segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Novidades de Fevereiro e Março da Livros do Brasil


Com tradução de Gilda Lopes Encarnação, chega a Portugal As Noites Frias da Infânciao primeiro livro de Tezer Özlü publicado pela Livros do Brasil. Frequentemente comparada a Sylvia Plath ou Virginia Woolf, pela sua honestidade sobre a saúde mental, o papel da mulher na sociedade e a complexidade da psique humana.  

Tezer Özlü (1943-1986) é uma figura incontornável da literatura turca do século XX. 
A narrativa acompanha uma mulher que se recusa a conformar com as estruturas rígidas da sociedade turca: a família conservadora, a educação puritana e o peso das tradições. Cada página é um grito de independência contra uma sociedade patriarcal e a opressão feminina. Com uma prosa despida de artifícios, Özlü percorre a sombria infância num bairro pobre nos arredores de Istambul, o despertar sexual e a luta contra a depressão, que a leva a sucessivos internamentos psiquiátricos. Incompreendida durante grande parte da sua curta existência, é hoje aclamada como uma figura proeminente da literatura turca, com obras traduzidas em mais de vinte línguas.
As Noites Frias da Infância encontra-se em pré-venda e chega às livrarias a 5 de Fevereiro. 

Sinopse
Estendendo-se dos anos de 1950 aos de 1970, esta é a história de crescimento de uma jovem turca através da qual se reflete a história de um país em transição. Menina numa casa nacionalista, patriarcal e tecnocrática, jovem a estudar num colégio de freiras austríaco, mulher em busca de liberdade e de um amor vivido na sua plenitude, que irá viajar das estepes turcas para Istambul e daí para Paris, Berlim e Zurique, a protagonista de As Noites Frias da Infância expõe neste texto breve toda a complexidade da sua vida interior, marcada pelo entusiasmo da exploração da sexualidade e pelo sofrimento causado por uma depressão que insiste em não a largar. 
Publicado originalmente em 1980, este romance intimista, sobre os desejos, os sonhos e a resistência de uma mulher, é hoje uma obra de culto, que ganha por fim aclamação internacional.


Em Março, inserido na mesma colecção, Dois Mundos, será editado O Som das Vagas, o primeiro livro de Yukio Mishima 
publicado em língua inglesa, em 1956, que estabeleceu o seu êxito internacional. É considerado um dos seus textos mais belos.
Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, e autor de obras inesquecíveis como Confissões
de Uma Máscara
(1949), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar (1963).

Sinopse
Shinji Kubo é um pescador pobre que sustenta com o seu trabalho a mãe viúva e o irmão adolescente. Hatsue Miyata, por seu lado, é a filha de um proprietário de barcos, que integra um grupo de mergulhadoras de pérolas e algas juntamente com outras mulheres da comunidade. Um dia, ao entardecer, Shinji vê Hatsue na praia e, encantado, inicia com ela uma relação baseada em bilhetes secretos e encontros fugazes. Mas quando a maledicência dos aldeões, e em particular de um outro jovem pescador considerado um melhor partido para Hatsue, põe em risco a felicidade do casal, Shinji terá de agir. 
Sobre o pano de fundo de um Japão tradicional onde a dureza do mar espelha as dificuldades da vida, O Som das Vagas é uma história de resiliência e honra, sobre o poder redentor do amor.

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