguiu recuperar e reconstruir uma nova vida para ela e para a família, sem amargura, antes com o coração cheio de esperança e compaixão.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2022
Os livros de Janeiro da Guerra & Paz Editores
A Guerra & Paz Editores já deu a conhecer as suas primeiras apostas literárias para este ano.
Dois dos títulos são: uma nova edição de História de Juliette ou As Prosperidades do Vício, um dos livros mais conhecidos de Marquês de Sade, e Atlas do Holocausto, uma obra onde o historiador francês Georges Bensoussan reconstrói a história de uma das maiores tragédias do século XX.
Outras 7 publicações que vão sair em Janeiro:
- Poemas Eróticos da Antiguidade Clássica, de Victor Correia;
- A Intransigente Defesa da Arte, de Oscar Wilde;
- Carta à Geração Que Vai Mudar Tudo, de Raphaël Glucksmann;
- Breve História da Filosofia Moderna, de Roger Scruton;
- A Pessoa e o Sagrado, de Simone Weil;
- Todos os Lugares São de Fala, de Paulo Nogueira;
- O Peso Perfeito para Si, de Alexandre Fernandes.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
«A Creche Judaica» e «A Pianista de Auschwitz» chegam às livrarias na 3.ª semana de Janeiro
A Presença publica a 19 do próximo mês um livro que conta como um grupo de jovens mulheres enfrentou os nazis e salvou mais de seiscentas crianças.
A história extraordinária de uma mulher para quem sobreviver foi a única opção. esta é a premissa de um novo livro a editar pela Alma dos Livros no dia 20.
A Creche Judaica é uma extraordinária história de resistência, protagonizada por mulheres destemidas que lutaram dia e noite para a maior dádiva de todas: a vida das crianças - a possibilidade de futuro.«Elle van Rijn escreveu mesmo um romance maravilhoso: esta história é mais comovente do que podemos imaginar. Ao lermos, podemos sorrir com ternura mas também chorar profundamente. Não deixem de ler.»
Nederlands Dagblad
A Pianista de Auschwitz, de Fania Fénelon, narra, denuncia e preserva a memória do que aconteceu num dos momento mais terríveis da história, e também motiva a reflexão para o contraste entre os valores éticos necessários, válidos e defensáveis diante da iminente ameaça de morte.
«Uma celebração do poder do espírito humano.»
The New York Times Book Review
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
Chega a Portugal livro do maior especialista no Brasil sobre o Holocausto
A Alpinista é uma das próximas publicações que a Gradiva preparou para apresentar aos leitores. O autor, Marcio Pitliuk, é o maior especialista no Brasil sobre o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial, e é representante no Brasil do Yad Vashem, o maior museu do Holocausto no mundo, sediado em Jerusalém.
Sinopse
Desde muito jovem Hannelore Schultz sabia bem o que não queria: o desconforto, a pobreza e os modos rudes do ambiente onde crescera. Mas também sabia o que queria: luxo, riqueza, poder. Nada disso combinava com o vilarejo da sua infância e juventude. Logo que surgisse a oportunidade pretendia sair dali e a porta abriu-se com o início da perseguição aos judeus. Berlim parecia-lhe ser a resposta para as suas ambições. Estava certa.
Quanto a armas, usaria as que tinham nascido consigo e aprimorá-las-ia ao longo do tempo: rara beleza, elevada capacidade de sedução, inteligência, foco. Para Hannelore nada mais contava do que a sua vida, os seus planos, a sua ambição. O mundo estava lá para servir o seu objectivo de ascensão social, degrau a degrau.
Ambição, sexo, traição – tudo isso se revela neste romance que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, a Berlim que se julga dona de tudo, os campos de extermínio nazis na Polónia.
A vida das personagens cruza-se com a política imperialista e aterradora de Hitler, e boa parte delas usam-na a seu favor. O remorso, esse, parece ser uma palavra desconhecida. No fim do caminho haverá espaço para a justiça?
terça-feira, 5 de outubro de 2021
Paulinas Editora publica o 1.º volume das obras completas de Edith Stein
Com Vida de uma família judia e outros escritos autobiográficos a Paulinas Editora inicia a publicação das obras completas de Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz), beatificada em 1987 e canonizada em 1988, por São João Paulo II.
Texto sinóptico
Edith Stein é frequentemente referida pela sua condição de judia que se converteu ao Cristianismo, e que foi condenada às câmaras de gás nazis de Auschwitz. O episódio da sua morte foi, porém, o culminar de um percurso pessoal dotado de uma singularidade que a inscreve no painel das personalidades que mais marcaram a cultura europeia do século XX, tanto no campo intelectual como pela sua opção de original vivência espiritual, em que a doação atingiu a dimensão do paroxismo místico da entrega sacrificial pelo seu povo.
O conjunto de manuscritos intitulados Vida de uma família judia e outros escritos autobiográficos, que Paulinas Editora aqui nos oferece, permite uma avaliação menos parcial da grandiosa Teresa Benedita da Cruz, nome adotado após a sua conversão ao Catolicismo e admissão no Carmelo. Estes textos documentais permitem o acesso aos momentos mais decisivos da existência de Edith, no cruzamento das duas tradições culturais e religiosas por era atravessada: o Judaísmo e o Cristianismo.
sábado, 2 de outubro de 2021
Novos livros de não-ficção: «Uma Questão de Morte e de Vida» e «O Rapaz de Buchenwald»
São dois livros de não-ficção que a chancela Desassossego, das Edições Saída de Emergência, vai publicar a 21 e 28 deste mês.
Escrito por duas pessoas com uma profunda experiência de vida - Irvin D. Yalom e Marilyn Yalom, a sua companheira -, Uma Questão de Morte e de Vida é uma dádiva com o coração aberto para todos os que procuram apoio, alívio e uma vida com sentido.
Em O Rapaz de Buchenwald, os leitores podem contar com uma arrebatadora história de resiliência, dor e superação, de Robbie Waisman, uma criança que sobreviveu ao Holocausto.
O luto é o preço a pagar pela coragem de amar outras pessoas.
O aclamado psicoterapeuta Irvin Yalom dedicou a sua carreira aos que sofrem de ansiedade e luto. Contudo, nunca teve necessidade de autoaplicar os seus conselhos até que a mulher, a prestigiada autora Marilyn Yalom, foi diagnosticada com cancro. Em Uma Questão de Morte e de Vida, Marilyn e Irv partilham a forma como aceitaram nas suas vidas as novas provações: Marilyn a de morrer uma «boa morte» e Irv a de continuar a viver sem a sua esposa amada.
Em relatos alternados dos últimos meses que passaram juntos, e dos primeiros meses de Irv sozinho, ambos partilham uma visão rara e única de como enfrentar a mortalidade e lidar com a perda daqueles que amamos. Com a sabedoria de quem refletiu profundamente e o afeto familiar de namorados de adolescência que entraram juntos na idade adulta, eles abordam as questões universais da intimidade, do amor e do luto.Do mesmo autor de Eu, Yalom - Memórias de um Psicoterapeuta (2018), A Psicologia do Amor (2011), O Problema Espinosa (2014), entre outros.
Abril de 1945. Quando as forças americanas libertam o campo de concentração de Buchenwald, descobrem quase mil rapazes judeus que tinham sido escondidos e protegidos pelos prisioneiros do campo. Ninguém sabe o que fazer com eles – e, durante dois meses, os jovens permanecem nos dormitórios da prisão sem qualquer tipo de rotina ou orientação.
Estes «Rapazes de Buchenwald» estavam zangados com o mundo pelo abuso que tinham sofrido e encontraram na violência uma fuga: roubavam para se alimentarem, eram conflituosos e lutavam por poder. Tudo mudou quando Albert Einstein e o rabino Herschel Shachter descobriram a história destes jovens e os levaram para França, para uma reabilitação com vista à integração na sociedade.
Este é o testemunho de Romek Wajsman, agora Robbie Waisman, um desses rapazes, que partilha a sua extraordinária história de transformação da dor em resiliência, e da superação de uma perda incrível para encontrar uma alegria extraordinária.
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
Um romance sobre a velhice, a solidão e o Holocausto
Sextante Editora publica Belladonna, da escritora croata Daša Drndic (1946-2018), numa tradução do inglês assinada por António Pescada. É um romance sobre a velhice, a solidão e as cicatrizes deixadas pelo terror do nazismo.Texto sinóptico
Andreas Ban, psicólogo que já não exerce e escritor que já não escreve, vive sozinho num apartamento austero numa pequena cidade da Croácia. Rodeado por livros, fotografias, resultados de exames médicos, cartas por responder e caixas por abrir, resgata memórias da família, de amigos perdidos, de antigos pacientes, e das suas histórias irremediavelmente entrançadas com a sombra da Segunda Guerra Mundial e do nazismo croata. Vendo-se definhar às mãos da velhice e da doença, apenas o cinismo e a ironia servem de armas a um intelectual marginalizado.
Belladonna é uma poderosa parábola sobre o envelhecimento e a enfermidade numa Europa onde as atrocidades cometidas no século passado ainda palpitam. Pois, como defende Andreas Ban, é precisamente sobre coisas de que não se pode falar que devemos falar.Já publicado pela editora: Trieste.
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
Eric Frattini tem novo livro: «Ahnenerbe: Os Cientistas de Hitler»
Em Ahnenerbe: Os Cientistas de Hitler, o autor italiano Eric Frattini explica o que foi a Ahnenerbe, por que foi fundada e como foi possível o patrocínio científico de um misticismo conspiratório, paranoico e racista no qual participaram mentes tão torpes quanto inteligentes. A sua versão da história da «ciência» usada para validar a ideologia nazi e as leis de Nuremberga sai em meados de Outubro e tem a chancela da Bertrand Editora.
Texto sinóptico
A Ahnenerbe, ou Sociedade para a Investigação e Ensino da Herança Ancestral Alemã, foi um departamento das SS criado por Himmler (e disputado por Goebbels) com três objetivos: pesquisar o alcance territorial do espírito da «raça germânica», investigar e recuperar as tradições alemãs e difundir a cultura tradicional alemã entre a povoação. Na verdade, sob a capa da Antropologia, da Arqueologia e da Medicina, escondia-se uma ferramenta de propagação da política racial do Terceiro Reich, que combinava ocultismo, pseudociência e ideologia e procurava reunir evidências (ou falsificá-las) que fundamentassem a ideologia nacional-socialista e justificassem as Leis de Nuremberga.
terça-feira, 28 de setembro de 2021
Baseado em factos reais, «O Comboio da Esperança» é a grande aposta da Planeta para este mês
A partir de hoje chegam às livrarias 3 novidades imperdíveis da Planeta. Destaque para o romance de estreia da professora de inglês inglesa Gill Thompson, que foi best-seller em vários países, e considerado pela crítica internacional como ‘O melhor livro do ano’.
O Comboio da Esperança, de Gill Thompson
Passado durante a ocupação nazi, O Comboio da Esperança resgata a verdadeira história da fuga de comboio de milhares de crianças judias para Londres durante o Holocausto.
Na minuciosa investigação que levou a cabo para escrever este livro, Gill Thompson deparou-se com vários acontecimentos improváveis, como o salvamento de centenas de crianças checas debaixo dos narizes dos nazis por um corretor londrino; um campo de concentração onde os judeus podiam organizar concertos; o triplo desvio de aviões que permitiu que checos ex-pilotos da RAF fugissem de Praga sob o regime comunista. Todos estes episódios ocorreram realmente.
Excertos
«Há coisas tão horríveis que os homens e as mulheres decentes têm dificuldade em considerar credíveis, tão monstruosas que o mundo civilizado se retrai, incrédulo, ante a sua existência.»
«Dentro do cemitério, os altos castanheiros-da-índia e sicómoros filtravam os raios baixos do sol. As lápides erguiam-se dos dois lados do caminho, gravadas com símbolos antigos e caligrafia antiquada. O Abba dissera-lhe em tempos que algumas campas tinham até dez cadáveres, postos uns por cima dos outros para poupar espaço.»
Hegemonia - 7 Duelos pelo Poder Global, de Jaime Nogueira Pinto
O reputado comentador e politólogo, retrata os sete grandes conflitos da História, em que as potências mundiais se debateram pelo domínio económico e político no mundo
Um retrato extraordinário e uma análise profunda sobre as causas e as motivações que ao longo dos séculos levaram homens e nações a entrar em conflito, com várias imagens ilustrativas destes momentos históricos.
1821 - O Regresso do Rei, de Armando Seixas Ferreira
O jornalista Armando Seixas Ferreira, grande repórter da RTP, traz-nos um relato empolgante sobre a viagem de regresso do rei D. João VI do Brasil para Portugal, resultado de uma investigação minuciosa de documentos históricos, diários de bordo e outras fontes inéditas.
No ano em que se assinalam os 200 anos sobre esta viagem histórica, o livro relata não só o que aconteceu durante os 68 dias de viagem no Atlântico, como era a vida a bordo num navio do séc. XIX, as consequências políticas desta expedição, como os episódios marcantes do reinado de D. João VI e a vida no Brasil.
sexta-feira, 25 de junho de 2021
Mais histórias e testemunhos que têm o Holocausto como pano de fundo
Os Irmãos de Auschwitz, de Malka Adler
Uma história real, um romance extraordinário de esperança e tragédia, sobre uma família separada pelo Holocausto e a sua dolorosa jornada de regresso.
O que Aprendi em Auschwitz, de Edith Eger
Para Edith Eger, a pior prisão que experienciou não foi a dos campos de concentração, mas a que ela criou na sua mente. Todos nós enfrentamos o sofrimento, a tristeza, a perda, o desespero, o medo, a ansiedade e o falhanço. Mas também temos uma escolha: ceder e desistir face ao trauma ou dificuldades, ou viver cada momento como uma dádiva. Afinal, o que importa não é o que nos acontece, é o que escolhemos fazer com essa experiência. Neste guia, a autora de A Bailarina de Auschwitz fornece-nos as ferramentas para nos ajudar a lidar com estes desafios universais.
terça-feira, 22 de junho de 2021
«As Resistentes», uma história não contada sobre mulheres judias que combateram nos guetos de Hitler
Dá hoje entrada nas livrarias nacionais, com edição da Crítica (uma chancela da Planeta de Livros Portugal) e tradução de Mário Dias Correia, uma das mais importantes histórias até agora não contadas da Segunda Guerra Mundial.
«Notável e inspirador».
Daily Express
«O drama é imenso e as personagens são profundamente envolventes.
Uma leitura obrigatória.»
The Jerusalem Post
As Resistentes, traz para a luz do dia os feitos extraordinários e corajosos de um grupo de mulheres judias que se tornaram combatentes da Resistência.
Testemunhas do brutal assassínio das suas famílias e da violenta destruição das suas comunidades, um grupo de mulheres judias na Polónia, algumas ainda adolescentes tornaram-se o coração de uma vasta rede de resistência que lutou contra os nazis.
Com coragem, astúcia e nervos de aço, estas raparigas do gueto esconderam revólveres dentro de pães, mensagens codificadas nos seus cabelos, ajudaram a construir sistemas de bunkers subterrâneos e esconderam milhares de judeus em refúgios seguros. Namoriscaram soldados alemães, subornaram-nos com vinho e uísque, usaram a sua aparência para os seduzir e matar. Dinamitaram vias-férreas e sabotaram as linhas de abastecimento alemãs.
Judy Batalion, neta de sobreviventes polacos do Holocausto, leva-nos até 1939 para nos apresentar Renia Kukielka, que arrisca a sua vida a viajar, a pé ou de comboio, pela Polónia ocupada. Batalion segue a vida de Renia e todas estas outras incríveis mulheres que foram contrabandistas, mulheres correio, lutadoras, espiãs, sabotadoras...
Poderoso e inspirador, As Resistentes é um relato verdadeiro e inesquecível acerca da luta pela liberdade, da coragem excecional, da amizade entre mulheres e da sobrevivência perante a adversidade.
terça-feira, 8 de junho de 2021
Novos romances históricos sobre coragem e resiliência em tempos de guerra
As Coisas que Não Podemos Dizer, de Kelly Rimmer
Um belíssimo romance histórico sobre coragem e resiliência que tem como pano de fundo o aterrador cenário da ocupação nazi da Polónia durante a Segunda Guerra Mundial.
Intercalando a história da ocupação nazi da Polónia com o ritmo frenético da vida moderna, esta narrativa emotiva e delicadamente trabalhada liga as histórias de duas mulheres numa tapeçaria de perseverança, lealdade, amor e honra.
Uma Nova Esperança para Samuel, de Ruth Druart
Na gare de uma estação ferroviária na paris ocupada, uma mãe sussurra adeus. Parece o fim de uma história. Mas é apenas o começo.
Um livro poderoso sobre o amor, os laços de sangue e de afeto, a resiliência e a coragem quando tudo parece perdido. Uma leitura inesquecível.
A Guerra de Hedy, de Jenny Lecoat
Esta é a história de uma jovem mulher e a luta que travou para sobreviver à ocupação nazi e evitar a deportação. Baseada em factos verídicos, esta é uma história de coragem, amor e esperança numa época em que a crueldade imperou: a Segunda Guerra Mundial.
Clara & Pippo, de Diana Rosie
Um país devastado pela guerra. Dois irmãos separados pelo destino.
Roma é um lugar misterioso aos olhos dos pequenos Clara e Pippo. Acabados de chegar com a mãe à cidade, deixaram para trás uma tragédia familiar e o único lar que haviam conhecido. Juntos, trazem pouco mais do que esperança...
segunda-feira, 10 de maio de 2021
«Os Fornos de Hitler» e «O Diário de Renia: mais duas histórias de sobreviventes do Holocausto
Os Fornos de Hitler
Ao longo destas páginas, Olga Lengyel conta, na primeira pessoa e com detalhe, a vida no campo de concentração, os horrores cometidos pelos alemães que lhe levaram o marido, os pais e os dois filhos, as atrocidades sofridas e o que fez para sobreviver a estes anos de terror que a marcaram para sempre.
Um relato íntimo e sincero de uma mulher, enfermeira húngara, que sobreviveu ao pesadelo de Auschwitz-Birkenau. Uma experiência relatada de forma crua e chocante.
Publicado pela primeira vez dois anos depois de a Segunda Guerra Mundial terminar, este continua a ser um relato poderoso, de leitura obrigatória para que não esqueçamos um dos períodos mais terríveis da história da humanidade.Olga Lengyel nasceu em 1908 e faleceu em 2001. Enfermeira sobrevivente do Holocausto, foi testemunha no julgamento de Bergen-Belsen e o seu depoimento contra o doutor Joseph Mengele foi avassalador. Foi casada com o médico Miklos Lengyel, com quem trabalhava no Hospital de Cluj-Napoca antes de serem deportados para Auschwitz, em 1944. Quando chegaram ao campo, os seus pais e filhos morreram e o marido faleceu pouco antes da libertação. Olga foi a única sobrevivente da sua família. A sua vida posterior ao Holocausto foi dedicada a manter viva a memória dos homens, mulheres e crianças que morreram em Auschwitz. O livro foi publicado dois anos depois de a Segunda Guerra Mundial terminar. Albert Einstein ficou tão tocado pela sua história que lhe escreveu uma carta, a agradecer o seu «livro muito honesto e muito bem escrito».
O Diário de Renia
Recentemente redescoberto, setenta anos depois, O Diário de Renia é descrito como sendo um clássico da literatura do Holocausto. Escrito com a clareza e habilidade que lembra Anne Frank, é um testemunho extraordinário dos horrores da guerra e da vida que subsiste mesmo nos tempos mais sombrios.Renia Spiegel nasceu em 1924. Em Janeiro de 1939 começou a escrever um diário. Quando começou a guerra, ela e a irmã estavam a viver com os avós em Przemysl. A guerra separou-a da mãe e durante os anos seguintes viveria sob a ocupação soviética e depois nazi e assistiria à criação do ghetto. No versão de 1942, Renia foi forçada a esconder-se para tentar escapar à liquidação do ghetto. Uns dias depois, o seu esconderijo foi encontrado e ela foi executada. Renia tinha apenas dezoito anos.
segunda-feira, 26 de abril de 2021
Em Maio são lançados novos livros de não-ficção cujas histórias têm Auschwitz com elo de ligação
A 3 de Maio a Editora Vogais vai publicar Na Orquestra de Auschwitz, uma história real sobre sobrevivência e o poder da música.
Enviada para Auschwitz em 1943, Elsa Miller sobreviveu ao campo de extermínio devido ao seu talento. Como violinista, teve a «oportunidade» de se juntar à orquestra feminina do campo, regida por Alma Rosé, sobrinha do famoso compositor Gustav Mahler. É este o segredo que Jean-Jacques Felstein, o filho de Elsa, descobre muito tempo após a morte prematura da mãe, que nunca lhe revelara nada acerca do seu passado.
Outra história verídica, também sobre o Holocausto, chegará às livrarias a 13 de Maio. Um Longo Caminho em Auschwitz é um poderoso testemunho e uma sentida mensagem de esperança.
Max Eisen nasceu em 1929 na pequena vila de Moldava nad Bodvou, na antiga Checoslováquia. Cresceu no seio de uma numerosa família judaica, da qual foi afastado aos quinze anos, quando o destino os levou para Auschwitz. Sobreviveu ao processo de seleção e foi recrutado para trabalho escravo naquele famigerado campo de concentração. Após ficar gravemente ferido por um dos guardas das SS, um médico polaco salvou-o da morte certa e ofereceu-lhe emprego no hospital, prolongando assim as suas expectativas de sobrevivência.
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
Novidades Asa: «Crianças Perdidas - A Vingança de Hitler»
Catherine Bailey é uma historiadora inglesa. Para além de Crianças Perdidas, é autora de outros dois bestsellers aclamados pela crítica sobre a história do século XX: Black Diamonds e The Secret Rooms. Crianças Perdidas (booktrailer), uma história esmagadora de sacrifício e resistência, acaba de ser lançado pelas Edições Asa.
Sinopse
Em setembro de 1944, a Gestapo invade um palazzo rural italiano, prende uma mulher e leva os filhos dela, de dois e três anos.
A mulher é Fey Pirzio-Biroli, filha de Ulrich von Hassell - diplomata alemão e importante elemento da Resistência alemã, executado dias depois da tentativa falhada de assassinato do Führer. Agora, Hitler está a levar a cabo a mais cruel das vinganças, atacando, separando e destruindo as famílias de todos aqueles que conspiraram contra ele.
Levada de campo de concentração em campo de concentração, Fey vai conhecer a verdadeira dimensão e os horrores do Holocausto. Sem notícias das crianças, resta-lhe a esperança de um dia escapar às garras da máquina nazi e reunir a sua família. Mas o destino dos seus filhos é uma incógnita. Mesmo que estejam vivos, poderão ser encontrados e identificados na vastidão de uma Europa destruída?
terça-feira, 13 de outubro de 2020
Novos livros baseados em histórias verídicas estão quase a chegar às livrarias
A história real, mas injustamente esquecida, de um prisioneiro polaco e de uma judia que se apaixonaram no campo de extermínio de Auschwitz. Tem por base os arquivos do Museu de Auschwitz, bem como documentos da época e relatos das já poucas testemunhas deste amor.
Edições Desassossego, à venda a 6 de Novembro
Um relato inspirador de uma mulher que teve de desafiar as suas expectativas para defender o seu país. A Espia Inesperada é a história fascinante da entrada de Walder na CIA e, mais tarde, no FBI. Em salas de alta segurança, ela analisou as movimentações de membros da al-Qaeda enquanto o presidente Bush observava por cima do seu ombro e o diretor da CIA lhe trazia donuts.
Um livro envolvente, em que memórias vívidas e detalhadas se entrelaçam com a narrativa de um dos períodos mais traumáticos da História.
Dita escreve com rigor sobre as difíceis condições dos campos, sobre o seu papel como guardiã da mais pequena biblioteca do mundo e sobre o papel fundamental que os livros tiveram como escape da realidade. E vai além do Holocausto, apresentando a vida que reconstruiu depois da guerra: o seu casamento com o sobrevivente Otto B. Kraus, a nova vida em Israel e a maternidade.
Esta é a verdadeira história da bibliotecária de Auschwitz contada pela sua protagonista.
Saída de Emergência, à venda a 11 de Novembro
Uma obra‑prima banida. Duas espias. Um livro que transformou a História.
1956. Boris Pasternak está a escrever Doutor Jivago, um livro controverso capaz de provocar dissensão na União Soviética. Com medo do seu poder subversivo, os soviéticos censuram‑no e proíbem a sua publicação. Mas isso não impede que no resto do mundo a obra se transforme num bestseller… e numa possível sentença de morte para o autor.
A CIA está atenta aos acontecimentos e planeia utilizar o livro para influenciar a Guerra Fria a seu favor. Contudo, os agentes destinados a esta missão não são os espiões tradicionais. Duas secretárias são encarregadas da missão das suas vidas: devolver clandestinamente Doutor Jivago à URSS e utilizá‑lo como arma de propaganda. No entanto, esta não será uma missão fácil.





























