Crónica ficcionada de um derradeiro safári em África, Verdade ao Amanhecer
foi o último texto inédito de Ernest Hemingway a ser revelado, em 1999,
por altura do centenário do nascimento do autor, com edição do seu
filho Patrick, que o acompanhou na viagem. Numa caçada ao leão com a sua
mulher, Mary, Ernest acaba por se encantar com uma jovem africana e com
toda a comunidade local e vê-se então dividido entre duas mulheres,
duas culturas, num conflito que é também o do homem em relação ao mundo
natural. Ao mesmo tempo que descreve os anseios humanos com um humor
mordaz, Hemingway capta a excitação da caça e a beleza inigualável da
paisagem – um trabalho final de tirar o fôlego de um dos escritores mais
acarinhados da literatura americana.
A obra é uma peça fundamental para compreender o universo criativo do autor, bem como a sua ligação profunda à natureza e ao ato de escrever.
Hemingway deixou este manuscrito por publicar, mas na verdade já antes se havia deixado inspirar por esta sua paixão pelo continente africano, as suas gentes e, em particular, os rituais de caça: são disso prova As Verdes Colinas de África e alguns dos seus contos mais reputados, como As Neves do Kilimanjaro ou A Curta e Feliz Existência de Francis Macomber.
Considerado um dos melhores primeiros romances da história da literatura, Os Buddenbrook
foi publicado tinha Thomas Mann vinte e seis anos, em 1901, e marcaria
indelevelmente as letras alemãs do século xx. Saga familiar que
acompanha quatro gerações de uma família burguesa do norte da Alemanha
no advento da modernidade, este é o retrato de um mundo em mudança, onde
o respeito pelas ligações familiares e pelas tradições começa a ruir, a
prosperidade dá lugar à decadência, a estabilidade moral se desfaz em
perversão e loucura. Sucedem-se os nascimentos e os funerais, os
casamentos e os divórcios, as festas e os investimentos cada vez mais
questionáveis nesta história inspirada pelo ambiente em que o próprio
Thomas Mann cresceu, aqui narrado com a musicalidade e a envolvência
apenas ao alcance de um mestre da escrita.
Soldados de Salamina, de Javier Cercas
Ao ritmo de um slow, de Rainbow Rowell
No final da Guerra Civil
Espanhola, um grupo de prisioneiros nacionalistas é executado perto da
fronteira com França. Entre eles encontrava-se Rafael Sánchez Mazas, um
dos fundadores e ideólogos da Falange, futuro ministro de Franco e
poeta, que conseguiu escapar e refugiar-se no bosque. Até que um soldado
republicano o descobre, aponta-lhe uma arma e, olhando-o nos olhos,
poupa-lhe a vida. Sessenta anos mais
tarde, um romancista em crise desenterra este episódio e propõe-se a
investigar as circunstâncias daquele gesto de misericórdia. Quem era realmente
Rafael Sánchez Mazas? Qual foi a sua verdadeira história de guerra? Quem
foi o soldado que o deixou escapar? E porque o fez? Baseado num episódio verídico, Soldados de Salamina explora a complexa relação entre a memória histórica e a ficção literária.
No secundário, Shiloh e
Cary eram inseparáveis: cúmplices, confidentes, tinham o tipo de amizade
que todos julgavam destinada ao amor. Todos, menos eles. Passaram os verões
sentados nos degraus do alpendre da casa de Shiloh, a fazer planos, a
prometer que a amizade não mudaria. Mas a vida aconteceu. E a promessa
ficou para trás. Catorze anos depois,
Shiloh regressa à casa de infância, agora com dois filhos e um casamento
desfeito. Quando recebe um convite para o casamento de um velho amigo,
uma pergunta persiste: Será que Cary vai estar lá? E, mais ainda: Será
que ela quer que esteja?
O Homem do Ano, de Iliana Xander Entregas do céu, de Sanaka Hiiragi
Natalie nem sequer pensou duas vezes quando viu a sua melhor amiga a
sair da festa com um homem – afinal, Cara era assim. No entanto, também
nunca imaginou que, no dia seguinte, a encontraria em coma no hospital. O
que aconteceu? Desesperada por respostas, mal consegue acreditar na sua sorte quando vê
uma fotografia do estranho com quem a amiga saiu. Porém, a sorte acaba
quando percebe tratar-se da capa de uma revista que o celebra como o
«Homem do Ano». Geoffrey Rosenberg parece intocável – famoso, sedutor,
milionário e, segundo ela, potencialmente perigoso. Para o provar, Natalie aceita ocupar uma vaga de empregada doméstica na
mansão de Rosenberg. O seu plano é simples: aproximar-se o máximo
possível, conseguir provas e vingar-se. Contudo, há algo errado na
mansão e, quando descobre que a última empregada de limpeza está
desaparecida, Natalie apercebe-se de que nada é como pensava.
Esta é a história de um serviço muito especial, que faz chegar
misteriosas encomendas enviadas por alguém que já partiu, mudando para
sempre a vida de quem as recebe. A empresa Encomendas do Céu tem como missão fazer chegar os pedidos de
pessoas já falecidas a amigos, familiares ou mesmo a quase
desconhecidos, a quem querem deixar uma última mensagem. Cada cliente
tem a sua razão, o seu segredo ou o seu desejo por cumprir. Essas
entregas improváveis trazem com elas a possibilidade de reconciliação,
esperança e uma nova compreensão do passado.
Duas Novelas, de Emmanuel BoveCartas de um homem de sucesso ao seu filho, de George H. Lorimer
Pouco se poderá dizer da obra de Emmanuel Bove sem trair a contenção da
sua prosa em gordas frases de merecidos elogios. Mas é possível que
estas Duas Novelas façam a síntese do seu universo de fracassos, seres medíocres e de um certo desespero quotidiano. Em O Amor de Pierre Neuhart
(1929), um homem de meia-idade e uma jovem aspirante a actriz tentam
manter uma relação cheia de falsas expectativas, numa Paris triste e
contente: ele procura a vitalidade que o seu emprego e rotina perderam,
ela deseja a segurança financeira para iniciar a carreira. Em Um Temperamento de Mulher
(1999), a filha de um médico e um ex-combatente traumatizado fogem para
longe, segurando um romance frágil: ela vê-se na necessidade de pedir
dinheiro ao pai, ele carrega a culpa de um crime. Publicadas pela
primeira vez em Portugal, estas duas novelas permitem ao leitor
português descobrir um autor maior da literatura francesa do século XX.
John Graham, um empresário
que cresceu a pulso, escreve uma série de cartas ao filho Pierrepont,
através das quais lhe apresenta conselhos claros e diretos sobre ética,
trabalho, carácter e responsabilidade. Com humor, franqueza e
uma boa dose de exagero, este clássico tornou-se um manual para quem
quer entrar no mundo adulto sem perder a noção do que realmente importa:
esforço, dedicação, humildade e um bom sentido crítico. O resultado é um guia de instruções sobre a vida e o sucesso... para quem gosta de ler nas entrelinhas.
O Efeito Cortisol, de Marina Wright O Poder da Autoestima, de Patrícia Gonçalves
Com uma abordagem clara e acessível, Marina apresenta um programa de
cinco passos que combina regulação do açúcar no sangue, alimentação rica
em nutrientes e técnicas eficazes para acalmar o sistema nervoso e
reduzir o cortisol. Mais do que conhecimento, este livro oferece um plano de ação real e
aplicável. Com estratégias que funcionam a longo prazo, aprenderá a
criar rotinas sustentáveis, a ouvir o seu corpo e a impedir que o stress volte a tomar conta da sua vida.
Durante anos, acreditei que o meu valor dependia de agradar aos outros,
de ser perfeita, de corresponder a padrões. Só mais tarde percebi que a
verdadeira autoestima nasce da aceitação e do respeito por quem somos,
mesmo nos dias difíceis. Este livro é um convite a compreenderes as tuas inseguranças e começares
a construir uma relação mais saudável contigo mesmo. Através de
exemplos práticos, reflexões e exercícios, vais aprender a transformar
crenças limitadoras, a lidar com a autocrítica, o perfecionismo e a
comparação, e a fortalecer a tua confiança.