A Dom Quixote editou a 14 de Julho A Fazedora de Reis, a história de uma mulher extraordinária cuja influência na política, na cultura e na moda, não passou despercebida. Não houve praticamente ninguém, nestes circuitos, cujas vidas Pamela Beryl Digby Churchill Hayward Harriman (1920-1997) não tenha tocado: desde o sogro Winston Churchill, passando pelos Kennedy, Bill Clinton e Nelson Mandela, mas também Christian Dior e Frank Sinatra. E mesmo o escritor Truman Capote.Agora, pela primeira vez e com base numa vasta e inédita investigação, Sonia Purnell, jornalista e escritora britânica premiada e aclamada, revela a surpreendente história de como Pamela Harriman deixou uma marca indelével no mundo actual. Kingmaker: Pamela Churchill Harriman's Astonishing Life of Power, Seduction, and Intrigue (2024) foi traduzido para a nossa língua por Francisco Agarez. O livro já se encontra na 2.ª edição.
Esta biografia, A Fazedora de Reis, retrata a vida da aristocrata britânica, uma socialite inglesa, filha de um barão sem posses. Casou em Londres, em 1939, com o único filho de Winston Churchill. Com apenas 20 anos, o sogro considerava-a "a arma secreta" e, durante a II Guerra Mundial, Pamela era recebida com todas as honras e chegou a seduzir importantes autoridades americanas, atraindo-os para a causa britânica contra os nazi.
A vida de sedução, intriga e poder de Pamela Churchill Harriman acabariam por a tornar numa das mais poderosas e influentes do século XX. Mas a glamorosa vida social e as famosas aventuras eróticas e amantes sucessivos ofuscaram o seu verdadeiro legado.
Divorciada após a guerra, Pamela mudou-se para Paris e manteve romances com uma série de homens ricos, como o príncipe Aly Khan, o empresário italiano Gianni Agnelli, o milionário dono da Fiat, e o banqueiro francês Élie de Rothschild. Nenhuma festa em Paris ou Nova Iorque nesses anos estava completa sem a presença de Pamela. As esposas e amantes de homens ricos de todo o mundo temiam o seu talento para a sedução.
Os seus relacionamentos permitiram-lhe manter uma vida de luxo, mas só voltou a casar perto dos 40 anos, com um produtor de sucesso em Hollywood e na Broadway. Mais tarde, Pamela transferiu a sua influência para a política norte-americana, financiando e apoiando candidatos democratas, entre eles Joe Biden e Bill Clinton. Este último, já Presidente, nomeou-a embaixadora dos Estados Unidos em França. A sua influência estendia-se também à diplomacia internacional, tendo mantido relações próximas com figuras como Raisa Gorbacheva e desempenhado um papel discreto nas relações entre Jacques Chirac e Bill Clinton durante a guerra da Bósnia.
Esta é, pois, uma «electrizante biografia de uma mulher ambiciosa, corajosa» (Daily Mail) e uma leitura «deliciosamente divertida» (The Econoimist).
Excerto
«Pamela está hoje praticamente esquecida – e, se alguma vez é lembrada, é com desdém e sobranceria – mas ainda é provavelmente a diplomata mais famosa do mundo e a cortesã mais poderosa da história. Ainda assim, poucos sabem como Sua Excelência usou corajosamente o sexo para cimentar a imprescindível relação especial entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Ou como ajudou figuras proeminentes – alguns dos «reis» políticos ou industriais do século XX – a alcançar e exercer poder. Ou como inclusivamente deu um contributo importante para o fim da Guerra Fria.»
Da mesma autora
A biógrafa escreveu também os livros Uma Mulher Sem Importância (2021), Clementine (2015) e Just Boris (2011).Conhece aqui outras publicações recentes com o selo LeYa.

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