sábado, 19 de setembro de 2026

Idioteque lança «O Naipe em Falta», o novo livro de Vítor Leal Barros


O segundo romance de Vítor Leal Barros, será publicado a 22 de Setembro pela Idioteque e encontra-se já em pré-venda nas livrarias online. O lançamento de 
O Naipe em Falta realiza-se a 26 de Setembro, às 18h00, na FNAC NorteShopping, no Porto, seguindo-se apresentações em outras seis cidades, entre 26 de Setembro e 7 de Novembro.

O romance completa o percurso iniciado em Hotel la Solitude, publicado em 2025. Embora autónomos, os dois livros estão intimamente ligados e formam, em conjunto, um díptico. 

Em O Naipe em Falta, o autor, nascido em 1980 no Porto e arquitecto de profissão, regressa ao seu primeiro romance para o rever e reconfigurar a partir de dentro. A estrutura dos quatro naipes completa-se quando o autor-narrador deixa de ser apenas observador e se afirma como o quarto elemento, tornando permeável a fronteira entre autor e personagens.

Nesta sequela, é aprofundado um universo literário onde a criação sobrevive ao livro e continua a interrogar quem escreve sobre aquilo que é.

Texto sinóptico
Este é o segundo romance do autor. 
No primeiro, intitulado Hotel La Solitude, a obra organizava-se em três naipes. Ouros, Paus e Espadas. Irene, Luís e Vasco. O medo, a razão, o ímpeto. Nenhum inteiro, todos necessários. 
Faltava um naipe. Copas. O que observa, contém e julga controlar. 
O Naipe em Falta é esse quarto elemento. O autor entra em cena, deixa de fingir distância e aceita tornar-se matéria daquilo que escreve. 
Três dias num hotel do interior, o mesmo quarto, uma câmara fotográfica, as personagens que insistem, o pensamento que não pára. O que emerge é confronto com o vivido e com a escrita. Fragmentário, contraditório, por vezes irónico ou absurdo. 
O Naipe em Falta pode ler-se sem o anterior romance, Hotel La Solitude. Mas quem conhece os três narradores do primeiro livro vai encontrá-los aqui de outra forma. Não como ficção, mas partes de quem os criou.

Excerto

«As mãos. As mãos servem para criar, agarrar, moldar, dar forma ao que transborda de dentro
. Já não contenho o impulso que me lança para o futuro e as possibilidades de sonho que nele fervem. Se é necessidade ou desejo, não sei. Se me expande ou me contrai, também não. Se é vaidade ou afirmação do ego, igualmente me escapa. Vem de um lugar puro, de inocência, que me arrepia a pele só de o entrever. Inocência...»

Lê outras citações do livro aqui e aqui.
Para mais informações sobre o autor, visita o seu site, aqui.

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