quarta-feira, 20 de junho de 2018

A 2 de Julho, quatro novos romances com o selo Topseller

No Amor e na Guerra, de Liz Trenow
Três mulheres separadas pela guerra... mas unidas pelo mais puro amor.

Artemis, de Andy Weir
Uma aventura cheia de emoção, ciência e um mundo tão vívido e intenso que quase dispensa qualquer adaptação.

Aconteceu em Paris, de K.S.R. Burns
Um livro viciante. Uma ode maravilhosa a Paris, à amizade, à espontaneidade e aos prazeres da mesa.

As Raparigas Perdidas, de Simone St. James
Inteligente e maravilhosamente arrepiante. Fique refém desta história de fantasmas muito moderna até de madrugada.

terça-feira, 19 de junho de 2018

FCA Editora publica «Introdução à Blockchain»

Introdução à Blockchain
Bitcoin, Criptomoedas, Smart Contracts, Conceitos, Tecnologia, Implicações
de Pedro Martins

Texto sinóptico
A Blockchain tem o potencial de transformar profundamente organizações e sociedades. Ao permitir criar um novo tipo de sistema de registo (descentralizado, transparente, imutável e seguro, capaz de sincronizar uma visão comum do seu estado), emerge, da Blockchain, um protocolo de geração de confiança no sistema que dispensa, para o seu exercício, o recurso a entidades centrais.

A Blockchain permite, por isso, redesenhar cadeias de abastecimento, descentralizando, desintermediando, reduzindo custos e riscos, e assim incrementar a eficiência. O seu suporte a smart contracts (contratos digitais que autoexecutam as suas cláusulas) permite, também, a concretização de níveis sem precedentes de automatização dessas cadeias.
Este livro constitui uma primeira introdução à Blockchain, ao seu conceito, aplicabilidade e implicações. Começando por apresentar conceptualmente a Blockchain como um novo protocolo para geração de confiança, aborda seguidamente a rede Bitcoin e as criptomoedas. Avançando para a apresentação da rede Ethereum e do conceito de smart contract, aborda a evolução geracional para a Blockchain 2.0. Termina com uma reflexão sobre as implicações, não sem antes dar nota de casos reais de aplicação.

Público alvo: Gestores, decisores de IT/SI e ao público em geral.

Uma obra que dá a conhecer os conceitos, as práticas e o futuro desta tecnologia, que vai muito além das criptomoedas. Com casos práticos de aplicação e uma previsão sobre as implicações da Blockchain na economia e na sociedade.

Temas:
· Confiança e geração de confiança
· Intermediação e descentralização
· Criptografia: confidencialidade, autenticidade e integridade
· Dinheiro: das commodities às criptomoedas
· Blockchain 1.0: bitcoin e ecossistema Bitcoin
· Blockchain 2.0: altcoins, smart contracts e Ethereum
· Exemplos de aplicação
· Implicações

Outro livro que pode interessar: Bitcoin, de António Vilaça Pacheco

Um desgosto de amor (real) está na génese de «1001 Coisas que Nunca te Disse», o livro de estreia de Catarina Rodrigues

A Oficina do Livro lançou no passado dia 12, o livro de estreia de Catarina Rodrigues (n. 1989), 1001 Coisas que Nunca te Disse. Segundo nota editorial, este é «um livro diferente de todos os outros que publicámos, pelo conteúdo e pela forma como nos chegou às mãos e logo nos seduziu.» A editora refere que esta obra está escrita «num estilo absolutamente novo, que surpreendeu muito a editora que assim aposta nesta jovem e promissora autora portuguesa.»
«Com sinceridade e simplicidade, Catarina fala-nos de um tema que nos toca a todos - o grande desgosto de amor. Fá-lo recorrendo a cartas, as cartas que a narradora escreveria a David, o ex-namorado.»
Para Pedro Chagas Freitas, Catarina Rodrigues «tem uma voz muito forte, muito intensa, muito humana.»

Texto de apresentação
Porque um desgosto de amor também nos faz crescer.
Quando a vida que tens como garantida se desfaz, questionas tudo. Quando alguém te deixa, parte de ti fica perdida. Após um relacionamento falhado, uma jovem mulher decide reescrever a sua história e embarca numa longa jornada. Durante cerca de três anos, viaja por diferentes lugares do Mundo e dentro dela. Entre o passado e o presente, descobre o valor da dor, da perda, da identidade, da felicidade e traça o caminho do perdão. Porque um grande amor muda a tua vida para sempre.

Quando a vida que tens como garantida se desfaz, questionas tudo. Quando alguém te deixa, parte de ti fica perdida.

Duas novas obras infanto-juvenis

A Montanha de Livros Mais Alta do Mundo, de Rocio Bonilla
Lucas estava convencido de que nascera para voar. Olhava para os aviões, tentava inventar asas de todos os tipos, e até pediu para aprender a voar como presente de Natal! Mas nada funcionava… Um dia, a sua mãe explicou-lhe que havia outras maneiras de realizar o seu sonho e pousou-lhe um livro nas mãos. Nesse mesmo dia, sem perceber, Lucas começou a voar…
Um livro para despertar a imaginação em leitores de qualquer idade, com as ilustrações inconfundíveis de Rocio Bonilla, autora do bestseller De Que Cor É um Beijinho?

Os Milagres de Miranda, de Siobhán Parkinson
Miranda Maguire adora palavras e imaginar histórias. Quando a sua irmã adoece, Miranda começa a escrever uma história e pequenos milagres parecem acontecer: a sua avó deixa de fumar, o terrível Darren Hoey passa a ser simpático para ela?
Será Miranda capaz de escrever o milagre que vai salvar a sua irmã?
Um livro encantador, de uma autora multipremiada, que nos revela a importância da esperança e o poder da imaginação!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

«Um por Um» e «Escaldão» a partir de hoje encontram-se disponíveis

Para além de Cavendon Hall, da escritora best-seller Barbara Taylor Bradford, que já vendeu mais de 90 milhões de livros, a Topseller fez chegar às livrarias no dia de hoje os livros Um por Um, de Chris Carter, e Escaldão, de Laura Lippman.
O inspetor Robert Hunter, da Divisão de Assaltos e Homicídios da Polícia de Los Angeles, recebe um telefonema anónimo de alguém a dizer-lhe que vá a uma transmissão privada num endereço específico da Internet. Hunter regista-se e depara-se com um espetáculo macabro, feito apenas para os seus olhos. Mas quem telefonou não quer que ele se limite a observar; quer que ele participe. E a recusa não é opção. ESCOLHA! Fogo ou água?
Obrigado a fazer uma escolha brutal, ele tem de assistir em direto à tortura e à morte atroz de uma vítima não identificada. A Polícia de Los Angeles e o FBI usam todos os meios ao seu dispor para localizar a origem da transmissão, mas este assassino não é um amador, e ocultou todo o seu rasto. E antes mesmo de Hunter e o seu parceiro, Garcia, terem tempo de começar a investigação, eis que o primeiro recebe um novo telefonema. Um novo endereço. Outra vítima.
Mas desta vez o homicida elevou o jogo a um nível superior. Transformou-o num programa ao vivo a que toda a gente pode assistir e onde cada um pode decidir sobre como deve a vítima morrer.

Polly Costello e Adam Bosk conhecem-se num café de uma pequena cidade no estado americano de Delaware. Polly diz estar a caminho do oeste. Adam também parece estar de passagem. No entanto, ela acaba por ficar, e ele também, atraído por aquela ruiva misteriosa cuja quietude tanto o enerva quanto o apaixona.
Ao longo de um verão particularmente quente, Polly e Adam envolvem-se numa relação escaldante e implacável. No entanto, cada um deles esconde algo do outro. Algo perigoso, talvez letal. Até que alguém morre. Terá sido acidente, ou fará parte do plano de algum deles? Por essa altura, Polly e Adam estão tão embrenhados nas vidas e nas mentiras um do outro que nenhum deles sabe como dali sair, nem se o quererá fazer. Será o que sentem um pelo outro forte o suficiente para suportar a verdade, ou irá esta destruí-los?
Alguém vai ter de ceder. Qual deles será?

Em Julho, as Edições Chá das Cinco publicam num só livro 3 histórias de Nora Roberts

Destinos de Paixão
de Nora Roberts

Nora Roberts apresenta-nos três histórias de paixão onde é impossível fugir ao destino. Em Hora do Feitiço, o reino de Twylia é devastado pela ganância e pela traição enquanto aguarda pela libertação há muito profetizada. Quando Aurora, perseguida por estranhos sonhos sobre o futuro, descobre o segredo sobre o seu passado, sabe que está destinada a combater pelo seu reino e a destruir as Trevas. Conseguirá ela salvar Twylia e restaurar o seu direito ao trono?

Deirdre, a protagonista de Rosa de Inverno, é uma jovem amaldiçoada, incapaz de amar e presa num mundo onde o inverno é permanente. Quando ela cura milagrosamente as feridas mortais de um jovem soldado, este é incapaz de resistir à sua salvadora. Mas o inverno cruel e impiedoso mantém as suas garras sobre Deirdre e nem o amor poderá ter a força de o quebrar…

Em Uma Terra Distante, Kadra é uma exterminadora de demónios forçada a viajar para a Nova Iorque do século XX para caçar a sua presa. A sua improvável amizade com Harper Doyle leva-a a enfrentar um estranho mundo novo — e um homem que é o seu destino.

Trio explosivo: Robin Cook, Michael Connelly e John Grisham

Charlatães
de Robin Cook
Célebre pelos seus avanços na medicina, o hospital universitário de Boston tem diversas «salas de operações híbridas do futuro». Os tratamentos são mais bem-sucedidos e os riscos muito reduzidos. É por isso um choque quando um erro de anestesia durante uma operação de rotina resulta na morte do paciente. O Dr. Noah suspeita de William Mason, um cirurgião de renome internacional, narcisista e snobe. Mas Mason põe todas as culpas na anestesista Ava London.
Quando começam a surgir mais mortes associadas a erros nas anestesias, Noah é obrigado a investigar todo o seu pessoal médico, incluindo Ava, que pode muito bem não ser quem parecia ser. Mas, sobretudo, é preciso descobrir o culpado antes que mais mortes sucedam.

Do outro lado
de Michael Connelly
O detetive Harry Bosch acaba de se reformar da LAPD, mas o seu meio-irmão, o advogado de defesa Mickey Haller, precisa da sua ajuda. Uma mulher foi brutalmente assassinada, o corpo encontrado na cama, e todas as provas apontam para o cliente de Haller, antigo membro de um gang de Los Angeles que diz há muito ter abandonado o mundo do crime. Embora a acusação de homicídio pareça perfeita, Mickey tem a certeza de que se trata de uma armadilha
Bosch não quer atravessar a linha que opõe as forças de segurança à defesa de um criminoso. Sente que tal seria trair uma carreira lendária de trinta anos como detetive na Brigada de Homícidios. Mas Mickey garante não comprometer o seu trabalho: se Harry provar que o seu cliente é culpado, então a prova será entregue à acusação.
Desafiando todos os seus instintos, Bosch aceita o caso. A investigação tem, pura e simplesmente, demasiadas lacunas. Se o cliente de Haller é inocente, quem será o culpado? Todos os caminhos vão dar ao interior do Departamento da Polícia – e o assassino que Harry Bosch procura também o tem estado a procurar a ele.

O Manuscrito
de John Grisham
Um bando de ladrões realiza um ousado assalto a um cofre de alta segurança que fica sob a biblioteca da Universidade de Princeton. O espólio levado é de valor incalculável, se bem que a universidade o tenha segurado por vinte e cinco milhões de dólares.
Bruce Cable é dono de uma livraria muito popular na povoação de Santa Rosa, em Camino Island, na Florida. Mas o dinheiro a sério vem da sua atividade como negociante de livros raros. Poucos são os que sabem que, de vez em quando, ele entra no mercado negro de livros e manuscritos roubados.
Mercer Mann é uma jovem escritora que sofre de um caso sério de bloqueio criativo e que acaba de ser despedida da escola onde dava aulas. Quando uma mulher elegante e misteriosa lhe oferece uma generosa maquia para que ela se infiltre no círculo literário de Bruce Cable, ela aceita.
Só que Mercer acaba por vir a saber demais e é aí que os problemas começam nessas paragens paradisíacas…

As cartas que Nelson Mandela escreveu durante o seu cárcere (1962-1990)

Na segunda semana de Julho está previsto a publicação, pela Porto Editora, das centenas de cartas escritas por Nelson Mandela (1918-2013) durante o período de 27 anos em que esteve na prisão.
As Cartas da Prisão de Nelson Mandela (752 pp.) tem prefácio de Zamaswazi Dlamini-Mandela, a neta do ex-prisioneiro n.º 46664, e edição do jornalista Sahm Venter, que cobriu a libertação do revolucionário anti-apartheid.
Texto sinóptico
Preso em 1962, quando o regime do apartheid na África do Sul intensificava a sua campanha brutal contra os opositores políticos, o advogado e ativista do Congresso Nacional Africano Nelson Mandela, então com quarenta e quatro anos, não fazia a menor ideia de que passaria os vinte e sete anos seguintes na prisão. Durante os seus 10 052 dias de encarceramento, o futuro líder da África do Sul escreveu uma imensa quantidade de cartas às inflexíveis autoridades prisionais, a companheiros ativistas, a responsáveis governamentais e, acima de tudo, à sua corajosa mulher, Winnie, e aos cinco filhos.
Agora, no centenário do seu nascimento, 255 dessas cartas, muitas das quais nunca antes tornadas públicas, são compiladas num volume que as organiza cronologicamente, dividindo-as pelas quatro instituições prisionais por onde passou até à sua libertação, a 11 de fevereiro de 1990.
Ilustrado com reproduções de alguns dos seus escritos, este é um documento de um valor excecional para o conhecimento desta que foi uma das figuras mais inspiradoras do século XX, revelando-o como pai e marido extremoso, como um lutador incansável pelos direitos humanos e, acima de tudo, como homem de uma coragem imperturbável, que se recusou a comprometer os seus valores mesmo quando confrontado com um enorme sofrimento.

Críticas de imprensa
«As palavras de Madiba são como uma bússola num mar de mudança, um pedaço de terreno sólido entre correntes rodopiantes.»
Barack Obama

«Um contributo valioso para a nossa compreensão de uma das mais vitais figuras da história.»
Kirkus Reviews

Já encontra-se à venda «A Alegria de Viver», de Yongey Mingyur Rinpoche


Yongey Mingyur Rinpoche é um dos mais conceituados mestres do Budismo Tibetano da atualidade. Com A Alegria de Viver (Ed. Temas e Debates), dá testemunho da eficácia das práticas budistas tibetanas no que refere à atividade cerebral associada à felicidade e compaixão, através da partilha profundamente sincera e por vezes bem-humorada da sua experiência pessoal, conquistando seguidores em todo o mundo.
Com um prefácio de Daniel Goleman, mais do que um guia prático, este é um manual que testemunha a parceria que está a nascer entre cientistas e contemplativos, provando as semelhanças entre o budismo e o conhecimento científico moderno, que coincidem em pontos fundamentais referentes à melhoria da qualidade de vida e do progresso da atividade neural.

Sinopse
Nesta obra pioneira, o mestre budista de fama mundial Yongey Mingyur Rinpoche convida-nos a empreender uma viagem aos segredos da prática da meditação. Trabalhando com neurocientistas do Laboratório Waisman de Imagiologia Cerebral e Comportamento, Yongey Mingyur proporciona-nos visões claras da investigação moderna que indiciam que a formação sistemática na meditação pode aumentar a atividade de zonas do cérebro associadas à felicidade e à compaixão.
Com uma alegria contagiosa e uma curiosidade insaciável, Yongey Mingyur entretece os princípios do Budismo Tibetano, a neurociência e a física quântica de uma forma que irá alterar para sempre o modo como compreendemos a experiência humana.

Elogios
«Estamos a testemunhar um episódio sem paralelo na história da ciência: uma conversa séria, constante e recíproca entre cientistas e contemplativos. Do ponto de vista científico, uma parte deste confronto foi um convite à reflexão.» - Daniel Goleman

«Este livro, uma bela tapeçaria de sabedoria budista e ciência moderna, é um marco no desenvolvimento de uma neurociência contemplativa […]. Uma obra que deve ser lida por todos os que se interessam pelas causas e consequências da felicidade». - Richard J. Davidson

Ensaio sobre o desejo feminino e o primeiro volume de uma trilogia de suspense, são apostas da Quetzal para início de Julho

Uma História do Desejo Feminino
de Carol Dyhouse
Desde os sonhos com príncipes encantados e com impetuosos heróis militares até ao poder de atração exercido por homens estranhos, misteriosos, ou por amantes vampiros; desde estrelas pop e rebeldes a homens em quem podemos confiar, bons companheiros e dedicados à família - a historiadora Carol Dyhouse serve-se do cinema, da literatura e do romance popular para mostrar como a mudança de posição das mulheres na sociedade (através da educação e da independência económica) alterou os seus sonhos e acabou por mudar o mundo. E reflete sobre a história das mulheres enquanto consumidoras influentes, sobre a natureza da fantasia e do desejo, levando-nos numa viagem pelo mundo do feminino e da imaginação sexual.


O Legado
de Yrsa Sigurdardóttir
Uma jovem mulher é brutalmente assassinada na sua casa, em Reiquejavique. A única testemunha é a filha de sete anos, mas a criança não fala. Quando uma segunda mulher é assassinada, a polícia fica literalmente sem saber o que fazer. Entretanto, um radioamador recebe mensagens peculiares que o põem em conexão com as mulheres assassinadas, e a curiosidade move- -o a começar uma investigação por conta própria. Huldar, o detetive responsável por este caso, e Freyia, a psicóloga que tem a cargo a miúda - que presenciou o homicídio -, são obrigados a trabalhar em conjunto. Mas esta colaboração não é fácil: poucas semanas antes tinham-se conhecido num bar e passado a noite juntos, e, na manhã seguinte, ao acordar, Freyia constatara, dececionada, que Huldar - que se dera a conhecer não como polícia, mas como um carpinteiro recém- -chegado à cidade - se eclipsara.

Autora cimeira do supense (e dos tops de vendas) na Escandinávia e em todo o Mundo, Yrsa Sigurdardóttir mostra mais uma vez a sua competência na criação de uma história de grande ritmo narrativo, personagens inesquecíveis e uma intriga de grande inteligência. O Legado é o primeiro livro da trilogia DNA, também conhecida como «série Freyia e Huldar». Seguir-se-ão O Vortex e A Absolvição.

Os mais recentes livros de ficção da Presença e Marcador

Beloved, de Toni Morrison
Inspirado num facto verídico ocorrido no Kentucky em 1856, Beloved retrata o horror e a insanidade de um passado doloroso, numa época em que o país começava a confrontar -se com as feridas deixadas pela escravatura recém-abolida.


Conversas Entre Amigos, de Sally Rooney
«Num estilo lúcido e rigoroso, Sally Rooney revela grande inteligência e uma autoconfiança rara na sua abordagem aos mecanismos da inocência. Um romance sobre a passagem à vida adulta com uma protagonista que não faz ideia do quanto ainda lhe falta crescer e amadurecer.»
The New Yorker


Mindhunter - Caçador de Mentes, de John Douglas e Mark Olshaker
A história do primeiro caçador americano de assassinos em série.
«John Douglas foi pioneiro e mestre na elaboração de perfis de criminosos para o FBI. É uma das figuras mais interessantes, ao serviço do cumprimento da lei, que tive o privilégio de conhecer.»
Patricia Cornwell


O Lutador de Sumo que não Conseguia Engordar, de Eric-Emmanuel Schmitt
Na populosa metrópole japonesa, o ancião Shomintsu guiará o jovem por um caminho iniciático que, misturando infância e espiritualidade, também acompanha o leitor à fonte do budismo.
Do mesmo autor de Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa e Milarepa.

Oito novos livros de não-ficção

A Arte de Viver, de Thich Nhat Hanh
De um dos maiores líderes espirituais do mundo, pioneiro do mindfulness no Ocidente.

O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética, de João Magalhães
Este é o primeiro grande manual a sistematizar os conhecimentos sobre os centros vitais do ser humano e todas as questões relacionadas com a anatomia energética.

A Arte de Parar o Tempo, de Pedram Shojai
Obra presenta os segredos para aprender a gerir o tempo e atingir a clareza mental tão necessária para o bem-estar.

As Lições de Vida de Harry Potter, de Jill Kolongowski
Descubra a magia da amizade, família, coragem e amor.

Trooper: O Lince que Veio do Deserto, de Forrest Bryant Johnson
A inesquecível história do lince que mudou a vida de todos os que o conheceram.

Uma Breve História da Religião, de Ken Bensinger e Richard Holloway
Enquanto humanos não conseguimos deixar de nos interrogarmos acerca de nós mesmos e de onde viemos. Existirá algures um ser que criou o universo? Haverá algo para lá da morte? E se houver, como será?

Os Robôs Querem o Seu Emprego, de John Pugliano
Como sobreviver num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia e inteligência artificial.

Como Sobreviver a um Filho da P*ta, de Robert I. Sutton
Aprenda a Lidar com Quem o Trata como Lixo. Este livro destina-se a ser o seu recurso sempre que tiver de lidar com alguém que o trata abaixo de cão.

4 Estações Editora publica contos de Voltaire

Zadig ou o Destino, de Voltaire
Apresentamos neste volume uma seleção de contos de Voltaire, entre os quais se destacam Zadig ou o Destino, com um subtítulo de História Oriental.
Na realidade a sua leitura relembra a de As Mil e Uma Noites, a sua poesia e extravagância porque o autor o apresenta como se fora um texto árabe ou persa.
Mais seis contos completam este volume.

Voltaire foi indiscutivelmente um excelente e fecundo escritor, ensaísta e filósofo. A sua obra é plurifacetada e nela se destacam contos, poemas, ensaios filosóficos sobre os mais variados temas.

domingo, 17 de junho de 2018

«Na Praia de Chesil», de Ian McEwan, ganha adaptação cinematográfica

No próximo mês, chega às salas de cinema portuguesas o filme Na Praia de Chesil, uma adaptação do romance homónimo do escritor Ian McEwan. Este livro, tal como todos os deste autor britânico, foi publicado em Portugal (em 2007) pela Editora Gradiva.

Salientar que o argumento do filme esteve também a cargo de Ian McEwan. Em On Chesil Beach (título original), o par que protagoniza o drama é interpretado pelos actores Saoirse Ronan e Billy Howle. O trailer pode ser assistido aqui.

Sinopse do livro
Um pequeno romance de profundidade e perspicácia notáveis, de um escritor no auge do seu talento.
Estamos em Julho de 1962. Edward e Florence, jovens inocentes casados naquela manhã, chegam a um hotel na costa de Dorset. Ao jantar na suíte reservada a casais em lua-de-mel, esforçam-se por dominar os medos íntimos da noite de núpcias que se avizinha...

Sinopse do filme
Estamos no verão de 1962 e em Inglaterra falta ainda um ano para as grandes mudanças sociais: a Beatlemania, a revolução sexual e os Swinging Sixties. Florence e Edward, um jovem casal de vinte e poucos anos, recém-casados, decidem passar a sua lua-de-mel num hotel abafado e enfadonho perto da praia de Chesil, em Dorset. Mas à medida que se aproximam da consumação do casamento, a conversa entre eles fica mais tensa e incómoda e resulta numa discussão entre os dois. É então que confrontam as diferenças entre si - as suas diferentes origens, atitudes, temperamentos, e segredos. Na praia de Chesil, no fatídico dia do casamento, um deles toma uma decisão importante que mudará radicalmente as suas vidas para sempre.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

«O Desaparecimento de Stephanie Mailer», um dos livros mais aguardados deste Verão

Depois de A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert (2013), Os Últimos Dias dos Nossos Pais (2014) e O Livro dos Baltimore (2016), a Alfaguara prepara-se para publicar a 3 de Julho o novo romance do escritor suíço Joël Dicker (n. 1985). O Desaparecimento de Stephanie Mailer é, segundo a editora, um tríler literário que nos vai prender da primeira à última página.

Sinopse
Na noite de 30 de Julho de 1994, a pacata vila de Orphea, na costa leste dos Estados Unidos, assiste ao grande espectáculo de abertura do festival de teatro. Mas o presidente da Câmara está atrasado para a cerimónia… Ao mesmo tempo, Samuel Paladin percorre as ruas desertas da vila à procura da mulher, que saiu para correr e não voltou. Só para quando encontra o seu corpo em frente à casa do presidente da Câmara. Dentro da casa, toda a família do presidente está morta.
A investigação é entregue a Jesse Rosenberg e Derek Scott, dois jovens polícias do estado de Nova Iorque. Ambiciosos e tenazes, conseguem cercar o assassino e são condecorados por isso. Vinte anos mais tarde, na cerimónia de despedida de Rosenberg da Polícia, a jornalista Stephanie Mailer confronta-o com uma revelação inesperada: o assassino não é quem eles pensavam, e a jornalista reclama ter informações-chave para encontrar o verdadeiro culpado.
Dias depois, Stephanie desaparece.
Assim começa este thriller colossal, de ritmo vertiginoso, entrelaçando tramas, personagens, surpresas e volte-faces, sacudindo o leitor e impelindo-o, sem possibilidade de parar, até ao inesperado e inesquecível desenlace.
O que aconteceu a Stephanie Mailer?
E o que aconteceu realmente no Verão de 1994?

Elogios da imprensa
«Cinco temporadas de uma série de televisão viciante num só livro. O desaparecimento de Stephanie Mailer mostra em pleno o talento do escritor: uma teia de intrigas que mantém o leitor preso por um fio.»
Le Temps

«Dicker não larga a mão do leitor que, apesar da variedade de personagens, da avalanche de pistas falsas, nunca perde o fio à meada. A cada cinquenta páginas, o leitor pensa ter encontrado o verdadeiro assassino. Mas para isso terá de esperar: o autor é muito hábil e diverte-se como um louco a induzir o leitor em erro.»
Le Figaro Littéraire

«Enquanto Agatha Christie punha em cena “apenas” dez suspeitos, Joël Dicker joga com dezenas de personagens a um ritmo inacreditável. De tirar o fôlego!»
Madame Figaro

«Conhece aquele sentimento terrível de se sentir sozinho depois de acabar um romance incrível? Foi o que me aconteceu com este livro. Joël Dicker vai ainda mais longe do que antes com este livro. »
Cosmopolitan

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Eis algumas das publicações da LeYa para este mês

O Grupo LeYa já anunciou as suas novidades para este mês. 
Na literatura Lusófona, destaque vai para o novo e aguardado livro de poesia do escritor angolano Ondjak, Há Gente em Casa (Ed. Caminho). A Dom Quixote lança Lealdade, de Letizia Pezzali, um livro sensual, moderno e erótico. Joanne Harris está de regresso à fantasia (para pouco regozijo de muitos fãs seus) com a obra O Rio do Sonho.
No género infanto-juvenil, os grandes lançamentos são da chancela Disney, tal como tem vindo a contecer. São exemplos obras de Bingo e Rolly, Os MiniCinco, Hotel Transylvania 3 e PJ Masks 6. Na BD, a Editora Asa publica 12 volumes de Michel Vaillant, de Jean Graton, autor francês que criou esta famosa personagem e a série homónima em 1957. 

Os seguintes títulos estarão também até ao fim de Junho à venda.
Ecologia, de Joana Bértholo
Numa sociedade que se fundiu com o mercado – tudo se compra, tudo se vende – começamos a pagar pelas palavras. A estranheza inicial dá lugar ao entusiasmo. Afinal, como é que falar podia permanecer gratuito?
Há seis mil idiomas no mundo. Seis mil formas diferentes de dizer «ecologia», e tão pouca ecologia. Seis mil formas diferentes de dizer «paz», e tão pouca paz. Seis mil formas diferentes de dizer «juntos», e é cada um por si.

O Gene da Atlântida, de A.G. Riddle
Há 70 mil anos, a erupção de um supervulcão na Indonésia quase levou a raça humana à extinção. Sobrevivemos, mas nunca ninguém percebeu como, nem porquê. Até agora.
Os Immari, uma sociedade secreta de contornos maçónicos, guardam o segredo há dois mil anos. E desde então têm feito de tudo para evitar que seja revelado. Até que, na costa da Antártida, a erosão de um iceberg revela um submarino nazi há muito desaparecido – acoplado a uma estrutura que não devia, nem podia, estar ali. A milhares de quilómetros, num laboratório em Jacarta, a brilhante investigadora Dra. Kate Warner acredita ter descoberto finalmente a cura para o autismo. Mal sabe ela, porém, que duas das crianças que acompanha, e que revelam um comportamento invulgar, podem esconder a chave para a compreensão das origens da nossa espécie. E não imagina que as suas experiências estão a ser seguidas de muito perto pelos Immari.
David Vale, um agente que há anos vigia a perigosa seita dos Immari, percebe entretanto que algo de estranho está a acontecer. Os serviços secretos onde trabalha estão sob ataque, sucedem-se as mortes, e ele é o próximo alvo a abater. E sabe que apenas uma pessoa no mundo o pode ajudar a solucionar o enigma: a Dra. Kate Cooper.
Juntos irão envolver-se numa intriga internacional, que os levará a percorrer meio mundo, dos cumes gelados do Tibete ao calor asfixiante da Indonésia, numa corrida contra o tempo, em que está em jogo a sobrevivência da raça humana.

O Guia dos Banhos de Floresta, de M. Amos Clifford
Durante milénios, o ser humano viveu na floresta, que lhe dava abrigo e sustento. A relação primitiva que temos com as árvores ficou para sempre gravada no nosso ADN. E por muito que a vida moderna nos tenha afastado dessas raízes ancestrais, o facto é que elas existem e fazem-nos falta – como comprovam dezenas de estudos científicos.
O Guia dos Banhos de Floresta, escrito por Amos Clifford, o mais conhecido especialista americano na matéria, propõe-nos um reencontro com essas raízes. A partir de uma antiga tradição japonesa – shinrin-yoku, o autor mostra-nos como redescobrir esse elo perdido.
O que se pede não são longas caminhadas nem esforço físico, mas antes um reencontro “espiritual” com o ambiente natural dos nossos antepassados – através de passeios ritualizados, meditativos, feitos de observação e silêncio, para melhor sentirmos a tranquilidade e a “respiração” da floresta.
Este livro contém o antídoto perfeito para uma vida urbana e desgastante: é no contacto com a natureza que reencontrará a sua essência.

O Homem Que Não Ligou, de Rosie Walsh
Imagine que conhece um homem e se apaixona loucamente. E é recíproco. São almas gémeas. E um dia ele desaparece sem deixar rasto.
É o que acontece a Sarah. O seu primeiro encontro com Eddie é acidental mas tão intenso que não voltam a separar-se durante sete dias. São dias mágicos em que partilham tudo e se dão a conhecer sem reservas. Sabem que o que sentem um pelo outro é profundo e verdadeiro. Até que ele parte numa viagem breve. Promete telefonar. Mas não telefona. Nunca mais.
Passam-se semanas, meses… e a preocupação de Sarah intensifica-se. Não acredita nos amigos, que tentam convencê-la a esquecê-lo. Afinal, dizem, ela não é a primeira pessoa (nem a última) a ser ignorada por um amante. O melhor, garantem, é seguir em frente e não pensar mais no assunto. Mas ela não é capaz. Pois sabe – e sabe, com toda a certeza – que algo de terrível aconteceu.
E um dia descobre que, afinal, tinha razão.

Inspector Max - Alerta no Megaconcerto, de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães
Esta é uma nova coleção das já conhecidas autoras da coleção Uma Aventura que segue de perto a conhecida série de televisão 'O Inspetor Max'.
Neste primeiro livro, o inspetor Max, o conhecido pastor-alemão que trabalha para a Judiciária, vai ser fundamental para resolver um importante caso de uma rede de malfeitores que quer colocar uma bomba num megaconcerto de uma ilustre cantora.
O objetivo é levar à falência Julian, organizador do megaconcerto, pois Zacarias, o malfeitor, tem uma empresa concorrente no mercado.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

«As Virtudes do Fracasso», de Charles Pépin

Editora: Gradiva
Data de publicação: 23-04-2018
N.º de páginas: 184
Charles Pépin (n. 1973) é professor, conferencista e filósofo francês, autor de livros de ficção e de não ficção, cuja obra está traduzida em cerca de trinta países. O seu mais recente ensaio, Les Vertus de l’échec (Allary Editions, 2016) tornou-se um sucesso de vendas e acatou variados elogios da imprensa especializada e dos leitores. A editora Gradiva disponibilizou recentemente nas livrarias este título, que foi traduzido para a nossa língua por Pedro Saraiva.
A premissa deste livro é lançar a discussão e reflexão sobre a importância das adversidades sob a óptica da filosofia, da pedagogia e da psicologia. Ao longo de dezasseis capítulos, o autor analisa as virtudes do fracasso, dando como exemplos o trajecto de vida de personalidades célebres que conheceram a adversidade antes de terem êxito, ou como o francês afirma na introdução: «é por terem fracassado que venceram.» Charles Darwin, Abraham Lincoln, Thomas Edison, Steve Jobs, Nelson Mandela e J.K.Rowling são alguns dos nomes apontados.
Uma das ideias de Charles Pépin que podemos extrair do livro é que a inteligência de uma pessoa é quantificada pela capacidade da própria analisar e corrigir os seus erros. Nesse sentido, e não menosprezando o chavão popular, é a errar que se aprende - e se eleva a nossa inteligência emocional.
Outra ideia bem batida em As Virtudes do Fracasso, é a de que a crise (seja ela monetária, existencial, etc.) deve ser encarada como uma provação, «uma janela que se abre», cabendo apenas a cada um de nós retirar dos obstáculos e adversidades alguma sabedoria.
Numa entrevista recente que o autor deu ao El País, ele refere que a «nossa sociedade está doente porque é incapaz de aceitar o erro.» Pépin aborda este tema num capítulo exclusivo deste trabalho ensaístico, onde além de criticar a forma inflexível como as empresas marginalizam os seus funcionários quando estes falham no exercício das suas funções, lança farpas incisivas ao sistema escolar europeu que não favorece a singularidade: «… a nossa escola se condena a falhar e a não desempenhar bem o seu papel por não ensinar as virtudes do fracasso.»; «O aluno aceitaria melhor as críticas, seria encorajado a desenvolver o seu talento e compreenderia que o facto de se enganar não é desonroso.» Nunca reforçar os pontos fracos de um aluno, mas sublinhar e enaltecer sempre os pontos fortes; esta é a reflexão que o pensador francês, autor de Os Filósofos no Divã (Europa América, 2010), deixa no ar.
As Virtudes do Fracasso é um ensaio filosófico acessível a todos, que convida-nos a perceber que o importante não é evitar as vicissitudes que a vida nos impõe, mas ficar ciente que através dessas dificuldades, poderemos nos tornar mais sapientes, maduros e resilientes.
Este é um livro inspirador mas também controverso.

Citações
«O fracasso está no centro das nossas vidas, das nossas angústias e dos nossos êxitos.» (p. 9)
«Há vitórias que só se podem alcançar perdendo batalhas» (p. 15)
«Pouco importa (…) o número de vezes que caímos, desde que nos voltemos a levantar, desde que nos levantemos mais sábios.» (p. 56)
«Recusar-se a reconhecer um fracasso é a maneira mais segura de não tirar dele proveito nenhum.» (p. 61)
«Se não tivéssemos falhas e decepções, não conheceríamos as satisfações mais profundas da existência.» (p. 141)

terça-feira, 12 de junho de 2018

4 novos romances que aí vêm

O Primeiro Homem, de Albert Camus (Ed. Livros do Brasil)
O manuscrito por terminar de O Primeiro Homem foi descoberto nos destroços do acidente de automóvel que vitimou Albert Camus, em 1960. Embora tenha permanecido inédito durante mais de trinta anos, tornou-se um bestseller imediato quando finalmente foi publicado em 1994.
O mais autobiográfico de todos os romances do escritor francês, Nobel da Literatura em 1957, oferece ao leitor um olhar singular sobre a vida do autor e sobre os temas poderosos transversais a toda a sua escrita: a consumação brilhante da vida e obra de um dos maiores romancistas do século xx.


A Biblioteca dos Livros Proibidos, de Tom Pugh (Ed. Alma dos Livros)
Janeiro de 1562. A Europa é o epicentro de uma verdadeira luta entre a luz e as trevas. Em Moscovo, Matthew Longstaff tenta cumprir a missão que lhe foi confiada: roubar um livro da biblioteca privada de Ivan, o Terrível. Longstaff trabalha para os Otiosi, um grupo clandestino de livres-pensadores determinado a manter acesa a chama do livre-pensamento que começa a expandir-se por toda a Europa. Também a trabalhar para os Otiosi encontra-se o médico e aventureiro Gaetan Durant, encarregado de obter um palimpsesto raro.
Numa Itália mergulhada na Contrarreforma os inquisidores do papa mostram-se determinados a destruir qualquer foco de conhecimento livre. O seu líder, Gregorio Spina, chefe censor e espião do papa, captura o líder dos Otiosi em Florença e tortura-o em busca de informações. Os segredos da Biblioteca do Diabo podem estar ao alcance de Spina, e os primeiros passos dados pela humanidade em direção ao Iluminismo correm o risco de serem apagados da História.


Os Crimes Inocentes, de Gabriel Magalhães (Ed. Planeta)
A estreia auspiciosa do reputado professor catedrático de Literatura, no género policial. Uma intriga subtil sobre os bastidores do poder político e os meandros da cultura que decorre nalguns dos mais emblemáticos e belos lugares de Lisboa. Personagens fortes, um protagonista atípico e um piscar de olho à história.
Um homem aparece assassinado no salão principal do Museu dos Coches de Lisboa, com uma lança atravessada no ventre.
Ao longo dos dias seguintes, morrem misteriosamente mais pessoas.
Um livro inteligente e divertido, que ajuda a perceber a sociedade portuguesa e as suas elites, a partir de uma sucessão de crimes que assentam na ganância, vaidade e desejo de poder.
Uma obra que percorre os lugares mais emblemáticos de Lisboa e oferece uma visão irónica dos bastidores da cultura e da política, com os seus jogos e guerras.

Do mesmo autor: Como Sobreviver a Portugal continuando a ser Português (Planeta, 2014)
Como a Sombra que Passa, de Antonio Muñoz Molina (Ed. Ponto de Fuga)
A 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado. Durante o tempo que permaneceu em fuga, o seu assassino, James Earl Ray, passou dez dias em Lisboa, a tentar obter um visto para Angola. Obcecado por esse homem fascinante, e graças à abertura recente dos arquivos do FBI sobre o caso, Antonio Muñoz Molina reconstrói o crime, a fuga e a captura de Ray, mas sobretudo os seus passos na capital portuguesa.
Lisboa é cenário e protagonista deste romance, enquanto destino de três viagens que se vão alternando na perspetiva do autor: a do fugitivo James Earl Ray em 1968, a do jovem Molina, que em 1987 partiu de Granada em busca de inspiração para O Inverno em Lisboa, livro que o consagraria, e a do escritor aclamado que tece a narrativa nos dias de hoje.
Original e apaixonante, Como a Sombra que Passa aborda, a partir da maturidade e num registo íntimo, temas relevantes na obra de Antonio Muñoz Molina: o passado como matéria de difícil recriação, o caráter fugaz do instante, a construção da identidade e o fortuito como motor do real, que neste livro ganham forma através de uma primeira pessoa inteiramente livre que desafia perceções e se resolve no próprio processo de escrita.
Obra finalista do The Man Booker Prize 2018.