Este mês, serão publicadas várias obras de autores russos, traduzidas directamente do idioma original.
De Dostoiévski, serão lançados dois títulos: A Submissa, uma narrativa publicada pela primeira vez em 1876, que nos apresenta as recordações de um prestamista cuja mulher se suicidou; e Noites Brancas, um romance sentimental, publicado em 1848, antes da sua prisão.
A Sonata de Kreutzer, de Tolstói, é uma novela que constitui uma reflexão intensa sobre o amor, o casamento, a sexualidade e o ciúme.
Diabolíada é uma novela satírica publicada pela primeira vez em 1924. Acompanha Korotkov, um modesto funcionário público cuja vida mergulha no caos após uma série de acontecimentos absurdos e burocráticos. Da autoria de Mikhaíl Bulgákov.
O corpo da mulher está estendido sobre a mesa enquanto o monólogo decorre. O narrador tenta compreender o que se passou. Pouco a pouco, vão-se delineando as causas do que aconteceu. A submissa morreu porque o marido matou o seu amor. Ela era demasiado casta e pura para poder ser a esposa que o homem desejava. Na verdade, este tinha a psicologia de um ressentido contra a sociedade, o que levou a transformar o seu amor em tirania.
Numa luminosa noite de verão, quando São Petersburgo mergulha numa atmosfera quase onírica, um jovem solitário, sonhador incorrigível, vagueia pela cidade e vê a sua existência transformar-se ao conhecer Nástenka, que espera por um amor ausente junto ao rio Nevá.
Ao longo das noites seguintes, entre encontros, confidências e histórias de vida, os dois partilham uma ligação intensa e delicada, marcada pela esperança e pela ilusão. Mas como pode perdurar um coração habituado a viver de sonhos, quando confrontado com a realidade?A Sonata de Kreutzer, escrita em 1889, é, com A Morte de Ivan Iliitch, uma das mais importantes novelas de Tolstói. Nina Guerra e Filipe Guerra assinam esta tradução, da Relógio D'Água Editores.
O sensível e pacato funcionário Korotkov é sumariamente despedido do seu emprego na Direcção dos Armazéns Centrais de Fósforos e Afins por um erro insignificante, e tenta encontrar o seu novo superior, Kalsoner, responsável pela sua demissão. A sua busca através do labirinto da burocracia soviética assume progressivamente as dimensões surreais de um pesadelo. Entre corredores intermináveis, portas que não conduzem a lugar nenhum e rostos que se multiplicam, este homem procura aquilo que o define, enquanto tudo à sua volta se torna opaco, instável, incompreensível.
Juntamente com o conto Ovos Fatídicos incluído neste volume, e que também explora o absurdo e o bizarro, este conto satírico oferece um vislumbre fascinante do desenvolvimento artístico do autor de o Mestre e Margarita.




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