sexta-feira, 17 de julho de 2026

«O Mistério da Casa Vermelha» é o título mais recente das Edições Corvo-Marinho

A Corvo-Marinho é uma editora independente de carácter generalista, que se destaca pela aposta em livros de qualidade e valor duradouro. Com uma seleção criteriosa de obras, procura chegar a leitores de todas as idades, conciliando a reedição de autores já consagrados e publicação de novos talentos.

The Red House Mistery
e The Daughter of Time são os títulos originais de duas publicações recentes das Edições Corvo-Marinho, ambos traduzidos para o nosso idioma por Ricardo Monteiro.


Texto sinóptico
Durante uma festa de verão na Casa Vermelha, propriedade do excêntrico Mark Ablett, no interior de Inglaterra, um tiro ressoa atrás de uma porta fechada. Quando a porta é arrombada, encontra-se um homem morto e Mark desapareceu sem deixar rasto. Antony Gillingham, de visita a um dos hóspedes, decide não aguardar pela polícia e lança-se à investigação por conta própria, acompanhado pelo seu jovem amigo Bill Beverley. Com o espírito arguto de um detetive amador e a elegância de um cavalheiro, Antony desvenda uma a uma as camadas de mentira que encobrem o crime: identidades falsas, segredos de família e um passado que se recusa a permanecer enterrado.

Excerto
«
Não era aquilo a que a maior parte das pessoas chama «snobe». Um snobe tem sido definido, descuidadamente, como um homem que tem demasiado respeito pelos seus superiores; e, com mais cuidado, como um amante mesquinho de coisas mesquinhas. Seria um pouco cruel para a aristocracia, se a primeira definição fosse verdadeira. Mark tinha, sem dúvida, as suas vaidades, mas preferia relacionar-se com um ator ou encenador do que com um conde; falaria da sua amizade com Dante (se tal fosse possível) com muito mais orgulho do que da sua amizade com um duque.» (p. 19)

Publicado em 1922, O Mistério da Casa Vermelha é o único romance policial de A. A. Milne e é frequentemente citado como um dos exemplares mais refinados da tradição do whodunit britânico, colocando a inteligência e o humor acima do sensacionalismo. 
Alan Alexander Milne (1882–1956) nasceu em Londres e estudou em Cambridge antes de se tornar um dos escritores mais versáteis da sua geração. Destacou-se como dramaturgo, cronista e ficcionista, tendo alcançado fama universal graças à criação de Winnie-the-Pooh, um dos personagens infantis mais amados de todos os tempos. 


Texto sinóptico
Imobilizado num hospital após um acidente, o inspetor Alan Grant encontra uma forma inesperada de ocupar o tempo: investigar o passado. Atraído por um retrato do rei Ricardo III, mergulha numa investigação improvável, mas fascinante — terá o monarca realmente assassinado os sobrinhos, os famosos Príncipes da Torre?
Com a ajuda de livros de história e de um jovem investigador, Grant desmonta preconceitos, desafia narrativas oficiais e revela como a verdade pode ser manipulada ao longo dos séculos. 

Excerto
«
Era o retrato de um homem vestido com o barrete de veludo e o gibão recortado que se usavam no final do século xv. Um homem com cerca de trinta e cinco ou trinta e seis anos, magro e de barba cortada. Usava um precioso colarinho adornado de joias e estava a colocar um anel no dedo mindinho da mão direita. Mas não estava a olhar para o anel. Olhava em direção ao vazio.» (p. 29)

Um romance policial único, em que o mistério não se revela de forma convencional, mas através dos arquivos da História. Considerado pela Crime Writer's Association como o melhor romance policial de todos os tempos, A Filha do Tempo (publicado em 1951) é um clássico imperdível. Uma meditação brilhante sobre verdade, justiça e o poder da narrativa.
Josephine Tey (1896–1952), pseudónimo de Elizabeth MacKintosh, foi uma das mais originais autoras britânicas de romances policiais do século XX. A Shilling for Candles (1936), The Franchise Affair (1948) e To Love and Be Wise (1950) são títulos de outros romances que publicou.

Sem comentários: