quinta-feira, 1 de outubro de 2026

«Ilusões», de Richard Bach

Editora: Alma dos Livros
Data de publicação: 25-03-2026
N.º de páginas: 164

Richard Bach é autor de mais de vinte livros, entre os quais Uma Ponte para a Eternidade e Fernão Capelo Gaivota, a sua obra mais conhecida. Publicado originalmente em 1977, Ilusões é uma das suas fábulas filosóficas de maior relevo, marcada por uma forte dimensão espiritual. Há livros que se lêem pela história que contam. Outros permanecem connosco sobretudo pelas perguntas que deixam. Ilusões pertence a esta segunda categoria. 
Escritor e piloto, Bach fez do voo uma metáfora da liberdade, da descoberta e da superação dos limites. Nesta obra, o próprio autor transforma-se em personagem e, ao percorrer os campos do Illinois num biplano, conhece Donald Shimoda, que se apresenta como um messias que abandonou a sua missão. 
Entre milagres, voos e conversas, Shimoda leva Bach a questionar o que considera real e possível. A viagem dos dois pelos Estados Unidos transforma-se numa reflexão sobre a liberdade, a felicidade e a responsabilidade pelas próprias escolhas. 
Com uma escrita simples e acessível, Bach convida o leitor a questionar os limites que impõe a si próprio e a procurar as suas próprias respostas, em vez de seguir uma doutrina. Bach, actualmente com 90 anos, sugere que muitas das barreiras que encontramos estão nas ideias que construímos sobre aquilo que é ou não possível. A dimensão espiritual e quase mística de Ilusões poderá não convencer todos os leitores, mas contribui para a sua singularidade e permanência. 
Em 2027, ano em que se assinalam os 50 anos da sua publicação original, será lançada uma edição comemorativa de Illusions, que já ultrapassou os dez milhões de exemplares vendidos e continua a encontrar novos leitores. 

Excerto 
«É fácil esquecer os nossos tempos de sabedoria, pensar que foram sonhos ou milagres antigos. Nada de bom é um milagre, nada de encantador é um sonho.» (p. 104)

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