segunda-feira, 15 de junho de 2026

Livros de Isabela Figueiredo e de Fernando Aramburu ganham nova vida em novela gráfica

Novela gráfica Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo e ilustrações de Júlia Barata (arquitecta e autora de banda desenhada), volta a trazer para o centro do debate temas como colonialismo, o racismo e a memória histórica. Chegou às livrarias a 9 de Junho. 

Sinopse
Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, Caderno de Memórias Coloniais regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização.
Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.


Há poucos dias foi também editado outro magnífico romance gráfico, de Toni Fejzula, baseado na obra original homónima de Fernando Aramburu, publicado em 2018 pela Dom Quixote. Trata-se de uma impressionante adaptação, com um estilo narrativo visual e artístico sem comparação, de um dos mais importantes romances do panorama literário actual. Pátria tem o selo das Edições ASA.

Sinopse
No dia em que a ETA anuncia o abandono das armas, Bittori dirige-se ao cemitério para contar junto do túmulo do seu marido, o Txato, assassinado pelos terroristas, que decidiu voltar para a casa onde viveram.
Poderá conviver com aqueles que a perseguiram antes e depois do atentado que transformou toda a sua vida e a da sua família? Poderá saber quem foi o encapuzado que num dia chuvoso matou o seu marido, quando voltava da sua empresa de transportes? Por mais que chegue às escondidas, a presença de Bittori irá alterar a falsa tranquilidade da terra, sobretudo da sua vizinha Miren, amiga íntima noutros tempos, e mãe de Joxe Mari, um terrorista preso e suspeito dos piores receios de Bittori.
O que aconteceu entre essas duas mulheres? O que é que envenenou a vida dos seus filhos e dos seus maridos tão unidos no passado? Com as suas angústias disfarçadas e as suas convicções inquebrantáveis, com as suas feridas e as suas valentias, a história incandescente das suas vidas antes e depois do estouro que foi a morte do Txato, fala-nos da impossibilidade de esquecer e da necessidade de perdão numa comunidade desfeita pelo fanatismo político.

Outra novela gráfica editada recentemente: 
Dostoiévski: O Sol Negro

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