segunda-feira, 28 de setembro de 2015

«A Vida Contada de A. J. Fikry», de Gabrielle Zevin

Editora: Self
Data de Publicação: Setembro 2015
N.º de Páginas: 264

O taciturno livreiro da ‘Livros da Ilha’ está quase a chegar aos quarenta. Com os anos, o seu gosto literário estreitou-se, já não gosta de realizar lançamentos de livros nem tem paciência para escritores. Desde que a mulher morreu, A.J. Fikry tornou-se num homem insuportável para quem quer que entre na livraria de que é proprietário, situada numa recôndita ilha (ficcional) em Boston. Ao iniciar uma improvável amizade com Amelia Loman, uma representante de uma editora de Nova Iorque, a sua vida monótona e solitária ganha uma nova esperança de ser refeita. A relação dos dois amantes de livros provará que os livros têm a capacidade de juntar e afastar pessoas; no caso deles fora o inverso.
A escritora americana Gabrielle Zevin (n. 1977) concebeu para constar no enredo deste romance dois episódios fulcrais na história, que mais à frente na leitura, se provará serem marcos na vida de A.J.: o roubo de um livro raro e valioso de Edgar Alan Poe da sua colecção pessoal e o abandono de uma criança de dois anos, na inóspita livraria cujo slôgane é «Nenhum homem é uma ilha; cada livro é um mundo». Quem roubou o livro e quem abandonou Maya, a criança, na livraria? É este o mistério que a autora podia ter feito render para criar expectativa e ansiedade no leitor. Todavia, a autora de O Outro Lado - Uma Vida ao Contrário (Editorial Presença, 2010), desvenda muito precocemente ambos os vereditos, criando um certo dissabor no leitor, que preferia ficar suspenso até ao desfecho da estória.
A Vida Contada de A. J. Fikry (título original: The Storied Life Of A. J. Fikry) tem todos os ingredientes necessários para ser um livro que capte um rol extenso de leitores, de booklovers: tem personagens que amam os livros: livreiros, escritores, bloguistas literários, editores, representantes editoriais, etc. Nesta obra, uma espécie de livrolândia, constam referências a livros a e autores antigos e contemporâneos como Mark Twain, David Foster Wallace, James Patterson e O Grande Gatsby, As Terças com Morrie e A Rapariga que Roubava Livros. Estas menções estão bem interligadas com a acção e avançar do romance e acrescentam muito à leitura.
A Vida Contada de A. J. Fikry tem diversão, romance, drama e a escrita no geral possui humor e estilo, mas o enredo é previsível, com poucas reviravoltas, o que revela pouca fertilidade imaginativa por parte de Gabrielle Zevin. Não desilude, mas também não convence.


Excerto
«Podes ficar a saber tudo o que precisas de saber sobre uma pessoa com a resposta à pergunta: Qual é o teu livro preferido?»

16 comentários:

Teresa disse...

Parece-me um livro bem interessante :)

Sapatinhos Cintilantes disse...

Interessante =)

Joana Cavaco disse...

Que livro fascinante!

André Silva disse...

Bem interessante.

dezembro disse...

Parece muito interessante

Margarida Serrano disse...

Estou curiosa para o ler :-)

Sergio Teixeira disse...

Fiquei curioso!
Quem sabe não será a próxima aquisição ;)

Fernando de Sousa Pereira disse...

Interssado

Faiscante disse...

Fiquei deveras curiosa com este livro

MARIA JOAO Marques disse...

Muito bom! A ler!!

MARIA JOAO Marques disse...

Muito bom, a ler!

patricia dias disse...

curiosa para ler

Alexandra Guimarães disse...

Um livro que me despertou interesse.

maekika disse...

Pela sinopse parece ser interessante - acho que o vou comprar ou pôr na lista para alguém mo oferecer no Natal!

Luísa R disse...

Parece ótimo!

Hélder Marinho disse...

Livroa a comprar