Entre as novidades da Relógio D'Água, constam o romance vencedor do Booker Prize 2025. Carne - traduzido por Maria de Fátima Carmo a partir de Flesh - foi considerado um dos melhores livros do ano por publicações como o The New Yorker, The Guardian e The Times.
Texto sinóptico
István, ainda adolescente, vive com a mãe num tranquilo complexo de apartamentos na Hungria. Tímido e recém-chegado à cidade, é alheio aos rituais sociais praticados pelos colegas e rapidamente se vê isolado, sendo arrastado para uma sequência de acontecimentos que o deixam para sempre estranho aos outros, à vizinha que o seduz e depois à mãe e a si próprio. Assombrado pelo espectro de uma tragédia passada e pela apatia da modernidade, o confronto entre István e tudo aquilo que o envolve avança até que uma súbita nova tragédia volta a pôr em risco a vida que conhece.
Carne traça os contornos quase impercetíveis de um trauma não resolvido e das suas consequências, no contexto da precariedade e da violência de uma Europa cada vez mais globalizada; e fá-lo com uma lucidez incisiva, um pathos inabalável e uma humanidade surpreendente.
David Szalay, nasceu no Canadá, cresceu em Londres e vive actualmente em Viena. É autor de cinco obras de ficção, incluindo Tudo o Que Um Homem é (2018) e Turbulência (2019), ambos publicados em Portugal pela editora Elsinore.Uma nova edição de Norte e Sul foi lançada no início de Abril pela editora. Elogiado por Charles Dickens como uma «história admirável, cheia de personalidade e poder», este romance publicado em 1855, é uma das mais impressivas descrições literárias da Revolução Industrial no século XIX.Texto sinóptico
A ação de Norte e Sul decorre em meados do século xix, narrando o percurso da protagonista desde o ambiente tranquilo mas decadente de uma Inglaterra sulista até um norte vigoroso mas turbulento.
Neste romance, Elizabeth Gaskell fala-nos de um amor incomum, para mostrar o modo como a vida pessoal e a pública se entrelaçavam numa sociedade recentemente industrializada.
Esta é uma história de triunfos conquistados com enorme esforço, onde o pensamento racional é mais valorizado do que o preconceito e o lado humano se sobrepõe ao respeito cego pela atividade económica.
Os leitores do século xxi irão sentir-se absorvidos, à medida que a trama deste romance vitoriano os transporta até às origens de problemas e possibilidades que ainda hoje, cento e cinquenta anos mais tarde, subsistem: a complexidade das relações, públicas ou privadas, entre homens e mulheres de diferentes classes sociais.
Elizabeth Gaskell (1810-1865), publicou anonimamente o seu romance de estreia, Mary Barton, em 1848, elogiado por Charles Dickens, que chamou à autora a sua “querida Xerazade”, convidando-a a colaborar no seu jornal. Foi nessa época que Elizabeth conheceu Charlotte Brontë, quando passava férias nos arredores de Windermere. Tornaram-se amigas e Elizabeth Gaskell escreveu The Life of Charlotte Brontë (1857), que permanece uma das mais importantes biografias da literatura inglesa. A autora escreveu várias outras obras, como Cranford, A Maldição e Fantasmas Vitorianos.
sábado, 30 de maio de 2026
Romance vencedor do Booker Prize 2025 é publicado pela Relógio D'Água
publicado por Miguel Pestana
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