segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Novidade editorial de Janeiro das Edições Texto & Grafia

No início da próxima semana, pela mão das Edições Texto & Grafia, aterra nos escaparates livreiros uma obra destinada a largas camadas de leitores e particularmente recomendada aos interessados pelas culturas clássicas nos seus aspetos menos abordados pelos especialistas. Sexo e Poder em Roma, da autoria do reconhecido historiador e especialista na Roma antiga Paul Veyne, aborda questões relacionadas com o dinheiro, política, morte e sexo na Roma antiga.
Texto sinóptico
A acreditar no que Ovídio nos transmitiu, os Romanos teriam celebrado e exaltado o amor e a sexualidade; mas seriam pessoas joviais e divertidas, amantes dos prazeres da vida, livres nos pensamentos e costumes, como sugerem as estátuas, os poemas e a literatura erótica que nos deixaram?
Pela mão de Paul Veyne, paradoxalmente, somos introduzidos numa sociedade puritana e cheia de tabus, na qual só é de bom-tom fazer amor de noite e às escuras, e que parece ter inventado o casamento cristão antes dos próprios cristãos! Mas não é menos verdade que os tabus existem para serem infringidos, e que todas as formas de perversão – sociais e sexuais – tal como a corrupção política são parte integrante da vida dos Romanos na Antiguidade.
É todo esse mundo fascinante que descobriremos nesta recolha de textos que aborda, entre tantos outros temas quentes, o aborto e a homossexualidade, a obscenidade e o folclore das bodas do casal romano, os combates de gladiadores como consagração da morte como espectáculo público, ou ainda a estrutura de corrupção na vida pública, a fazer lembrar as máfias modernas.

Outros títulos do autor
Nas Edições Texto & Grafia encontram-se já publicadas as obras Quando o Nosso Mundo se Tornou Cristão e Foucault, o Pensamento, a Pessoa. Pelas Edições 70, deste autor, encontra-se publicados Como se Escreve a História, Indivíduo e Poder, Acreditaram os Gregos nos seus Mitos? e A Sociedade Romana. Na Gradiva, em 1989, foi publicado O Inventário das Diferenças.

domingo, 15 de janeiro de 2017

«A Arte da Vida» descrita por Zygmunt Bauman

O sociólogo polaco Zygmunt Bauman, considerado um dos intelectuais mais respeitados em todo o mundo, faleceu no passado dia 9, aos 91 anos, em Inglaterra.
A Relógio D'Água irá publicar a 20 de Janeiro A Arte da Vida, um livro onde Bauman «avalia o modo como na moderna sociedade de consumidores, líquida e individualizada, construímos a nossa procura de felicidade e expõe as condições que a influenciam.»

Do autor, a Relógio D’Água tem publicados Confiança e Medo na Cidade, Amor Líquido, A Vida Fragmentada, Modernidade e Ambivalência, Estado de Crise e Cegueira Moral. As Edições Piaget publicaram em 2010 o título A Sociedade Sitiada. A Nova Delphi lançou em 2013 o livro Europa Líquida, aquando da vinda do filósofo à ilha, para participar no Festival Literário da Madeira. Ainda é possível também encontrar exemplares da obra A Liberdade, numa edição de 1989 da Editorial Estampa.

Novo livro de Juan Gabriel Vásquez

Com tradução de Vasco Gato, A Forma das Ruínas, o novo romance do escritor colombiano Juan Gabriel Vásquez, é publicado a 18 de Janeiro. Este livro foi vencedor do Prémio Casa da América Latina/Grupo Lena 2016 e segundo o Huffington Post, A Forma das Ruínas «é um grande romance, sem dúvida o melhor de Juan Gabriel Vásquez.»
Do mesmo autor, a Editora Alfaguara já publicou As Reputações e O Barulho das Coisas ao Cair.
Texto sinóptico
Carballo é um homem atormentado, em busca de sinais que lhe permitam destrinçar os mistérios de um passado pelo qual está obcecado. Depois de um encontro fortuito com este homem misterioso, Vásquez (sim, o próprio Juan Gabriel Vásquez, que aqui deixa cair a máscara) sente-se compelido a esmiuçar os segredos de uma vida alheia, ao mesmo tempo que se debate com os momentos mais obscuros do passado colombiano.
Uma leitura compulsiva e uma indagação magistral às verdades incertas de um país que ainda mal se conhece a si mesmo.
O romance começa assim: 
«Da última vez que o vi, Carlos Carballo estava a entrar laboriasamente numa carrinha da Polícia, as mãos algemadas atrás das costas e a cabeça afundada entre os ombros, enquanto uma legenda na parte de baixo do ecrã informava as razões da sua detenção: ter tentado roubar o fato de um político assassinado.»

Novidade PIM! Edições: «Retratos de Jovens Senhoras, Cavalheiros e Casais», de Charles Dickens e Edward Caswall

A 27 de Janeiro chega às livrarias o livro Retratos de Jovens Senhoras, Cavalheiros e Casais, da autoria de Charles Dickens e Edward Caswall. A tradução para português desta obra humorística, «Uma edição oportuna» segundo o The Times Literary Suplement, esteve a cargo de Renato Carreira. Retratos de Jovens Senhoras, Cavalheiros e Casais é a grande aposta da PIM!, uma chancela das editoras Europress e Ponto Fugapara, para o Dia dos Namorados.
Texto sinóptico
Este volume reúne três coletâneas de apontamentos satíricos originalmente publicados na imprensa inglesa. A primeira, Retratos de Jovens Senhoras, surgiu em 1837, com assinatura de Quiz, pseudónimo do clérigo anglicano Edward Caswall. A segunda e a terceira coletâneas, Retratos de Jovens Cavalheiros (1838) e Retratos de Jovens Casais (1840), foram escritas por Charles Dickens, que anteriormente assinara, também como Boz, uma série de textos humorísticos cujo êxito motivou os editores Edward Chapman e William Hall a publicarem o trabalho de Caswall num estilo semelhante. A primeira publicação conjunta das três obras em livro aconteceu em 1843. Com um humor tão refinado como acutilante, os textos versam sobre o tema dileto da grande literatura e da melhor sátira.
Nestes «retratos» reconhecerá a leitora ou leitor os diferentes tipos de homens e mulheres que, empenhando a juventude e a felicidade, se sujeitam a disputar, num campo de batalha chamado casamento, a eterna guerra dos sexos.
A editora disponibiliza para leitura imediata, aqui, as primeiras páginas do livro.
Os autores
Expoente máximo do romance vitoriano e um dos mais populares escritores ingleses, Charles Dickens nasceu a 7 de fevereiro de 1812. Em 1827 começou a trabalhar como empregado de escritório e, no ano seguinte, estreou-se no jornalismo, como repórter freelance. Em 1833 iniciou, sob o pseudónimo Boz, uma série de crónicas humorísticas em torno do quotidiano londrino, genericamente designadas Sketches by Boz. Obteve o primeiro grande sucesso literário em 1836-37, com a publicação, em fascículos mensais, de Os Cadernos de Pickwick – sucesso consolidado com o folhetim seguinte, Oliver Twist (1837-39).
Obras posteriores como Um Conto de Natal (1843), David Copperfield (1849-50), Tempos Difíceis (1854) ou Grandes Esperanças (1860-61) figuram também entre as suas criações mais conhecidas. Charles Dickens morreu a 9 de junho de 1870.

Edward Caswall (Quiz) nasceu a 15 de julho de 1814. Clérigo anglicano, poeta e autor de hinos religiosos, converteu-se ao catolicismo e foi ordenado padre. Morreu a 2 de janeiro de 1878.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Edição Especial de «As Cinquenta Sombras Mais Negras»

No dia 9 de Fevereiro chega aos cinemas o filme baseado no livro de E. L. James As Cinquenta Sombras Mais Negras. A obra erótica é novamente relançada, a 24 de Janeiro, e inclui fotos tiradas pela própria autora durante as filmagens e os seus comentários à rodagem do filme.
Texto sinóptico
Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle.
Mas por mais que tente, não o consegue esquecer – ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir. Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante. À medida que Grey se debate com os seus demónios e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida.

«Silêncio», o novo filme de Martin Scorsese que se inspirou no livro de Shusaku Endo


No dia 19 de Janeiro chega aos cinemas o filme Silence, realizado por Martin Scorsese, que conta com interpretações de Andrew Garfield, Adam Driver, Liam Neeson, Tadanobu Asano e Ciarán Hinds. O filme é baseado no aclamado romance homónimo do japonês Shusaku Endo, cuja primeira edição na Dom Quixote é de 1990. A editora relança novamente Silêncio com uma capa alusiva ao filme.

Texto sinóptico
Uma fascinante introspecção que questiona o silêncio de Deus perante a agonia dos que nele crêem.

Silêncio, cuja acção decorre no século XVII, conta-nos a história de um missionário português envolvido na aventura espiritual da conversão dos povos orientais, o qual acaba por apostatar, após ter sido sujeito às mais abomináveis pressões das autoridades japonesas, para evitar que um grupo de fiéis seja por ordem delas torturado até à morte.
Antes de chegar ao Japão, a sua viagem leva-o a Goa, depois a Macau e, finalmente, a Nagasáqui e Edo, em etapas que pouco a pouco o transportam a esse Oriente hostil, onde no entanto já se contam alguns milhares de convertidos à fé católica.
Aí descobre, na luta contra as pessoas e o ambiente adversos, a verdadeira fé, liberta de todo o aparato externo, eclesiástico ou mundano. E aí acaba por experimentar a derradeira solidão, que é o destino daqueles que quebram a comunhão com o que mais profundamente marca a sua identidade.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Mário Soares visto por Filipe Santos Costa

A partir do dia 17 deste mês, está à venda nas livrarias O último combate, um perfil completo de de Mário Soares, um dos homens mais marcantes da História de Portugal do século XX. Este livro do jornalista Filipe Santos Costa, que acompanhou de perto a última campanha de Mário Soares, tem o selo da Matéria Prima Edições.

Críticas de imprensa
«Este é o melhor obituário de Mário Soares. Um livro que parte da humilhante terceira corrida para explicar toda a ambiguidade da mais icónica figura política do Portugal democrático.»
Notícias Magazine

«Um relato que se lê como de um romance tratasse.»
Jornal de Negócios
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Biografia de Mário Soares e alguns dos últimos livros que ele publicou.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

«Pátria ou Morte», um dos mais incisivos retratos da Venezuela de Chávez

Pátria ou Morte, o primeiro romance de Alberto Barrera Tyszka a ser publicado em Portugal, chega hoje às livrarias com o selo da Porto Editora.

«Barrera Tyszka coloca o foco no humano para contar em Pátria ou Morte de que forma a violência e a dor de um país definem os venezuelanos de diferentes contextos.» 
El Universal
Texto sinóptico
Miguel Sanabria, médico oncologista e professor universitário recém-reformado, vê a sua vida ser invadida por uma inquietação que rapidamente se tornará permanente e aflitiva. Entre Beatriz, esposa e fervorosa antichavista, e Antonio, irmão fiel ao radicalismo da revolução bolivariana, Sanabria está, tal como o país, encurralado e esmagado sob o peso de duas formas de vida. Quando de Cuba chega um telemóvel com vídeos surpreendentes dos últimos momentos do Comandante, o que fazer? «Que vida pode caber num telefone?» Hugo Chávez está doente, e arrastou consigo a Venezuela para a doença.

Em paralelo surgem histórias dentro da história, como a de María e Rodrigo, crianças que, na cidade mais perigosa do mundo, Caracas, se conhecem através de um computador e de uma ligação à Internet. Mas a todas é comum a mesma sensação de estranheza, um país que é uma incerteza perpétua, e, numa escrita de perfeito equilíbrio entre a tensão de virar a página e um olhar social clínico, Alberto Barrera Tyszka apresenta em Pátria ou Morte o retrato total da sociedade venezuelana, órfã do seu mito.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O argumento original do filme «Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los»

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los
O Argumento Original do Filme
de J. K. Rowling
Inspirado no compêndio original da escola de feitiçaria de Hogwarts, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los: O Argumento Original, é uma história inédita que assinala a estreia de J.K. Rowling - autora dos muito aclamados bestsellers internacionais da série Harry Potter -, como argumentista de filmes.

Este argumento inclui o guião completo do filme, uma aventura emocionante que apresenta uma extensa galeria de criaturas e personagens mágicas. A edição portuguesa do argumento é publicada em 2 de fevereiro de 2017, após a estreia mundial do filme produzido pela Warner Bros. Pictures, a 18 de novembro de 2016.

A versão digital da edição portuguesa do argumento do filme será publicada por Pottermore, a plataforma digital global do Mundo da Feitiçaria de J.K. Rowling.

A Editorial Presença congratula-se por ter a oportunidade de apresentar aos leitores portugueses o novo projeto de J.K. Rowling, que marca o início de um novo capítulo do extraordinário Mundo da Feitiçaria e que promete continuar a encantar leitores em todo o mundo.

Sobre o filme
A ação do filme Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los começa no ano de 1926, no momento em que Newt Scamander, representado por Eddie Redmayne, premiado com um Óscar da Academia, conclui uma viagem à volta do mundo para encontrar e documentar um conjunto extraordinário de criaturas mágicas. Tendo chegado a Nova Iorque para uma breve paragem, ele poderia ter partido de imediato sem qualquer incidente... não fosse um No-Maj (termo americano para «Muggle») chamado Jacob, uma pasta mágica perdida e a fuga de alguns dos monstros fantásticos recolhidos por Newt, que causam grandes problemas quer no mundo da feitiçaria quer no mundo No-Maj.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

«Pequeno Manual para a Vida», de Epicteto

Editora: Alma dos Livros
Data de publicação: 13/01/2017
N.º de páginas: 80
O conjunto de ensinamentos da autoria de Epicteto (55-135) que compõe este livro, foi compilado tendo como base o que Flávio Arriano, um dos seus discípulos mais fervorosos, foi ouvindo e tomando notas nas várias aulas que teve com o filósofo grego estóico que viveu a maior parte de sua vida em Roma. Epicteto não deixou qualquer obra escrita, mas a sua filosofia inspirou várias gerações de pensadores e escritores, desde a sua morte até à era moderna; são exemplos Marco Aurélio e Hiérocles e Thomas Jefferson e J. D. Salinger.
O Estoicismo imperial ou Novo Estoicismo, uma sub-categoria da corrente estóica helenista que Epicteto se inseria, foi uma filosofia seguida também por Séneca, um dos pensadores de quem o autor deste manual buscou grande influência.
Como viver uma vida plena e feliz ou como ser uma pessoa com qualidades morais? Esta é a pergunta-base de Pequeno Manual para a Vida, o terceiro livro que uma nova editora, a Alma dos Livros, acaba de publicar.
Visto o conteúdo deste livro não ser uma transcrição palavra por palavra do que Epicteto defendia e ensinava, esta obra encontra-se dividida em vários capítulos, tendo cada um um assunto específico. No capítulo segundo, o autor passa a mensagem de que a virtude é o único bem da vida e viver de acordo com esta qualidade significa viver conforme a natureza. Epicteto é peremptório a afirmar: «Quando não alcanças aquilo que desejas, ou quando não evitas aquilo que não desejas, sentes-te infeliz.»
Dos 53 capítulos que compõem esta obra, o n.º 33, cujo título é ‘Assume para ti mesmo, a partir deste instante, um caráter e um padrão de comportamento. Mantém-nos quer estejas sozinho ou acompanhado’, tem grande destaque, por incluir avisos e ensinamentos tais como: «Permanece em silêncio na maior parte do tempo, ou diz apenas aquilo que é necessário, e com poucas palavras. (...) Não faças juramentos. (...) Evita os eventos públicos e banais. (...) afasta e rejeita tudo o que se relaciona com a ostentação.»
Devemos nos focar e gastar energia nas coisas que controlamos (as nossas crenças) e não nas coisas que não controlamos (o nosso corpo, os nossos bens, os nossos pais, o tempo, o passado, o futuro), é um dos chamarizes desta filosofia que repudia o apego.
O objectivo deste Pequeno Manual para a Vida, um dos mais preciosos e acessíveis textos do estoicismo, (a tradução desta edição esteve a cargo de Manuel Oliveira), é o de apresentar ao leitor um caminho simples para percorrer, propondo formas de viver baseadas na ataraxia (paz de espírito) e apatheia (calma). Epicteto baseou-se na sua vida traumática (foi escravo) para a formulação da sua filosofia que pode ser considerada uma filosofia da resiliência.
Os conselhos encontrados neste pequeno livro são práticos e de assimilação simples. Para quem quer escolher conhecer uma arte de viver descomplicada e gratificante, este livro é aconselhado. Não esquecer que «somos responsáveis pelas nossas escolhas.»

Excerto
«De entre todas as coisas que existem, algumas dependem de ti, outras não.
(...) Dependem de ti o conhecimento de ti mesmo, aquilo que procuras no teu caminho, aquilo que queres e aquilo que não queres; em síntese, todos os teus atos. 
De entre as coisas que não dependem de ti estão o corpo com que nasceste (...), a opinião dos outros a teu respeito (...); em síntese, tudo aquilo que não são os teus atos.» (p. 7)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Os primeiros dois títulos da Editora Alma dos Livros

O Homem que Sabe Pensar
de James Allen
Texto sinóptico
Aquele que cultiva um verdadeiro ideal no seu coração irá, um dia, realizá-lo. O Homem que Sabe Pensar é um clássico intemporal que tem inspirado milhares de leitores em todo o mundo, influenciado pensadores, filósofos e teólogos ao longo de décadas e décadas, e, desde que foi publicado, tem sido citado e elogiado vezes sem conta por autores das mais diversas áreas. Carregado de conselhos práticos, conduz-nos diretamente para aquilo que é importante, sem perder tempo com discursos desnecessários. É simples, verdadeiro, profundo, e toca instantaneamente o coração dos leitores. Mostra-nos que a nossa mente guia os nossos passos ao longo do caminho da vida e que aquilo que pensamos influencia diretamente a nossa vida, algo que, muitas vezes, subestimamos. Mas como devemos começar e onde é que podemos procurar? Como é que alcançamos a clareza de mente necessária para nos trazer a iluminação e a felicidade?

Neste livro, James Allen oferece respostas claras a estas perguntas. O Homem que Sabe Pensar é um livro extremamente bem escrito, lúcido, belo e comovente, que respira o puro ar da verdadeira espiritualidade. É uma fonte de inspiração para todos aqueles que o leem de espírito aberto e toca profundamente a alma de cada um. Os nossos pensamentos são a semente de tudo o que acontece nas nossas vidas. Tornamo-nos naquilo que pensamos. A partir daqui, a escolha depende de nós: ou decidimos ser donos e senhores do nosso pensamento e criamos a vida que queremos, ou permanecemos focados na negatividade, na frustração e no fracasso.

Excertos
«Os sonhadores são os salvadores do mundo. Sonha em grande e, na medida em que o sonhares, assim se tornará real.»


«Aquele que conquistou a dúvida e o medo venceu o fracasso.»


Três Homens num Barco
de Jerome K. Jerome
Texto sinóptico
A vida, às vezes, pode ser aborrecida. Férias precisam-se. Três amigos (e um cão) decidem fazer uma viagem ao longo do rio. Depois de uma preparação atribulada, embarcam numa jornada que se transforma num acontecimento ímpar nas suas vidas. O pequeno barco transforma-se no epicentro de uma série de aventuras e peripécias inusitadas, tão absurdas como caricatas, reunindo uma variedade de temas improváveis como sátira social, filosofia e humor numa descrição absolutamente feliz e conseguida da natureza humana. Um livro bem-humorado e divertido, que faz o elogio da vida ao ar livre, da vida boémia, da amizade e dos afetos, da busca do sentido da vida, das férias de verão intermináveis e da suave memória dos tempos jáidos.

Apesar de contar uma história na qual está tudo continuamente a dar errado, este livro narra uma viagem incrível e divertidíssima e transforma-se num autêntico manual de autoajuda literária que nunca esqueceremos e que todos deveriam ler. Três Homens num Barco foi considerado recentemente, pelo jornal The Guardian, um dos 25 melhores romances de sempre, e um dos 20 livros mais divertidos alguma vez escritos, pela revista Esquire.

Excertos
«A vida só vale a pena quando a partilhamos com os amigos»
«Na viagem não devemos pensar nas coisas que nos podem dar jeito, mas apenas naquelas que não podemos dispensar.»
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Próximas publicações
Pequeno Manual para a Vida, de Epicteto e Mamã Cartoon, de Ana Sílvia Agostinho.
https://www.facebook.com/almadoslivrospt

No ano em que assinala-se os 100 anos da Revolução Russa, a Editora Objectiva publica uma nova biografia de Estaline


Os Últimos Dias de Estaline
de Joshua Rubenstein

Texto sinóptico
O colapso repentino de Estaline, que o leva à morte, em Março de 1953, foi tão dramático e misterioso como a sua vida.
Os Últimos Dias de Estaline é um envolvente relato dos últimos meses de vida do ditador, da vigília no seu leito de morte e da sucessão de acontecimentos internacionais que se seguiram após o seu desaparecimento.

Elogios da imprensa internacional
«Um trabalho fascinante.»
Library Journal

«Joshua Rubenstein, num relato vívido e vivo, descreve os derradeiros meses de vida de Estaline e o contexto do seu leito de morte, dando conta do verdadeiro significado desse ponto de viragem.»
The Times

«Os últimos dias de Estaline são dramáticos, e Rubenstein faz um relato excelente.»
The Guardian

«Um livro acessível e fascinante.»
Irish Times
«Intrigante.»
Tablet

«Um relato denso, arrepiante.»
The Arts Fuse

domingo, 8 de janeiro de 2017

Biografia de Mário Soares e outros livros da sua autoria

Mário Soares - Uma vida
Biografia
de Joaquim Vieira
Texto sinóptico
A carreira política de Mário Soares não se compara, na realidade, com a de nenhum outro português. No seu currículo conta com 70 anos de vida política ativa. Durante este período foi: cabeça de lista ou em nome individual, disputou 10 atos eleitorais, dos quais venceu seis (constituintes de 1975, legislativas de 1976 e 1983, presidenciais de 1986 e 1991 e europeias de 1999) e perdeu quatro (legislativas de 1969, 1979 e 1980 e presidenciais de 2006). Não admira, por isso que Mário Soares seja considerado um nome maior do século XX português e o pai da democracia portuguesa. Hoje, aos 88 anos, continua a ser uma voz ativa na política, considerada pela sociedade civil. Um verdadeiro senador. A apetência pelo poder nasceu cedo, estimulada por uma educação de príncipe que parecia programá-lo para o destino que viria a ter. Mas o seu período de formação decorreu contudo em ambiente hostil, no qual teve de enfrentar a cadeia por 12 vezes. Teria sido mais fácil abandonar os desígnios políticos e enveredar por uma carreira profissional estável e próspera como advogado. Resistiu. Ganhou fibra, a mesma que viria a manifestar em diferentes situações ao longo da vida, como, por exemplo, na rutura com os comunistas, no lançamento de um movimento social-democrata em plena ditadura, no patrocínio jurídico à causa da família do assassinado general Humberto Delgado, na teimosa opção por uma candidatura separada do resto da oposição em 1969, na fundação do Partido Socialista, na liderança do movimento contra a radicalização no período revolucionário, na defesa da integração europeia de Portugal, na rutura com António Ramalho Eanes, ou nas opções para a revisão constitucional de 1982. Soares mostrou-se sempre à frente do seu tempo. Para os portugueses sempre foi o «Bochechas». O homem que todos gritavam na rua «Soares é fixe». Afinal, Soares não se portava como um político remetido ao seu Olimpo, mas como um português comum, com as suas dúvidas e hesitações, baralhando números e menosprezando estudos, capaz de dialogar de igual para igual tanto com príncipes como com plebeus, relevando da mesma maneira as cerimónias oficiais e os contactos de rua, sorrindo até nas mais adversas circunstâncias, bonacheirão, atencioso, incapaz de dispensar os melhores confortos, um bom almoço ou uma sesta retemperadora. Sempre foi o presidente de todos os portugueses. O jornalista Joaquim Vieira, depois de vários anos de investigação, e de entrevistas ao próprio biografado, a amigos e inimigos, traça-nos a história de uma vida complexa, com algumas sombras por revelar, como o caso do fax de Macau.
Um livro fundamental não só para perceber o homem, mas também a História recente de Portugal



O Homem que Come, Bebe e Respira Política
de Ana Sá Lopes
Texto sinóptico
«O Dr. Soares diz que quer parar, mas não para. Nunca vai parar. Não lhe peçam que descanse da política, porque ele não irá cumprir.» «Só já depois do Dr. Mário Soares ter saído do Poder comecei a conviver mais de perto com ele. Não me posso esquecer da sua participação na campanha eleitoral de 2009, num comício no Porto. Estava um calor terrível, uma multidão arrasadora, e eu não consegui encontrar outro sítio para trabalhar que não fosse no palco. O discurso do Dr. Mário Soares foi simplesmente arrebatador. Enquanto eu quase desmaiava sentada no palco sob aquele sol demente, o Dr. Soares estava fresco e mostrava toda a sua energia. Ele come, bebe, alimenta-se, respira política. Sempre foi assim e sempre assim será. Arrisco dizer que é uma coisa física - nunca vi ninguém assim.»


Cartas e Intervenções Políticas no Exílio
Texto sinóptico
Este livro reúne um conjunto de documentos do Arquivo Fundação Mário Soares escritos e/ou publicados entre 1970 e 1974 e que retraçam a atividade política do autor durante o exílio em França e a forma como esta atividade se articulava com a de diversas figuras da oposição ao regime, tanto em Portugal como noutros destinos de exílio. Inclui: - Correspondência entre o autor e Raúl Rêgo, Piteira Santos, Pinto Balsemão, Medeiros Ferreira, Tito de Morais, Vitorino Magalhães Godinho, Victor da Cunha Rego, António Macedo e Jorge Campinos - Artigos publicados no República e no Portugal Socialista, Revue Politique International, L’Unité, Combat Socialiste e Le Monde (França); The Nation (EUA), Express Español (Espanha) e Weltwoche (Suíça) - Entrevistas publicadas na Veja (Brasil), L’Espresso (Itália) e Combat (França) - Outros documentos de grande interesse histórico. Com prefácio do historiador David Castaño.



Em Defesa do Futuro
Texto sinóptico
«Um político a sério é aquele que se preocupa com o seu país acima de tudo, aquele que é patriota e busca não o seu bem-estar pessoal, mas sim o do país a que pertence.»
«O País está num impasse, sem saída. Não há qualquer estratégia. Tudo está parado e a incerteza quanto ao futuro é enorme.»



A Esperança é Necessária
Texto sinóptico
«A crise vai-se agravando. Sem remédio? Creio que não. Porque a esperança deve ser a última a perder-se. Sempre pensei assim e não me arrependo.» «Quem tem estado no poder são os partidários dos mercados usurários, das troikas e do dinheiro acima de todos os valores. Têm o sentido de que o que conta é a austeridade e a pobreza das pessoas. As próprias pessoas que se lixem, para usar o termo que hoje alguns usam. Os valores não contam. A ética e o humanismo, que permaneceram depois da Segunda Guerra Mun­dial, hoje são motivo de riso dos tecnocratas, que en­chem os bolsos e nada mais. Pois bem, isso vai ter de mudar ou a Europa cai no abismo e nada nos vale. Não creio que sejamos tão estúpidos que caiamos nesse abismo. Por isso, tenhamos esperança. E acreditemos nos nossos valores.»



Crónica de um Tempo Difícil
Texto sinóptico
«Pobre país, dirão os portugueses mais atentos. O futuro que se lhes apresenta não será nada brilhante. É preciso que os portugueses tomem consciência disso e ajam em conformidade. Já que não podemos mudar o Mundo nem sequer a Europa, sejamos ao menos capazes de mudar Portugal.»
«O livro que ora vos apresento representa a compilação de artigos diversos e outros escritos publicados nos anos de 2011 e 2012 em jornais e revistas portugueses e estrangeiras. Foram anos de aprofundamento da crise europeia e nacional, ainda não resolvida, bem pelo contrário.
[…] A democracia - no plano europeu e nacional , considerada um dos fundamentos essenciais do projeto europeu, bem como os Direitos do Homem e os Estados Sociais começaram a ser conceitos e valores cada vez menos seguidos e respeitados. Porque, como se sabe, a crise financeira, dando a prioridade aos mercados, pôs o dinheiro acima das pessoas, como supremo valor.»



Um Político Assume-se
Texto sinóptico
Uma vida de militância desinteressada, com uma linha de orientação coerente, embora com ajustes, ruturas e adaptações às realidades mutáveis da Europa e do Mundo.



Diálogo de Gerações
Texto sinóptico
Em 2002 o mais velho dos autores lançou em Bruxelas, na Livraria Orpheu, o livro Português e Europeu e pediu ao mais novo que fosse o seu apresentador. O picante da situação resulta não só da diferença de idades que os separa — quase meio século! — mas também das díspares experiências existenciais vividas e de formações culturais distintas, embora com traços comuns. Com efeito, o mais velho é predominantemente francófono, como acontecia na sua geração; e o mais novo anglófono, como em geral sucede nas gerações mais novas. No entanto, ambos são socialistas, não têm medo da palavra e acreditam no socialismo democrático como um contributo insubstituível. Os autores acreditam que este livro pode representar um contributo útil, ainda que modesto, para a reflexão política e para a dignificação da política.



Em luta por um mundo melhor
Texto sinóptico
"Devemos ter confiança e não nos deixar abater. A crise vai libertar novas energias. O mercado não morrerá se ficar sujeito a regras éticas e políticas. O mesmo sucederá com a globalização, desde que seja objecto de maior regulação. Novas energias e novas gerações aparecerão. É preciso regulamentar e supervisionar os mecanismos de mercado. Reforçar os Estados de Direito. E reformular o socialismo democrático - que em muitos casos se deixou "colonizar" pelo neoliberalismo - dignificando o trabalho, aprofundado as politicas sociais e lutando a sério em defesa do planeta, ameaçado, e pela solidariedade entre os humanos, em exclusões.
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