domingo, 15 de maio de 2011

Rapariga com brinco de pérola - O Livro e o Filme

O LIVRO


Sinopse:
No século XVII, em Delft, uma próspera cidade holandesa, tudo tinha uma ordem pré-estabelecida. Ricos e pobres, católicos e protestantes, patrões e criados, todos sabiam o seu lugar. Quando Griet foi trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer, pensou, por isso, que conhecia o seu papel: fazer a lida doméstica e tomar conta dos seis filhos do pintor. 
Ninguém esperava, porém, que as suas maneiras delicadas, a sua perspicácia e o fascínio demonstrado pelas pinturas do mestre a arrastariam inexoravelmente para o mundo dele.



Opinião:
"Rapariga com brinco de pérola" é um romance histórico passado em Delft, na Holanda, no século XVII.
É uma possível história que poderia estar detrás do célebre e enigmático quadro pintado por Johannes Vermeer, um pintor conhecido da Época de Ouro Holandesa.
Griet vê-se forçada a trabalhar como criada na casa do pintor, pois a sua família cai em miséria.
A jovem de dezassete anos é bonita, tímida, mas muito trabalhadora.Esta ao deparar-se num ambiente envolto em arte, fica fascinada pelas pinturas do mestre e assim nasce uma intimidade crescente entre ela e o seu amo.
Achei este livro muito fascinante. Primeiro porque sou um amante da arte, da pintura em especial e neste livro a autora, Tracy Chevalier relata detalhadamente como na época, em 1665 se fabricava e preparavam as tintas, através dos pigmentos e da moição de ossos e das misturas e técnicas que usavam.
Depois o ambiente social da época, a descrição das ruas, das indumentárias, de objectos e de instrumentos da época, tais como o alaúde e o cravo (o cravo foi o ante-sucessor do piano) estão eximiamente bem retratados.
Gostei em particular da personagem Cornelia, uma das filhas do pintor, que prima pelos seus actos maldosos e premeditados.Griet dá-lhe dois estalos durante o livro, um no inicio e outro no final. São cenas em que o leitor é apanhado desprevenido. Achei fabuloso.

É um livro muito bem escrito, que até consegui sentir o cheiro do óleo de linhaça e a tinta fresca!
Aliais, quase que me deu vontade de ir buscar todo o material de pintura que tenho guardado e começar a pintar!


O FILME

Trailer
Opinião:
Após terminar a leitura vi logo o filme.
Há cenas e uma sofistificação visual no filme que no livro não é possível reter.Temos a cidade holandesa de Delft em pano de fundo e conseguimos ter uma noção real do quotidiano, dos figurinos e dos quadros pintados por Vermeer.
No filme é o actor Colin Firth que interpreta o pintor.A actriz Scarlett Johansson destaca-se por um soberbo desempenho nas vestes de Griet, a criada.Foi precisamente a imagem de Griet que contive do livro que vislumbrei no filme, o que achei muito bem conseguida esta adaptação do livro para o ecrã.
Mas claro, o livro é muito melhor que o filme.Ainda não comprovei nenhum caso ao inverso!



Curiosidades:
¥ Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675) foi um pintor holandês, que também é conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer.

Vermeer viveu toda a sua vida na sua terra natal, onde está sepultado na Igreja Velha (Oude Kerk) de Delft.

É o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados pelas suas cores transparentes, composições inteligentes e brilhante com o uso da luz.

¥ Para ver todas as obras de Vermeer clica aqui

¥ Tracy Chevalier nasceu em 1962 em Washington, mas mudou-se para Londres em 1984. Foi editora de livros de referência, mas trocou o emprego pelo mestrado em Escrita Criativa, em Norwich, Inglaterra. Foi nesse ano que começou a escrever o seu primeiro romance, The Virgin Blue. É ainda autora de Rapariga com Brinco de Pérola, A Dama e o Unicórnio e Quando os Anjos Caem. Vive com o marido e o filho em Londres.

8 comentários:

Carlinha disse...

Olá Miguel
Gostei do que li aqui sobre este livro e tenho-o cá por casa tenho que lhe dar uma oportunidade;)
Boa leitura

Jorge Pimenta disse...

caro miguel,
a madeira é uma região que me diz muito; alguns dos momentos mais marcantes [pessoal e profissionalmente] vivi-os na pérola do atlântico.
belo blogue o teu!
um abraço!

OutrosEncantos disse...

eu vi esse filme e também me fascinei.
a história é emocionante.
a arte de Vermeer... é fascinante!
o filme tem a maravilha da imagem, o livro terá a maravilha de pormenores impossíveis no filme.
esse livro eu vou ter, sim!

vim te ver, saber do teu encontro com JLP, agradecer a visita lá pelos meus cantos e deixar
um abraço.

miGuel pesTana disse...

@Carla, dá uma oportunidade e não deixes o livro ganhar pó!
@Jorge, a minha ilha é esplendidaaa, ainda bem que sabes ;)
@Maria, o livro tem pormenores que cheiram, que transportam o leitor para o mundo dos sentidos.

miGuel pesTana disse...

ah Maria.. e é só mais para o fim do mes que tenho o tal encontro. Depois digo-te..

bj

Maria Ngan disse...

Um dos romances e filmes que mais gostei !

Também prefiro os livros às suas adaptações cinematográficas ! Até agora apenas duas obras conseguiram surpreender-me pela positiva na tela: "Memórias de uma Gueixa" e "O Perfume" !

OutrosEncantos disse...

:))
lembro quando li PAPILLON! li várias vezes e de tal maneira me fascinou que não resisti a ver o filme quando apareceu. digo-te Miguel, senti uma frustração. o filme, tendo o essencial..., faltava-lhe o miolo, os pormenores. sendo excelente, senti-o pobre...! consegues entender-me?! :))
... quero saber desse encontro :))
beijo.

Amândio Reis disse...

Miguel, queria só dizer que há, de facto, casos raros de adaptações cinematográficas que ultrapassam os seus originais de papel. Deixarei, como dois exemplos possíveis, A MORTE EM VENEZA (1971), filme de Visconti, claramente superior à novelita de Thomas Mann; e BRIDESHEAD REVISITED(1945), um romance mediano de Evelyn Waugh, que deu origem à mais esplendorosa mini-série da história da BBC (1981).