André Aciman (n. 1951) é professor de Literatura Comparada no Graduate Center of the City University of New York. Considerado uma das vozes mais estimulantes da ficção contemporânea, André Aciman, que vive actualmente em Manhattan, distingue-se pela sua capacidade de descrever e captar todas as matizes das emoções humanas. É autor, entre outros, dos livros Oito Noites Brancas, Chama-me Pelo Teu Nome e Encontra-me.
Quarto com Vista para o Mar, o seu novo livro, a publicar no próximo dia 23, é composto por três novelas hipnóticas sobre amor obsessivo, desencontros e arrependimentos duradouros.
Sinopse
Sob o calor abrasador de Nova Iorque, cem pessoas aguardam a seleção para um júri. Paul lê um jornal. Catherine lê um romance. Assim começa um flirt relâmpago; entre capuchino e visitas a galerias de arte, Paul e Catherine entregam-se à ilusão de uma escapadinha italiana. Os seus sentimentos rapidamente evoluem para algo mais profundo que, enquanto adultos maduros com as suas próprias vidas, têm de manter em segredo.
À medida que a semana quente de verão chega ao fim, o desfecho do encontro torna-se evidente, e Paul e Catherine são obrigados a decidir se agem de acordo com os seus sentimentos ou se deixam a fantasia do que poderia ter sido para os registos do passado.
Este livro inclui mais duas histórias. «O cavalheiro do Peru» narra o encontro transformador de um grupo de amigos com um hóspede solitário e enigmático num hotel da Costa Amalfitana. Profundamente atmosférico e sensual, «O cavalheiro do Peru» tece uma reflexão pungente numa história de arrependimento, destino e amor épico. Alternando entre o incisivo e o mordaz, «Mariana» é, ao mesmo tempo, um retrato psicológico preciso e uma história envolvente sobre a descida de uma amante desprezada ao desespero e à fúria.
Excerto
«A filha tinha sido assaltada em plena luz do dia, na Columbus Avenue, enquanto passeava com o filho de quatro anos. Telefonara de imediato para o 911 e, quando a polícia chegou, pediu-lhe que descrevesse o agressor. Ficara tão nervosa e assustada com o que podia acontecer ao filho que não se concentrara no assaltante e foi incapaz de o descrever à polícia. Os agentes pediram-lhe que fosse à esquadra apresentar queixa. "Mas por essa altura o assaltante já terá desaparecido", protestara ela. "Minha senhora", disse um dos dois agentes com um sorriso atrevido e sabichão, obviamente satisfeito com aquilo que se preparava para lhe dizer, "o seu assaltante desapareceu há muito, muito tempo." Aquele o seu assaltante ficou-lhe atravessado na garganta. À semelhança da mãe dele, recusou-se a apresentar queixa. Estava mais furiosa com os polícias do que com o ladrão.»
Ruth Ware (n. 1977) nasceu em Inglaterra. A sua obra de estreia, Numa floresta muito escura,
conquistou os leitores e a crítica internacional e a autora
converteu-se num nome de referência do romance policial moderno. Os seus livros estão traduzidos em mais de 40 idiomas, com mais de 6 milhões de exemplares vendidos. Pelo Clube do Autor estão editados também A Suspeita, Um por um, A Mulher do Camarote 10 e Um casal perfeito.
A Mulher da Suíte 11, o seu novo tríler psicológico, é a sequela de A Mulher do Camarote 10. Nesta emocionante continuação da história, Lo Blacklock regressa para a inauguração de um hotel de luxo, apenas para se ver envolvida numa corrida frenética pela Europa. Chega às livrarias a 7 de Julho.
Sinopse
Quando a estadia num hotel de luxo se transforma num jogo mortal. Lo Blacklock está desesperada por relançar a sua carreira de jornalista. A oportunidade perfeita surge quando é convidada para cobrir a inauguração de um luxuoso hotel na Suíça.
O refúgio exclusivo nas margens do lago Genebra tem uma vista deslumbrante, e o seu proprietário, Marcus Leidmann, é tão evasivo quanto poderoso. Lo planeia entrevistá-lo, mas rapidamente percebe que não será fácil. Até que, a meio da noite, recebe um telefonema a convidá-la para o seu quarto.
Apesar das dúvidas, Lo decide ir ao encontro de Marcus. Mas é recebida por uma mulher aterrorizada, que lhe pede ajuda para fugir do hotel e das garras do amante, o bilionário Marcus.
Quando Lo aceita, tudo se precipita. a tensão é constante: escuta passos atrás de si, vê rostos familiares onde não deviam estar e apercebe-se de coincidências demasiado perfeitas. Estarão realmente a ser perseguidas ou ela está a ser manipulada? Como ajudar alguém em quem não se confia… e sobreviver à dúvida?
Excerto
«Sustive a respiração ao entrar no quarto. Parecia que tinha rebentado uma bomba. Gavetas viradas ao contrário, o edredão e as almofadas espalhados no chão, uma mesinha de cabeceira de pernas para o ar em cima da cama e cadeiras dispersas como se alguém tivesse andado a jogar bowling com elas, derrubando-as como pinos. Havia roupas por todo o lado — na alcatifa, em cima da mesa de cabeceira, penduradas na persiana. A confusão era tal, que eu nem descortinava o tapete. No meio daquilo tudo, estava a Delilah, a minha velha gata malhada, a fazer tranquilamente a sua higiene em cima de uma pilha desordenada do que, horas antes, tinha sido roupa lavada e dobrada.»
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