sábado, 18 de julho de 2026

Maggie O’Farrell regressa com um magnífico romance histórico

Entre as novidades editoriais da Relógio D'Água, destaca-se Terra, o mais recente romance de Maggie O’Farrell, com tradução de Tânia Ganho, que chega às livrarias no próximo dia 27. Depois do estrondoso sucesso de Hamnet, a autora regressa com uma envolvente narrativa histórica ambientada na Irlanda antes e após a Grande Fome.
Entretanto, voltou também às livrarias 
Middlemarch, de George Eliot, romance considerado recentemente pelo jornal The Guardian como o melhor romance de todos os tempos. Trata-se de um dos grandes clássicos da literatura inglesa, com tradução de José Miguel Silva e Miguel Serras Pereira.
Uma nova republicação de O Homem que Confundiu a Mulher com um Chapéu
do renomado neurologista Oliver Sacks, também está disponível. É um clássico da literatura médica e psicológica.

Numa península varrida pelos ventos do Atlântico, Tomás e o seu relutante filho, Liam, trabalham num grande projeto, destinado a cartografar a Irlanda.
Os soldados britânicos responsáveis pelo projeto deverão chegar a qualquer momento, esperando encontrar o trabalho concluído. Mas um estranho encontro num pequeno bosque altera inesperadamente o rumo dos acontecimentos.
Terra é um romance sobre separação e reencontro, tragédia e recuperação, colonização e resistência. É uma história de tesouros escondidos, vidas que se cruzam ao longo do tempo e sobre a forma como, quando falamos da terra e da história, nada desaparece verdadeiramente. 
Maggie O’Farrell é autora, entre outros, de O Retrato de Casamento.


Middlemarch
(1871-72) é o mais importante romance saído do período vitoriano. Nele, George Eliot aborda todos os temas fulcrais da vida moderna: arte, religião, ciência, política, comportamentos, sociedade e relações humanas.

Entre as suas personagens estão algumas das mais notáveis da literatura inglesa: Dorothea Brooke (a heroína), Rosamond Vincy (bela e egoísta), Edward Casaubon (o estudioso), Tertius Lydgate (um médico brilhante de duvidosa moralidade), Will Ladislaw (o artista) e Fred Vincy e Mary Garth (namorados de infância). 


Quarenta anos após a ligação que os uniu na juventude, Lotte Kestner, a heroína real que inspirou a célebre obra de Goethe, A Paixão do Jovem Werther, parte em peregrinação para Weimar com o objetivo de rever Goethe. À chegada, para sua surpresa, é recebida como uma celebridade e integrada no círculo social do escritor.

Fascinado pelo conceito de génio e pela riqueza da cultura alemã, Thomas Mann encontrou em Goethe a personificação do grande herói cultural da Alemanha. Lotte em Weimar é um notável retrato duplo: um estudo complexo de Goethe e de Lotte, a mulher ainda cheia de vitalidade que, na juventude, lhe serviu de modelo.
Enquanto aguarda o reencontro com Goethe, quarenta anos depois da última convivência de ambos, Lotte revisita o passado e conversa com aqueles que conheceram de perto o grande escritor. Através dessas reflexões e testemunhos, Thomas Mann oferece uma perspetiva multifacetada sobre a personalidade e o génio de Goethe.


Este livro reúne, pela primeira vez num único volume, a escrita em prosa de Sylvia Plath, uma das vozes mais intensas e intransigentes da literatura do século XX. São textos que revelam uma observadora implacável do quotidiano, permitindo ao leitor entrar na mente da autora e nas fissuras que a atravessam.

Nestas páginas (de Prosa Reunida) reconhecem-se os temas que fariam de Plath uma autora incontornável, desde Sa identidade ao corpo, passando pelo desejo de controlo e a fragilidade da consciência. Lê-las é entrar na vida de uma autora que escreve como quem testa os limites da linguagem e, por vezes, da própria vida. 


Em O Homem que Confundiu a Mulher com um Chapéu, Oliver Sacks, "um dos grandes escritores clínicos do século XX" (The New York Times), relata os casos de pacientes perdidos no mundo bizarro das perturbações neurológicas.
Trata-se de histórias de pessoas afectadas por alterações percetivas e intelectuais, que perderam a memória e, com ela, parte do passado, deixando de conseguir reconhecer pessoas e objetos comuns. Que sofrem de tiques violentos, fazem gestos involuntários ou gritam obscenidades sem controlo. De pessoas cujos membros se tornaram estranhos ao próprio corpo. E de outras que, consideradas incapazes, revelam talentos artísticos ou matemáticos quase sobrenaturais.
Por mais inconcebivelmente estranhas que sejam, são histórias que sobrevivem graças à escrita magnífica e profundamente compassiva de Oliver Sacks. São retratos de vidas que lutam contra adversidades inimagináveis e que nos fazem entrar no universo dos neurologicamente afetados, permitindo-nos imaginar como seria viver e sentir como eles

 
Existirá algum modo de conferir sentido aos tempos que vivemos, repletos de guerra e destruição? Na sua análise, Hannah Arendt refere que a glorificação da violência não se restringe a uma pequena minoria de militantes e extremistas. A sensação de repulsa pública pela violência que se sentia após a Segunda Guerra Mundial dissipou-se, assim como as filosofias de não-violência dos primeiros movimentos de direitos civis. Como sucedeu esta mudança? Aonde nos irá levar?

Para responder a estas perguntas, Hannah Arendt põe diversas teorias sobre violência numa perspetiva histórica, reexaminando a relação entre guerra, política, violência e poder. Questiona a natureza do comportamento violento, aponta as causas da sua manifestação e argumenta contra a máxima de Mao Tsé-Tung — «O poder está no cano de uma arma», considerando que «o poder e a violência são contrários; quando um deles governa absolutamente, o outro está ausente». 
Sobre a Violência teve tradução de Miguel Serras Pereira.

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