Entre as novidades das Edições Sílabo, constam as obras A Mente Criminosa – As origens da violência, do engano e do crime e inteligência do LUGAR – do colapso global à vida local.O primeiro livro, cuja sessão de apresentação decorreu no passado dia 23, contou com a participação de Susana Pinto de Almeida (Psiquiatra Forense), de João Cabaço (Especialista de Polícia Científica) e de José Carlos Antas (Perito Forense – Polícia Judiciária).
O autor, Paulo Finuras, é sociólogo e doutor em Ciência Política. É autor de vários livros, entre os quais: Da Natureza das Causas – Psicologia Evolucionista e Biopolítica (2020), As Outras Razões – Como a Evolução dá sentido àquilo que fazemos (2023) e Os Demónios da Nossa Natureza – Porque é que o autoritarismo é natural e a democracia não? (2025).
Rui Tavares Guedes (Diretor da revista Visão) e de José Roquette (Presidente do Conselho de Administração da Herdade do Esporão) foram os anfitriões da apresentação do livro de Carlos Alberto Cupeto, que ocorreu na passada quinta-feira.
O autor é formado em Geologia e professor na Universidade de Évora desde 1987. No Ministério do Ambiente exerceu cargos dirigentes durante uma década. Foi fundador da TTerra – Engenharia e Ambiente e da APEMETA, diretor da revista 'Indústria & Ambiente', espaço de referência nas tecnologias ambientais.Texto de apresentação
A violência, o engano e o crime não são desvios ocasionais da vida social. Atravessam culturas, épocas e sistemas políticos, assumindo formas diferentes, que revelam padrões recorrentes.
Para compreender o crime, é necessário compreender a mente humana. Neste livro, o autor explora as raízes profundas do comportamento violento e transgressor, articulando contributos da psicologia evolucionista, da neurociência, da psicologia social e da criminologia. Longe de explicações simplistas ou moralistas, analisa como mecanismos cognitivos adaptativos – moldados para a sobrevivência e a cooperação – podem, em determinados contextos, dar origem à agressão, à fraude e à transgressão recorrente das normas sociais.
O que leva seres humanos comuns a mentir, manipular, agredir ou matar?
Uma leitura clara e rigorosa, para leitores com ou sem formação especializada, sobre um dos fenómenos mais persistentes e inquietantes da vida social.
Sobre o livro
«Com A Mente Criminosa, o professor Paulo Finuras dá un contributo inestimável para o conhecimento do fenómeno criminal. A sua compreensão exige uma perspetiva que não pode dispensar o enquadramento evolutivo, aqui rigorosamente fundamentado na sociobiologia e na psicologia evolutiva, áreas em que Paulo Finuras é referência e figura de destaque.»
– João Carlos Melo (Psiquiatra, Psicoterapeuta e autor de livros como Renascer das Cinzas e Uma Luz na Noite Escura)Texto de apresentação
Vivemos numa época em que a palavra sustentabilidade é repetida até à exaustão, enquanto o modo de vida dominante continua a empurrar a Humanidade para um colapso anunciado. Conferências globais, metas climáticas e soluções tecnológicas sucedem-se, mas os resultados são escassos. Este livro parte de uma constatação simples e incómoda: o problema não é técnico, é civilizacional.
A crise ecológica não é um problema distante ou abstrato, nem um drama da Terra enquanto sistema geológico. É, sobretudo, uma crise humana — de escala, de cultura, de pertença e de sentido. O crescimento infinito num planeta finito, o consumismo insaciável e a confiança ingénua na tecnologia revelaram-se incapazes de garantir bem-estar duradouro ou justiça ecológica.
Contra a ilusão de uma sustentabilidade global sem rosto, o autor propõe um reenquadramento radical: a vida local como caminho regenerativo. É no lugar — onde há solo, água, ar, memória e relações — que a vida acontece e onde a transição ecológica pode ganhar verdade. Inspirando-se na geografia humanista, na ecologia profunda e em exemplos concretos do território português, este livro defende que a sustentabilidade só é possível quando é vivida e partilhada pelas comunidades.
Excerto
«Temos em mão um enormíssimo desafio, o modo de vida na Terra como a conhecemos, que nos exige uma radical mudança em alguns paradigmas que têm sustentado as crenças da nossa existência. Como o vamos fazer? Esta é a grande pergunta; será que tem resposta e estamos disponíveis para a aceitar? Temos escolha? Qual é a alternativa?»


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