segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Filme: Não Sei Como Ela Consegue (I Don’t Know How She Does It) 2011

Trailer
Um filme com Sarah Jessica Parker, Pierce Brosnan e Greg Kinnear, nos principais papeis.
O mote central do filme é saber se uma mulher, Kate Reddy, consegue ser uma boa mãe, uma boa esposa, tendo ela um emprego que exige muito de si, que tem de viajar constantemente, tirando-lhe tempo para estar com o marido e os dois filhos. Será que abdicar de uma carreira de sucesso é o preço justo a pagar por uma vida familiar harmoniosa?
As entrevistas em tom irónico, com a assistente de Kate Reddy (Sarah Jessica Parker), com o colega de trabalho aproveitador e desonesto e com a mãe de um colega de escola da filha, ao longo de todo filme, revelam homogeneidade e coerência, mesmo as cenas estando inseridas paralelamente ao desenvolvimento central.
Também quando as cenas param, criando o efeito “freeze” e Sarah Jessica Parker continua falando ao espectador, cria momentos de riso.
É um filme sem pretensões, que não acrescenta nada de novo ao que já foi feito anteriormente, sendo rectilíneo, sem nenhum êxtase, que desde o começar não esperava muito, mas não desesperei para que chegasse ao fim. 


Sarah Jessica Parker e Pierce Brosnan, uma parceria improvável, diria, mas que resultou minimamente bem, sem nenhum momento em concreto a destacar, contudo. Um argumento medianamente convencional e fraco, talvez a causa deste duo não brilhar.
Filme baseado no bestseller da escritora Allison Pearson “Não sei como ela consegue”, editado em Portugal pela Editorial Presença. 
Podes ler aqui um excerto do livro.

Jesus, o homem que era Deus - Max Gallo (Divulgação) - ASA

Sinopse 
Aos pés da cruz erguida no monte Gólgota, Flávio, o centurião romano encarregado de comandar o suplício, vê Jesus de Nazaré agonizar em silêncio. À sua volta, ressoam gritos de ódio e altercações, mas também orações e lágrimas. E quando o condenado morre e um trovão rasga os céus, nasce dentro de Flávio uma dúvida lancinante: e se aquele homem fosse realmente o Filho de Deus? Encarregado por Pilatos de vigiar os “onze lunáticos e as poucas mulheres” que se dizem discípulos de Jesus, o centurião decide reconstituir os seus passos, guiando-nos pelo périplo breve e intenso dos seus trinta e três anos de existência terrestre. Uma obra feita de emoção e reflexão, que nos envolve na mais extraordinária história de todos os tempos.


“Sejam quais forem os fenómenos inesperados que o futuro nos reserva, Jesus não será ultrapassado. O seu culto rejuvenescer-se-á constantemente; a sua lenda provocará lágrimas infindas; o seu sofrimento enternecerá os corações mais bondosos; todos os séculos proclamarão que entre os filhos dos homens nunca nasceu um maior do que Jesus.”
Ernest Renan

Max Gallo nasceu em 1932, em Nice, França. Professor de História, doutorado em Letras, dedicou-se ao ensino até entrar no mundo do jornalismo e ocupar funções políticas como secretário de Estado, porta-voz do governo ou deputado europeu. Escreveu uma vasta obra, que contempla ficção e não-ficção. Nas suas obras de ficção reconstitui os grandes momentos da História e o espírito de uma época. É também autor de biografias de grandes personagens históricas, como de Gaulle, César, Victor Hugo ou Napoleão. É membro da Academia Francesa desde 2007 e Comendador da Legião de Honra de França desde 2009.

Elizabeth Edmondson - Uma menina de boas maneiras (Divulgação) - ASA

Sinopse

Ela não é o que parece…
Em 1932, três amigas vão estudar para Oxford: Verity, filha de um pastor anglicano; Lady Claudia, uma jovem aristocrata; e Lally, filha de um senador. Vee, uma impetuosa maria-rapaz, planeia usar a sua liberdade para corrigir tudo o que falhou na sua infância desprovida de amor. O seu fascínio pelo jovem Alfred abre-lhe as portas das misteriosas sociedades secretas e irá conduzi-la a uma imprevisível carreira como agente secreta. Claudia é resplandecente e intensa, e sente-se igualmente atraída por um misterioso grupo, ou melhor, por um dos seus membros em particular: o sofisticado John Petrus. É sob a sua influência que viaja para a Alemanha e se deixa enredar nos meandros do fascismo. Entre duas personalidades tão fortes, Lally, a americana glamorosa, tenta manter viva a chama da amizade mas, na verdade, está céptica e preocupada com as opções e crenças extremas das suas amigas. Mas o assustador ano de 1938 traz consigo a desilusão e Vee decide partir para a Índia. Uma decisão tempestuosa, ensombrada pelo perigo e pelo receio da guerra. Uma viagem que mudará para sempre a sua vida e a das suas amigas.

Elizabeth Edmonson nasceu no Chile e cresceu em Calcutá e Londres, antes de ir estudar para Oxford. Divide actualmente o seu tempo entre Itália e Inglaterra. Está casada com um historiador de arte e tem dois filhos. Na ASA estão também publicados com grande sucesso os seus romances Uma Villa em Itália, A Arte de Amar, A Casa do Lago e Uma Mansão na Bruma.
Para mais informações sobre Elizabeth Edmondson e a sua obra visite o blogue Chocolate para a Alma
chocolateparaalma.blogs.sapo.pt

AUTOBIOGRAFIA de Agatha Christie (Divulgação) - ASA

Sinopse

Agatha Christie ficará para sempre conhecida como a Rainha do Crime. Publicada em todo o mundo, os seus livros estão traduzidos para mais de cem línguas e venderam já mais de dois mil milhões de exemplares. Um sucesso à escala planetária, ao qual a autora contrapôs uma vida pessoal envolta em mistério. Mas, embora se tivesse mantido afastada das luzes da ribalta, escreveu secretamente uma autobiografia. Publicada apenas após a sua morte, revelou-se tão fascinante que foi imediatamente considerada a sua melhor obra! Com rara paixão e audácia, Agatha Christie fala-nos sobre a sua infância no final do século XIX, as duas guerras mundiais que testemunhou, os dois casamentos e as experiências como escritora e entusiasta de viagens e expedições arqueológicas, em que participava ativamente com o segundo marido. Uma obra que revela a face humana e surpreendentemente extravagante por detrás da mais lendária escritora do século XX.

Nascida em Torquay em 1890, Agatha Christie começou a escrever durante a Primeira Guerra
Mundial. Entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott, é autora de cerca de trezentas obras. No entanto, foi sempre uma pessoa bastante reservada e, apesar de Hercule Poirot e Miss Marple serem personagens conhecidos em todo o mundo, a autora era para os seus leitores um enigma que apenas a publicação da sua autobiografia veio desvendar. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas e com inúmeras adaptações para teatro, cinema, televisão e rádio. A Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu a 12 de janeiro de 1976. A sua obra, essa, mantém-se intemporal.
Para mais informações pode consultar o site oficial da autora em

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Gatos e mais gatos - Doris Lessing

Opinião:
Este é um livro temático, como o titulo assim sugere, e pelo que deu para entender, é um registo autobiográfico. Doris Lessing é uma grande admiradora de gatos e esse gosto vem desde a sua infância passada em África, até a sua ida para Londres.
Alguns dos gatos retratados no livro são a Gata cinzenta e a Gata preta, cujos nomes não são mencionados. A rivalidade entre os dois felinos e todas as peripécias e ciúmes foram engraçadas de ler.

Gostei da escrita fluída, sem floreados, breve e concisa, que não compromete, pois não faz referências a mais ninguém senão aos gatos que se cruzaram e acompanharam a sua vida. A empatia da autora com os felinos é notória.
Foi o primeiro livro da autora que li e que deixou boa impressão. Contudo é um livro ligeiro, sem quaisquer pretensões. Fiquei com a sensação de não conhecer totalmente a Doris escritora, mas mais, a Doris pessoa.

É sabido que a autora prémio Nobel tem mantido o contacto com os gatos até aos dias de hoje.

Sobre a autora:
Doris Lessing nasceu em 1919 no Irão, filha de pais ingleses, e viveu vários anos no actual Zimbabué antes de se mudar para Inglaterra em 1949. O seu primeiro romance foi publicado em 1950 e alcançou grande sucesso na Europa e nos EUA. Desde então já publicou mais de 50 livros, entre romances, contos, poesia, teatro e não ficção, tendo-se tornado uma das escritoras contemporâneas mais aclamadas. Ao longo da sua carreira foi distinguida com diversos prémios, incluindo o prémio Príncipe das Astúrias e o David Cohen British Literature Prize em 2001. Em 2007 a Academia Sueca atribuiu-lhe o Prémio Nobel da Literatura.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Passatempo: Encontra-me em Nova Iorque - Duarte Monteiro

O blogue em parceria com a  Papiro Editora tem para oferecer  1 exemplar do livro “Encontra-me em Nova Iorque” de Duarte Monteiro.

O passatempo decorrerá até às 23h59 de 4 de Novembro.


Para participar, só tens de responder acertadamente ao questionário seguinte, e esperar seres o feliz contemplado.

aqui as informações necessárias.




Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá entre os dias mencionados, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal (Continental e Ilhas);
2) Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email;
3) O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui no blogue, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Objectivo literário atingido


No início deste ano objectivei ler um x número de livros que neste momento, faltando dois meses para terminar 2011, já o atingi.

Em relação aos autores, tenho mantido o meu apego aos escritores de língua estrangeira, sendo uma pequena cota parte dos livros que li, pertencentes a autores portugueses.
Como leitor ecléctico que sou, no que toca aos estilos literários (mas não sou de “tudo o que vem à rede é peixe”!), tenho lido excelentes livros, muito proveitosos.

Claro, tenho continuado a ler autores já por mim conhecidos, caso de Agatha Christie, Patrick Suskind e Augusto Cury.
Mas tenho descoberto novos autores, que me deixaram (per)seguidor da sua obra, é caso de Sommerset Maugham, Haruki Murakami, Antonio Skármeta e Brian Weiss.

Entretanto tenho digerido alguns livros com pouco interesse ou com pouco conteúdo, mas como vocês sabem, faz parte para quem lê. Os livros não são aquilo que aparentam ser. A capa xpto, a sinopse elucidativa, o preço acessível, etc, nada mais são do que estratégias de marketing.
E ler um livro por recomendação ou por ser um best-seller ou por estar em voga, cada vez menos tem sido um caminho por onde tenho escolhido as minhas leituras.

O meu balanço só pode ser positivo.

E vocês têm lido o quanto desejavam? Que balanço, literalmente falando, fazem das vossas leituras desde Janeiro até agora? Muitas desilusões, algumas ou nenhumas?

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Resultado do Passatempo: As duas irmãs - Agatha Christie

Mais um passatempo finalizado e com mais participações do que os anteriores, assim é que gosto!

Quero agradecer à Editora ASA pelo apoio e a todos os 187 participantes do passatempo As duas irmãs” de Agatha Christie.

O vencedor, escolhido aleatoriamente através do randon.org, é:

Participante nº122 -
David Gomes Soares (Porto)

Parabéns e boas leituras!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Não Desisto - Sónia Brazão (Divulgação)

Sónia Brazão é, há muitos anos, uma cara bem conhecida especialmente por causa da sua carreira de actriz, integrou diversos elencos de algumas das telenovelas de maior sucesso. Recentemente, tornou-se notícia pelos piores motivos ao sofrer um grave acidente depois da sua casa ter explodido misteriosamente. Ficou com cerca de 90% do corpo queimado, foi internada de urgência e esteve sujeita a um prognóstico muito reservado. Depois de uma recuperação que os médicos apelidaram de «milagrosa», Sónia regressou a casa e tenta recuperar a sua vida perdida. Sónia sente que está a viver uma segunda vida, como se tivesse renascido da primeira. 

«Não desisto» é o seu lema desde pequena, desde que era bailarina e insistia vezes sem fim na repetição de cada movimento, uma perseverança que se revelou fundamental na sua recuperação. Foi isso que a levou a escrever este livro.

Editora: Livros d’Hoje
N.º Páginas: 240
Preço: 14,40 €
ISBN: 978-972-20-4835-4
1ª Edição: Outubro de 2011


Lançamento a 24 de Outubro.

Mais novidades da Editora aqui

Novidades Papiro Editora (Divulgação)


Sobre o Livro:
Na Calada da Noite, primeiro romance de Elisa Vila Nova, oferece-nos uma subtil análise do Portugal continental e colonial do século XX nas vivências da protagonista, Sónia, e outras personagens ocasionais. Acontecimentos marcantes do século passado são, aqui, narrados de forma poética e intimista e entrecruzados com uma comovente história de amor transversal. Em suas reflexões oportunas para o contraponto entre o passado histórico e o presente, a autora de Na Calada da Noite envolve o leitor e transforma-o em seu principal confidente.

Sobre o Autor: 
Elisa Vila Nova nasceu em Lisboa, fez os estudos secundários em Moçambique e licenciou-se em Ciências Biológicas na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra (1959).

Até se reformar exerceu a docência como professora de Ciências Naturais e de Biologia em escolas públicas de Portugal Continental, Açores, Moçambique e Guiné. Depois de regressar definitivamente ao Continente após o 25 de Abril exerceu variadas actividades no âmbito da Educação, como:

Orientação de um núcleo de estágio do Ramo Educacional ligado à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, durante dez anos, Monitorização de numerosas acções de formação de professores e de delegados de disciplina, promovidas pelo Gabinete de Ciências da D.G.E.B.S. Participação na elaboração do programa para adultos O Homem e o Ambiente, do Ministério da Educação.Co-autoria de manuais escolares de Ciências da Natureza, Ciências Naturais e Biologia, num total de quinze manuais (Lisboa Editora e Plátano Editora) e da compilação documental constante do Guia da Reforma Curricular Autoria dos seguintes títulos publicados pela Texto Editora:Educar para o Ambiente, Educar para a Protecção Civil, Catástrofes Naturais, Avaliação dos Alunos.

Na Calada da noite é o seu primeiro romance.

Mãos que falam com pressa - Eduarda Mendes (Divulgação)

Sobre o Livro:
Não existe nem pode haver passividade na palavra, nem valores equacionados na mesma. Cresço em cada sílaba, em cada frase, em emoções de gestos incontidos. Brindo o gosto pela poesia, com as horas que fruem os caminhos, como o lavrador semeia na terra lavrada. Corre em mim um quotidiano, rebelde e irreverente que me desalinhou da estética como indivíduo e comunico a vida, como algo adjacente no vaguear torto das esquinas.


Sobre o Autor:
Nascida em Lisboa nos anos 50, cedo se destacou pelas idas constantes para a Quinta dos avós na Beira-Alta, onde se encontrava no seu pleno no meio da Natureza.

Fez os seus estudos no Liceu de Oeiras, tendo igualmente frequentado o British Council e Alliance Française. Os estudos Académicos passaram pelo Curso de Língua e Cultura Portuguesa, na Faculdade de Letras de Lisboa.
O "amor" pelos multi-deficientes, levou-a a tirar várias especialidades, para se dedicar ao trabalho quer com os mesmos, quer com jovens em risco.
O gosto pela poesia, incentivada pela mãe e avó, desabrochou na Escola Primária, quando Pessoa era leitura obrigatória. A partir daí tornou-se o seu mestre, quer com Caeiro, mas principalmente com Campos.
E como costuma dizer: "Meto a metafísica no bolso e vou para a rua dançar".
 
Autora: Eduarda Mendes
Editora: Papiro 

PVP – 7€
Categoria: prosa poética
 

domingo, 23 de outubro de 2011

Todos os Nomes - José Saramago


Opinião: 
Este livro “Todos os Nomes” conta a história de um funcionário da principal Conservatória do Registo Civil de um lugar e de um tempo não revelado.
O sr. José é o protagonista da história. É um solitário solteirão de meia-idade, um homem simples, trabalhador assíduo, pontual, que nunca desobedece às ordens do seu temível e autoritário chefe.
Se no local de trabalho ele é simpático e atencioso com os clientes e com os superiores, na sua lide íntima e pessoal ele não priva de amigos nem familiares. Um personagem que faz-nos repensar que por detrás de cada homem, esconde-se outro.

Este funcionário cultiva a mania de coleccionar imagens e notícias de jornais e revistas sobre gente famosa ou conhecida, não idolatrando uma celebridade mais que outra. Os seus tempos livres são aproveitados a recolher e catalogar todas as notícias dos famosos numa gaveta.
Até que um dia depara-se na posse de um registo duma mulher desconhecida e surge-lhe uma ideia, ou mais outra obsessão..
O sr. José vê nessa mulher anónima, da qual apenas sabe o nome e estado civil, a possibilidade de traçar um caminho novo para a sua avidez de se penetrar na vida de outrem.
(Penso para mim que só alguém que não tem auto-estima e que não se olha ao espelho há muito tempo, pode ter a avidez incontrolável de estar a par da vida dos outros, pois assim, restará menos tempo, ou nenhum, para enfrentar a sua miserável vida. São nominadas tradicionalmente as “vidinhas alheias”.)

A Conservatória, a Escola e o Cemitério da cidade onde vive, são os lugares que este homem percorre e deambula, para a frente e para trás, obstinadamente, até alcançar, ou não, os seus objectivos em relação à mulher anónima. Contudo, o medo e o sentimento de culpa são sentimentos que andam ao mesmo passo que o desequilibrado homem.
Agora, vocês me perguntam: será que o sr. José irá encontrar a mulher anónima?
Infelizmente, não poderei responder a essa pergunta. (Se calhar, não tenha resposta..)

Este livro satisfez-me, muito, muitíssimo. Infelizmente, é o segundo que leio da obra de Saramago. O outro foi “O ensaio sobre a cegueira, e que faz parte do meu top favorito.
“Todos os Nomes” fala de uma temática que levanta muitas opiniões distintas, (aliais, génio característico de Saramago) a vida e a morte. O que separa uma da outra? Qual a mais sagrada?
Gosto muito dos diálogos sem travessão, frases longas que deixa-me sem fôlego, os pontos de interrogação inexistentes, as sintaxes não coesas, gramaticalmente incorrectas, as muitas metáforas, as ironias adjacentes, os eufemismos, que Saramago usa. Muito sui generis.
Tal como em “O Ensaio sobre a Cegueira” este é um ensaio sobre a existência, a que se vê e a não visível.
Ironicamente, em “Todos os Nomes” o único personagem com nome é precisamente o Sr. José. Mas José quê? Não sabemos!

Conheces o nome que te deram, não conheces o nome que tens”.
Livro dos Provérbios

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Filme: José e Pilar (José y Pilar) 2010

Trailer

“José e Pilar” é o culminar da convivência de quatro anos do realizador Miguel Gonçalves Mendes com Saramago e Pilar del Rio.
O papel de Pilar na vida de Saramago é notório, pelas filmagens nas mais variadas ocasiões, e no meu entender, Pilar era mesmo um pilar na vida do Nobel.
Há uma frase no filme em que Saramago diz: “Eu tenho ideias para a arte, Pilar, tem ideias para a vida.” Adorei a frase.

O filme torna-se “pesado”, melancólico, aquando do internamento de Saramago. As cenas são fortes e o estado de alma de Pilar, quando vê-se sozinha, sem Saramago, é evidente a sua tristeza e vazio interior, mesmo estando rodeada de imensa gente, familiares e amigos.
Não conheço a ilha de Lanzarote, mas pelas filmagens, a ilha aparece-nos, pelo menos a mim, vestida de negro, cinzenta, murcha, deserta. Mar e deserto. Um lugar não escolhido por acaso para o casal se refugiar. 

Acrescento que o filme não tem entrevistas. É um filme “caseiro”, íntimo, onde o mundo dos livros, das amizades, da compreensão, da frontalidade, da doença, da vida e da morte mistura-se, criando um mundo só.


José Saramago nunca foi uma figura pública agradável, ele era sincero e directo no que dizia, pensava e escrevia. Se calhar por isso o país de Saramago foi escasso em agraciá-lo com homenagens. Quando o reconhecimento vem até nós de todas as direcções, excepto daquela que mais desejávamos, fica sempre um pesar, uma tristeza em nós. Penso que Saramago sentiu-se assim durante algum tempo. E como disse Violante, a filha de Saramago, “é vergonhoso”!

Sem dúvida, gostava e sentiria-me orgulhoso de ver este filme nos Óscares.
Este filme, foi o impulsionador de ter ido comprar um livro de Saramago. No próximo post  eu digo qual foi o título.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Efeito Borboleta



Passa uma Borboleta por Diante de Mim 
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos"

Novidades Papiro Editora (Divulgação)


Livro de cariz religioso que pretende ajudar os jovens a esclarecer dúvidas sobre assuntos relacionados com a fé, em geral, e sobre o cristianismo, em particular.

A lua, ou seja, o repouso e a calma da noite que ela significa, trazem a capacidade de entrar no próprio íntimo para auscultar as aspirações que jazem latentes em todo aquele que é capaz de lhe dar ouvidos.
 A lua tem resposta para quase todas as dúvidas que se relacionam com a transcendência, a origem do cosmos e a história humana. Também sabe dar lições sobre as diversas religiões e, de uma maneira especial, sobre as religiões monoteístas.
Parece ter prazer especial quando fala de Jesus Cristo e do povo que Ele conquistou na cruz. Vale a pena ouvi-la falar da Igreja e da sua missão no mundo.



Nuno Novo traz-nos em Um Grão de Dor Pintado de Sombra uma colecção de textos inéditos, prosa e poesia, impressões sobre o quotidiano em registo intimista.

«Colecciono um conjunto de cicatrizes que empacoto nos meus contornos desde 22 de Dezembro de 1989.
Escrevo o mar e as rochas nos acordes da minha irremediavelmente desafinada vida. Não sou os sítios por onde passo, sou os homens que me acompanham e as coisas que trago, mesmo as que vêm sem eu querer (e muitas vezes sem eu saber). Vivo, evito sobreviver!»

Nos tempos que correm, a vida é muito stressante para todos os grupos etários. Quer adultos quer jovens são sujeitos a um quotidiano de grande exigência e dificuldades sendo ainda obrigados a uma vivência “em alta velocidade”. Quando as pessoas não têm uma estrutura psicológica forte, que lhes permita encarar e ultrapassar os obstáculos que vão encontrando, inicia-se um processo de negação em que não acreditam nas suas capacidades e acabam por cair na depressão, ou pior ainda. Os poemas e reflexões deste livro têm como finalidade dar força a cada pessoa fazendo-a acreditar em si própria, lembrando-lhe que cada um é o dono do seu destino.   

Ana Rita de Oliveira Rendas nasceu no dia 10 de Novembro de 1993 no hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro. Nasceu numa família da classe média, sendo a mais nova de três irmãos. Tem tido um percurso escolar normal e frequenta o 11º ano do curso de Línguas e Humanidades. Tem como objectivo vir a ser Psicóloga Clínica e Educacional. Não é adepta de desporto e tem como paixões, para além da Psicologia, a Poesia, as Crianças e a Fotografia.

Apresentação de livro no Dolce Vita Funchal

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Filme: Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris) 2011

Trailer

O filme «Meia-Noite em Paris», do realizador Woody Allen, é uma homenagem à cidade das luzes, Paris, que foi durante e principalmente, nos anos vinte, a cidade do prazer, dos ilustres artistas, a cidade da noite longa e boémia e hospitaleira cidade da belle epoque.
A cidade, os seus monumentos, jardins, o comércio, a gastronomia, é-nos apresentada esplendorosamente. Aliais a trama é passada totalmente lá.
Boa actuação do actor Owen Wilson, embora sempre no seu tom cómico, soube vestir o seu personagem, o do escritor contemporâneo, frustado.
Para dar um ar mais mágico, nostálgico ao filme, o realizador recorreu ao surrealismo, recurso que funcionou muito bem. 


Recomendo este filme a todos os apreciadores de pintura e literatura, pois alguns dos vultos maiores destas duas artes, e que estavam ainda vivos na década de 20 de 1900, irão brindar o espectador com a sua presença. Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Picasso, Degas, Dali, Modigliani, são apenas alguns. 

Um filme leve, divertido e inteligente.

Passatempo: As duas Irmãs - Agatha Christie

O blogue SILÊNCIOS QUE FALAM em parceria com a Editora ASA, tem para oferecer  1 exemplar do livro “As duas Irmãs” de Agatha Christie.

O passatempo decorrerá até às 23h59 de 24 de Outubro.


Para participar, só tens de responder acertadamente ao questionário seguinte, e esperar seres o feliz contemplado.

aqui as informações necessárias. 


Boa sorte a todos!


Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá do dia 17 até às 23h59 de 24 de Outubro, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal (Continental e Ilhas);
2) Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email;
3) O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui no blogue, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A melodia do amor - Lesley Pearse (Divulgação)

Sinopse:
Liverpool, 1893. Os sonhos de Beth são desfeitos quando ela, o irmão Sam e a irmã mais nova, Molly, ficam órfãos. As suas vidas, até então tranquilas e seguras, sofrem uma dramática reviravolta. Para escapar a um futuro de miséria e servidão, Sam e Beth decidem arriscar tudo, atravessar o Atlântico e partir à conquista do sonho americano. Mas Molly é demasiado pequena para os acompanhar e os irmãos vêem-se obrigados a tomar uma decisão que os marcará para sempre: deixá-la em Inglaterra, a cargo de uma família adoptiva.
A bordo do navio para Nova Iorque não faltam vigaristas e trapaceiros, mas o talento de Beth com o violino conquista-lhe a alcunha de Cigana, a amizade de Theo, um carismático jogador de cartas, e do perspicaz Jack. Juntos, os jovens vão começar de novo num país onde todos os sonhos são possíveis.
Para a romântica Beth, esta será a maior aventura da sua vida. Conseguirá a Cigana voltar a encontrar um verdadeiro lar?


Uma história de amor incondicional e coragem sem limites.

Um livro irresistível, da autora de Nunca me Esqueças, Procuro-te e Segue o Coração.





Nunca se perde uma paixão - Eduardo Sá (Divulgação)

Sinopse

Histórias e ensaios sobre o amor. Um livro que nos faz descobrir que  «a segunda prioridade de toda a vida é conquistar um grande amor. A primeira, nunca o perder.»

«Todo o amor é tímido. E excêntrico, talvez. Não se previne nem se explica. Por tudo isso, não sei se deva escrever sobre o amor. (...)

Este livro apanhou-me desprevenido. E talvez só isso tenha feito, tomado por hesitações, aventurar-me nele. Porque é assim - suponho eu - que, em todos nós, se vive qualquer amor: de forma singular e com a descontracção que só se tem diante dos gestos com qualquer coisa de banal. Por isso mesmo, não há como escrever sobre o amor. Será mais ele que nos escreve a nós.»



EDUARDO SÁ é psicólogo e psicanalista. Professor de Psicologia Clínica e de Psicanálise na Universidade de Coimbra e no ISPA, em Lisboa. Autor de livros de divulgação e de textos psicanalíticos. Colabora, atualmente, na revista Pais & Filhos e desde há vários anos, diariamente, na Antena 1. Nunca se Perde uma Paixão é o seu mais recente livro.



Editora: Livros d’Hoje 

N.º Páginas: 280
Preço: 14,90 €
ISBN: 978-972-20-4641-1

1ª Edição: Outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Terraços de Teerão - Mahbod Seraji

Terraços de Teerão antes e acima de tudo, é um relato de amor. A história é contada por Pasha, um rapaz de dezassete anos que vive num bairro de classe média na cidade de Teerão, a capital do Irão.
Pasha passa as noites quentes do Verão de 1973 no terraço da sua casa, conversando sobre a vida e os seus amores, com o seu fiel amigo Ahmed. Ahmed namora a jovem Faheemeh, enquanto Pasha, secretamente tem uma queda devastadora pela sua bela vizinha, Zari, que, desde a infância, está prometida para um jovem universitário apelidado de “Doutor”.
Pasha, Ahmed, Zari e Faheemeh cedo tornam-se amigos inseparáveis ​​e durante o longo verão, passam os dias falando sobre a vida, livros, e sobre o futuro.
O terraço da casa do narrador é o local perfeito para dormir nas noites quentes de verão e é também o local perfeito para observação de estrelas.
Tudo corria na flor e plenitude do fim da adolescência nesse verão de 1973, quando o “Doutor” é preso numa noite, e se desenrolam os acontecimentos que agitam a vida de Pasha e da rapariga que ele ama. Este é o acontecimento motriz, que levou-me, eu, leitor, a não mais largar o livro, até a ultima página.

“Terraços de Teerão” é também um conto trágico de desafio e coragem, numa sociedade em que o preço do desafio é muitas vezes a prisão e execução.
É um romance que oferece uma visão oposta ao que estamos habituados a reter da cultura iraniana. Nunca ouvimos falar alguma coisa positiva sobre o Irão, nos noticiários eles são retratados como homens de mau aspecto, sempre com armas apontadas, e provocando guerras e tudo mais. Torna-se fácil generalizar sobre os países e esquecer as pessoas que vivem lá. Talvez seja um ligeiro exagero meu, mas é a noção que tinha deste país asiático. Este mudar de mentalidades, foi também um dos tópicos que levou Mahbod Seraji, o autor, a escrever este romance.

"Ao escrever Terraços de Teerão, queria dar a conhecer o Irão aos leitores..numa altura em que o país onde nasci é geralmente apresentado nos meios de comunicação social como o <<inimigo>>."

A história é narrada em dois estados temporais, em 1973 e 1974, criando no leitor a dúvida e o suspense, envolta do desfecho da história. O leitor pergunta para si mesmo: O que aconteceu para mudar o curso dos acontecimentos na vida destes personagens?
Foi uma estratégia eficaz, na minha opinião, do autor.
Seraji consegue educar quem ler este romance, sobre a política da época, os rituais, a opressão, as frustrações e as nuances intrincadas da sociedade iraniana.
A narrativa de Terraços de Teerão é rica e intrigante, com uma trama supostamente óbvia de acontecer, mas é trabalhada de modo a que os desenvolvimentos sejam completamente inesperados. Seraji fez também, um tremendo trabalho no desenvolvimento dos personagens deste romance.
Esta história pode mexer com os sentimentos de quem a lê.

Pergunto eu, é como um romance escrito com tanta mestria, pode ser o primeiro do autor, o romance de estreia?

Prós: A linguagem simples, a história forte, os personagens cativantes e a catadupa de suspense.

Contras: Não encontrei.

Sobre o Autor:
Mahbod Seraji veio para a América em maio de 1976, com a intenção de obter um título de bacharel em Engenharia Civil, e depois retornar para o Irã a trabalhar na sua indústria de construção crescendo. Mas não demorou muito depois de sua chegada que revolta e tumulto varreu seu país - o Xá foi derrubado em 1979, os diplomatas americanos em Teerão foram tomados como reféns por um grupo de estudantes universitários radical, e do exército de Saddam Hussein atacou o Irã, iniciando uma guerra que durou mais de oito anos e custou mais de um milhão de vidas - e Mahbod foi forçado a mudar seus planos por ficar na Universidade de Iowa até 1989 e garantir o Bacharelato, Mestrado e Doutorado.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nelson Mandela, Uma Lição de Vida - Jack Lang


O nome Nelson Mandela, é inequivocamente, conhecido de todas as pessoas. Em «Nelson Mandela – Uma Lição de Vida», da Editorial Bizâncio, o autor Jack Lang, ex-ministro da cultura de França, faz um retrato completo de Mandela, uma figura ímpar do panorama mundial. Este livro sublinha o lado humano, pessoal, social e filantrópico, de um homem simples, que fez com que os negros fossem deixados de ser tratados como indigentes, na África do Sul.

Em cinco capítulos, o autor mostra-nos de que maneira um homem humilde, mas com extremo poder eloquente, nas palavras, nos gestos, na vontade e ambição, consegue ser sempre um ser desprovido de vingança e ódio, mesmo depois de ter sido preso durante 27 anos.

Durante a narrativa percebemos claramente a luta obstinada de Mandela contra o apartheid, um sistema que negava aos negros, os direitos políticos, sociais e económicos. Nesta altura era interdito aos negros, o acesso aos autocarros e casas de banho públicas, além do imenso preconceito que existia quando um negro estivesse no mesmo espaço que um branco.  
O paralelismo humanístico e pacifista entre Mandela e Gandhi é notório, depois de lermos esta biografia.
Mandela recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1993 e foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999. Actualmente apoia e dá voz a várias organizações sociais.

Além de conhecermos melhor este homem, o leitor é obrigado a fazer uma reflexão, e admitir que no mundo, muito ainda há para mudar. 

"A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias."  
- Nelson Mandela

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Resultado do Passatempo: Terraços de Teerão

E eis que chegou ao fim mais um passatempo!

Quero agradecer à Editorial Presença pelo apoio e a todos os 126 participantes do passatempo Terraços de Teerão” de Mahbod Seraji.

O vencedor, escolhido aleatoriamente através do randon.org, é:

Participante nº97 -
Cristina Maria N. S. M. Delgado (Lisboa)

Parabéns e boas leituras!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Filme: A Árvore da Vida (The Tree of Life) 2011

Trailer

Sinopse: 
A Árvore da Vida acompanha o crescimento do filho mais velho de uma família americana, Jack, da inocência da infância até à desilusão da vida adulta, na tentativa de se conciliar na relação complicada com o seu pai. Jack vê-se como uma alma perdida no mundo moderno, procurando respostas para as origens e sentido da vida, enquanto questiona a existência da fé. Através da imagem de marca deste realizador, vemos o quanto, tanto a natureza em bruto, como a graça espiritual, dão forma, não só às nossas vidas como seres individuais e como famílias, mas a toda a vida.


Opinião: 
“A árvore da vida” é um daqueles filmes que, ou adora-se, fica-se indiferente ou odeia-se. Não obstante não é um filme acessível a todo o espectador. O ponto forte, na minha vista deste filme, é as imagens, ou melhor todo o conjunto de imagens, que dão um toque poético, de extrema beleza visual. Há cenas da natureza, sobre a criação do universo ou da Terra, da genética humana, da existência biológica e fecundação. É um filme imbuído de filosofia, diria que metafísico. O ponto fraco foi uma banda sonora que passa despercebida e não acompanha as imagens HD de puro semblante e beleza. O mais irónico é que não adorei, não detestei, nem indiferente fiquei após o término do filme!