segunda-feira, 20 de abril de 2026

«Riso, humor e... matemática» entre as novidades da Fundação


Riso, humor e... matemática
, de 
Cláudia Custódio

Este livro propõe uma leitura do humor como um superpoder, uma estratégia de sobrevivência ou, tão-só, uma forma diferente de pensar, com origens, expressões e funções ligadas à filosofia, à neurologia e até à economia. Percorre reflexões, teorias e exemplos, dos clássicos da literatura ao stand-up contemporâneo, de economistas do século XIX a ratos de laboratório. Sabia que há piadas irresistíveis? Descubra, por exemplo, o que Diógenes e Herman José têm em comum.

Excertos
«O riso é um fenómeno surpreendentemente complexo. Embora seja mais conhecido como uma reacção espontânea a algo engraçado ou cómico, também tem funções sociais e fisiológicas importantes. Quando rimos, activamos uma série de músculos faciais e respiratórios, o que pode gerar sons cadenciados e ruidosos, reconhecidos por todos. Simultaneamente, o corpo aumenta a produção de endorfinas e de serotonina, o que promove uma sensação de bem-estar, e reduz a produção de cortisol, a hormona que está normalmente associada a estados de tensão e ansiedade. O riso também estimula a produção de dopamina, que está ligada aos mecanismos de prazer e recompensa. Como se tudo isto não fosse já suficiente, o riso activa ainda o sistema nervoso parassimpático, que é responsável pelo estado de relaxamento do corpo.»

«A ideia de resolver uma expressão matemática ou uma equação para determinar um resultado ou dar um valor a uma incógnita é central na matemática. E também no humor. Algumas das situações humorísticas ou piadas são formuladas sob a forma de pergunta-resposta.»



Em Torno de Abril - 25 anos que mudaram Portugal (1961-1986)
, de 
José Miguel Sardica

Este livro oferece um olhar histórico sintético sobre Portugal nos 25 anos que decorreram entre o início das guerras de África, em 1961, e a entrada na CEE, em 1986, a partir de diferentes focos: a política, a sociedade, a economia, a cultura, os media, as mentalidades ou a posição no mundo. A complexidade da revolução de abril justifica esta contextualização, importante para compreender os 50 anos de existência democrática e a situação atual do país.

Excerto
«Desde 1974, as liberdades, a democracia, o progresso e o futuro a que a determinação de Salgueiro Maia e dos outros capitães de Abril abriu portas fizeram o seu curso, tiveram os seus altos e baixos, os seus avanços e retrocessos, constituindo os ingredientes de base de um processo de cinco décadas de transformação do país que nunca poderá considerar‑se finalizado. E será sempre da (re)descoberta do que se tornou consensual na política, na sociedade, na economia e nas mentalidades e valores democráticos que Portugal poderá determinar o rumo para construir o futuro a partir de uma tão rica história do seu passado recente.»

Outra publicação recente da editora: 
Aquilo que Vi no Escuro - Histórias sobre psicose.

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