quinta-feira, 9 de julho de 2026

As mais recentes edições com o selo Parsifal

Competências de Comunicação na Relação Clínica, Matai-vos Uns aos Outros e Maximiliano, Imperador são as mais recentes publicações das Edições Parsifal.


Texto de apresentação

Como comunicar com o doente? 
Um livro fundamental para qualquer profissional de medicina. 
Prefácio de Júlio Machado Vaz.

Comunicar com crianças é diferente de o fazer com idosos. Transmitir más notícias a um doente não pode ser feito da mesma forma do que com um doente que nega evidência científica. Comunicar com um incapaz de falar não é igual a comunicar com um em fim de vida. E com um estrangeiro? E comunicar o erro médico? Como comunicar em Medicina? 

Excertos
«A prática de cuidados de saúde é um encontro entre vulnerabilidades. Reconhecer a humanidade do outro, respeitar o seu contexto, validar as suas emoções e garantir espaço e tempo para a sua narrativa são condições para uma intervenção eficaz. Profissionais que escutam, acolhem e comunicam com autenticidade aumentam a qualidade dos cuidados e reduzem o sofrimento evitável. (…) É através da comunicação que se constrói a relação, se compreendem as necessidades da pessoa e se tomam decisões que integram a evidência científica com a singularidade de cada um.»

«Na saúde, como em qualquer outra atividade com idêntico nível de complexidade, precisamos de mais profissionais e de menos missionários, de mais organização e de menos voluntarismos, de mais reflexão e de menos automatismos.»

Pedro Morgado é psiquiatra no Hospital de Braga, professor na Escola de Medicina da Universidade do Minho, investigador em Neurociências e Psiquiatria e foi um dos coordenadores da obra Casos Clínicos em Psiquiatria e Saúde Mental (Parsifal, 2020) e coordenador geral de Manual de Tratamento da Ansiedade (Lidel, 2022); Afonso Fernandes é médico interno de formação especializada em Psiquiatria e docente convidado na Escola de Medicina da Universidade do Minho.


Texto de apresentação
António Santiago, 36 anos, «agente da Polícia Judiciária por necessidade - e a conselho e pelas cunhas do padrinho, chefe da brigada de costumes», chega um dia a Vila Velha com uma missão muito definida: descobrir quem matou Manuel dos Santos, importante figura local, especulador de terras e comerciante de duvidosos escrúpulos.
A polícia é chamada por D. Carmo, agora viúva, que alega ter sido o marido envenenado. Principais suspeitos? O director do banco, o padre, o oficial da Guarda, o administrador do concelho, o médico pessoal, as sobrinhas, entre outros… Ou seja: todos os dez convivas que na noite anterior haviam jantado no Bulhão, residência do defunto e palacete por todos invejado.
Demorará o investigador uma semana a deslindar o caso. 

Obra proibida pelo regime fascista, Matai-vos Uns aos Outros envolve o leitor desde a primeira página e constitui um refinado fresco de um país onde hipocrisia, impunidade e repressão andam de mãos dadas. 

Livro reeditado no âmbito das comemorações dos 100 anos de nascimento de Jorge Reis, e em parceria com a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo.

Aquilino Ribeiro, que prefaciou a obra, datada de 1962, escreve que «Jorge Reis tanto brinca como zomba com esta fatalidade». João Gaspar Simões elogia «uma obra que se recomenda pela escrita e até pela efabulação».

Jorge Reis (1926-2005), pseudónimo de Atilano dos Reis Ambrósio, nasceu em Vila Franca de Xira. O seu envolvimento na luta contra a ditadura de Salazar e o Estado Novo conduziu-o ao exílio em Paris, onde conviveu com destacadas figuras da cultura e da literatura europeias, desenvolvendo uma intensa atividade intelectual e cultural. Este romance foi distinguido em 1963 pela Sociedade Portuguesa dos Escritores com o Prémio Camilo Castelo Branco. Proibida pela censura e retirada de circulação em Portugal, a obra continuou a ser lida clandestinamente e foi traduzida em vários países, tornando-se um dos títulos mais marcantes da resistência literária ao Estado Novo. Da sua autoria, a Parsifal publicou também Romain Rolland – Uma Consciência Livre (2022).


Texto de apresentação
Maximiliano nasceu em Viena, em 1832, filho do imperador Francisco Carlos e de Sofia da Baviera. Com vinte anos, conheceu em Lisboa Maria Amélia de Bragança, filha de D. Pedro IV e de Amélia de Leuchtenberg. Iniciaram uma relação que só terminará com a morte, abrupta, de Maria Amélia. Maximiliano desposará depois Carlota, filha de Leopoldo da Bélgica, mas não deixará de pensar na Princesa Flor.
Em abril de 1864, seduzido por um grupo de monárquicos e por Napoleão III, parte para o México, onde tem à sua espera o título de imperador. Na sua nova pátria, para surpresa dos que o haviam apoiado, adotou uma postura progressista, enfrentou a Igreja, fez leis a beneficiar os mais desprotegidos, instituiu a educação gratuita.
A sua governação foi criticada pelos monárquicos que o haviam empurrado para a tragédia e pelos republicanos, que o viam como invasor e que o mandaram fuzilar em 1867. O seu final dramático suscitou múltiplos debates, originou mitos bizarros, serviu de inspiração a artistas, músicos, pintores e escritores.
Os restos mortais de Maximiliano de Habsburgo repousam na Cripta Imperial da Igreja dos Capuchinhos, em Viena, local onde a sua memória é evocada por visitantes todos os anos.  

Carlos Tello Díaz (n. 1962) é um escritor, catedrático e investigador mexicano. Licenciado e mestre em Filosofia e Letras pela Oxford University e doutor em História pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, é um dos mais reconhecidos historiadores mexicanos. Além deste Maximiliano, emperador de México (2017), entre os seus livros destacam-se Elexilio: un relato de familia (2013), En la selva, 2 de julioy Los señores de la Costa (2014) e Les romans de Houellebecq et Volpi à la lumière du posthumanisme (2024).

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