terça-feira, 17 de maio de 2016

«Vidas Roubadas», de Mary Kubica

Editora: TopSeller
Data de Publicação: Outubro 2015
N.º de Páginas: 336

Pode-se ler na página 156: «Emocionalmente, nunca recuperei.». Esta afirmação de Heidi, uma das personagens centrais deste segundo romance da escritora americana Mary Kubica, é crucial para entendermos toda a acção de Vidas Roubadas.
O ponto de partida deste thriller é o seguinte: Heidi, uma mulher que trabalha numa instituição sem fins lucrativos, que apoia pessoas que vivem numa situação de pobreza, decide ajudar por moto próprio uma rapariga sem-abrigo e o seu bebé, que costuma ver na estação de comboio de Chicago. A obsessão desta mulher pelos desfavorecidos leva-a a trazer mãe e filho para viverem na sua casa, muito para desaprovação de Chris, o seu marido, e Zoe, a sua filha adolescente. Um pormenor importante a ter em conta é que Heidi não conhece o passado macabro da jovem mãe. Como se tornou uma sem-abrigo? Há quanto tempo mora sozinha na rua? Onde está o pai da bebé? Até que ponto conhecemos realmente os outros?
A autora recorre a analepses para entrelaçar o presente com o passado das duas protagonistas, através de capítulos narrados pelas próprias e por Chris. Vagarosamente, página após página, as muitas camadas que ocultam o historial de vida psicologicamente denso de ambas as personagens principais, vai sendo revelado ao leitor, culminando num clímax inesperado. Se calhar, inesperado por demais…
Vidas Roubadas, um trabalho de tradução de Maria da Fé Peres, cujo título original (Pretty Baby) em nada se assemelha ao título escolhido pela TopSeller para figurar na capa da obra, recebeu críticas muito positivas da imprensa internacional desde a sua publicação em 2015. E eu posso entender o por quê: é um romance extremamente bem escrito, tal como Não Digas Nada (2014), o romance de estreia de Kubica, e tem uma história envolvente que cria suspense permanente. Este thriller psicológico, cujas comparações a Em Parte Incerta e A Rapariga no Comboio são evidentes, é facilmente imaginado em formato cinematográfico também. Vidas Roubadas é um livro que recomendo? Sim, definitivamente!
Para os leitores que não querem parar de acompanhar o trabalho desta escritora, podem ficar descansados, porque parece que o intuito da autora é lançar um romance por ano. O terceiro livro de Mary Kubica é publicado exactamente no dia de hoje nos Estados Unidos. Don’t You Cry é o título e está previsto chegar às livrarias portuguesas em Outubro.

6 comentários:

Catarina Gaspar disse...

Ofereceram-me um exemplar recentemente. Assim que tiver um tempinho, vou começar a lê-lo. Adoro livros deste género.

Rita Lopes disse...

Com esta opinião deu vontade de ler.

REUTILIZAR Lisboa disse...

Bom dia, gostei da crítica, espero lê-lo um dia, boa semana.

kassie disse...

Vai ser uma das minhas próximas leituras, estou muito curiosa com este livro :)

Cláudia Raposo disse...

Este é um dos livros na minha WishList, e com esta crítica tão positiva espero lê-lo muito em breve :)

Vera Ferreira disse...

QUERO LER