domingo, 1 de fevereiro de 2026

Editora Documenta publica «O Sobrinho de Wittgenstein», de Thomas Bernhard

Depois de Derrubar Árvores, Antigos Mestres e Extinção, a Documenta publica um título, há muitos anos esgotado, de Thomas Bernhard (1931–1989), escritor austríaco, conhecido sobretudo por seus romances, peças de teatro e textos autobiográficos. 
O Sobrinho de Wittgenstein - Uma Amizade
, publicado originalmente em 1982 (
Wittgensteins neffe), já na última década da sua vida, é uma das obras em que o escritor se apresenta na sua vertente mais sensível, mais humana e mais emotivamente sincera.
Referir que esta obra chegou aos leitores portugueses, pela primeira vez, em 2000. Do autor, a Documenta prevê publicar brevemente O Fazedor de Teatro e Casa de Cal.

Estes quatro livros, que se encontram no catálogo da Documenta, e Autobiografia, com o selo da Sistema Solar, foram traduzidos para o nosso idioma por José A. Palma Caetano (1931-2021), profissional muito respeitado sobretudo pelo seu trabalho a partir do alemão; Graças a ele, boa parte da obra de Bernhard chegou ao público lusófono (a maioria pela editora Assírio & Alvim) com grande rigor estilístico — algo crucial, porque o alemão do autor é difícil, obsessivo e cheio de armadilhas. Foi tradutor de obras de outros gran­des au­to­res como Pe­ter Handke e Hugo von Hof­mannsthal.

Texto sinóptico
Thomas Bernhard descreve nesta obra de carácter autobiográfico a sua relação de amizade com Paul Wittgenstein, um sobrinho do notável filósofo Ludwig Wittgenstein. O narrador passa em revista alguns dos episódios mais empolgantes ou impressivos dessa amizade e inicia o seu relato num momento repleto de significado, aquele em que ambos se encontram ocasionalmente internados no mesmo hospital de Viena: o narrador no serviço de doenças pulmonares e Paul na unidade de psiquiatria. 
Uma narrativa impregnada de grande humanidade, mas ao mesmo tempo plena de ironia, repassada de humor e salpicada de episódios jocosos ou grotescos, em que não faltam a crítica acerba e o desassombro provocatório ou sarcástico, no melhor estilo de Thomas Bernhard. 

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