sábado, 9 de maio de 2026

No seu novo livro, Diogo Guerreiro desconstrói mitos que moldam a vida e a saúde mental


«E se eu lhe dissesse que, muitas vezes, o que o bloqueia não são as circunstâncias, nem as suas capacidades, mas estar preso a um mito, uma ideia errada?» É a partir desta premissa que Diogo Guerreiro conduz o leitor no seu novo livro, Os Mitos que o Estão a Bloquear, que chegou às livrarias no dia 6 deste mês.

Ao longo da obra, o médico especialista em Psiquiatria desconstrói mais de 80 mitos associados a 14 áreas centrais da vida, entre elas a autoestima, as relações e a saúde mental. Sustentado na evidência científica e na experiência clínica, desafia crenças enraizadas que condicionam a forma como pensamos, sentimos e vivemos, defendendo uma abordagem mais clara, humana e acessível à saúde mental. Sem recorrer a respostas simplistas, em Os Mitos que o Estão a Bloquear, convida o leitor a questionar certezas, reconhecer padrões limitadores e desenvolver uma compreensão mais consciente e lúcida de si próprio.

Diogo Guerreiro dedica-se, desde 2005, a trabalhar com adultos e adolescentes para promover uma melhor saúde mental. Em 2021, publicou o seu primeiro livro, E quando não Está tudo bem?, e em 2025, Não Complique 

Sinopse 
Vivemos rodeados de frases feitas mascaradas de verdades absolutas: que o dinheiro resolve tudo, que quem é forte não falha, que ter autoestima é gostar de tudo em si próprio, até que Portugal é um país de pessoas tristes. Repetimo-las tantas vezes que deixamos de as questionar e é precisamente aí que começa o bloqueio. 
Ao longo da prática clínica como médico psiquiatra, Diogo Guerreiro encontrou um padrão: muitas dificuldades emocionais, relacionais e profissionais não nascem da falta de capacidade, mas de crenças invisíveis que moldam decisões, sabotam escolhas e, ao mesmo tempo, alimentam frustrações. 

Excertos
«Ao longo da minha vida e da minha prática como médico psiquiatra, tornou-se claro: aquilo que tantas vezes nos bloqueia não vem de fora, mas de dentro! Crenças que fomos acumulando, quase sempre sem consciência disso, e que muitas vezes se transformam em mitos que nos condicionam em várias áreas da nossa vida - da felicidade ao sucesso, passando pela autoestima e pelos relacionamentos.»

«Algumas histórias funcionam como advertências, ensinando lições sobre os perigos de certos comportamentos ou decisões, ajudando-nos a evitar erros passados. Porém, nem todas refletem a verdade.»

«As consequências da desinformação e da ignorância são reais, e não se limitam à saúde mental (embora esta esteja presente em tudo o que vivemos). Por isso, quero convidá-lo a olhar comigo para os mitos que nos bloqueiam: mitos sobre as relações, a saúde, a autoestima, o trabalho, a motivação, o prazer e até a felicidade.»

«A Viagem Inútil» confirma Camila Sosa Villada como uma das grandes vozes da literatura latino-americana actual


Camila Sosa Villada
(n. 1982) é uma escritora, actriz e cantora argentina. O seu romance de estreia, 
As Malditas, (BCF Editores, 2022), ganhou vários prémios literários e teve um impacto enorme no espaço literário latino-americano contemporâneo. Las Malas (2019) foi considerado o melhor livro do ano pela maioria dos suplementos literários e foi adaptado para série televisiva.

Em Março de 2025, pela Quetzal Editores saiu Tese sobre Uma Domesticaçãoo seu segundo romance (o livro sobre sexualidade mais importante que o escritor Édouard Louis leu)uma história feita de cumplicidades ocultas e paixões avassaladoras, em que uma família tenta sobreviver agarrada a pequenos lampejos de felicidade, sem perceber que a derrota já a acompanhava desde o início.

Da autora, a 3 de Junho, será publicado A Viagem Inútil, um «relato cru da própria vida de Camila Sosa Villada: as suas origens, a sua dolorosa infância - um corpo clandestino de mulher açoitado pela fúria alcoólica do pai -, a vivência como travesti que conheceu a prostituição, mas também o êxito (...)» 
A Viagem Inútil (El viaje inútil, 2018), um ensaio autobiográfico intenso e memorável. 

Excerto
«Escrevo para que uma história se saiba. A história do meu travestismo, da minha família, da minha tristeza na infância, de toda a tristeza prematura que foi a minha família, o alcoolismo do meu pai, as carências da minha mãe. As mudanças que me afastavam para sempre dos amigos, do clima dos meus quartos, do costume dos pátios, da segurança de um esconderijo. Escrevo para poder dizer as imagens que povoaram a minha infância. Também para dizer a luta da minha família contra a pobreza, um conflito que nos devastou e adoeceu de rancores e desamor e indiferença, todos contra todos.»

Elogios da imprensa
«Uma das escritoras mais populares da cena literária atual.» La Nación

«O universo de Sosa Villada combina comédia e tragédia, transformando os marginalizados em deuses provocadores de um Olimpo colorido, cruel e terno onde dançam Jean Genet, Frida Kahlo, Lorca, Duras, Almodóvar, Alexievich e García Márquez, algumas das suas influências.» La Vanguardia

«Para ela, escrever, mesmo apesar do pessimismo, não é apenas um bálsamo contra as coisas terríveis que acontecem no mundo ou um lugar de fuga. Para ela, a literatura é um modo de vida.» Rolling Stone 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

SmartBook publica «Viver Intencionalmente», o livro mais marcante de John C. Maxwell


A SmartBook apresenta a sua mais recente novidade editorial: Viver Intencionalmente, da autoria do reconhecido especialista em liderança, John C. Maxwell.
Este autor de grande impacto global, cujas obras já ultrapassaram dezenas de milhões de exemplares vendidos e influenciaram líderes em diversas áreas, ao longo da sua carreira, fundou organizações dedicadas ao desenvolvimento pessoal e profissional, contribuindo para a formação de milhões de líderes em todo o mundo. Além de escritor de bestsellers destacados por publicações como o The New York Times, é também um orador muito requisitado, colaborando com grandes empresas, instituições governamentais e organizações de referência internacional.

Este autor americano considera Viver Intencionalmente a obra mais marcante da sua vidaNeste livro, John C. Maxwell abre o coração e convida o leitor a caminhar ao seu lado numa jornada rumo a uma existência com propósito — escolher uma vida que importa. Com sensibilidade e clareza, mostra que tudo começa em gestos simples, mas sustentados por uma visão grande. Ajuda-o a descobrir o seu “porquê” e a dar valor a cada instante — porque, no fundo, é aí que a vida realmente acontece.

Texto sinóptico
Provavelmente, deseja ter uma vida com significado, dar um contributo, fazer algo nobre e com um propósito. Mas duvida que estas coisas estejam ao seu alcance? Pensa que, para ter um impacto positivo no mundo, precisa de ter uma certa idade, muito dinheiro, ser famoso ou ter uma grande ideia? 
A boa notícia é que nenhuma dessas coisas é necessária para ter uma vida com significado e criar um legado duradouro. A única coisa de que precisa é ser intencional. Se desejar fazer a dife-rença, der grande valor às pessoas e estiver disposto a trabalhar em equipa, está ao seu alcance ter uma vida com significado.

Outro livro do autor, publicado em Dezembro de 2025: Todos comunicam, mas poucos se conectam.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

O mais íntimo de todos os livros de Siri Hustvedt


A romancista, ensaísta e poeta norte-americana Siri Hustvedt estará em Lisboa, de 2 a 4 de junho, para apresentar aquele que é o mais íntimo e autobiográfico dos seus livros. Fantasmas – Um livro de memórias, com tradução portuguesa de Tânia Ganho, encontra-se disponível nas livrarias desde ontem.

Para Salman Rushdie, «Hustvedt é uma artista rara, uma escritora de extraordinária inteligência e profunda sensualidade». Já Hilary Mantel sublinha: «É um dom de Hustvedt escrever com clareza exemplar sobre aquilo que é, necessariamente, pouco claro.»

Segundo a Kirkus Reviews, «para além de relatar a doença final, Hustvedt compõe um retrato vívido de Paul Auster enquanto amante e marido, pai e avô. O vínculo entre ambos era físico, emocional e profundamente intelectual. Ele confessou-lhe o desejo de regressar como fantasma — e ela cumpre-o, de forma comovente, neste livro de memórias.»

Pela Dom Quixote, estão publicados os seus romances Verão Sem Homens (2012), Aquilo que Eu Amava (2014), O Mundo Ardente (2014) e Recordações do Futuro (2020).

Excertos
«
Todos morremos, mas apenas alguns de nós vivem com a consciência de que a vida pode terminar a qualquer instante. Embora tivesse, muitas vezes, imaginado como seria viver sem o Paul, passei a fazê-lo com uma frequência quase insistente. Via-me a percorrer a casa sozinha. Via-me mergulhada no luto.»

«
Tenho dormido no meu lado da cama. Até ver, não dei por mim a ocupar mais espaço do que antes. Quando acordo, não espero que ele esteja ao meu lado. Não espero que ele entre no quarto. Sei que não o consigo conjurar, por muito que gostasse de o fazer. Temo a sua morte iminente durante demasiado tempo. Ocupo o mesmo espaço na cama onde nos unimos e dormimos, ano após ano.»


Texto sinóptico

Fantasmas é a obra mais pessoal de Siri Hustvedt até à data, uma reflexão sobre os mais de quarenta anos que passou com o marido - o escritor, poeta e cineasta Paul Auster -, desde o encontro de ambos na Nova Iorque dos anos 1980 até à morte dele, em 2024.
Siri Hustvedt partilha entradas de diário, notas e cartas de amor trocadas ao longo das décadas, bem como o último livro de Paul Auster – o inacabado Cartas a Miles – dedicado ao neto, nascido a 1 de janeiro de 2024. 
Parte livro de memórias, parte investigação filosófica, Fantasmas explora a intimidade de uma vida partilhada, os rituais do luto, o poder da linguagem e a própria natureza humana. É uma reflexão profunda sobre o que deixamos para trás e os fantasmas que habitam em nós - mesmo quando seguimos em frente.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Ensaio «Regiões Autónomas» é um dos novos livros da Fundação Francisco Manuel dos Santos

A coleção Ensaios da Fundação obedece aos princípios estatutários da Fundação Francisco Manuel dos Santos: conhecer Portugal, pensar o país e contribuir para a identificação e para a resolução dos problemas nacionais, assim como promover o debate público. O principal desígnio desta coleção resume‑se em duas palavras: pensar livremente. Eis os ensaios a publicar durante este mês de Maio.


Energia e digitalização, As escolhas da transição mostra como o futuro exige um equilíbrio difícil a nível energético (entre sustentabilidade a preços baixos e abastecimento sem paisagens alteradas), digital (entre inovação, direitos e privacidade) e político (entre o papel do Estado, do mercado e da sociedade civil). Defende, contudo, que vivemos uma oportunidade histórica para o país, que tem recursos renováveis ímpares, caso ultrapasse a retórica política, e desafia cada cidadão a participar nas escolhas desta mudança acelerada.

Excerto
«A escala do planeta, geológica, multimilenar, passa por transformações radicais ao longo de milhões de anos, com períodos muito mais quentes e muito mais frios, e atmosferas com muito mais e com muito menos dióxido de carbono. A questão fundamental não é se o planeta sobreviverá, porque vai sobreviver. A questão é se nós seres humanos, nós ecossistemas, nós biodiversidade, conseguiremos sobreviver neste planeta com as condições que estamos a criar.» (p. 14)

Hugo Martins de Carvalho é engenheiro, tem-se dedicado às áreas da inovação e da tecnologia, mais recentemente na vertente da inteligência artificial. Foi deputado à Assembleia da República entre 2019 e 2024. Presidiu, a convite do Governo, à Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030). Foi presidente do Conselho Nacional de Juventude, membro do Conselho Económico e Social e do Conselho Nacional de Educação.


Regiões Autónomas analisa o funcionamento das instituições políticas na Madeira e nos Açores e as suas relações com o poder central, a Europa e o Atlântico, desde o início do séc. XIX. Pelo caminho, explica as identidades próprias e dinâmicas específicas das democracias e das autonomias insulares, em renovação constante, unindo o passado de resistência ao presente de liberdade e progresso. 

Sabia que é devido aos Açores e à Madeira que a zona económica exclusiva de Portugal é a terceira maior da Europa?

Excerto
«A Autonomia própria das Regiões Autónomas é uma Autonomia com integração (Miranda, 2020). É a Autonomia — sejam quais forem as razões em que esta se funde — de comunidades que compõem, com outras, um povo, ao qual corresponde um certo e determinado Estado e que, por essa via, têm pleno acesso à soberania desse mesmo Estado.» (p. 19)

Paulo Miguel Rodrigues
 é professor associado na Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira. É mestre e doutor em História Contemporânea, pelas Universidades de Lisboa e da Madeira, e licenciado em História. Em 2021, publicou a obra Dicionário Breve da História da Autonomia da Madeira.


Pensar o futuro: Portugal e o mundo em prospetiva estratégica apresenta a prospetiva estratégica, disciplina prática que analisa como governos e instituições podem passar da mera gestão de crises para uma verdadeira cultura de preparação. Guia-nos por um ecossistema global de antecipação — da resiliência da Finlândia ao pragmatismo de Singapura — e mostra que Portugal tem de treinar o seu «músculo intelectual» para transformar sinais fracos do ‘onde’, o ‘como’ e o ‘que’ se pensa sobre o futuro em decisões robustas e planos de ação que resistam ao teste do tempo.

Excerto
«Efetivamente, é mais fácil explicar o que é a prospetiva estratégica começando por aquilo que ela não é. Não é nem predição, nem adivinhação, nem mesmo previsão (forecast, em inglês), embora as previsões ou projeções possam complementar as análises prospetivas, dependendo da área em foco.
» (pp. 19-20)

Ricardo Borges de Castro é analista em assuntos europeus e globais, com mais de 25 anos de experiência em relações internacionais, políticas públicas e prospetiva estratégica. As suas áreas de interesse centram-se na geopolítica, no papel internacional da UE e no futuro da Europa, nas relações transatlânticas, nas tendências globais e nos cenários. É mestre em Artes (MALD) pela The Fletcher School e doutor (DPhil) em Relações Internacionais pela Universidade de Oxford (St Antony's College).

domingo, 3 de maio de 2026

Novidade: «Dias de Vidro», romance multi-premiado e finalista do Prémio Strega


Recentemente publicado pela Editora Alma dos Livros, Dias de Vidro é uma narrativa intensa sobre a capacidade de resistir mesmo nos contextos mais desumanos. Num cenário marcado pela violência e pelo silêncio imposto, acompanha-se a história de uma mulher que encontra formas de permanecer inteira, preservando a sua fé na humanidade. Entre a sombra e a luz, o romance transforma o silêncio numa força viva.

Amplamente reconhecida, Dias de Vidro, com tradução portuguesa de Filipa Ramalho, foi distinguida com o Prémio da União Europeia para a Literatura, o Prémio Alessandro Manzoni (Romance Histórico), o Prémio Literário Chianti e o Prémio The Bridge, além de ter sido finalista do Prémio Strega, entre outros. Nicoletta Verna, nascida em Forlì em 1976, estreou-se com Il Valore Affettivo e afirma-se hoje como uma das vozes mais marcantes da literatura italiana contemporânea, destacando-se pela forma como transforma a memória histórica em ficção viva, aliando rigor narrativo e grande intensidade emocional.

Excerto
«Não é que os meus pais fossem pobres, ou pelo menos não eram mais pobres do que os outros. O meu pai guardava a casa do conde Morelli no Tarascone, que ficava no caminho que passava pela fortaleza, e a minha mãe vendia tremoços no mercado de Santa Maria com um carrinho. Em Castrocaro, havia quem trabalhasse nas Termas e já tivesse uma casa de banho, é verdade, com uma sanita de cerâmica branca, onde despejando água com uma bacia ia tudo por ali abaixo e nem nos apercebíamos de ter feito alguma coisa, enquanto os restantes iam para o barracão no pátio, assim como os outros do bairro, com um odor que fazia vir as lágrimas aos olhos, e punham-se no buraco a chocar e limpavam-se à pressa com um pano. Mas não eram pobres: conseguiam pagar todos os meses a renda da casa na curva da estrada nacional e quase não tinham dívidas.»

Sinopse
Itália, 1924. Giacomo Matteotti, principal opositor de Benito Mussolini, é assassinado no dia em que Redenta vem ao mundo. O medo instala-se, o silêncio torna-se regra e a violência passa a ser instrumento de governo. A morte de um marca o início definitivo da ditadura, o nascimento de outra inaugura uma vontade obstinada de resistir. 
Prometida em criança ao seu melhor amigo, Bruno, que desaparece sem explicação, é mais tarde escolhida para casar com Vetro, um dirigente fascista cujo sadismo parece não ter limites. Ainda assim, algo nela persiste. Uma força silenciosa, quase indestrutível. 
A vida de Redenta cruza-se com a de Iris, uma mulher rebelde e com desejos de liberdade. Duas mulheres, duas formas de coragem, dois destinos que se entrelaçam num dos períodos mais austeros da História.


Outro romance também premiado, recentemente publicado pela editora: O Artista, de 
Lucy Steeds.

sábado, 2 de maio de 2026

«Klara e o Sol», de Kazuo Ishiguro

Editora: Gradiva
Data de publicação: 24-02-2026
N.º de páginas: 272

O romance de Kazuo Ishiguro após ter vencido o Nobel de Literatura em 2017, apresenta-nos um futuro próximo onde a tecnologia se entrelaça com as emoções humanas de forma inquietante. A protagonista, Klara, é uma Amiga Artificial dotada de uma extraordinária capacidade de observação, que aguarda ser escolhida numa loja enquanto tenta compreender os comportamentos daqueles que passam diante de si. Desde o início, a sua perspectiva singular — simultaneamente ingénua e penetrante — conduz o leitor por um mundo onde as relações humanas parecem cada vez mais mediadas e frágeis. 
Quando Klara é escolhida para acompanhar Josie, uma adolescente fragilizada por uma doença misteriosa, a narrativa desloca-se para um ambiente mais íntimo e emocionalmente complexo. À medida que a ligação entre ambas se aprofunda, Klara observa e interpreta as dinâmicas familiares, as ansiedades da mãe e a solidão que envolve essas personagens. Paralelamente, vai desenvolvendo uma crença quase espiritual no Sol, fonte da sua energia, que passa a encarar como uma entidade capaz de intervir no destino humano. Movida por essa fé e pela sua dedicação a Josie, Klara envolve-se numa tentativa comovente de salvar a jovem, revelando uma capacidade de amor e sacrifício que desafia a própria definição de humanidade. 
Ao longo da obra, o leitor é confrontado com um mundo marcado por desigualdades e escolhas difíceis, onde o progresso científico levanta questões éticas profundas. Através do olhar de uma narradora inesquecível, o autor nipónico — que se estreou na literatura com o romance As Pálidas Colinas de Nagasáqui — contempla o mundo moderno em rápida mudança para compreender uma questão fundamental: o que significa amar? 
Klara e o Sol (tradução de Maria de Fátima Carmo a partir de Klara and the Sun) afirma-se, assim, como uma reflexão tocante sobre a natureza do amor, da esperança e daquilo que nos torna únicos. 
Considerado um dos melhores livros de 2021, o romance foi adaptado ao cinema, com estreia prevista para Outubro deste ano, contando com a participação dos actores Amy Adams, Jenna Ortega e Steve Buscemi nos principais papéis. 

Excerto 
«Quando vemos as coisas por dentro, não só elas se tornam menos assustadoras como nós aprendemos. Aprendemos coisas novas e extraordinárias.»

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ensaio inédito de Umberto Eco entre os livros que a Gradiva publica em Maio

Maio será um mês marcado por um significativo conjunto de reedições a publicar pela Gradiva. Com exceção de Reflexões sobre a dor, obra inédita em Portugal de Umberto Eco, um ensaio sobre a dor, traduzido por Bárbara Villalobos, e do romance Na tua mão, do médico e escitor Hélder Teixeira Aguiar — vencedor do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís 2025 —, os restantes nove títulos que chegarão às livrarias até ao final do mês correspondem a reedições.

Entre estas, destacam-se A Fórmula de Deus e Nunca me deixes, de José Rodrigues dos Santos e Kazuo Ishiguro, respetivamente; a 4.ª edição de O Silêncio dos Livros, de George Steiner, volume que reúne dois breves ensaios dedicados à censura e à repressão do conhecimento; e O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial, de Samuel P. Huntington, reconhecido como um dos mais influentes pensadores da ciência política ocidental.

Integram ainda esta série Diplomacia, de Henry Kissinger; o há muito esgotado volume 1 de Calvin & Hobbes A Noite da Grande Vingança, de Bill Watterson; duas obras do médico e fundador da Bial, Luís Portela — Serenamente e O Prazer de Ser —; e, por fim, Jardins Secretos de Lisboa, de Manuela Gonzaga, originalmente publicado em 2005 pela Âncora Editora.