quinta-feira, 7 de maio de 2026

«Cem por Cento Humano», de Gregg Braden

Editora: Lua de Papel
Data de publicação: Fevereiro de 2026
N.º de páginas: 352

Gregg Braden, atualmente com 71 anos, é um autor conhecido por procurar pontes entre ciência e espiritualidade. No seu novo livro, Cem por Cento Humano, publicado em 2025 pela Hay House, propõe uma reflexão sobre o papel do ser humano num contexto de transformação tecnológica acelerada. Ao longo da obra, o autor de Entrelaçadosalterna entre uma leitura mais otimista das potencialidades humanas e uma preocupação evidente com os rumos da sociedade contemporânea. 
Com base na sua experiência em engenharia de sistemas, Braden defende que cada indivíduo possui uma dimensão interior de grande profundidade, que descreve em termos quase “divinos”, e que se expressaria tanto na consciência como na própria biologia. Uma das ideias mais discutidas do livro é a sugestão de que o ADN poderá conter vestígios dessa natureza essencial. A partir desta linha de pensamento, o autor apresenta 70 “Verdades Cem Por Cento Humanas”, frases curtas destacadas ao longo do texto, que procuram sublinhar a capacidade humana de ultrapassar limites e expandir a consciência. 
A obra retoma também temas presentes em títulos anteriores como A Matriz Divina, Os Códigos da Sabedoria e A Cura Espontânea da Crença, todos publicados pela Lua de Papel. Em todos eles, Braden constrói uma narrativa onde ciência, crença e espiritualidade se cruzam de forma deliberada. Neste novo livro, acrescenta ainda uma leitura crítica do mundo digital, referindo o impacto de algoritmos e sistemas tecnológicos na forma como as pessoas percebem a realidade e tomam decisões. No final, o autor menciona a influência de Louise L. Hay (1927–2017), figura central do desenvolvimento pessoal, como inspiração para a escrita da obra. 
Em termos gerais, Cem por Cento Humano apresenta-se como um livro de tom inspiracional, que procura valorizar o potencial humano ao mesmo tempo que levanta questões sobre os limites e riscos do avanço tecnológico. Independentemente da posição que se tenha face às ideias defendidas, trata-se de uma leitura consistente e estimulante, sendo globalmente recomendável para quem se interessa por reflexões sobre consciência, identidade e o futuro da experiência humana. 

Excertos 
«Há momentos na história da humanidade em que as nossas escolhas podem transformar o mundo e a nossa própria vida de forma irreversível, com consequências que talvez venhamos a lamentar no futuro. Este é um desses momentos.» 

«Por vezes, experienciamos o nosso potencial como a capacidade de realizar feitos aparentemente sobre-humanos de telepatia, psicocinese (...), superaprendizagem, supermemória e supercognição. E, embora algumas pessoas pareçam nascer com predisposição para realizar feitos extraordinários com facilidade, outras podem aprender muitas vezes as mesmas capacidades ao estarem na presença de quem já as domina.»

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