Com a morte de Edgar Morin, ontem, desaparece uma das grandes referências intelectuais do último século. Filósofo, sociólogo e pensador da complexidade, Morin deixou uma obra vasta e influente, marcada pela defesa de um conhecimento capaz de unir saberes e compreender a realidade na sua riqueza e contradição.Edgar Morin (1921-2026) manteve uma ligação forte a Portugal, onde esteve pela última vez em 2023. Os seus livros foram sendo publicados ao longo de décadas, desde o início dos anos 1980, com as Publicações Europa-América, passando pela Relógio d’Água Editores e, sobretudo a partir de meados da década de 1990, pelo Instituto Piaget/Edições Piaget, que se tornou a principal casa editorial da sua obra entre nós.
Entre as edições mais recentes de obras suas destacam-se Um Momento Mais… (2024), Lições de Um Século de Vida (2.ª edição, 2025) e Os Sete Saberes para a Educação do Futuro (3.ª edição, 2025). Já em novembro de 2025, a Editora Planeta de Livros (sob a chancela Crítica) publicou Lições da História – Podemos aprender com o nosso passado?, aquele que viria a ser o seu último livro, escrito quando o pensador francês contava 104 anos.
Seguem notas de pesar das editoras
«O Piaget manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do escritor, filósofo e sociólogo Edgar Morin, que nos deixou aos 104 anos. Mais do que uma referência global, Edgar Morin faz parte da nossa identidade. Temos o orgulho de ser a casa editorial de várias das suas obras fundamentais através das Edições Piaget e de celebrar o seu legado, de forma permanente, na Aula Magna Edgar Morin, no Campus de Almada. A sua visão do "Pensamento Complexo" e o seu compromisso com uma educação humanista transformaram o mundo. Hoje, a sua voz cala-se, mas o seu legado permanece vivo em cada página.»
«A Planeta de Livros manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Edgar Morin. Filósofo, sociólogo e um dos mais influentes pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, deixa uma obra incontornável que continuará a inspirar leitores e pensadores em todo o mundo.»
sábado, 30 de maio de 2026
A obra e o legado de Edgar Morin (1921-2026)
Romance vencedor do Booker Prize 2025 é publicado pela Relógio D'Água
Entre as novidades da Relógio D'Água, constam o romance vencedor do Booker Prize 2025. Carne - traduzido por Maria de Fátima Carmo a partir de Flesh - foi considerado um dos melhores livros do ano por publicações como o The New Yorker, The Guardian e The Times.
Texto sinóptico
István, ainda adolescente, vive com a mãe num tranquilo complexo de apartamentos na Hungria. Tímido e recém-chegado à cidade, é alheio aos rituais sociais praticados pelos colegas e rapidamente se vê isolado, sendo arrastado para uma sequência de acontecimentos que o deixam para sempre estranho aos outros, à vizinha que o seduz e depois à mãe e a si próprio. Assombrado pelo espectro de uma tragédia passada e pela apatia da modernidade, o confronto entre István e tudo aquilo que o envolve avança até que uma súbita nova tragédia volta a pôr em risco a vida que conhece.
Carne traça os contornos quase impercetíveis de um trauma não resolvido e das suas consequências, no contexto da precariedade e da violência de uma Europa cada vez mais globalizada; e fá-lo com uma lucidez incisiva, um pathos inabalável e uma humanidade surpreendente.
David Szalay, nasceu no Canadá, cresceu em Londres e vive actualmente em Viena. É autor de cinco obras de ficção, incluindo Tudo o Que Um Homem é (2018) e Turbulência (2019), ambos publicados em Portugal pela editora Elsinore.Uma nova edição de Norte e Sul foi lançada no início de Abril pela editora. Elogiado por Charles Dickens como uma «história admirável, cheia de personalidade e poder», este romance publicado em 1855, é uma das mais impressivas descrições literárias da Revolução Industrial no século XIX.Texto sinóptico
A ação de Norte e Sul decorre em meados do século xix, narrando o percurso da protagonista desde o ambiente tranquilo mas decadente de uma Inglaterra sulista até um norte vigoroso mas turbulento.
Neste romance, Elizabeth Gaskell fala-nos de um amor incomum, para mostrar o modo como a vida pessoal e a pública se entrelaçavam numa sociedade recentemente industrializada.
Esta é uma história de triunfos conquistados com enorme esforço, onde o pensamento racional é mais valorizado do que o preconceito e o lado humano se sobrepõe ao respeito cego pela atividade económica.
Os leitores do século xxi irão sentir-se absorvidos, à medida que a trama deste romance vitoriano os transporta até às origens de problemas e possibilidades que ainda hoje, cento e cinquenta anos mais tarde, subsistem: a complexidade das relações, públicas ou privadas, entre homens e mulheres de diferentes classes sociais.
Elizabeth Gaskell (1810-1865), publicou anonimamente o seu romance de estreia, Mary Barton, em 1848, elogiado por Charles Dickens, que chamou à autora a sua “querida Xerazade”, convidando-a a colaborar no seu jornal. Foi nessa época que Elizabeth conheceu Charlotte Brontë, quando passava férias nos arredores de Windermere. Tornaram-se amigas e Elizabeth Gaskell escreveu The Life of Charlotte Brontë (1857), que permanece uma das mais importantes biografias da literatura inglesa. A autora escreveu várias outras obras, como Cranford, A Maldição e Fantasmas Vitorianos.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Novo livro de Bernardo Pinto de Almeida: «Marilyn - Ninfa e Dasein»
That’s the trouble — a sex symbol becomes a thing. I just hate to be a thing.— Marilyn à Life, dois dias antes de morrerTexto de apresentação
A Ninfa, cuja função maior, como nos ensinou Warburg, é tornar visíveis os emblemas da beleza, da vitalidade e da paixão erótica, foi uma incontornável figura da Antiguidade, quer na literatura (mitológica, filosófica e poética) quer nas artes, e sobreviveu, secretamente incógnita, durante séculos. Ela reapareceu no Renascimento, de novo figurada nas artes e nas letras, associada à redescoberta da Antiguidade.
O seu reaparecer no século XX iria fazer-se com o cinema, já que foi o cinema que permitiu repensá-la e, sobretudo, revê-la, sob a forma da imagem-movimento. A Ninfa cumpriu, no século XX, o que fora um desígnio da Antiguidade depois redescoberto pelo Renascimento e agora actualizado: o que Botticelli sugeriu foi, assim, amplificado por Hollywood.
Se for como penso, deveremos procurar entender de que modo essa figuração reapareceu no contexto que é o nosso, contemporâneo, pelo menos desde a Modernidade e até hoje, para poder traçar-lhe uma arqueologia: entender, na luminosa e enigmática figura de Marilyn, um exemplo da nachleben da Ninfa — e uma vez que a nachleben (sobrevivência, imagem póstuma) não significa repetição, mas reinscrição em um novo contexto — na época contemporânea é o propósito deste ensaio.
Bernardo Pinto de Almeida (n. 1954). Prémio AICA/Fundação Gulbenkian de Crítica de Arte (1983), Prémio de Poesia do Centro Nacional de Cultura, 2004. Prefaciou mais de cinco centenas de catálogos em Portugal e no estrangeiro. Dirigiu a colecção Caminhos da Arte Portuguesa no Século XX na Editorial Caminho. Colaborou em diversas revistas, nacionais e estrangeiras. Publicou vários livros de ensaio e tem poemas traduzidos em várias línguas, nomeadamente espanhol, italiano, francês, inglês, alemão e russo. Publicou em 2023 a obra Sicília. Marilyn - Ninfa e Dasein (Ed. Documenta) é o seu livro mais recente.
Outro livro publicado recentemente pela Documenta: O Fazedor de Teatro.
Os volumes n.º 96, 97 e 98 da colecção 'Retratos' da Fundação Francisco Manuel dos Santos
Baseado em entrevistas com promessas portuguesas (atuais e do passado), técnicos e especialistas, Promessas do futebol mostra como a sorte molda o destino no futebol e revela fenómenos como o efeito da idade relativa, que privilegia jovens nascidos entre janeiro e março. Na Seleção, por exemplo, por cada 24 eleitos, dez mil ficam de fora. Este é o retrato real do que custa chegar ao topo. Autoria de Rui Passos Rocha.
No livro Portugueses ciganos, Cinco séculos de resistência, de Ana Cristina Pereira, retrata-se o passado e o presente desta minoria em Portugal, através do resgate de factos e memórias históricos e da escuta ativa de protagonistas (por vezes, várias gerações numa família), das feiras às universidades, do futebol de elite aos acampamentos nómadas. Também se relata como um novo ativismo cigano combate, em simultâneo, muitas formas de discriminação e algumas demandas da tradição.
Bancários, Retratos com data-valor, de Luís Bento, retrata a trajetória dos bancários portugueses e a evolução do setor financeiro, desde a força sindical e o «milagre económico» dos anos 70 e 80 até ao atual cenário de erosão da solidariedade laboral, automação e contração da rede bancária, despedimento e desgaste dos trabalhadores. Através de testemunhos de diferentes gerações de bancários e ex-bancários, documenta os custos humanos da modernização crescente de um setor que passou do serviço de proximidade à crueza dos algoritmos e das metas comerciais.
Novo livro de Pedro Chagas Freitas esgota em pré-venda e avança para 2.ª edição
«Este é o livro mais íntimo que escrevi, o mais difícil, até. Obrigou-me a percorrer estradas emocionais onde não tinha conseguido passar», escreveu Pedro Chagas Freitas nas suas redes sociais, revelando a profundidade emocional do seu mais recente romance.
Antes mesmo de chegar às livrarias, Benjamim e os Dias Cheios de Nada já se tornou um verdadeiro fenómeno editorial em Portugal. Em menos de 72 horas de pré-venda, e ainda a várias semanas da data de lançamento, marcada para 12 de Junho, o livro, com o selo da Oficina do livro, alcançou os 35 mil exemplares e avançou para a 2.ª edição.A nova obra do autor mergulha em temas profundamente humanos e universais: os dias em que o vazio parece ocupar tudo, em que as emoções se confundem e em que se torna difícil compreender aquilo que sentimos. Com a sensibilidade e intensidade que caracterizam a escrita do autor, Benjamim e os Dias Cheios de Nada promete tocar leitores de todas as idades.
Sinopse
Benjamim vive as emoções como ninguém. A sua forma de ver a vida, de pensar a vida, de sentir a vida, é desconcertante. A existência também o é.
Ao atravessar as páginas deste livro, vamos conhecer um caminho de emoções, de gargalhadas, de lágrimas, de medos, de coragens, este é ao mesmo tempo um diário e um caderno de sentimentos, com múltiplas camadas e ainda mais leituras.
domingo, 24 de maio de 2026
Editora Taiga lança novo livro de J. Marques-Teixeira, figura de relevo na área da Saúde Mental em Portugal
Arquitetura do Tempo Humano é o título do novo livro da Taiga, editora especializada nas áreas da saúde mental e da psicoterapia.
O autor, João Marques-Teixeira, exerceu a presidência da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental entre 2016 e 2019. É Diretor do Neurobios – Instituto de Neurociências, entidade dedicada ao desenvolvimento e à integração de abordagens neurocientíficas aplicadas à compreensão e intervenção em saúde mental.Foi fundador e presidente da Associação Portuguesa de Neurofeedback e Neurotecnologia e da Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Centrada no Cliente e Abordagem Centrada na Pessoa, tendo desempenhado um papel relevante na promoção, consolidação e articulação de diferentes perspetivas terapêuticas e científicas no campo da saúde mental em Portugal. Foi docente durante 35 anos na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP), onde construiu uma carreira académica de grande relevo.
Este ensaio, Arquitetura do Tempo Humano, encontra-se estruturado em duas partes. A Parte I, 'Fundamentos do Tempo Humano', reúne capítulos dedicados à análise da experiência temporal, abordando temas como o tempo vivido, a consciência, a memória, a identidade e a corporeidade. A Parte II, 'Ritmos Neurobiológicos e Tempo', explora os fundamentos biológicos da temporalidade, com especial enfoque nos ritmos biológicos e nos mecanismos cronobiológicos que moldam a experiência subjetiva do tempo.
Texto de apresentação
A presente obra é um ensaio que parte de uma premissa simples e transformadora: não vivemos no tempo — somos feitos de tempo.
Da consciência ao cérebro, da memória às emoções, da saúde à psicopatologia, a nossa vida interior é moldada por ritmos, intervalos, durações e antecipações que raramente reconhecemos, mas que estruturam tudo o que somos — a temporalidade é o eixo da condição humana, o princípio invisível que sustenta memória, identidade, emoção e existência.
O autor promove um diálogo raro entre a fenomenologia e a neurociência, combinando-as com a sua vasta experiência clínica — psiquiátrica e psicoterapêutica.
É explorada a forma como retenção, presença e protensão (Husserl) se traduzem na atividade cerebral; como o corpo regula a experiência através de ritmos biológicos; como o sonho reescreve o passado; e como a depressão, a ansiedade, o trauma, a mania e a esquizofrenia revelam, cada um à sua maneira, o que acontece quando o tempo adoece.
Arquitetura do Tempo Humano é, ao mesmo tempo, investigação e convite: uma tentativa de compreender o tempo e uma forma de aprender a habitá-lo com mais consciência.
Um ensaio para leitores que procuram pensar mais fundo — e sentir mais claramente — naquilo que nos atravessa desde o primeiro instante até ao último: o tempo que nos acontece.
«Afinal, ser alguém implica sempre poder estender-se entre aquilo que já aconteceu, aquilo que está a acontecer e aquilo que ainda pode acontecer.
Quando esta articulação se perde, não se modifica apenas a experiência do tempo — transforma-se a própria forma de existir» J. Marques-TeixeiraO autor
João Marques-Teixeira é médico psiquiatra, psicoterapeuta e neuroterapeuta. A sua atividade científica e clínica desenvolve-se na interface entre neurociência, fenomenologia e prática clínica, explorando a forma como o tempo, o corpo e a consciência se organizam na experiência subjetiva. O seu interesse centra-se nos ritmos da mente e na temporalidade da experiência humana, articulando dados neurofisiológicos com abordagens fenomenológicas numa perspetiva de neurofenomenologia clínica. Neste enquadramento, procura compreender de que modo o sofrimento psíquico e os processos de transformação terapêutica se manifestam na vivência temporal do sujeito. É autor de mais de dez livros, entre os quais Neurofeedback - Aspetos Teóricos e Práticos (2022), mais de duas centenas de publicações científicas e mais de 60 artigos em revistas nacionais e internacionais de elevado fator de impacto.Outros livros que fazem parte do catálogo da editora:
sábado, 23 de maio de 2026
Pedro Eiras regressa ao romance e revisita o imaginário de Fernando Pessoa
Pedro Eiras (n. 1975) é Professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A sua produção literária distingue-se pela diversidade de géneros e pela profundidade reflexiva, abrangendo a ficção, a poesia, o ensaio e o teatro. Ao longo da sua carreira, tem desenvolvido uma obra vasta e multifacetada, na qual se destacam títulos como Bach, Os Três Desejos de Octávio C., Cartas Reencontradas de Fernando Pessoa, Constelações, A Cura, bem como a trilogia, publicada pela Assírio & Alvim, Inferno, Purgatório e Paraíso.
Nevoeiro - uma investigação é o título do seu novo livro, que acaba de ser publicado.
Excerto
«Começa por uma tremura ao rés do Tejo. O ar baço confunde as imagens, apaga os contornos de mastros, velas e cordames. Bocados de tela parda pousam sobre a ondulação morosa, arremetidas de vapor infiltram-se nas pedras, esgarçam os ancoradouros. Do rio espesso sobe um manto fantasmagórico, que lentamente galga a terra e embebe as pedras, os pilares.»
Texto de apresentação
Decido escrever um livro para investigar as relações entre a escrita e o poder.
De regresso ao romance e ao universo de Fernando Pessoa, Pedro Eiras segue o poeta português, qual detective no seu encalço, pelos cerrados anos de António Ferro e Salazar nos primeiros avanços do Estado Novo. Tempos de metafórico e espesso nevoeiro, em que talvez se possam reconhecer outras nuvens, bastante mais recentes: «Que resta dizer? Talvez apenas isto: que não se escreve uma investigação sobre o passado sem se ser movido pelo presente. E que não há uma única página desta narrativa – ambientada nos primeiros anos do Estado Novo – que não seja tingida pela sombra dos dias de hoje.
domingo, 17 de maio de 2026
«Toda a Beleza do Mundo», de Patrick Bringley
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Editora: Minotauro
Data de publicação: 05-02-2026N.º de páginas: 248 |
Este livro de memórias, considerado o livro de arte mais notável do ano 2023 para o The Sunday Times, acompanha os dez anos em que o autor trabalhou como vigilante no Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque. A decisão de Patrick Bringley mudar de profissão e de vida surge após a morte do seu irmão mais velho, Tom, em 2008, vítima de cancro, acontecimento que o marca profundamente e o leva a abandonar o seu emprego anterior em busca de um espaço de refúgio e contemplação.
Ao longo da obra, o autor conduz o leitor pelos bastidores de um dos maiores museus do mundo, revelando não apenas o funcionamento interno do Met, mas também o quotidiano dos seus vigilantes e a diversidade de visitantes que por ali passam. Entre salas repletas de obras de mestres como Picasso, Renoir, Monet, Rembrandt, Vermeer, Paul Cézanne e artefactos de civilizações antigas, Bringley descreve uma rotina feita de silêncio, vigilância e observação atenta, onde a arte se cruza constantemente com a vida quotidiana.
Um dos aspetos mais interessantes de Toda a Beleza do Mundo é a forma como o contacto diário com as obras de arte transforma progressivamente a visão do autor, levando-o a desenvolver uma relação mais lenta e profunda com a arte e com o tempo. Paralelamente, a experiência do luto está sempre presente, mas sem se tornar o foco principal da narrativa.
Apesar de, por vezes, o estilo de Bringley ser demasiado poético e metafórico, esta obra, traduzida para o nosso idioma por Sónia Amaro, trata-se de uma autobiografia envolvente e serena, que mostra como o contacto contínuo com a arte pode funcionar como um espaço de abrigo e transformação.
No final, concluí que o livro mostra claramente o poder curativo e transformador da arte, e que, mesmo em tempos de perda, o mundo ainda se pode revelar cheio de beleza e significado.
Excerto
«Estou a começar a descobrir que a vida é longa. (...) Quando Tom morreu, encontrei o caminho para o Met, e foi fácil conceber a idade adulta como um estado final, um fim do crescimento e da mudança, em vez de uma viagem própria. Agora, encontro-me na posição de ter envelhecido mais do que o meu irmão mais velho, e é estranho e não é natural, como ter ficado mais alto do que uma árvore que escalava na infância. Mas agora também tenho perspetiva suficiente para ver que a minha vida se estenderá para lá dos seus horizontes atuais (...)» (p. 193)
sexta-feira, 15 de maio de 2026
POESIA Noun Feminine: o novo projecto literário da Shantarin Editora
A Shantarin Editora lança, a 27 de Maio, o projecto POESIA Noun Feminine – Women’s Voices from the Southwest, iniciativa dedicada a projetar a excelência da poesia feminina portuguesa no cenário internacional, conquistando novos públicos e horizontes geográficos.Integrado no Europa Criativa, o prestigiado programa da União Europeia de apoio aos setores cultural e criativo, este projecto apresenta-se aos leitores com a publicação simultânea de sete edições bilíngues e obras de doze autoras, estabelecendo uma ponte entre vozes canónicas e contemporâneas.
Os títulos levam além-fronteiras poemas incontornáveis de Florbela Espanca, Natália Correia e Ana Luísa Amaral. O projeto distingue-se, ainda, pelo cruzamento interdisciplinar em duas obras coletivas: na primeira, a palavra dialoga com o universo visual de artistas como Paula Rego; na segunda, a poesia funde-se com a musicalidade do fado através de uma linhagem de seis intérpretes-autoras, de Amália Rodrigues a Teresinha Landeiro, incluindo Aldina Duarte, Mafalda Arnauth, Cuca Roseta e Carminho.
«Este projeto assume-se como um contributo sem precedentes para a internacionalização da produção literária de mulheres portuguesas nos séculos XX e XXI», afirma Sofia Lima, coordenadora editorial e de comunicação da Shantarin Editora. «Ao traduzir e editar estas obras, a Shantarin celebra o talento e a ousadia de escritoras que se afirmaram perante os cânones tradicionais, conferindo-lhes uma nova e merecida projeção global.»A par com a colecção POESIA Noun Feminine, e além da edição em ucraniano incluída na mesma (втрачені рими, розкидані бурею), é também publicada este mês, no dia 27, a edição portuguesa da mesma antologia de Florbela Espanca, intitulada Alma e Sangue e Vida em Mim.
Florbela Espanca (1894–1930) é, seguramente, um dos nomes incontornáveis da literatura portuguesa, e a antologia Alma e Sangue e Vida em Mim permite entender as razões pelas quais a sua obra merece continuar a ser celebrada. Após a sua morte prematura, em 1930, Florbela tornou-se rapidamente objeto de lenda, graças à combinação irresistível entre um percurso de vida tumultuoso e uma série de sonetos inconfundíveis, nos quais se espraiam ora sentimentos de malogro, ora ardentes proclamações da sua ânsia de viver.
Alma e Sangue e Vida em Mim oferece aos leitores a força lírica e emocional desta vulto da literatura, pioneira da grande escrita feminina portuguesa do século XX. Organizada por Cláudia Pazos-Alonso (Universidade de Oxford), com ilustrações de Margarida Fleming, a obra reúne poemas sobre temas universais como a paixão, a liberdade sexual, a perda, a saudade e a morte, na voz intensa e singular da poeta de Vila Viçosa.
Novo livro do Bispo do Funchal entre as novidades da editora Lucerna
Maria, Peregrina de Esperança, de D. Nuno Brás
Olhar para a Virgem Maria como discípula que sempre peregrinou na esperança, na certeza de que o seu caminho nos ilumina na peregrinação da vida cristã, ajudando ao crescimento da fé, da esperança e da caridade – eis o objetivo deste pequeno livro. Que ele possa servir de ajuda para todos os que o lerem, animando-os a progredir na fé, na companhia de Nossa Senhora, «peregrina de esperança».
Outro livro do autor: Cenas de Deus
De Roberto a Leão, de Armando Jesús Lovera Vásquez
Crónica íntima de uma amizade que atravessa décadas e fronteiras, do Peru dos anos 90 – no meio de pobreza, violência e esperança – até à loggia da Basílica de São Pedro, onde o cardeal Robert Prevost se apresentou ao mundo como Leão XIV.
O símbolo do leão de Marcos percorre estas páginas como o bater de um coração: firmeza mansa, Evangelho em ação. Não se trata de uma biografia ou de uma crónica fria, mas de um testemunho vivo de que a amizade se transforma em método pastoral, de que a memória se torna gratidão que salva nomes, e de que a missão convoca a acreditar que o amor é capaz de reconstituir a Igreja e o mundo.
Esta edição atualizada conta ainda com um epílogo do Autor que reflete já sobre o primeiro ano do pontificado de Leão XIV.
terça-feira, 12 de maio de 2026
Romances de Jacqueline Harpman e de Percival Everett chegam às livrarias esta semana
Orlanda e Rasura, com traduções de Maria de Fátima Carmo e de Bruno Vieira Amaral, respectivamente, chegam às livrarias a 14 de Maio, com a chancela Livros do Brasil, do Grupo Porto Editora.
Distinguido com o Prémio Médicis em 1996 e agora redescoberto, Orlanda é um engenhoso e provocador romance que explora o modo como um e outro sexo ocupam o mundo, num sonho andrógino que, depois de Eu Que não Conheci os Homens, confirmou a genialidade da escritora belga Jacqueline Harpman.
Esta obra continua a revelar-se actual, nomeadamente no que diz respeito aos debates sobre identidade e representações de género.Texto sinóptico
Na gare du Nord, em Paris, Aline Berger aguarda o comboio que a levará de volta a casa, em Bruxelas. Nas mãos, tem um exemplar de Orlando, de Virginia Woolf, e o seu espírito, incapaz de se concentrar na leitura, divaga. Como seria se pudesse habitar o corpo de um homem? E se o corpo desse homem fosse o daquele jovem a umas mesas de distância? Depois de trinta e cinco anos aprisionado, Orlanda, o seu alter ego, liberta-se e instala-se no que antes fora Lucien, alegremente provocando o caos na sua anterior existência e alterando de forma dramática aquelas duas vidas.Considerado um dos romances mais originais e poderosos que emergiram da América (Times Literary Supplement), Rasura foi publicado em 2001 e consagrou o escritor Percival Everett como um nome maior da literatura contemporânea americana. Em 2023, deu origem ao filme 'American Fiction', distinguido com um Óscar.
O aclamado autor constrói aqui uma narrativa mordaz e inteligente e questiona noções de identidade, autenticidade, representação e legitimidade artística.
Everett tem mais de trinta obras publicadas, incluindo Telephone (finalista do Prémio Pulitzer em 2021), As Árvores (finalista do Prémio Booker 2022) e James (finalista do Prémio Booker 2024 e vencedor do Prémio Pulitzer de Ficção 2025).Texto sinóptico
Thelonius «Monk» Ellison nunca permitiu que a raça definisse a sua identidade. Mas quando uma jovem autora publica o romance A Gente Vivemos no Gueto, aclamado como uma representação autêntica da experiência afro-americana, sente-se irritado precisamente enquanto escritor afro-americano. Com a família a enfrentar graves dificuldades, a carreira estagnada e o seu agente a acusá-lo de não ser «suficientemente negro», Monk escreve de um fôlego uma paródia acutilante à chamada literatura do gueto, que assina sob pseudónimo — e que num ápice atinge um êxito inimaginável. E agora? O que fazer quando a provocação lhe toma conta da vida?
segunda-feira, 11 de maio de 2026
O romance mais autobiográfico de David Lodge regressa às livrarias
Chega amanhã às livrarias uma nova edição de A Vida em Surdina, considerado o romance mais autobiográfico do escritor britânico David Lodge. Este é o título mais recente da coleção ESCOLHA DA EDITORA, da ASA.Segundo Carmen Serrano, editora da LeYa, “Só um mestre consegue fazer-nos rir (com um certo sentimento de culpa, sim) e pôr-nos a pensar (com melancolia e até algum pânico) no quão trágica e cómica é a vida humana.”
Com tradução de Tânia Ganho — que afirmou, nesta entrevista a este blogue, considerar este livro um dos seus trabalhos de tradução favoritos —, A Vida em Surdina é um brilhante retrato das atribulações de um homem confrontado com o envelhecimento e a morte.
Inspirado na experiência pessoal do autor, o romance explora, com inteligência e ironia, os lados cómico e trágico da perda de audição e, em última análise, da própria condição humana.
Elogios da imprensa
«Um romance magnífico que combina soberbos momentos de comédia com o clássico estoicismo inglês.» Mail On Sunday
«Sofisticado e maravilhoso. A Vida em Surdina apela tanto ao intelecto como aos sentidos.» The Herald
Texto sinóptico
Numa festa barulhenta, um homem tenta ouvir o que a sua interlocutora está a dizer. Demasiado orgulhoso para admitir que é surdo, dá por si numa situação embaraçosa que rapidamente escapa ao seu controlo.
Quando pediu a reforma antecipada, o professor universitário Desmond Bates nunca pensou vir a sentir saudades da azáfama das aulas. Mas a verdade é que a monotonia do dia-a-dia não o satisfaz. Para tal contribui também o facto de a carreira da sua mulher ir de vento em popa, reduzindo-o ao papel de mero acompanhante e dono de casa. Acima de tudo, o que o aborrece é a crescente perda de audição, fonte constante de atrito doméstico e constrangimento social. Desmond apercebe-se de que, na imaginação das pessoas, a surdez é cómica, mas para o surdo é tudo menos uma brincadeira. Para ele, arrisca até ser devastadora, pois, ao recusar assumi-la, Desmond envolve-se inadvertidamente com uma jovem mulher cujo comportamento ameaça desestabilizar por completo a sua vida.
Alguns outros livros que constam da coleção: Maurice, de E. M. Forster, e Isola, de Allegra Goodman.
Conhece, aqui, aqui e aqui, outras novidades que a LeYa vai lançar em Maio
Romance escrito por James Patterson e Viola Davis entre as novidades da Bertrand Editora
O mais recente romance de um dos mais importantes autores da história da literatura norte-americana, já considerado um fenómeno editorial, chega inédito ao mercado português. Um pequeno mas incrível romance que se afirma como um verdadeiro elogio à vida. Um drama judicial imparável, que será em breve adaptado para o grande ecrã. E de Itália, um romance inesquecível, muito graças à força de uma protagonista absolutamente contemporânea. Estas são as premissas de quatro das próximas publicações a sair com o selo da Bertrand Editora.
O Barqueiro e a Sua Mulher, de Frode Grytten
Numa manhã de outono, num lugar remoto na costa da Noruega, um pequeno ferry parte rumo ao fiorde, para uma última viagem. A bordo está Nils Vik, barqueiro de muitos anos, homem de poucas palavras e gestos bem medidos. Homem de uma época, aliás, em que um homem dizia pouco. Nils ficou sozinho após a morte de Marta, sua mulher, e neste dia, na companhia da sua cadela Luna, não transporta quaisquer passageiros, senão rostos do passado: entes queridos desaparecidos que ressurgem para uma última despedida, mostrando-lhe o que lhe pode ter escapado antes.
Enquanto o ferry desliza entre fiordes envoltos numa quietude solene, a travessia transforma-se em contemplação: canto e lição sussurrados sobre a vida, sobre a força das memórias que resistem ao passar implacável do tempo. Mas Nils só espera verdadeiramente reencontrar um passageiro: Marta, cuja ausência tem marcado todos os seus dias desde que partiu. Ao aproximar-se do fim da viagem, a sua expectativa aumenta: será que também se vai juntar a ela?Caso Fantasma, de Thomas Pynchon
Milwaukee, 1932. A América está em plena Grande Depressão, a revogação da Lei Seca ao virar da esquina, Al Capone na prisão federal. Hicks McTaggart, um fura-greves que se tornou detetive privado, pensa ter encontrado a tão desejada estabilidade profissional até abraçar o que deveria ser um caso banal: localizar e trazer de volta a herdeira da fortuna do magnata dos queijos do Wisconsin, que decidiu partir à aventura. Pois bem, antes que dê por isso, Hicks será drogado e despachado para um transatlântico, acabando por chegar à Hungria, onde, a propósito, não há costa de mar, a língua que se escuta é de outro planeta e há pastelaria suficiente para alimentar um detetive até ao fim da sua vida - mas, claro, nenhum sinal da herdeira fugitiva.
Quando Hicks finalmente a descobre, ver-se-á também envolvido com nazis, agentes soviéticos, contraespiões britânicos, músicos de swing, praticantes do paranormal, gangues europeus de motociclistas e, enfim, os problemas que cada um deles acarreta. Encurralado por uma história que não compreende e da qual não consegue sair, a única esperança de Hicks é que estamos no apogeu das big bands e, por acaso, ele adora dançar. Se isso será suficiente para permitir que regresse aos Estados Unidos e ao mundo normal - que, como o nosso, talvez já não exista -, é outra questão.A Juíza, de James Patterson e Viola Davis
Todos de pé… para a Meritíssima Juíza. A juíza Mary Stone é a cidadã mais respeitada de Union Springs, no Alabama. Assume duas responsabilidades que são para si sagradas: administrar a herdade da família e presidir ao tribunal desta pequena cidade. Mas tudo mudará quando se vir a braços com o processo judicial mais controverso da história do Sul dos Estados Unidos.
Do ponto de vista criminal, a decisão é clara como água. Em termos éticos, não há meio-termo. Na sua essência, trata-se de uma escolha entre a vida e a morte. O caso em questão envolve a doutora Bria Gaines, que foi detida por realizar um aborto a uma adolescente de 13 anos. Ciente dos riscos pessoais e profissionais, levou a cabo o procedimento médico, punível com pena de prisão até 99 anos segundo a nova lei do Alabama, que não permite exceções, mesmo em casos de violação ou incesto.
Sabemos que nenhum juiz pode satisfazer os desejos de todos nós. Seria, aliás, perigoso que o tentasse. Alvo de pressões políticas e da comunidade de ambos os lados da barricada, a juíza Stone está disposta a lutar com tudo o que tem para trazer justiça às pessoas e ao lugar que tem no coração.A Professora, de Giuliana Salvi
Uma sala improvisada entre as paredes de casa é o lugar onde ela muda o mundo.
Esta é a história da coragem de uma grande mulher e da sua força silenciosa.
Enquanto a História se desenrola furiosamente do lado de fora da janela, Clementina, uma jovem viúva com três filhos, é obrigada a reinventar o seu mundo. Sentada à secretária que pertenceu ao pai, precisa de equilibrar as contas para não desiludir nem os vivos nem os mortos. E assim, utópica e feminista por instinto, com um quarto só para si, Clementina cria, dentro das paredes da sua casa, uma escola improvisada e diferente de todas as outras, mudando o destino de dezenas de raparigas e rapazes em Lecce, cidade italiana onde, na primeira metade do século XX, a vida acontece na periferia de tudo, fazendo frente a muitas dificuldades.
Inspirado na história real da bisavó da autora, A Professora é um romance que não se esquece, muito graças à força de uma protagonista absolutamente contemporânea: uma mulher que transpira vida, carismática, inquieta, sempre em busca de qualquer coisa, pronta a travar a sua batalha, superar as fronteiras da memória familiar e habitar a nossa.
Novidades a lançar em Maio pela Lua de Papel
Além da nova edição de A Regra dos 5 Segundos, e da edição revista e actualizada do bestseller sobre hiperactividade, Mais Forte do que Eu, a Lua de Papel edita este mês as seguintes 4 obras.
9 Meses que Contam para Sempre (já à venda)
A maior parte das mulheres grávidas ouve o mesmo conselho: "Come o que costumas comer habitualmente e o teu bebé vai ter tudo o que precisa de ti." A ciência, porém, conta uma história bem diferente: a sua dieta durante a gravidez vai determinar a saúde do seu filho para toda a vida. Quando Jessie Inchauspé engravidou, pôs-se logo a investigar a fundo a nutrição para gestantes. E descobriu factos surpreendentes: a colina, o DHA (ácido docosa-hexaenóico), a proteína e a glicose são os quatro ingredientes-chave que mais influenciam o desenvolvimento do bebé no útero; no entanto, a maioria das mulheres revela deficiência dos três primeiros e excesso do quarto.
Com informações sobre suplementos, enjoos, o parto, a amamentação, planos de refeições e receitas, bem como histórias pessoais da gravidez da autora, este livro (da mesma autora de A Revoluçõa da Glicose) revela o extraordinário poder que as mães têm durante a gravidez - e é um manual essencial para todos os futuros pais.
O Livro da Alquimia (nas livrarias a 19 de Maio)
Como lidar com a perda? E ultrapassar um desgosto, um trauma, uma doença, um medo paralisante? Diagnosticada com leucemia, Suleika Jaouad encontrou nos diários a sua arma secreta contra os reveses da vida. Agregou-os em Entre Dois Reinos, o seu livro de estreia. E tornou-se uma autora consagrada. A Covid chegou pouco depois - e o confinamento. De repente, o mundo todo estava isolado, tal como ela estivera, no hospital. Então, pensou: e se a criatividade também pudesse ajudar as outras pessoas? Lançou a sua newsletter Isolation Journals, que desafiava os seguidores a expressarem-se e a (re)descobrirem-se através da alquimia criativa. Conquistou milhares de leitores e, a partir das respostas dessa comunidade, idealizou esta obra, em que reúne as cem melhores histórias e motes de escrita, assinados por músicos como Jon Baptiste, seu marido, Mavis Staples ou Kimbra, e escritores como Hanif Kureishi, Salman Rushdie, George Saunders, Ann Patchett, John Green ou Alain de Botton.
O Que Dizer Quando Falas Contigo Próprio (nas livrarias a 19 de Maio)
Começamos a ser programados desde pequenos pelos nossos pais, pelo jardim de infância e, mais tarde, pela escola, colegas e sociedade. É um condicionamento tão profundo que a certa altura o assimilamos. E passamos a viver em função de uma ideia falsa de nós próprios. Mas não tem de ser assim. Shad Helmstetter, doutorado em Psicologia Motivacional, chegou a uma conclusão simples: o cérebro acredita em tudo o que lhe dizemos repetidamente. E transforma em realidade aquilo que estamos sempre a dizer a nós próprios. As pessoas que parecem ter mais "sorte" do que as outras, receberam na verdade uma programação mental mais eficaz desde o início. Ou aprenderam a apagar a sua programação negativa e a reprogramar-se de forma mais eficiente. E é aqui que entra este livro. A Neurociência já nos mostrou a enorme capacidade que o cérebro tem de se transformar. Se soubermos como falar connosco próprios, e o que dizer quando nos perdemos em pensamentos negativos, se soubermos impor um discurso afirmativo, criamos uma nova pessoa. E acreditamos nela, cumpriremos o seu potencial.
Deixa-te Guiar (disponível a partir de 12 de Maio)
Jay Shetty Zach era um rapaz curioso, cheio de vida, "sempre à procura da próxima aventura". Na adolescência, começou a caçar e descobriu que era bom com armas. Alistou-se no exército, foi para a guerra do Iraque e voltou transtornado, com stress pós-traumático. Um dia, suicidou-se. A mãe ficou devastada. Até que começou a tentar comunicar com o Outro Lado. Mentalmente, pediu ajuda aos seus guias, pediu sinais ao seu filho. E eles vieram. Em forma de uma bola, de um coelho, de luz. Não podia ser coincidência... Dois anos depois, já não tinha dúvidas: Zach estava ali, ao seu lado. Esta é a primeira das muitas e inspiradoras histórias reais que Laura Lynne Jackson, médium certificada e autora de Sinais e A Luz Que Nos Une, reuniu em Deixa-te Guiar. Além de oferecer consolo em momentos de luto, este novo livro mostra como qualquer pessoa pode escutar as mensagens do Outro Lado, compreender a linguagem dos nossos guias e criar uma Equipa de Luz com os seus entes queridos que faleceram. Não precisa de um dom especial. Para descobrir o caminho secreto para uma vida iluminada, basta deixar- se guiar.
Sai este mês uma nova edição de «A Regra dos 5 Segundos», de Mel Robbins
Mel Robbins é uma das autoras mais influentes da actualidade e uma referência mundial em desenvolvimento pessoal, mudança de comportamento e mentalidade, com obras traduzidas para mais de 60 idiomas. Autora bestseller do New York Times, com milhões de livros vendidos, o impacto de Mel é verdadeiramente global.
A Regra dos 5 Segundos, publicado em Portugal em 2018, já ajudou milhões de mulheres, homens e crianças a melhorarem as suas vidas. A Regra é tão poderosa e simples que, assim que a aprenderes, poderás começar a mudar a tua vida imediatamente.
Este livro, um verdadeiro fenómeno de vendas, regressa a 19 deste mês às livrarias, com o selo da Lua de Papel, que da autora também já publicou as obras O Hábito de Fazer High 5 (2022) e Deixa Estar (2025).Sinopse
(Como transformar a sua vida em 5 segundos)
Esta é a extraordinária história real de como uma decisão pode mudar a sua vida.
Há poucos anos, eu não era apresentadora de um talk-show diário, nem autora de bestsellers, nem criadora de quatro audiolivros de sucesso. E definitivamente não era uma das palestrantes motivacionais mais requisitadas do mundo. Eu estava no fundo do poço - a lutar para sair da cama. Desempregada, paralisada pela ansiedade, a enfrentar a falência e o divórcio, a beber demasiado. A minha vida estava completamente fora de controlo. Então, certa noite, apareceu uma imagem na televisão e... tudo mudou.
Neste livro, conhecerá a verdadeira história de como criei a Regra dos 5 Segundos, o que ela é e como pode usá-la para mudar, também, a sua vida. Aprenderá a ciência por trás da Regra e a usar a sua técnica de contagem regressiva 5-4-3-2-1, para vencer a insegurança, o medo, as circunstâncias e as desculpas que o impedem de avançar. Se está à procura da maneira mais fácil de transformar a sua vida, A Regra dos 5 Segundos é o que precisa.Conhece, aqui, outras novidades de Maio da editora.
domingo, 10 de maio de 2026
Regressa às livrarias o livro de maior sucesso de Pedro Paixão
Pedro Paixão é um dos nomes mais reconhecidos da literatura portuguesa contemporânea de teor intimista e existencial. O autor construiu uma obra singular, marcada por uma escrita fragmentada, feita de pensamento, emoção e observação do quotidiano. Pedro Paixão é merecedor do destaque que as novas reedições que a editora Glaciar lhe vem, finalmente, dar. Ganharam no final de 2025 uma nova vida os títulos Nos Teus Braços Morreríamos, Espécie de Amor, Muito, Meu Amor e Lembra-me de Mim (ver aqui).
Há livros que não envelhecem — apenas esperam pelo momento certo para voltar a ser lidos. Neste mês, a Glaciar devolve às livrarias Viver Todos os Dias Cansa, o livro de maior sucesso do autor. Com mais de 10 edições, este título tornou-se um marco e encontra agora, nesta nova geração de leitores, um novo público para apaixonar e ser apaixonado.
Esta reedição surge como um convite ao reencontro com uma obra que não procura respostas fáceis, mas antes um espelho possível da fragilidade de existir. Que a leitura de Viver Todos os Dias Cansa continue a dizer o mesmo que sempre disse: que viver, mesmo quando cansa, continua a ser inevitavelmente humano.
Excerto
«Sei pouco sobre as mulheres e cada vez sei menos. Nem sei - ou quando sei já é tarde demais - se gostam de mim e, quando isso acontece, não chego a saber o que isso possa querer dizer»
Elogios recebidos
«Provavelmente este livro será o mais bem armado e, também provavelmente, muitos voltarão a dizer que ele é o melhor escritor português da sua geração. Sem exagero.» Rui Tendinha«Um escritor que diz que este é o seu melhor livro – e tem razão.» Tereza Coelho
«Com uma caneta por testemunho e um espelho como confessionário, faça-se a arqueologia de afectos e desafectos. Um tratado das paixões da alma.» Sílvia Cunha
«De Quanta Terra Precisa o Homem?», de Lev Tolstói
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Editor: Alma dos Livros
Data de publicação: 11-03-2026N.º de páginas: 104 |
«Uma das melhores histórias que a literatura universal conhece.» A frase é de James Joyce, acerca de De Quanta Terra Precisa o Homem?, um dos contos mais bem conseguidos de Lev Tolstói.
A narrativa acompanha Pakhóm, um camponês humilde mas incapaz de se sentir satisfeito com aquilo que possui. Convencido de que a felicidade depende da quantidade de terra que conseguir acumular, vive permanentemente dominado pela ambição de alcançar mais — mais propriedades, mais riqueza, mais prosperidade. Logo no início da história, afirma não temer o diabo se tivesse todas as terras de que necessita («Tivesse eu terra em abundância e não temeria nada nem ninguém»).
A partir daí, sucedem-se oportunidades que parecem aproximá-lo do sonho que tanto deseja. Pakhóm prospera rapidamente, mas cada conquista apenas aumenta o seu vazio interior. A terra que conquista nunca lhe parece suficiente. É então que surge o desafio derradeiro: poderá ficar com toda a terra que conseguir percorrer a pé entre o nascer e o pôr do sol, desde que consiga regressar ao ponto de partida antes da noite cair. O conto transforma-se, assim, numa corrida angustiante contra o tempo, contra os próprios limites e contra a ambição humana.
Com uma escrita sóbria e profundamente simbólica, o autor de Ressurreição constrói uma reflexão intemporal sobre a ganância e sobre a incapacidade do homem em reconhecer quando já possui o bastante. Apesar de ter sido escrito em 1886, o conto mantém-se surpreendentemente actual, encaixando sem esforço nas dinâmicas do mundo contemporâneo, onde a felicidade parece estar sempre dependente de “ter mais alguma coisa”.
De Quanta Terra Precisa o Homem? é um conto brilhante pela simplicidade da forma e pela força daquilo que revela sobre a natureza humana.
A presente edição, com tradução do inglês por Paulo Emílio Pires, inclui ainda os contos Três Perguntas e O Que Faz Viver os Homens.
sábado, 9 de maio de 2026
No seu novo livro, Diogo Guerreiro desconstrói mitos que moldam a vida e a saúde mental
«E se eu lhe dissesse que, muitas vezes, o que o bloqueia não são as circunstâncias, nem as suas capacidades, mas estar preso a um mito, uma ideia errada?» É a partir desta premissa que Diogo Guerreiro conduz o leitor no seu novo livro, Os Mitos que o Estão a Bloquear, que chegou às livrarias no dia 6 deste mês.Ao longo da obra, o médico especialista em Psiquiatria desconstrói mais de 80 mitos associados a 14 áreas centrais da vida, entre elas a autoestima, as relações e a saúde mental. Sustentado na evidência científica e na experiência clínica, desafia crenças enraizadas que condicionam a forma como pensamos, sentimos e vivemos, defendendo uma abordagem mais clara, humana e acessível à saúde mental. Sem recorrer a respostas simplistas, em Os Mitos que o Estão a Bloquear, convida o leitor a questionar certezas, reconhecer padrões limitadores e desenvolver uma compreensão mais consciente e lúcida de si próprio.
Diogo Guerreiro dedica-se, desde 2005, a trabalhar com adultos e adolescentes para promover uma melhor saúde mental. Em 2021, publicou o seu primeiro livro, E quando não Está tudo bem?, e em 2025, Não Complique.
Sinopse
Vivemos rodeados de frases feitas mascaradas de verdades absolutas: que o dinheiro resolve tudo, que quem é forte não falha, que ter autoestima é gostar de tudo em si próprio, até que Portugal é um país de pessoas tristes. Repetimo-las tantas vezes que deixamos de as questionar e é precisamente aí que começa o bloqueio.
Ao longo da prática clínica como médico psiquiatra, Diogo Guerreiro encontrou um padrão: muitas dificuldades emocionais, relacionais e profissionais não nascem da falta de capacidade, mas de crenças invisíveis que moldam decisões, sabotam escolhas e, ao mesmo tempo, alimentam frustrações.
Excertos
«Ao longo da minha vida e da minha prática como médico psiquiatra, tornou-se claro: aquilo que tantas vezes nos bloqueia não vem de fora, mas de dentro! Crenças que fomos acumulando, quase sempre sem consciência disso, e que muitas vezes se transformam em mitos que nos condicionam em várias áreas da nossa vida - da felicidade ao sucesso, passando pela autoestima e pelos relacionamentos.»
«Algumas histórias funcionam como advertências, ensinando lições sobre os perigos de certos comportamentos ou decisões, ajudando-nos a evitar erros passados. Porém, nem todas refletem a verdade.»
«As consequências da desinformação e da ignorância são reais, e não se limitam à saúde mental (embora esta esteja presente em tudo o que vivemos). Por isso, quero convidá-lo a olhar comigo para os mitos que nos bloqueiam: mitos sobre as relações, a saúde, a autoestima, o trabalho, a motivação, o prazer e até a felicidade.»
«A Viagem Inútil» confirma Camila Sosa Villada como uma das grandes vozes da literatura latino-americana actual
Camila Sosa Villada (n. 1982) é uma escritora, actriz e cantora argentina. O seu romance de estreia, As Malditas, (BCF Editores, 2022), ganhou vários prémios literários e teve um impacto enorme no espaço literário latino-americano contemporâneo. Las Malas (2019) foi considerado o melhor livro do ano pela maioria dos suplementos literários e foi adaptado para série televisiva.
Em Março de 2025, pela Quetzal Editores saiu Tese sobre Uma Domesticação, o seu segundo romance (o livro sobre sexualidade mais importante que o escritor Édouard Louis leu), uma história feita de cumplicidades ocultas e paixões avassaladoras, em que uma família tenta sobreviver agarrada a pequenos lampejos de felicidade, sem perceber que a derrota já a acompanhava desde o início.
Da autora, a 3 de Junho, será publicado A Viagem Inútil, um «relato cru da própria vida de Camila Sosa Villada: as suas origens, a sua dolorosa infância - um corpo clandestino de mulher açoitado pela fúria alcoólica do pai -, a vivência como travesti que conheceu a prostituição, mas também o êxito (...)»
A Viagem Inútil (traduzido por Margarida Amado Acosta a partir de El viaje inútil, 2018), um ensaio autobiográfico intenso e memorável.
Excerto
«Escrevo para que uma história se saiba. A história do meu travestismo, da minha família, da minha tristeza na infância, de toda a tristeza prematura que foi a minha família, o alcoolismo do meu pai, as carências da minha mãe. As mudanças que me afastavam para sempre dos amigos, do clima dos meus quartos, do costume dos pátios, da segurança de um esconderijo. Escrevo para poder dizer as imagens que povoaram a minha infância. Também para dizer a luta da minha família contra a pobreza, um conflito que nos devastou e adoeceu de rancores e desamor e indiferença, todos contra todos.»
Elogios da imprensa
«Uma das escritoras mais populares da cena literária atual.» La Nación
«O universo de Sosa Villada combina comédia e tragédia, transformando os marginalizados em deuses provocadores de um Olimpo colorido, cruel e terno onde dançam Jean Genet, Frida Kahlo, Lorca, Duras, Almodóvar, Alexievich e García Márquez, algumas das suas influências.» La Vanguardia
«Para ela, escrever, mesmo apesar do pessimismo, não é apenas um bálsamo contra as coisas terríveis que acontecem no mundo ou um lugar de fuga. Para ela, a literatura é um modo de vida.» Rolling Stone































