sábado, 16 de outubro de 2010

Filme: A Papisa Joana (Pope Joan)


Clica na imagem para ver o Trailer

Sinopse:
Johanna von Ingelheim (Johanna Wokalek), nascida na pobreza numa época de trevas, onde ser mulher era quase uma maldição, usou de todos os esquemas para poder dar azo à sua sede de conhecimento: ensinada pelo irmão Matthew a ler com apenas seis anos, cedo acaba por ser escolhida pela escola religiosa na Catedral de Dorstadt, onde se torna a única rapariga estudante. Mais tarde conhece o afecto em Gerold (David Wenham), que a acolheu como filha em sua casa mas cuja relação, com os anos, se transforma em amor. Depois de ser obrigada a casar, acaba por fugir e, disfarçada de homem, entra para o mosteiro de Fulda onde, durante vários anos, esconde a sua verdadeira identidade, tornando-se John Anglicus. Através dos seus grandes conhecimentos de medicina tradicional, conquista o respeito e confiança de todos e, assim, seguindo caminho para Roma acaba por salvar a vida do papa (John Goodman), de quem se torna íntima e confidente. Guardando o terrível segredo sobre a sua verdadeira identidade, acaba por ascender a pontífice máximo da Igreja Católica mas o reencontro com Gerold ditará o seu trágico destino…
Baseado no “bestseller” mundial escrito pela americana Donna Woolfolk Cross, sobre a lendária história da única mulher que terá sido Papisa, entre os anos 855 e 858 DC.

A minha opinião sobre o filme:
Devo de dizer que acabei de ler o livro num dia, e no outro vi o filme, logo, tinha muito bem presente todo o desenrolar da história.Outra advertência que tenho de mencionar é o facto de não ser fã de romances épicos, históricos, mas este filme surpreendeu-me pela argúcia com que foi feito.
A actriz que interpreta Joana (Johanna Wokalek de seu nome real) desempenha o papel prestigiosamente bem.
Por ser um filme que se passa no século IX, toda a encenação, sítios onde se passam as cenas, indumentárias, caracterização dos personagens e dezenas de miríades de figurantes foi bem conseguido.
O filme "trai" alguns pormenores e até acções que no livro está brilhantemente descrito, mas até entende-se.
É um filme forte, com muitas conspirações entre o clero, perfídias, onde percebe-se muito bem como era tratada a mulher naqueles tempos, onde estas eram espancadas pelos maridos, não tinham direito de aprender a ler nem escrever e todo o tipo de barbaridades.
Fantástico!Recomendo a todos que o vejam.

Tenho de fazer uma advertência: Os cinemas Lusomundo e Castello Lopes não teêm este filme em exibição, nem irão ter, presumivelmente.Apenas os cinemas Lusomundo o exibiram apenas numa sala do país, em 2 semanas.É incrivel que um filme deste calibre seja assim tratado, embora não culpe os cinemas mas sim os distribuidores do filme, visto este ser um filme de direcção alemã.


A minha opinião sobre o livro:
Deslumbrante, enigmático, viciante, emocionante.
Um dos melhores livros que li, e por não gostar deste tipo de romance, melhor "sabor" obti da sua leitura, que é sem dúvida cativante.
A autora, Donna Woolfolk Cross precisou de 7 anos para compilar todo este romance.Ela entrelaçou acontecimentos reais com alguma ficção, não obstante das datas e acontecimentos que assim o caracterizaram.
A era da Idade Média, todo o pensamento medieval da altura, o modo de vida dessas pessoas, as batalhas constantes, a severidade de entao, todas as barbaridades que se cometiam, todo o fanatismo religioso, é deveras de bom grado entender melhor.
No meio desta demanda de Joana para se cultivar, de ter uma mente brilhante, de ser exímia nas suas atitudes e receios, eis que o romance também a "consome".Os seus trajes andrógenos e andrajosos, consentidamente masculinos, fazem com que ninguém desconfie da sua feminilidade.
O fim do livro é o ex-libris!

Curiosidades:
¥ Existem muitas controvérsias sobre esta história. Alguns historiadores tornaram-se partidários de sua veracidade, outros contestaram-na como pura invenção.

¥ Um dos sinais mais interessantes da existência de Joana é um decreto publicado pela corte de Roma, proibindo que se colocasse Joana no catálogo dos papas.

¥ No Tarot existe uma carta dedicada à Papisa, que representa a sabedoria, o conhecimento, a intuição e a chave dos grandes mistérios.

¥ Papisa Joana é o nome de um jogo de cartas britânico.

5 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Roberta Frontini disse...

Ainda não tive o prazer de ver o filme, mas sendo este o meu livro favorito, não podia deixar de comentar ;)

Este livro é deslumbrante, lê-se muito bem e tem uma história invulgar. Também já o li há muitos anos, numa altura em que ainda não estava em voga certos livros que apelam ao envolvimento de mistérios históricos, como o Código da Vinci (embora sejam muito diferentes, apelas a sensações e questoes semelhantes). Enfim, um livro fantástico!

Miguel Pestana disse...

Recomendo vivamente o filme! Maravilhoso.

VeraSopa disse...

Concordo que este é um livro intemporal e que será sempre apreciado por quem o ler.


http://lerprazeradquirido.blogspot.com/

Passos silenciosos disse...

Oi Miguel!
Excelente resenha...
Li o livro, saboreei cada pagina! Mil e uma perguntas vagaram em minha mente..rsrs... Agora quero assitir o filme, não estou conseguindo encontrar...mas vou conseguir..rsrs
Bjos no coração,obg por sua visita na minha casa na blogosfera.
Se cuida e que Deus te abençoe...