segunda-feira, 12 de outubro de 2026

«Projeções — Uma História das Emoções Humanas», o livro que aborda a optogenética, de Karl Deisseroth, Prémio Nobel da Medicina 2026


Karl Deisseroth recebeu o Prémio Nobel da Medicina 2026, juntamente com Peter Hegemann e Georg Nagel, pelas descobertas relacionadas com os canais iónicos activados pela luz e a optogenética. 

A optogenética consiste em inserir proteínas fotossensíveis em determinadas células nervosas, permitindo activar ou regular circuitos cerebrais específicos através de estímulos luminosos. Esta técnica revolucionou a investigação científica ao possibilitar, pela primeira vez, identificar com extraordinária precisão as redes neuronais envolvidas em certos comportamentos, sensações e estados emocionais.

No seu livro Projeções — Uma História das Emoções Humanas, publicado em 2022 pela Relógio D’Água, o cientista, nascido na América em 1971, combina décadas de investigação em neurociência, incluindo a optogenética, com a sua experiência enquanto psiquiatra para abordar algumas das questões mais antigas sobre a condição humana. Qual é a origem das emoções, do medo, do desejo, da solidão e da depressão? E de onde nasce a necessidade de estabelecer ligações com os outros?

Karl Deisseroth tem dedicado a sua vida à compreensão da mente e é um dos raros neurologistas que são também psiquiatras e mantêm um trabalho ativo de consulta de pacientes. Daí resultou uma abordagem original na investigação da origem biológica das doenças mentais. É a partir da experiência com os seus próprios pacientes que Karl Deisseroth escreve sobre a história das emoções humanas. Numa abordagem que evoca os trabalhos de Oliver Sacks, fala-nos de casos como o de uma jovem com uma perturbação alimentar cuja mente se revolta contra impulsos tão primários como a fome e a sede, mostra como os seres humanos evoluíram para sentir alegria mas também a sua ausência ou relata o caso de uma solitária mulher uigur que, afastada da terra natal, sofre com a ausência de ligações sociais. 

«Um psiquiatra perspicaz e um escritor fascinante que conecta maravilhosamente os sentimentos internos dos seres humanos com o conhecimento da psiquiatria e da neurociência modernas.» Robert Lefkowitz, Prémio Nobel da Química 2012

«Deisseroth escreve sobre casos clínicos dilacerantes e desesperados com o conhecimento de um médico e a habilidade narrativa de um romancista. Fascinou-me; não pude parar de o ler.» May-Britt Moser, Prémio Nobel da Medicina 2014

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