Depois de ter escrito em 2023 a biografia juvenil Vicente Jorge Silva, e de ser co-autor do livro A Nossa Europa, Rúben Castro apresenta a obra poética Quando é que posso voltar a casa? Esta é uma publicação da Oxalá, editora sediada na Alemanha, que está sobretudo vocacionada para a divulgação da literatura de autores da diáspora.Na ilha
todos os caminhos acabam rapidamente
Falésias, miradouros, fajãs
Mas há sempre mar
Na finisterra
abro uma finestra
Texto sinóptico
Este livro interpela-nos com uma pergunta que não tem resposta. Ao longo destas páginas, Rúben Castro obriga-nos a questionar o que é, afinal, o verdadeiro sentido de casa. A partir desse não-lugar, da sensação persistente de ser estrangeiro, constrói uma poética feita de memória, deslocação e procura. A casa deixa de ser um ponto fixo e transforma-se num gesto contínuo de habitar o mundo.
Excerto do posfácio
«Este livro interpela-nos com uma pergunta que não tem resposta. (...) Atrevo-me a dizer que a obra de Rúben Castro nos obriga a questionar qual é, afinal, o verdadeiro sentido de casa. (...) Depreendo desta leituta atenta que o escritor sempre se sentiu estrangeiro e que esse absurdo atravessa todas as suas vivências.» - Claúdia Caires Sousa
Rúben Castro nasceu em 1990, no Funchal, cresceu entre as ruas de São Pedro e o Bairro da Nazaré. Fica incrédulo sempre que lhe perguntam se viver numa ilha não é claustrofóbico. Continua a achar que poucos compreendem a liberdade de ser ilhéu, às vezes, nem os próprios ilhéus, incluindo ele. É formado em Estudos de Cultura, na Universidade da Madeira, e em Jornalismo, na Universidade Nova de Lisboa. Vive atualmente na Bélgica.
Mais informações sobre o livro e autor, neste vídeo.
Da mesma editora: O Cheiro da Anoneira (2017) e Já Para Casa (2022), de Luz Marina Kratt.
quarta-feira, 11 de março de 2026
Oxalá Editora lança livro de poesia do autor madeirense Rúben Castro
publicado por Miguel Pestana
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Poemas
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