Os contos que integram O Caderno Perdido - a publicar a 24 deste mês - assinalam o regresso do escritor, jornalista, crítico e tradutor literário José Mário Silva à ficção e confirmam, sobretudo, um extraordinário e singular talento literário. Este livro de contos formam uma constelação heterogénea, mas menos desordenada do que pode parecer à primeira vista. Cabe ao leitor percorrê-la e reconfigurá-la à luz da sua própria leitura. 'A piscina insuflável', 'Como desenhar um quadrado' e 'O caderno de Anna Magdalena Ordóñez' são títulos de alguns contos.
José Mário Silva, licenciado em Biologia, é autor dos livros de poesia Nuvens & Labirintos (2001), Luz Indecisa (2009) e Escorço (2020), e do livro de contos Efeito Borboleta e Outras Histórias (2008). É co-autor de Contos Capitais, editado pela Parsifal em 2013. Foi dinamizador do Bibliotecário de Babel, um blogue literário de referência.
Sinopse
Revelações, impasses, acasos, encontros, ecos, simetrias, perdas, fugas, descobertas: as personagens deste livro estão à mercê dos caprichos da literatura e da imaginação expansiva de José Mário Silva.
A única constante é a surpresa. Nenhum conto se assemelha ao anterior, nem ao seguinte. O realismo alterna com a audácia experimental, as miniaturas com textos mais longos, a melancolia com o humor.
Não há fronteiras definidas entre géneros. Tudo é permitido, tudo se mistura. Histórias de afecto e desafecto, narrativas fragmentadas, zombies e ficção científica, cenas de uma ruralidade próxima ou viagens a cidades distantes. Tão depressa é recuperada a observação clínica das vidas banais como se reinventa a geometria das paixões – se um triângulo amoroso é complexo, imagine-se um hexágono...
Excerto
«Mal entrou ao serviço, às nove em ponto, Sofia estranhou o silêncio no escritório. Ligou o computador, consultou os e-mails (nada de urgente), actualizou o Facebook com um vídeo de uma ventania que levou um cavalo pelos ares, ligou à mãe a perguntar se tomara os comprimidos, foi à casa de banho e ao café. Quando voltou, a estagiária veio dizer-lhe, baixinho, como se fosse um segredo: "O dr. Abel quer falar contigo." No elevador para o terceiro andar, sentiu o primeiro formigueiro na ponta dos dedos.»
Depois de Lisboa Maldita, Lisboa Judaica, Lisboa Árabe, Lisboa Africana, Lisboa Nazi, Lisboa Maçónica e Lisboa Fadista, o autor Sérgio Luís de Carvalho, mestre em História Medieval, apresenta-nos Lisboa do Estado Novo, o novo título da popular colecção sobre a capital portuguesa que tem vindo a conquistar leitores.
Sinopse
O autor dá conta de que, em paralelo ao crescimento e consolidação do regime ditatorial que caracterizou o Estado Novo, duas figuras conferiram uma dinâmica incomum à cidade.
Por um lado, Duarte Pacheco, autarca, ministro e homem de ação, tentou renovar a cidade com equipamentos que lhe faltavam há muito: hospitais e portos, faculdades e espaços verdes, bairros sociais e estádios...
Por outro lado, António Ferro, através da Política do Espírito, idealizou para a capital um plano de realizações culturais – exposições e museus, certames e marchas, festas e filmes... Sempre sob o olhar atento de Salazar...
Maximiliano, Imperador, de Carlos Tello Díaz, é outra obra recente publicada pela editora.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
As publicações de Setembro e Outubro das Edições Parsifal
publicado por Miguel Pestana
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