sábado, 5 de abril de 2014

«O Leque de Lady Windermere», de Oscar Wilde

Editora: Europa-América
Ano de Publicação: 1997
N.º de Páginas: 108

Esta peça, dividida em quatro actos e que decorre em 24 horas, reporta à sociedade burguesa da Londres dos anos finais do século XIX, onde Mrs. Erlynne, uma mulher na casa dos quarenta é marginalizada pela sociedade nova-iorquina, por ser gananciosa, promíscua e por se envolver com homens ricos e casados, e ser sustentada por eles. Será necessário recuar vinte anos na vida desta mulher para termos conhecimento do incidente que a fez tomar caminhos desonrosos, e também por perceber o porquê do seu retorno a Londres. O casal de aristocratas Windermere são um dos mais ricos da cidade. Para festejar o 21.º aniversário da sua recém-mulher Lord Windermere convoca uma festa na sua casa e convida a nata da elite londrina, e oferece-lhe como prenda uma luxuoso leque. Mas quando Lady Windermere vê que Mrs. Erlynne fora uma das convidadas do seu recém-marido, os problemas conjugais entre ambos iniciam-se. Numa sociedade carente de escândalos, esta mulher de más rés será o alvo dos rumores e coscuvilhices suportadas pelas aparências e suposições. O último acto da peça retoma o mesmo cenário do primeiro, a sala de estar da casa dos Windermer, e também Mrs. Erlynne volta a visitar o casal, mas desta vez a sua presença não causará repulsa a Lady Windermere. A sua prenda de aniversário, o leque, tornara-se um instrumento fatal, mas também salvador, e evitara que uma história se voltasse a repetir muitos anos depois.
Uma peça de teatro de leitura imperdível para os amantes deste género, tão bem traduzida por Isabel Sequeira e que faz parte da colecção que a Europa-América tem publicada referente aos «Grandes Clássicos do Teatro». A obra, Lady Windermere’s Fan (título original), foi transposta para filme em 2004, por Mike Barker, sob o título A Good Woman, Uma Boa Mulher em Portugal, A Farsária no Brasil, e nos principais papeis contou com as actuações de Scarlett Johansson (como Lady Windermere) e Helen Hunt (como Mrs. Erylenne).


Excerto:
«há momentos em que é preciso escolher entre viver a nossa própria vida, vivê-la plena, inteira, totalmente… e continuar a levar a existência falsa, vazia, degradante que o mundo, na sua hipocrisia, exige.» (p. 52)


7 comentários:

Anónimo disse...

Sem duvida muito interessante!
Adorava por lê-lo! <3

Adelina Laja disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adelina Laja disse...

Sem duvida muito interessante!
Adorava por lê-lo! <3

Maria Santos disse...

adoro :) um dos meus escritores de eleição sem duvida alguma :)

Mima Santos disse...

Um dos meus escritores preferido,quando leio imagino -me sempre próxima das personagens ,é muito envolvente :)

igor02 disse...

Adorava ler ...

Teresa Gonçalves disse...

Já me falaram muito bem deste livro e fiquei curiosa :)