J. Teixeira de Aguilar trabalhou na tradução portuguesa de A Península das Casas Vazias, obra narrada em tom de realismo mágico, fruto de quinze anos de trabalho e de uma exaustiva viagem de documentação e memória pela geografia espanhola. Para a sua criação, recebeu as bolsas Leonardo e Montserrat Roig.
Ainda hoje, dois anos depois de ter sido publicado, não há em Espanha quem não fale deste romance, já considerado um dos mais importantes sobre a Guerra Civil espanhola, com mais de 300 mil exemplares vendidos, prémios atrás de prémios, assim se tornando num dos maiores acontecimentos literários dos últimos tempos.
David Úcles (n. 1990), a nova estrela das letras espanholas é licenciado e mestre em Tradução e Interpretação, escritor, músico e desenhador. Publicou os romances La ciudad de las luces muertas (2026), La Península de las Casas Vacías (2024), Emilio y Octubre (2020) e El llanto del león (2019).A Península das Casas Vazias (obra com 688 páginas; ebook disponível aqui), que chegou às livrarias a 24 de Março, recebeu os seguintes prémios:
Prémio Cálamo Melhor Livro do Ano 2024
Prémio Dulce Chacón 2025
Prémio Andaluzia da Crítica 2025
Prémio Kelvin 505 para o melhor romance original em castelhano 2025
Prémio Espartaco para o melhor romance histórico 2025
Prémio Literário Arcebispo Juan de San Clemente 2025
Prémio Festival 42 para melhor romance em castelhano 2025
Prémio Un Año de Libros 2025 El Corte Inglés Melhor Livro de FicçãoSinopse
Estamos em presença da história da decomposição total de uma família, da desumanização de um povo, da desintegração de um território e de uma península de casas vazias.
A história de um soldado que retalha a pele para deixar sair a cinza acumulada, de um poeta que cose a sombra de uma menina a seguir a um bombardeamento e de um professor que ensina os seus alunos e fazerem-se de mortos; de um general que dorme junto da mão cortada de uma santa, de um menino cego que recupera a vista durante um apagão e de uma camponesa que pinta de preto todas as árvores do seu quintal; de um fotógrafo estrangeiro que pisa uma mina perto de Brunete e não levanta o pé durante quarenta anos, de um habitante de Guernica que conduz até ao centro de Paris uma furgoneta com os restos fumegantes de um ataque aéreo e de um cão ferido cujo sangue tingirá a última faixa de uma bandeira abandonada em Badajoz.
Estamos, pois, em presença da história total da Guerra Civil espanhola e de uma Ibéria agonizante onde o fantástico escora a crueza do real; onde os anónimos membros de um extenso clã de olivicultores de Jándula cruzam os seus destinos com os de Alberti, Lorca e Unamuno; Rodoreda, Zambrano e Kent; Hemingway, Orwell e Bernanos; Picasso e Mallo; Azaña e Foxá; onde o épico e o costumbrista se entrelaçam para tecer uma portentosa tapeçaria, poética e grotesca, bela e delirante.
Elogios
«Uma família do Sul afunda-se na Guerra Civil espanhola como na maldição de um naufrágio. David Uclés relata a história desta estirpe – espelho de um país inteiro – com perfeito pulso narrativo e exuberância, com insólito engenho, com humor e dor, com o dom da fantasia alada e a imagem nítida.» Irene Vallejo
«É um livro único e extraordinário. Comoveu-me e fez-me entender e sofrer pela Guerra Civil de Espanha. Personagens inesquecíveis e uma prosa mágica que desafia os limites da realidade.» Gioconda Belli
«Que a imaginação é porventura a ferramenta mais reveladora, sólida e bela de investigação da realidade é algo que David Uclés demonstra em cada página deste livro, capaz de encontrar beleza nas paisagens desoladas de um dos episódios mais importantes da história recente da Europa, que talvez tenha sido contada antes, mas nunca assim.» Fernando León de Aranda
«Nenhum romance contemporâneo me comoveu tanto como A Península das Casas Vazias. Estou assombrado e agradecido.» Pablo Martín Sánchez

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