O mais recente romance de um dos mais importantes autores da história da literatura norte-americana, já considerado um fenómeno editorial, chega inédito ao mercado português. Um pequeno mas incrível romance que se afirma como um verdadeiro elogio à vida. Um drama judicial imparável, que será em breve adaptado para o grande ecrã. E de Itália, um romance inesquecível, muito graças à força de uma protagonista absolutamente contemporânea. Estas são as premissas de quatro das próximas publicações a sair com o selo da Bertrand Editora.
O Barqueiro e a Sua Mulher, de Frode Grytten
Numa manhã de outono, num lugar remoto na costa da Noruega, um pequeno ferry parte rumo ao fiorde, para uma última viagem. A bordo está Nils Vik, barqueiro de muitos anos, homem de poucas palavras e gestos bem medidos. Homem de uma época, aliás, em que um homem dizia pouco. Nils ficou sozinho após a morte de Marta, sua mulher, e neste dia, na companhia da sua cadela Luna, não transporta quaisquer passageiros, senão rostos do passado: entes queridos desaparecidos que ressurgem para uma última despedida, mostrando-lhe o que lhe pode ter escapado antes.
Enquanto o ferry desliza entre fiordes envoltos numa quietude solene, a travessia transforma-se em contemplação: canto e lição sussurrados sobre a vida, sobre a força das memórias que resistem ao passar implacável do tempo. Mas Nils só espera verdadeiramente reencontrar um passageiro: Marta, cuja ausência tem marcado todos os seus dias desde que partiu. Ao aproximar-se do fim da viagem, a sua expectativa aumenta: será que também se vai juntar a ela?Caso Fantasma, de Thomas Pynchon
Milwaukee, 1932. A América está em plena Grande Depressão, a revogação da Lei Seca ao virar da esquina, Al Capone na prisão federal. Hicks McTaggart, um fura-greves que se tornou detetive privado, pensa ter encontrado a tão desejada estabilidade profissional até abraçar o que deveria ser um caso banal: localizar e trazer de volta a herdeira da fortuna do magnata dos queijos do Wisconsin, que decidiu partir à aventura. Pois bem, antes que dê por isso, Hicks será drogado e despachado para um transatlântico, acabando por chegar à Hungria, onde, a propósito, não há costa de mar, a língua que se escuta é de outro planeta e há pastelaria suficiente para alimentar um detetive até ao fim da sua vida - mas, claro, nenhum sinal da herdeira fugitiva.
Quando Hicks finalmente a descobre, ver-se-á também envolvido com nazis, agentes soviéticos, contraespiões britânicos, músicos de swing, praticantes do paranormal, gangues europeus de motociclistas e, enfim, os problemas que cada um deles acarreta. Encurralado por uma história que não compreende e da qual não consegue sair, a única esperança de Hicks é que estamos no apogeu das big bands e, por acaso, ele adora dançar. Se isso será suficiente para permitir que regresse aos Estados Unidos e ao mundo normal - que, como o nosso, talvez já não exista -, é outra questão.A Juíza, de James Patterson e Viola Davis
Todos de pé… para a Meritíssima Juíza. A juíza Mary Stone é a cidadã mais respeitada de Union Springs, no Alabama. Assume duas responsabilidades que são para si sagradas: administrar a herdade da família e presidir ao tribunal desta pequena cidade. Mas tudo mudará quando se vir a braços com o processo judicial mais controverso da história do Sul dos Estados Unidos.
Do ponto de vista criminal, a decisão é clara como água. Em termos éticos, não há meio-termo. Na sua essência, trata-se de uma escolha entre a vida e a morte. O caso em questão envolve a doutora Bria Gaines, que foi detida por realizar um aborto a uma adolescente de 13 anos. Ciente dos riscos pessoais e profissionais, levou a cabo o procedimento médico, punível com pena de prisão até 99 anos segundo a nova lei do Alabama, que não permite exceções, mesmo em casos de violação ou incesto.
Sabemos que nenhum juiz pode satisfazer os desejos de todos nós. Seria, aliás, perigoso que o tentasse. Alvo de pressões políticas e da comunidade de ambos os lados da barricada, a juíza Stone está disposta a lutar com tudo o que tem para trazer justiça às pessoas e ao lugar que tem no coração.A Professora, de Giuliana Salvi
Uma sala improvisada entre as paredes de casa é o lugar onde ela muda o mundo.
Esta é a história da coragem de uma grande mulher e da sua força silenciosa.
Enquanto a História se desenrola furiosamente do lado de fora da janela, Clementina, uma jovem viúva com três filhos, é obrigada a reinventar o seu mundo. Sentada à secretária que pertenceu ao pai, precisa de equilibrar as contas para não desiludir nem os vivos nem os mortos. E assim, utópica e feminista por instinto, com um quarto só para si, Clementina cria, dentro das paredes da sua casa, uma escola improvisada e diferente de todas as outras, mudando o destino de dezenas de raparigas e rapazes em Lecce, cidade italiana onde, na primeira metade do século XX, a vida acontece na periferia de tudo, fazendo frente a muitas dificuldades.
Inspirado na história real da bisavó da autora, A Professora é um romance que não se esquece, muito graças à força de uma protagonista absolutamente contemporânea: uma mulher que transpira vida, carismática, inquieta, sempre em busca de qualquer coisa, pronta a travar a sua batalha, superar as fronteiras da memória familiar e habitar a nossa.




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