quinta-feira, 11 de junho de 2026

Os livros publicados pela Idioteque no primeiro semestre de 2026

Em 2026, a editora Idioteque prossegue a sua aposta em obras que desafiam perspectivas e convidam à reflexão. Entre diferentes géneros e temáticas, os quatro livros publicados até ao momento revelam um catálogo marcado pela diversidade de vozes, pela inquietação intelectual e pela exploração das múltiplas dimensões da experiência humana. 
Apresento, de seguida, os títulos que assinalam o percurso editorial da editora neste primeiro semestre.


Borbolet(r)as e suas
Metá(foras)morfoses

O livro procura explorar a metamorfose do existencialismo pelas asas da imaginação. Nele figuram várias personagens ou “eus” poéticos, surgindo em diálogos, monólogos e interpelações dirigidas a um colectivo imaginado.

Em diferentes camadas temáticas convivem elementos naturais – carvalhos (Quercus), insectos, animais, rios, etc. – que compõem o cenário simbólico onde a principal vocalização se dirige à Borbolet(r)a.
Trata-se de uma voz poética situada no limiar: entre a dor e o esplendor, entre a queda e o voar, entre a pergunta e a epifania, resultando em 71 textos poéticos profundamente espirituais, meditativos ou simbólicos, com imagens que remetem para a natureza, o inconsciente ou o sagrado.

Lê um excerto do livro aqui.


Rui Lopes é médico psiquiatra e poeta. Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (2007), concluiu o Ano Comum no Hospital de São Marcos, em Braga (2008), e especializou-se em Psiquiatria e Saúde Mental no Centro Hospitalar Universitário São João, Porto (2014). É autor de Cintilar (2024), O Cântico do Cisne na Alvorada (2020) e Flor (2019).


Mãos que oferecem rosas
Este livro resulta de conversas profundas e momentos de prática intensa que o autor teve com o seu mestre indiano, que lhe lançou um desafio: escrever um livro de histórias e de narrativas espirituais que ele próprio tinha recolhido ao longo da vida.
O objetivo é o de tocar o coração de outras pessoas, procurando transformar o modo como encaram a vida, através de histórias de diferentes tradições e épocas, oriundas de diversos cantos do mundo.
Algumas nasceram no seio do budismo, outras têm raízes cristãs, hindus ou sufis. Há também contos do Oriente antigo, narrativas passadas de geração em geração e parábolas que sobreviveram ao teste do tempo, pois a sua sabedoria continua tão válida hoje como no momento em que foram contadas pela primeira vez.

André Amorim é médico, professor de Yoga e orientador de programas e retiros de desenvolvimento espiritual. Após concluir a formação em Medicina, reencontrou o mestre espiritual que conhecera aos 12 anos, iniciando um percurso de transformação interior que o levou a receber o nome espiritual Kamalakanta e o seu mantra pessoal. Desde então, tem integrado os ensinamentos espirituais na sua visão da saúde, conciliando o conhecimento médico com uma abordagem centrada no desenvolvimento humano e na busca de sentido. Escreveu O Poder Transformador do Jejum (2020) e Comer para evoluir (2024).


A Travessia do Medo
Este livro retrata a travessia de um cancro na mama, narrada na 1ª pessoa. 
Para além da descrição dos vários momentos ocorridos durante a doença – desde a descoberta da mesma até aos sentimentos e tratamentos associados, passando ainda pela descrição da espiritualidade envolvida na cura e da interação da paciente com as suas pessoas mais significativas –, este livro discrimina também várias estratégias, conteúdos e apoios que foram o suporte para esta travessia (os teóricos e também os ligados às instituições de auxílio ao doente), que poderão servir como referência para os seus múltiplos leitores. 
Mais do que um suporte científico ou teórico, esta obra pretende ser um relato pessoal, espiritual e profundo do que foi passar por um cancro, aprendendo a conviver com a doença e com uma nova forma de encarar a vida.

Eduarda Maia é licenciada em Engenharia e Gestão Industrial, instrutora de Zumba, coach certificada pela I Have The Power e facilitadora de processos de transformação pessoal em grupo, com foco na expressão corporal e na vivência de experiências de autodescoberta. Conta com quase duas décadas de experiência na área da logística da MC Sonae, onde aprendeu a conciliar a disciplina do quotidiano com a busca de equilíbrio emocional e mental. Há mais de uma década integra o GASPORTO e, mais recentemente, o Movimento Transformers



Menina-Mulher

Esta é a história singela da infância e adolescência de uma menina. 
Narrada na 1ª pessoa, retrata o crescimento e as transformações do corpo, a relação com a escola, as brincadeiras, a afetividade com os pais, irmãos e amigos, os namoros e até a criação de um diário. Narra também alguns abusos e desaires sofridos nessa fase precoce da vida, esses que a autora acabou por superar, ultrapassando circunstâncias negativas e vencendo os seus medos, sem nunca perder a vontade de singrar na vida. 
É, por isso, uma narrativa muito inspiradora no que toca à capacidade de resiliência e de superação.

Lê um excerto do livro aqui.

Celeste Araújo é formadora no ramo imobiliário, foi diretora desportiva de um Clube Nacional e Treinadora de Ténis de Mesa. No ténis de mesa tornou-se, aliás, numa referência nacional e internacional, contando com vários feitos – entre os quais ser árbitra de Ténis de Mesa nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024 (A 1ª e única mulher a conseguir esse feito em Portugal). Atingiu o auge na sua carreira – ainda não terminada – ao arbitrar a Final Masculina da Fase Final do Campeonato do Mundo de Ténis de Mesa, no Qatar, em 2025.

Outros livros publicados pela editora em 2025: 
Hotel La Solitude, de Vítor Leal Barros; Medicina fora da caixa, de João Pedro Amorim; O Líder infinito, de Cláudio Martins; Esgar de frio aberto para o amanhã, de Salvador Coutinho.

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