As Rosas de Barbacena mergulha na história do Hospital Colónia de Barbacena, instituição psiquiátrica fundada no início do século XX que se tornou símbolo de uma das maiores tragédias humanitárias do Brasil. Nesta instituição de saúde mental, milhares de pessoas foram internadas e silenciadas ao longo de décadas. Embora criado para tratar pessoas com transtornos mentais, o local passou a receber milhares de indivíduos sem qualquer diagnóstico — incluindo mulheres consideradas “indesejadas”, homossexuais e opositores políticos.
O Colónia foi o maior hospital psiquiátrico do Brasil e é palco de um dos episódios mais sombrios da história do país, conhecido como o "Holocausto Brasileiro". Estima-se que 60 mil pessoas tenham morrido na instituição. Por isso, esta obra da autoria de Alberto S. Santos é uma homenagem às vítimas e lembra que, perante a injustiça, a memória pode ser um ato de justiça.
Reconhecido pela capacidade de transformar episódios históricos quase desconhecidos em narrativas poderosas, o autor de Para lá de Bagdad reafirma-se neste romance ao devolver voz e dignidade aos milhares de vidas que permaneceram na sombra durante demasiado tempo. Este é um romance sobre silêncio, memória e responsabilidade – e sobre o que acontece quando lembrar se torna um ato de justiça.
Publicado pela Porto Editora, As Rosas de Barbacena, um romance que confronta, comove e permanece muito depois da última página, chega às livrarias a 26 de Março.
O autor concedeu uma entrevista a este blogue aquando da publicação do livro O Segredo de Compostela.
Texto sinóptico
No Hospital Colónia de Barbacena, onde o esquecimento foi política de Estado, Teresinha é internada grávida e sem defesa.
Bernardo, um homem comum, recusa aceitar que o silêncio seja destino dos vivos. Separados por grades, papéis e escolhas irreversíveis, constroem uma ligação feita de cuidado, responsabilidade e promessa.
Quando Bernardo parte em busca da filha de Teresinha – levada ainda criança para longe da mãe –, o romance atravessa cidades, países e tempos, revelando como a violência institucional não termina nos muros que a escondem: prolonga-se nos corpos e transforma a memória num registo que não se apaga.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Baseado em factos verídicos, o novo romance de Alberto S. Santos traz à luz uma história chocante
publicado por Miguel Pestana
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