terça-feira, 23 de julho de 2013

Bertrand editora publica memórias de Helga Weiss, uma sobrevivente do Holocausto

Excerto do livro

O Diário de Helga
A vida num campo de concentração pelos olhos de uma jovem
de Helga Weiss
 
Edição: 2013
Páginas: 216
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722526661
 
Sinopse
Em 1938, quando começa a escrever o seu diário, Helga tem oito anos. Juntamente com o pai, a mãe e os 45 000 judeus que vivem em Praga, sofre com a invasão e o regime nazi: o pai é impedido de trabalhar, as escolas estão-lhe vedadas, eles veem-se confinados ao seu apartamento. Depois têm início as deportações, e os seus amigos e familiares começam a desaparecer.
Em 1941, Helga e os pais são enviados para o campo de concentração de Terezín, onde vivem durante três anos. Helga regista o seu dia a dia — as condições duras, as doenças e o sofrimento, bem como os momentos de amizade, criatividade e esperança —, até que, em 1944, são enviados para Auschwitz. Helga deixa o diário com o tio que o esconde no interior de uma parede, para o preservar.
Do pai, nunca mais recebem notícias mas, milagrosamente, Helga e a mãe sobrevivem aos horrores de Auschwitz e aos penosos transportes dos últimos dias da guerra, conseguindo regressar a Praga. No momento em que regista as suas experiências desde Terezín, Helga tem quinze anos e meio. Faz parte do grupo muito reduzido de judeus checos que sobreviveu.
Reconstruído a partir dos cadernos originais, recuperados mais tarde de Terezín, e das páginas soltas nas quais Helga escreveu depois da guerra, o diário é aqui apresentado na íntegra, acompanhado por uma entrevista com Helga e ilustrado com os desenhos que fez durante o tempo que passou em Terezín. O Diário de Helga é, assim, um dos testemunhos mais vívidos e abrangentes escritos durante o Holocausto.
Helga Weiss com 83 anos (em 2012)
Helga Weiss nasceu em Praga, em 1929. O pai, Otto, trabalhava no banco do Estado e a mãe, Irena, era modista. Das 15 000 crianças levadas para Terezín, e mais tarde deportadas para Auschwitz, apenas 100 sobreviveram ao Holocausto. Helga foi uma delas. Ao regressar a Praga estudou arte e tornou-se famosa pelos seus quadros. Os desenhos e pinturas que Helga fez durante o tempo que passou em Terezín, e que integraneste diário, foram publicados em 1998, no livro Desenha o que Vês (Zeichne, was Du siehst). O romance da autoria do seu pai, E Deus Viu que Era Mau (Und Gott sah, daß es schlecht war), escrito durante o tempo que passaram em Terezín e que Helga ilustrou, foi publicado em 2010. Em 1954, Helga casou com o músico Jirí Hošek. Tem dois filhos, três netos e vive, até hoje, no apartamento onde nasceu.
 

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